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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/12/2018

17 de Dezembro de 2018

Tempo de graça

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13/12/2013 00:00 - Atualizado em 13/12/2013 14:53

Tempo de graça 0

13/12/2013 00:00 - Atualizado em 13/12/2013 14:53

Tempo de graça / Arqrio

A proximidade do Natal do Senhor nos traz alegria e renova a nossa esperança, nos faz lembrar da totalidade da promessa de Cristo para nós. Sua promessa é que Ele viria uma segunda e definitiva vez, coroado de glória, cercado pelos seus anjos para levar a termo a obra da salvação iniciada na encarnação.

Sinais

Na primeira leitura, o profeta Isaías exorta o povo a criar um novo ânimo, porque o exílio terminará. Ele descreve como sinal da vinda do Messias curas prodigiosas e a alegria da criação, que exulta com a chegada do Salvador. Os sinais descritos por Isaías se realizam no Cristo, o Salvador esperado: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados e os pobres são evangelizados! A Terra inteira exulta de alegria porque chegou o Salvador.

Alegria messiânica

Cristo inaugura um novo tempo, o tempo escatológico, o tempo da Igreja, o tempo da realidade, o tempo em que as profecias se realizam e a antiga economia é substituída pela nova. Por isso, neste tempo que Jesus inaugura, o menor é maior do que o maior na antiga economia. Jesus inaugura o tempo da graça, o tempo da sua presença no meio de nós, o tempo da alegria messiânica.

Exílio espiritual

Para São Paulo, também vivemos uma espécie de exílio. Vivemos num tempo intermediário, no qual não estamos mais no tempo da promessa messiânica do Antigo Testamento, mas ainda esperamos que a obra de Cristo chegue a termo. Por isso vivemos um exílio espiritual.

Neste tempo de exílio, o texto de Isaías nos consola: “Os que o Senhor salvou voltarão para casa. Eles virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos: cheios de gozo e contentamento, não mais conhecerão a dor e o pranto”. Sião significa a cidade celeste. Cada vez que entramos na Igreja vivemos esse prenúncio dos tempos futuros. O templo é símbolo da cidade celeste. Quando entramos na igreja é como se antecipássemos a nossa volta para casa. Reunidos na Casa de Deus, somos convidados a entrar na alegria de Deus, porque Ele mesmo elimina de nossos rostos a dor e o pranto. Mas chegará o dia definitivo, quando voltaremos para casa. Jerusalém é nossa casa. E lá os nossos rostos brilharão de alegria. Não haverá mais lágrimas, estaremos cheios de gozo e contentamento, porque os nossos olhos brilharão diante da visão de Deus.

Vinda do Senhor

Enquanto esperamos este dia definitivo, façamos o que nos exorta a segunda leitura na carta de Tiago: sejamos pacientes. Tiago utiliza uma imagem muito simples para nos indicar o caminho da paciência: assim como o lavrador aguarda paciente as chuvas temporãs para que nasça o fruto da terra que já foi semeada, assim também nós cristãos devemos pacientemente aguardar a vinda do Senhor, “fortalecendo os nossos corações” e lembrando-nos a cada dia do juízo de Deus que virá sobre nós, ou seja, vivendo a vida cristã plenamente em vista do Reino que já está próximo.

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Tempo de graça

13/12/2013 00:00 - Atualizado em 13/12/2013 14:53

A proximidade do Natal do Senhor nos traz alegria e renova a nossa esperança, nos faz lembrar da totalidade da promessa de Cristo para nós. Sua promessa é que Ele viria uma segunda e definitiva vez, coroado de glória, cercado pelos seus anjos para levar a termo a obra da salvação iniciada na encarnação.

Sinais

Na primeira leitura, o profeta Isaías exorta o povo a criar um novo ânimo, porque o exílio terminará. Ele descreve como sinal da vinda do Messias curas prodigiosas e a alegria da criação, que exulta com a chegada do Salvador. Os sinais descritos por Isaías se realizam no Cristo, o Salvador esperado: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados e os pobres são evangelizados! A Terra inteira exulta de alegria porque chegou o Salvador.

Alegria messiânica

Cristo inaugura um novo tempo, o tempo escatológico, o tempo da Igreja, o tempo da realidade, o tempo em que as profecias se realizam e a antiga economia é substituída pela nova. Por isso, neste tempo que Jesus inaugura, o menor é maior do que o maior na antiga economia. Jesus inaugura o tempo da graça, o tempo da sua presença no meio de nós, o tempo da alegria messiânica.

Exílio espiritual

Para São Paulo, também vivemos uma espécie de exílio. Vivemos num tempo intermediário, no qual não estamos mais no tempo da promessa messiânica do Antigo Testamento, mas ainda esperamos que a obra de Cristo chegue a termo. Por isso vivemos um exílio espiritual.

Neste tempo de exílio, o texto de Isaías nos consola: “Os que o Senhor salvou voltarão para casa. Eles virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos: cheios de gozo e contentamento, não mais conhecerão a dor e o pranto”. Sião significa a cidade celeste. Cada vez que entramos na Igreja vivemos esse prenúncio dos tempos futuros. O templo é símbolo da cidade celeste. Quando entramos na igreja é como se antecipássemos a nossa volta para casa. Reunidos na Casa de Deus, somos convidados a entrar na alegria de Deus, porque Ele mesmo elimina de nossos rostos a dor e o pranto. Mas chegará o dia definitivo, quando voltaremos para casa. Jerusalém é nossa casa. E lá os nossos rostos brilharão de alegria. Não haverá mais lágrimas, estaremos cheios de gozo e contentamento, porque os nossos olhos brilharão diante da visão de Deus.

Vinda do Senhor

Enquanto esperamos este dia definitivo, façamos o que nos exorta a segunda leitura na carta de Tiago: sejamos pacientes. Tiago utiliza uma imagem muito simples para nos indicar o caminho da paciência: assim como o lavrador aguarda paciente as chuvas temporãs para que nasça o fruto da terra que já foi semeada, assim também nós cristãos devemos pacientemente aguardar a vinda do Senhor, “fortalecendo os nossos corações” e lembrando-nos a cada dia do juízo de Deus que virá sobre nós, ou seja, vivendo a vida cristã plenamente em vista do Reino que já está próximo.

Padre Fábio Siqueira
Autor

Padre Fábio Siqueira

Vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida