Arquidiocese do Rio de Janeiro

30º 15º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 04/07/2020

04 de Julho de 2020

Ao Senhor doar tudo, com sinceridade de coração!

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Ao Senhor doar tudo, com sinceridade de coração! 0

08/06/2020 07:19

Nós concluímos nesta Semana a Semana do Meio Ambiente, dentro do ano Laudato Si, com um simpósio realizado em nossa Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUCRIO, em resposta aos apelos do Papa Francisco, sobre a reflexão sobre a importância do cuidado com a Casa Comum.

Vivemos, desde a última quinta-feira, a 94ª. Semana Eucarística. Temos a tradição de celebrar na Igreja Matriz de Santana, nosso Santuário de Adoração Perpétua, dia e noite, desde os tempos do Cardeal Leme, de acolher pessoas para a adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento. Aí também tem início a Semana Eucarística, que, neste ano, tem como tema: “Ele está no meio de nós!”. Onde dois ou mais se reúnem no nome do Cristo Ele está no meio de nós! Ele mesmo prometeu que estaria conosco até o final dos tempos. Esta presença do Ressuscitado que está entre nós nos prepara para a Solenidade de Corpus Christi na próxima quinta-feira, quando teremos a Missa on line da Igreja de Santana as 10 horas da manhã.

Todos os dias temos a Hora Santa, às 20hs, e nesta manhã, depois da Missa do Rio Celebra, iremos rezar também a Hora Santa Eucarística, com todos os Seminários da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro: Seminário São José, Seminário Menor, Seminário Propedêutico e Seminário Missionário.

Teremos depois da hora Santa uma palestra dentro do contexto da Semana Eucarística e do momento atual com as questões da celebração das missas sem a presença do povo. Todos os que são chamados para a vocação sacerdotal estão unidos a nós nesta manhã eucarística: peçamos para que nossos formadores, nossos padres, nossos seminaristas tenham Jesus Cristo Eucarístico como o centro de nossas vidas.

Rezamos por todos os que estão internados, nos hospitais, para que recuperem e voltem para as suas famílias. Rezamos para que todos os que nos acompanham, nos assistem, pela Igreja Doméstica.

Cada vez mais esta experiencia que vivemos possam nos enriquecer com novas maneiras de viver a nossa evangelização, levando as riquezas destes tempos de pandemia da COVID-19.

Caríssimos Seminaristas, com esta manhã Eucarística, com a missa, com a Hora Santa e com a Palestra Eucarística, com a formação contínua, pelos meios de comunicação social e pelas mídias digitais, neste tempo tão diferente em que vivemos.

A Palavra de Deus deste sábado nos coloca diante desta realidade em que somos colocados por Paulo a Timóteo: que nunca deverá faltar da sã doutrina. Que devemos pregar esta Palavra dentro e fora do tempo. Deixando o seu recado de pregação, Paulo constituindo presbíteros e bispos nas Igrejas que passou e fundou comunidades. Nesta situação em que as pessoas não querem ouvir a Palavra de Deus na sua beleza e na sua integridade e Paulo, idoso e já vendo o fim da sua vida, exorta para Timóteo como testemunho, testamento e herança de como viver a vida cristã na beleza límpida da Sagrada Escritura. A Primeira Leitura (cf. 2Tm 4,1-8), São Paulo está instruindo o jovem Timóteo no caminho do discipulado, como falamos. São Paulo pede a Timóteo, e a cada um de nós, que imitemos Jesus, tal como vemos no Evangelho de hoje: falando abertamente sobre a realidade dos doutores da lei, que gostam de honrarias, e não anunciam a verdade. Esses são os que, como São Paulo também nos indicou, deixando de ouvir a verdade, desviaram-se para as fábulas, ao sabor dos seus caprichos (2Tm 4,4).

Jesus, fiel ao seu ministério, anuncia abertamente essa falsidade, bem como a verdadeira piedade contida em uma doação aparentemente insignificante (cf. Mc 12,38-44). O modo como Jesus agiu hoje é o que São Paulo propõe a Timóteo e, nos dias de hoje a cada um de nós: ser um fiel seguidor de Jesus implica, muitas vezes, expor-se e posicionar-se claramente contra a mentira, a falsidade, a hipocrisia, ainda que isso gere queixas e atraia incompreensões, mesmo até perseguições.

Exageros de um lado e de outro, pelo equilíbrio de viver a vida cristã, nem sempre deixa conduzir as pessoas quando sobe determinados orgulhos ou divisões não nos deixam depositar a nossa confiança em Deus.

Jesus fala, no Evangelho (cf. Mc 12,30-44), que as pessoas fazem as coisas para aparecer. Até a entrega de bens para os outros apenas para aparecer. Não para viver o Cristo como centro da nossa e a conversão como a constante em nossa existência.

Óbolo da viúva: muita gente deposita grandes somas no templo sagrado. Vultuosas quantias apenas para aparecer, não como conversão e mudança de vida. Já a viúva depositou tudo o que tinha. Ela depositou mostrando a sua disponibilidade, mostrando o seu despojamento.

Jesus aproveitou o exemplo da viúva para ensinar aos discípulos que o valor de nossas boas obras é determinado pelo amor com que as fazemos. E não pela grandeza ou repercussão de nossas ações. Por menores que sejam nossas esmolas e contribuições, nossa ajuda caritativa, nossos trabalhos e nossas iniciativas, o importante é que façamos o máximo a nosso alcance, com grande amor e muita humildade.

Cabe a advertência de que Deus olha cada um de nós por dentro e não nos avalia a partir das coisas externas que realizamos. Jesus, que sempre voltou seu olhar misericordioso aos pobres, doentes e sofredores, soube ver também a pobre viúva que depositava no templo o pouco que tinha. O olhar da fé nos faz enxergar os menores gestos carregados de amor. Gestos de amor, doação com sinceridade e espírito de fé.

O mundo que muitas vezes procura heresias e não se deixa conduzir pelo Evangelho, vivendo situações heréticas e que às vezes beiram a heresia, e não uma vida em Cristo Nosso Senhor.

Peçamos ao Senhor, particularmente pelos que se preparam para o sacerdócio, que vivem nesta manhã Eucarística para que vivam no Senhor. A importância é buscar a beleza e a pureza da Palavra de Deus, que ilumine a nossa vida como a espada de dois gumes que penetra em nosso ser, para sermos sinceros em viver, colocando em prática a Palavra de Deus, testemunhando em quem cremos de todo o nosso coração. Testemunhar em quem nós cremos.

Quando é sincero, por ser o menor que seja que seja a nossa participação, é o sinal de que tenhamos uma sinceridade de coração, transparência de adesão a Jesus Cristo, mesmo em meio a tantas críticas, difamações, as questões da saúde, que nos envolvem hoje, que tenhamos um coração sincero e anunciar Jesus com todo o nosso ser e a nossa vida!

Os seminaristas de nossa Arquidiocese estão recebendo as aulas on line, com o ensino à distância, estão sendo acompanhados espiritualmente pelos diretores espirituais e pelos prefeitos de cada grupo, tendo as reuniões pelas plataformas digitais, tendo até mesmo o Retiro Espiritual, palestras, bem como a participação virtual da Missa transmitida das Capelas dos Seminários. Como consequência, eles estão rezando e levando a evangelização para as famílias. Pedimos a Deus que esta experiência seja de santificação e de vida doada em favor dos irmãos e que tenhamos o anseio de voltar para o Seminário. Ao retornar devemos aprender como fazer este retorno, que será de outro jeito. Iremos distribuir orientações para o retorno das celebrações, nesta semana, para que as Paróquias possam preparar os templos, com gente capacitada para receber as pessoas, como celebrar a Eucaristia com o distanciamento pedido, a maneira de dar à comunhão, a maneira de levar a comunhão para os que devem ficar em casa, a higienização do templo, antes e depois das celebrações. Está começando a diminuir a curva de internações da COVID – 19 em nossa região. Isso tudo por causa deste isolamento que vivemos desde o mês de março.

Devemos nos preparar para aumentar o número de celebrações para comungar, para confessar e para participar do retorno da celebração presencial da Santa Missa. Nós vemos que aquilo que aprendemos pelas mídias digitais e que vão participar da Eucaristia, Catequese e outras celebrações em suas comunidades. Peçamos a Deus para que vivamos este momento de pandemia em nosso país com muita responsabilidade.

Ao Senhor doar tudo, com sinceridade de coração!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


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Nós concluímos nesta Semana a Semana do Meio Ambiente, dentro do ano Laudato Si, com um simpósio realizado em nossa Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUCRIO, em resposta aos apelos do Papa Francisco, sobre a reflexão sobre a importância do cuidado com a Casa Comum.

Vivemos, desde a última quinta-feira, a 94ª. Semana Eucarística. Temos a tradição de celebrar na Igreja Matriz de Santana, nosso Santuário de Adoração Perpétua, dia e noite, desde os tempos do Cardeal Leme, de acolher pessoas para a adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento. Aí também tem início a Semana Eucarística, que, neste ano, tem como tema: “Ele está no meio de nós!”. Onde dois ou mais se reúnem no nome do Cristo Ele está no meio de nós! Ele mesmo prometeu que estaria conosco até o final dos tempos. Esta presença do Ressuscitado que está entre nós nos prepara para a Solenidade de Corpus Christi na próxima quinta-feira, quando teremos a Missa on line da Igreja de Santana as 10 horas da manhã.

Todos os dias temos a Hora Santa, às 20hs, e nesta manhã, depois da Missa do Rio Celebra, iremos rezar também a Hora Santa Eucarística, com todos os Seminários da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro: Seminário São José, Seminário Menor, Seminário Propedêutico e Seminário Missionário.

Teremos depois da hora Santa uma palestra dentro do contexto da Semana Eucarística e do momento atual com as questões da celebração das missas sem a presença do povo. Todos os que são chamados para a vocação sacerdotal estão unidos a nós nesta manhã eucarística: peçamos para que nossos formadores, nossos padres, nossos seminaristas tenham Jesus Cristo Eucarístico como o centro de nossas vidas.

Rezamos por todos os que estão internados, nos hospitais, para que recuperem e voltem para as suas famílias. Rezamos para que todos os que nos acompanham, nos assistem, pela Igreja Doméstica.

Cada vez mais esta experiencia que vivemos possam nos enriquecer com novas maneiras de viver a nossa evangelização, levando as riquezas destes tempos de pandemia da COVID-19.

Caríssimos Seminaristas, com esta manhã Eucarística, com a missa, com a Hora Santa e com a Palestra Eucarística, com a formação contínua, pelos meios de comunicação social e pelas mídias digitais, neste tempo tão diferente em que vivemos.

A Palavra de Deus deste sábado nos coloca diante desta realidade em que somos colocados por Paulo a Timóteo: que nunca deverá faltar da sã doutrina. Que devemos pregar esta Palavra dentro e fora do tempo. Deixando o seu recado de pregação, Paulo constituindo presbíteros e bispos nas Igrejas que passou e fundou comunidades. Nesta situação em que as pessoas não querem ouvir a Palavra de Deus na sua beleza e na sua integridade e Paulo, idoso e já vendo o fim da sua vida, exorta para Timóteo como testemunho, testamento e herança de como viver a vida cristã na beleza límpida da Sagrada Escritura. A Primeira Leitura (cf. 2Tm 4,1-8), São Paulo está instruindo o jovem Timóteo no caminho do discipulado, como falamos. São Paulo pede a Timóteo, e a cada um de nós, que imitemos Jesus, tal como vemos no Evangelho de hoje: falando abertamente sobre a realidade dos doutores da lei, que gostam de honrarias, e não anunciam a verdade. Esses são os que, como São Paulo também nos indicou, deixando de ouvir a verdade, desviaram-se para as fábulas, ao sabor dos seus caprichos (2Tm 4,4).

Jesus, fiel ao seu ministério, anuncia abertamente essa falsidade, bem como a verdadeira piedade contida em uma doação aparentemente insignificante (cf. Mc 12,38-44). O modo como Jesus agiu hoje é o que São Paulo propõe a Timóteo e, nos dias de hoje a cada um de nós: ser um fiel seguidor de Jesus implica, muitas vezes, expor-se e posicionar-se claramente contra a mentira, a falsidade, a hipocrisia, ainda que isso gere queixas e atraia incompreensões, mesmo até perseguições.

Exageros de um lado e de outro, pelo equilíbrio de viver a vida cristã, nem sempre deixa conduzir as pessoas quando sobe determinados orgulhos ou divisões não nos deixam depositar a nossa confiança em Deus.

Jesus fala, no Evangelho (cf. Mc 12,30-44), que as pessoas fazem as coisas para aparecer. Até a entrega de bens para os outros apenas para aparecer. Não para viver o Cristo como centro da nossa e a conversão como a constante em nossa existência.

Óbolo da viúva: muita gente deposita grandes somas no templo sagrado. Vultuosas quantias apenas para aparecer, não como conversão e mudança de vida. Já a viúva depositou tudo o que tinha. Ela depositou mostrando a sua disponibilidade, mostrando o seu despojamento.

Jesus aproveitou o exemplo da viúva para ensinar aos discípulos que o valor de nossas boas obras é determinado pelo amor com que as fazemos. E não pela grandeza ou repercussão de nossas ações. Por menores que sejam nossas esmolas e contribuições, nossa ajuda caritativa, nossos trabalhos e nossas iniciativas, o importante é que façamos o máximo a nosso alcance, com grande amor e muita humildade.

Cabe a advertência de que Deus olha cada um de nós por dentro e não nos avalia a partir das coisas externas que realizamos. Jesus, que sempre voltou seu olhar misericordioso aos pobres, doentes e sofredores, soube ver também a pobre viúva que depositava no templo o pouco que tinha. O olhar da fé nos faz enxergar os menores gestos carregados de amor. Gestos de amor, doação com sinceridade e espírito de fé.

O mundo que muitas vezes procura heresias e não se deixa conduzir pelo Evangelho, vivendo situações heréticas e que às vezes beiram a heresia, e não uma vida em Cristo Nosso Senhor.

Peçamos ao Senhor, particularmente pelos que se preparam para o sacerdócio, que vivem nesta manhã Eucarística para que vivam no Senhor. A importância é buscar a beleza e a pureza da Palavra de Deus, que ilumine a nossa vida como a espada de dois gumes que penetra em nosso ser, para sermos sinceros em viver, colocando em prática a Palavra de Deus, testemunhando em quem cremos de todo o nosso coração. Testemunhar em quem nós cremos.

Quando é sincero, por ser o menor que seja que seja a nossa participação, é o sinal de que tenhamos uma sinceridade de coração, transparência de adesão a Jesus Cristo, mesmo em meio a tantas críticas, difamações, as questões da saúde, que nos envolvem hoje, que tenhamos um coração sincero e anunciar Jesus com todo o nosso ser e a nossa vida!

Os seminaristas de nossa Arquidiocese estão recebendo as aulas on line, com o ensino à distância, estão sendo acompanhados espiritualmente pelos diretores espirituais e pelos prefeitos de cada grupo, tendo as reuniões pelas plataformas digitais, tendo até mesmo o Retiro Espiritual, palestras, bem como a participação virtual da Missa transmitida das Capelas dos Seminários. Como consequência, eles estão rezando e levando a evangelização para as famílias. Pedimos a Deus que esta experiência seja de santificação e de vida doada em favor dos irmãos e que tenhamos o anseio de voltar para o Seminário. Ao retornar devemos aprender como fazer este retorno, que será de outro jeito. Iremos distribuir orientações para o retorno das celebrações, nesta semana, para que as Paróquias possam preparar os templos, com gente capacitada para receber as pessoas, como celebrar a Eucaristia com o distanciamento pedido, a maneira de dar à comunhão, a maneira de levar a comunhão para os que devem ficar em casa, a higienização do templo, antes e depois das celebrações. Está começando a diminuir a curva de internações da COVID – 19 em nossa região. Isso tudo por causa deste isolamento que vivemos desde o mês de março.

Devemos nos preparar para aumentar o número de celebrações para comungar, para confessar e para participar do retorno da celebração presencial da Santa Missa. Nós vemos que aquilo que aprendemos pelas mídias digitais e que vão participar da Eucaristia, Catequese e outras celebrações em suas comunidades. Peçamos a Deus para que vivamos este momento de pandemia em nosso país com muita responsabilidade.

Ao Senhor doar tudo, com sinceridade de coração!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro