Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 06/08/2020

06 de Agosto de 2020

O Dia do Padre

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06 de Agosto de 2020

O Dia do Padre

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01/08/2020 03:24

O Dia do Padre 0

01/08/2020 03:24

Além das riquezas da liturgia da Igreja, fruto de experiências seculares e da ação do Espírito Santo na História, por tradições várias temos também alguns meses com temas específicos, por isso chamados de “meses temáticos”.

         É o caso do mês de agosto que ora iniciamos: o mês vocacional. As vocações contempladas nos domingos e semanas deste mês (sacerdotal, diaconal, matrimonial, religiosa e do cristão leigo), juntamente com outros temas que foram se agregando (Semana do Estudante, Semana Nacional da Família, Dia do Catequista), serão celebradas também em outras datas durante o ano, assim como em várias ocasiões no decorrer do tempo litúrgico.

         Este mês, no entanto, nos impulsiona para um tempo de orações especiais para que as vocações de todos os cristãos na Igreja sejam dirigidas a Deus, dando uma oportunidade a todos de aprofundamento do tema.

         Começamos com a vocação à vida sacerdotal neste primeiro domingo do mês, porque no dia 4 de agosto celebramos o Dia do Padre com a festa do seu padroeiro, São João Maria Vianney, o Cura d’Ars.

         Ele viveu entre 1786 a 1859 na França, e após dificuldades em seus estudos, ordenado padre, trabalhou em Ars, onde foi pároco durante 40 anos. Pela graça de Deus transformou aquela vila em uma comunidade orante que atraiu para lá multidões de toda a França e  Europa.

         Será muito importante que toda comunidade reze pela vocação e perseverança dos padres, esses homens de Deus que enfrentam no dia a dia a luta pela evangelização de nosso povo, formação das comunidades e transformação de nossa sociedade.

         O presbítero, “à imagem do Bom Pastor, é chamado a ser homem de misericórdia e compaixão, próximo a seu povo e servidor de todos, particularmente dos que sofrem grandes necessidades. A caridade pastoral, fonte da espiritualidade sacerdotal, anima e unifica a sua vida e ministério” (Doc. Aparecida 198).

         A maioria de nossos sacerdotes, independente das limitações humanas, é formada de sacerdotes dignos, que gastam cotidianamente a vida ao Reino de Deus, que amam Jesus Cristo e o povo que lhes foi confiado, exercendo o ministério nos mais variados ambientes, muitos em locais complexos e desafiantes.

         A perplexidade despertada em nosso povo fiel nesses dias de tanto relativismo, seja pelos nominalismos de grupos separados, como pela mídia que em vez de informar muitas vezes acaba confundindo nossas comunidades, requer de nós ainda mais esclarecimentos e aprofundamentos para que, diante de um mundo individualista, hedonista, consumista, ávido de poder, cheio de corrupção, possa estar presente o sinal de um mundo diferente e de tempos novos.

         O Papa João XXIII em sua carta encíclica no centenário da morte do Cura d'Ars dizia: “não é para admirar que seja o primeiro alvo visado pelos inimigos da Igreja, porque, dizia o Cura d'Ars, quando se quer destruir a religião, começa-se por atacar o padre.” (nº 63)

         A atenção despertada pela vida do padre e mesmo as notícias das fragilidades de alguns é devido a uma vida que questiona as bases de nossa sociedade ocidental. Pode ser esta uma das razões da Igreja Latina conservar a disciplina de escolher os seus presbíteros dentre aqueles que, além da vocação sacerdotal, possuam também o dom do celibato. Este dom “lhe possibilita especial configuração com o estilo de vida do próprio Cristo e o faz sinal de sua caridade pastoral na entrega a Deus e aos homens com o coração pleno e indivisível” (Doc. Aparecida 196)

         Nestes tempos de tanta comunicação, mesmo as pessoas que participam nem sempre conseguiram, durante o tempo de aprofundamento da fé, descobrir a beleza da caminhada eclesial e a importância desses sinais da Igreja na sociedade hodierna. Por isso, exorto o nosso povo para que neste dia rezem na intenção da vocação sacerdotal, pelos padres, pelas vocações em nossos seminários, pela santificação de todos e aprofundem sempre mais o entendimento dessa caminhada eclesial.

         Lembra ainda o Papa João XXIII (nº 11): “convencidos de que a grandeza do sacerdócio está na imitação de Jesus Cristo, os padres estarão, pois, mais do que nunca, atentos aos apelos do divino Mestre: Se alguém quiser vir após Mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me” (Mt 16.24).

         Neste tempo de tanta necessidade missionária, quando todos são chamados a viver em missão permanente, os padres são a grande força propulsora da vida cotidiana das comunidades locais”. Que tenham toda a unidade da comunidade e a graça e a luz do Espírito Santo para que “andem e anunciem de novo a todos a pessoa de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e seu Reino.

         Rezemos pelos nossos presbíteros e seminaristas, e, “em especial, pelos que estão sofrendo, pelos enfermos e idosos!"


 
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O Dia do Padre

01/08/2020 03:24

Além das riquezas da liturgia da Igreja, fruto de experiências seculares e da ação do Espírito Santo na História, por tradições várias temos também alguns meses com temas específicos, por isso chamados de “meses temáticos”.

         É o caso do mês de agosto que ora iniciamos: o mês vocacional. As vocações contempladas nos domingos e semanas deste mês (sacerdotal, diaconal, matrimonial, religiosa e do cristão leigo), juntamente com outros temas que foram se agregando (Semana do Estudante, Semana Nacional da Família, Dia do Catequista), serão celebradas também em outras datas durante o ano, assim como em várias ocasiões no decorrer do tempo litúrgico.

         Este mês, no entanto, nos impulsiona para um tempo de orações especiais para que as vocações de todos os cristãos na Igreja sejam dirigidas a Deus, dando uma oportunidade a todos de aprofundamento do tema.

         Começamos com a vocação à vida sacerdotal neste primeiro domingo do mês, porque no dia 4 de agosto celebramos o Dia do Padre com a festa do seu padroeiro, São João Maria Vianney, o Cura d’Ars.

         Ele viveu entre 1786 a 1859 na França, e após dificuldades em seus estudos, ordenado padre, trabalhou em Ars, onde foi pároco durante 40 anos. Pela graça de Deus transformou aquela vila em uma comunidade orante que atraiu para lá multidões de toda a França e  Europa.

         Será muito importante que toda comunidade reze pela vocação e perseverança dos padres, esses homens de Deus que enfrentam no dia a dia a luta pela evangelização de nosso povo, formação das comunidades e transformação de nossa sociedade.

         O presbítero, “à imagem do Bom Pastor, é chamado a ser homem de misericórdia e compaixão, próximo a seu povo e servidor de todos, particularmente dos que sofrem grandes necessidades. A caridade pastoral, fonte da espiritualidade sacerdotal, anima e unifica a sua vida e ministério” (Doc. Aparecida 198).

         A maioria de nossos sacerdotes, independente das limitações humanas, é formada de sacerdotes dignos, que gastam cotidianamente a vida ao Reino de Deus, que amam Jesus Cristo e o povo que lhes foi confiado, exercendo o ministério nos mais variados ambientes, muitos em locais complexos e desafiantes.

         A perplexidade despertada em nosso povo fiel nesses dias de tanto relativismo, seja pelos nominalismos de grupos separados, como pela mídia que em vez de informar muitas vezes acaba confundindo nossas comunidades, requer de nós ainda mais esclarecimentos e aprofundamentos para que, diante de um mundo individualista, hedonista, consumista, ávido de poder, cheio de corrupção, possa estar presente o sinal de um mundo diferente e de tempos novos.

         O Papa João XXIII em sua carta encíclica no centenário da morte do Cura d'Ars dizia: “não é para admirar que seja o primeiro alvo visado pelos inimigos da Igreja, porque, dizia o Cura d'Ars, quando se quer destruir a religião, começa-se por atacar o padre.” (nº 63)

         A atenção despertada pela vida do padre e mesmo as notícias das fragilidades de alguns é devido a uma vida que questiona as bases de nossa sociedade ocidental. Pode ser esta uma das razões da Igreja Latina conservar a disciplina de escolher os seus presbíteros dentre aqueles que, além da vocação sacerdotal, possuam também o dom do celibato. Este dom “lhe possibilita especial configuração com o estilo de vida do próprio Cristo e o faz sinal de sua caridade pastoral na entrega a Deus e aos homens com o coração pleno e indivisível” (Doc. Aparecida 196)

         Nestes tempos de tanta comunicação, mesmo as pessoas que participam nem sempre conseguiram, durante o tempo de aprofundamento da fé, descobrir a beleza da caminhada eclesial e a importância desses sinais da Igreja na sociedade hodierna. Por isso, exorto o nosso povo para que neste dia rezem na intenção da vocação sacerdotal, pelos padres, pelas vocações em nossos seminários, pela santificação de todos e aprofundem sempre mais o entendimento dessa caminhada eclesial.

         Lembra ainda o Papa João XXIII (nº 11): “convencidos de que a grandeza do sacerdócio está na imitação de Jesus Cristo, os padres estarão, pois, mais do que nunca, atentos aos apelos do divino Mestre: Se alguém quiser vir após Mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me” (Mt 16.24).

         Neste tempo de tanta necessidade missionária, quando todos são chamados a viver em missão permanente, os padres são a grande força propulsora da vida cotidiana das comunidades locais”. Que tenham toda a unidade da comunidade e a graça e a luz do Espírito Santo para que “andem e anunciem de novo a todos a pessoa de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e seu Reino.

         Rezemos pelos nossos presbíteros e seminaristas, e, “em especial, pelos que estão sofrendo, pelos enfermos e idosos!"


 
Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro