Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 04/07/2020

04 de Julho de 2020

São João Paulo II

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21/06/2020 10:41

São João Paulo II 0

21/06/2020 10:41

Celebramos neste ano o centenário do nascimento de São João Paulo II e os 40 anos de sua primeira visita ao Brasil, incluindo o Rio de Janeiro. 

Quando o Papa São João Paulo II assumiu a missão de Pedro, em 1978, na sua primeira fala ao mundo ele disse: “Irmãos e Irmãs: não tenhais medo de acolher Cristo! Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo! Não tenhais medo! Cristo sabe bem ‘o que é que está dentro do homem’. Somente Ele o sabe!”.

Ainda hoje, ele continua pregando a cada um de nós, ao mundo, agora de uma forma diferente. Ainda mais quando a Igreja o elevou – juntamente com o Papa São João XXIII – aos altares, em 2014, como o Papa da Família, como ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado.
No seu fecundo pontificado, ele foi chamado a dar opiniões sobre as consequências de acreditar em Jesus Cristo e ser portador do depósito da fé diante dos questionamentos da (pós) modernidade!

A sua vida foi totalmente dedicada a animar os seus filhos católicos para que vivam a fé com coerência e, como Igreja, ser presença na sociedade na busca da solidariedade e da paz.

Aquele que veio de longe se tornou tão perto de todos, passou em nossas cidades, participou todos os acontecimentos da história e teve a graça de conduzir a Igreja e o mundo para adentrarem o novo milênio com expectativa de esperança.

Das 129 viagens apostólicas que fez nos seus 26 anos de pontificado, três vezes foi em nosso país, cuja primeira visita irá completar 40 anos. Ele chegou no dia 30 de junho de 1980, percorreu 13 cidades em 12 dias, incluindo o Rio de Janeiro, nos dias 1º e 2 de julho, onde esteve na Catedral, no Cristo Redentor, na Favela do Vidigal e celebrou no Maracanã e no Aterro do Flamengo.

Ficaram as marcas de sua passagem em nossa cidade. O local do beijo que ele deu em solo carioca foi recortado e hoje se encontra em exposição no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, no sub-solo da Catedral. Porém, os grandes sinais que permanecem devem ser aqueles que estão nos corações das pessoas: que é possível a paz! Que é possível a defesa da vida! Que é possível viver a fé com coerência! É possível perseverar até o fim! E ele não só falou sobre isso, viveu até o fim com tenacidade e coragem, mesmo com a fragilidade da doença e da idade! Depois, veio em 1991 e, por último, em 1997, por ocasião do Encontro Mundial do Papa com as Famílias.

Neste ano de 2020, celebramos ainda, no dia 18 de maio, o centenário do nascimento de São João Paulo II, ocorridio em Wadowice, na Polônia, batizado com o nome de Karol Wojtyła.

Tive a oportunidade de viver todo o tempo do pontificado de São João Paulo II como presbítero e bispo da Igreja. Foi ele que me escolheu e nomeou como bispo diocesano de São José do Rio Preto, no interior do Estado de São Paulo, e depois me transferiu como arcebispo Metropolitano de Belém do Pará.

Entre os meus vários encontros que tive com ele recordo de duas situações. Uma quando ainda padre e pároco em São José do Rio Pardo, minha cidade natal, pude concelebrar com ele em sua capela privada no Palácio Apostólico, no Vaticano. A impressão que ficou é da intensa oração. Enquanto aguardávamos o momento de iniciar a missa, ele permaneceu um tempo em silêncio e oração após as orações da manhã que parecia que não tinha mais nada a fazer naquele dia! Descobri um dos seus segredos: sua vida de oração! E isso pode ser provado por sua vida, seus escritos, suas atitudes.

Em outra situação, na visita “ad limina”, quando se interessou por diversas situações em que estava trabalhando e servindo a Igreja, e o interesse pelos jovens: “aos jovens interessa a Igreja?”, foi uma das perguntas que me dirigiu e que levei para os jovens da diocese. Percebi o coração do Papa preocupado com a evangelização, de maneira especial dos jovens!

São João Paulo II firmou a missão da Igreja pós-concílio, por meio de suas viagens, canonizações e encíclicas que marcam a história do terceiro maior pontificado da história da Igreja. Foi ele quem, com muita criatividade, preparou os fiéis para celebrar os dois mil anos do nascimento de Jesus Cristo e preparar a Igreja para o novo milênio, pedindo para que ela 'lançasse as redes em águas mais profundas'.

Tenho certeza que, lá do céu, ele intercede por nós e nos entusiasma a continuar o caminho que um dia percorreu aqui dentre nós para levarmos adiante o anúncio de Jesus Cristo. Que ele nos ajude a continuar com coragem a abrir as portas de nossas vidas a Cristo, e ser suas testemunhas hoje!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ



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São João Paulo II

21/06/2020 10:41

Celebramos neste ano o centenário do nascimento de São João Paulo II e os 40 anos de sua primeira visita ao Brasil, incluindo o Rio de Janeiro. 

Quando o Papa São João Paulo II assumiu a missão de Pedro, em 1978, na sua primeira fala ao mundo ele disse: “Irmãos e Irmãs: não tenhais medo de acolher Cristo! Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo! Não tenhais medo! Cristo sabe bem ‘o que é que está dentro do homem’. Somente Ele o sabe!”.

Ainda hoje, ele continua pregando a cada um de nós, ao mundo, agora de uma forma diferente. Ainda mais quando a Igreja o elevou – juntamente com o Papa São João XXIII – aos altares, em 2014, como o Papa da Família, como ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado.
No seu fecundo pontificado, ele foi chamado a dar opiniões sobre as consequências de acreditar em Jesus Cristo e ser portador do depósito da fé diante dos questionamentos da (pós) modernidade!

A sua vida foi totalmente dedicada a animar os seus filhos católicos para que vivam a fé com coerência e, como Igreja, ser presença na sociedade na busca da solidariedade e da paz.

Aquele que veio de longe se tornou tão perto de todos, passou em nossas cidades, participou todos os acontecimentos da história e teve a graça de conduzir a Igreja e o mundo para adentrarem o novo milênio com expectativa de esperança.

Das 129 viagens apostólicas que fez nos seus 26 anos de pontificado, três vezes foi em nosso país, cuja primeira visita irá completar 40 anos. Ele chegou no dia 30 de junho de 1980, percorreu 13 cidades em 12 dias, incluindo o Rio de Janeiro, nos dias 1º e 2 de julho, onde esteve na Catedral, no Cristo Redentor, na Favela do Vidigal e celebrou no Maracanã e no Aterro do Flamengo.

Ficaram as marcas de sua passagem em nossa cidade. O local do beijo que ele deu em solo carioca foi recortado e hoje se encontra em exposição no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, no sub-solo da Catedral. Porém, os grandes sinais que permanecem devem ser aqueles que estão nos corações das pessoas: que é possível a paz! Que é possível a defesa da vida! Que é possível viver a fé com coerência! É possível perseverar até o fim! E ele não só falou sobre isso, viveu até o fim com tenacidade e coragem, mesmo com a fragilidade da doença e da idade! Depois, veio em 1991 e, por último, em 1997, por ocasião do Encontro Mundial do Papa com as Famílias.

Neste ano de 2020, celebramos ainda, no dia 18 de maio, o centenário do nascimento de São João Paulo II, ocorridio em Wadowice, na Polônia, batizado com o nome de Karol Wojtyła.

Tive a oportunidade de viver todo o tempo do pontificado de São João Paulo II como presbítero e bispo da Igreja. Foi ele que me escolheu e nomeou como bispo diocesano de São José do Rio Preto, no interior do Estado de São Paulo, e depois me transferiu como arcebispo Metropolitano de Belém do Pará.

Entre os meus vários encontros que tive com ele recordo de duas situações. Uma quando ainda padre e pároco em São José do Rio Pardo, minha cidade natal, pude concelebrar com ele em sua capela privada no Palácio Apostólico, no Vaticano. A impressão que ficou é da intensa oração. Enquanto aguardávamos o momento de iniciar a missa, ele permaneceu um tempo em silêncio e oração após as orações da manhã que parecia que não tinha mais nada a fazer naquele dia! Descobri um dos seus segredos: sua vida de oração! E isso pode ser provado por sua vida, seus escritos, suas atitudes.

Em outra situação, na visita “ad limina”, quando se interessou por diversas situações em que estava trabalhando e servindo a Igreja, e o interesse pelos jovens: “aos jovens interessa a Igreja?”, foi uma das perguntas que me dirigiu e que levei para os jovens da diocese. Percebi o coração do Papa preocupado com a evangelização, de maneira especial dos jovens!

São João Paulo II firmou a missão da Igreja pós-concílio, por meio de suas viagens, canonizações e encíclicas que marcam a história do terceiro maior pontificado da história da Igreja. Foi ele quem, com muita criatividade, preparou os fiéis para celebrar os dois mil anos do nascimento de Jesus Cristo e preparar a Igreja para o novo milênio, pedindo para que ela 'lançasse as redes em águas mais profundas'.

Tenho certeza que, lá do céu, ele intercede por nós e nos entusiasma a continuar o caminho que um dia percorreu aqui dentre nós para levarmos adiante o anúncio de Jesus Cristo. Que ele nos ajude a continuar com coragem a abrir as portas de nossas vidas a Cristo, e ser suas testemunhas hoje!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ



Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro