Arquidiocese do Rio de Janeiro

28º 22º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 13/11/2019

13 de Novembro de 2019

Combati o bom combate

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27/10/2019 00:00

Combati o bom combate 0

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Chegando ao final do mês de outubro, depois de termos testemunhado tantos eventos importantes ao longo deste mês, somos chamados a refletir sobre as consequências de nossa reflexão missionária, tendo sido outubro, como de costume, o mês das missões e o mês missionário extraordinário, segundo as indicações do papa Francisco, não só para comemorar os 100 anos da Maximum Illud do Papa Bento XVI, mas também para renovar o nosso ardor e nosso fervor permanentemente missionário: batizados: sempre missionários.

Ainda neste último domingo de outubro chegamos à conclusão do Sínodo para a Amazônia, que foi realizado em Roma com participantes provenientes de toda a região pan-amazônica, onde foram debatidos caminhos para uma nova evangelização do território amazônico: de um lado, levar adiante o belo trabalho de tantos missionários de tantas partes do mundo que ali gastaram sua vida evangelizando, como também agora diante das novas exigências, onde já não temos mais tantos missionários vindos de fora como antes, mas ainda continuamos com uma grande demanda evangelizadora. Que possam levar adiante a Igreja que está ali instalada como também despertar o ardor e o fervor missionário naqueles que lá se encontram, tendo também uma preocupação integral com aquela parcela da casa comum como dos que nela habitam. Ao acolher as conclusões deste sínodo, rezemos para que suas conclusões possam ser sabiamente aplicadas e que não falte a presença da Graça de Deus para que novos caminhos continuem a ser traçados e trilhados. Que prossigamos com todo o entusiasmo despertado neste mês extraordinário. Que contagiemos com o Evangelho nossa sociedade e todo o mundo de hoje. Vivemos em tempos complexos onde os valores cristãos estão sendo esquecidos e questionados. Que o transbordar de vida plena, fruto da ação da Graça em nós possa ser o fermento na massa lançado para a eficácia do Evangelho, não de maneira mecânica ou fria, mas fruto de uma vida que se encontrou com Deus. Que saibamos traduzir o Evangelho de Cristo em tantas situações que encontramos ao nosso redor.

Neste final de semana, vivemos o 30º Domingo do tempo Comum. A Palavra do Senhor vai apontar como deve estar o nosso coração diante de Deus, sempre necessitado do Seu perdão e da Sua misericórdia, sempre disposto a essa acolhida e, principalmente, como estará a nossa vida coração quando tivermos que nos apresentar diante do Senhor no dia de nosso juízo particular.

Jesus conta uma parábola, segundo o Evangelho de Lucas (Lc 18, 9-14), a parábola do fariseu e do publicano:
Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros.
O motivo da parábola é a confiança excessiva que alguns colocavam em sua vida de fé como se fosse mero fruto de esforço pessoal e não de ação da graça em nós, achando-se com isso melhores do que os outros. A parábola tem uma razão de ser muito específica. Esta razão de ser da parábola apresenta uma questão que existe não somente na época de Jesus, mas apresenta uma tentação que pode se tornar constante na vida daquele que abraça o Evangelho.

Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: 'Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda'. O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: `Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!'

Os dois vão ao mesmo lugar (o Templo) para se encontrar com Deus e estar diante da presença d’Ele. Os dois parece também que vão com a mesma intenção: falar com Deus, orar. Num primeiro momento, ambos parecem iguais. As diferenças vão aparecer por aquilo que vai nascer do interior destes dois homens. O fariseu, homem tido como religioso e guardião das tradições dos judeus, faz uma oração voltada para si e marcada pelo julgamento do outro. Era um homem de Deus por fora, mas afastado de Deus em seu interior. Aparece então a figura inquietante de um pecador público: o cobrador de impostos. O cobrador de impostos era o tipo de pessoa que se acreditava não poder ter conversão ou que pudesse mudar de vida, pois seria impossível para ele devolver todos os bens que havia tomado a mais para si. Este homem, que externamente é reconhecido como pecador, apresenta atitudes de humildade tanto na postura física como em sua oração: O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: `Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!'

Temos aqui um homem que se vangloria daquilo que faz e o outro que se penitencia pela vida que tem. Essa realidade nos mostra que esse é o termômetro para saber ou para medir a nossa proximidade de Deus: quanto mais estamos perto de Deus, mais enxergamos nossas falhas e nossas debilidades. Quando me encontro em um ambiente escuro, não vejo os defeitos ou manchas que estão em uma parede. É a proximidade da luz que faz com que os elementos que precisam ser restaurados sejam manifestos. Quanto mais perto de Deus mais nós nos enxergamos a nós mesmos e temos a capacidade de derramar diante de Deus nossas debilidades e perceber que temos um longo caminho de conversão diante de Deus. A própria Liturgia Eucarística nos recorda a necessidade que temos de sempre pedir perdão ao colocar o ato penitencial ao início de cada celebração, clamando e proclamando a misericórdia de Deus sobre nós.

Eu vos digo: este último (publicano) voltou para casa justificado, o outro (fariseu) não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado.'

Somos convidados a confessar nossas culpas com um coração contrito e humilhado. Somos pecadores chamados à conversão, confiamos no Senhor que conduz a nossa vida e a nossa história.

Essa atitude já aparece como profecia na primeira leitura, (Eclo 35,15b-17.20-22a): O Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas. Ele não é parcial em prejuízo do pobre, mas escuta, sim, as súplicas dos oprimidos; jamais despreza a súplica do órfão,
nem da viúva, quando desabafa suas mágoas. Quem serve a Deus como ele o quer, será bem acolhido e suas súplicas subirão até as nuvens. A prece do humilde atravessa as nuvens: enquanto não chegar não terá repouso; e não descansará até que o Altíssimo intervenha, faça justiça aos justos e execute o julgamento.

Deus resiste aos soberbos mas dá a sua graça aos humildes! Isso vemos manifesto também nesta expressão do salmo responsorial (33) de hoje, ao afirmar que O pobre clama a Deus e ele escuta: o Senhor liberta a vida dos seus servos. Somos chamados a ter uma atitude penitente e de se apresentar com o coração contrito diante de Deus. Faz parte da nossa espiritualidade saber que necessitamos da mudança de vida, da reconciliação e do perdão. Isso até o fim da nossa vida, comunicando a todos que é possível essa mudança e essa reconciliação com Deus. Na segunda leitura (2Tm 4,6-8.16-18), nos é recordado: Caríssimo: Quanto a mim, eu já estou para ser oferecido em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. Na minha primeira defesa, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Oxalá que não lhes seja levado em conta. Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

Paulo vai nos recordar a necessidade de estarmos atentos e firmes no combate da vida nova até o fim. Na batalha pela conversão e pela vida nova, não podemos esmorecer. Não sabemos quando se encerrará nossa corrida no tempo presente; mas é necessário estar sempre dispostos a fazer o bem e a se converter. Ao expor as situações que tinha passado, Paulo não deixa de confiar e reconhecer a presença do justo juiz que é o sustento para seguir em sua caminhada de fé.

Peçamos a Deus que nós possamos viver conscientes de que necessitamos do perdão do Senhor, da reconciliação e perseverar no caminho da fé até o fim de nossos dias, combatendo o bom combate da perseverança e da fé. Que a reflexão sobre sermos “batizados e enviados” nesse mês das missões não fique somente neste mês, mas se faça realidade constante. Que esta nova consciência possa começar em nós e a partir do nosso testemunho se propagar ao mundo. Nossa missão permanente é fruto do nosso batismo. Que Deus abençoe e proteja a todos.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro


 
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Chegando ao final do mês de outubro, depois de termos testemunhado tantos eventos importantes ao longo deste mês, somos chamados a refletir sobre as consequências de nossa reflexão missionária, tendo sido outubro, como de costume, o mês das missões e o mês missionário extraordinário, segundo as indicações do papa Francisco, não só para comemorar os 100 anos da Maximum Illud do Papa Bento XVI, mas também para renovar o nosso ardor e nosso fervor permanentemente missionário: batizados: sempre missionários.

Ainda neste último domingo de outubro chegamos à conclusão do Sínodo para a Amazônia, que foi realizado em Roma com participantes provenientes de toda a região pan-amazônica, onde foram debatidos caminhos para uma nova evangelização do território amazônico: de um lado, levar adiante o belo trabalho de tantos missionários de tantas partes do mundo que ali gastaram sua vida evangelizando, como também agora diante das novas exigências, onde já não temos mais tantos missionários vindos de fora como antes, mas ainda continuamos com uma grande demanda evangelizadora. Que possam levar adiante a Igreja que está ali instalada como também despertar o ardor e o fervor missionário naqueles que lá se encontram, tendo também uma preocupação integral com aquela parcela da casa comum como dos que nela habitam. Ao acolher as conclusões deste sínodo, rezemos para que suas conclusões possam ser sabiamente aplicadas e que não falte a presença da Graça de Deus para que novos caminhos continuem a ser traçados e trilhados. Que prossigamos com todo o entusiasmo despertado neste mês extraordinário. Que contagiemos com o Evangelho nossa sociedade e todo o mundo de hoje. Vivemos em tempos complexos onde os valores cristãos estão sendo esquecidos e questionados. Que o transbordar de vida plena, fruto da ação da Graça em nós possa ser o fermento na massa lançado para a eficácia do Evangelho, não de maneira mecânica ou fria, mas fruto de uma vida que se encontrou com Deus. Que saibamos traduzir o Evangelho de Cristo em tantas situações que encontramos ao nosso redor.

Neste final de semana, vivemos o 30º Domingo do tempo Comum. A Palavra do Senhor vai apontar como deve estar o nosso coração diante de Deus, sempre necessitado do Seu perdão e da Sua misericórdia, sempre disposto a essa acolhida e, principalmente, como estará a nossa vida coração quando tivermos que nos apresentar diante do Senhor no dia de nosso juízo particular.

Jesus conta uma parábola, segundo o Evangelho de Lucas (Lc 18, 9-14), a parábola do fariseu e do publicano:
Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros.
O motivo da parábola é a confiança excessiva que alguns colocavam em sua vida de fé como se fosse mero fruto de esforço pessoal e não de ação da graça em nós, achando-se com isso melhores do que os outros. A parábola tem uma razão de ser muito específica. Esta razão de ser da parábola apresenta uma questão que existe não somente na época de Jesus, mas apresenta uma tentação que pode se tornar constante na vida daquele que abraça o Evangelho.

Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: 'Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda'. O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: `Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!'

Os dois vão ao mesmo lugar (o Templo) para se encontrar com Deus e estar diante da presença d’Ele. Os dois parece também que vão com a mesma intenção: falar com Deus, orar. Num primeiro momento, ambos parecem iguais. As diferenças vão aparecer por aquilo que vai nascer do interior destes dois homens. O fariseu, homem tido como religioso e guardião das tradições dos judeus, faz uma oração voltada para si e marcada pelo julgamento do outro. Era um homem de Deus por fora, mas afastado de Deus em seu interior. Aparece então a figura inquietante de um pecador público: o cobrador de impostos. O cobrador de impostos era o tipo de pessoa que se acreditava não poder ter conversão ou que pudesse mudar de vida, pois seria impossível para ele devolver todos os bens que havia tomado a mais para si. Este homem, que externamente é reconhecido como pecador, apresenta atitudes de humildade tanto na postura física como em sua oração: O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: `Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!'

Temos aqui um homem que se vangloria daquilo que faz e o outro que se penitencia pela vida que tem. Essa realidade nos mostra que esse é o termômetro para saber ou para medir a nossa proximidade de Deus: quanto mais estamos perto de Deus, mais enxergamos nossas falhas e nossas debilidades. Quando me encontro em um ambiente escuro, não vejo os defeitos ou manchas que estão em uma parede. É a proximidade da luz que faz com que os elementos que precisam ser restaurados sejam manifestos. Quanto mais perto de Deus mais nós nos enxergamos a nós mesmos e temos a capacidade de derramar diante de Deus nossas debilidades e perceber que temos um longo caminho de conversão diante de Deus. A própria Liturgia Eucarística nos recorda a necessidade que temos de sempre pedir perdão ao colocar o ato penitencial ao início de cada celebração, clamando e proclamando a misericórdia de Deus sobre nós.

Eu vos digo: este último (publicano) voltou para casa justificado, o outro (fariseu) não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado.'

Somos convidados a confessar nossas culpas com um coração contrito e humilhado. Somos pecadores chamados à conversão, confiamos no Senhor que conduz a nossa vida e a nossa história.

Essa atitude já aparece como profecia na primeira leitura, (Eclo 35,15b-17.20-22a): O Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas. Ele não é parcial em prejuízo do pobre, mas escuta, sim, as súplicas dos oprimidos; jamais despreza a súplica do órfão,
nem da viúva, quando desabafa suas mágoas. Quem serve a Deus como ele o quer, será bem acolhido e suas súplicas subirão até as nuvens. A prece do humilde atravessa as nuvens: enquanto não chegar não terá repouso; e não descansará até que o Altíssimo intervenha, faça justiça aos justos e execute o julgamento.

Deus resiste aos soberbos mas dá a sua graça aos humildes! Isso vemos manifesto também nesta expressão do salmo responsorial (33) de hoje, ao afirmar que O pobre clama a Deus e ele escuta: o Senhor liberta a vida dos seus servos. Somos chamados a ter uma atitude penitente e de se apresentar com o coração contrito diante de Deus. Faz parte da nossa espiritualidade saber que necessitamos da mudança de vida, da reconciliação e do perdão. Isso até o fim da nossa vida, comunicando a todos que é possível essa mudança e essa reconciliação com Deus. Na segunda leitura (2Tm 4,6-8.16-18), nos é recordado: Caríssimo: Quanto a mim, eu já estou para ser oferecido em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. Na minha primeira defesa, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Oxalá que não lhes seja levado em conta. Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

Paulo vai nos recordar a necessidade de estarmos atentos e firmes no combate da vida nova até o fim. Na batalha pela conversão e pela vida nova, não podemos esmorecer. Não sabemos quando se encerrará nossa corrida no tempo presente; mas é necessário estar sempre dispostos a fazer o bem e a se converter. Ao expor as situações que tinha passado, Paulo não deixa de confiar e reconhecer a presença do justo juiz que é o sustento para seguir em sua caminhada de fé.

Peçamos a Deus que nós possamos viver conscientes de que necessitamos do perdão do Senhor, da reconciliação e perseverar no caminho da fé até o fim de nossos dias, combatendo o bom combate da perseverança e da fé. Que a reflexão sobre sermos “batizados e enviados” nesse mês das missões não fique somente neste mês, mas se faça realidade constante. Que esta nova consciência possa começar em nós e a partir do nosso testemunho se propagar ao mundo. Nossa missão permanente é fruto do nosso batismo. Que Deus abençoe e proteja a todos.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro


 
Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro