Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 16/10/2018

16 de Outubro de 2018

A salvação está perto!

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16 de Outubro de 2018

A salvação está perto!

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29/11/2013 11:44 - Atualizado em 29/11/2013 11:45

A salvação está perto! 0

29/11/2013 11:44 - Atualizado em 29/11/2013 11:45

A salvação está perto! / Arqrio

Nós somos felizes porque nos reunimos na casa do Senhor para celebrar o domingo, este Dia do Senhor, que é também “nosso dia”. Ao iniciarmos hoje um novo ano litúrgico com este magnífico tempo do Advento, tempo marcado por uma dupla alegria: a de celebrar a primeira vinda do Salvador e a de desejar e proclamar a sua segunda vinda, a Igreja coloca em nossos lábios a feliz palavra do salmo: “Que alegria, quando me disseram: vamos à casa do Senhor!”

E agora, reunidos nesta assembleia de culto neste lugar santo, podemos dizer com o salmista: agora nossos pés já se detêm; Jerusalém em tuas portas. Este nosso Templo é figura da Jerusalém Nova preparada para nós, pelo Senhor, nos céus, assim como esse dia é símbolo daquele dia sem ocaso, no qual estaremos para sempre unidos ao Senhor.

Este salmo é uma resposta à primeira leitura que acabamos de ouvir. O profeta Isaías anuncia um tempo de paz, no qual os homens se reunirão na casa do Senhor e serão conduzidos e guiados “pela luz do Senhor”. Sim, somos guiados pela luz do Senhor, porque a sua palavra é, de fato, como proclama o Salmo 118, “uma lâmpada para os nossos pés” e ainda “uma luz para o nosso caminho”.

A palavra que é luz nos convida neste primeiro domingo do Advento a uma atitude de vigilância. Este tempo é marcado por uma dupla alegria: a de celebrar a primeira vinda do Salvador e a de desejar com todo o coração e com todo o fervor da caridade a sua segunda vinda. Pois bem, meus irmãos, essa segunda vinda será repentina, nos diz hoje o Evangelho. Será como nos tempos de Noé, quando o dilúvio, apesar de antecipadamente anunciado, pegou os incrédulos de surpresa. A segunda vinda do Senhor será um tempo de discernimento, no qual dois homens estarão juntos, sendo que um será levado e o outro deixado. Esse dia virá como um ladrão, que nos surpreende, que nos pega de surpresa.

Nós devemos estar atentos e vigilantes, aguardando a vinda do Senhor. Assim como o vigia espera pela aurora, atento e de olhos bem abertos, assim nós devemos aguardar pela vinda do Senhor. Por isso, a segunda leitura nos exorta e o apóstolo nos diz que “já é hora de despertar”. Sim, muitas vezes estamos adormecidos. O mundo nos entorpece, nos encanta com sua música, e nós acabamos nos deixando ser conduzidos. O canto da sereia nos hipnotiza e nos arrasta para a destruição. Precisamos despertar, precisamos estar vigilantes, porque a cada novo dia, a cada novo ciclo litúrgico que nós celebramos, a salvação está mais perto de nós. É o que nos anuncia o mesmo apóstolo quando diz que “agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé”. Nós vivemos num tempo intermediário. Não estamos mais na noite, mas o nosso dia ainda não amanheceu. Estamos na madrugada e por isso não vemos com clareza as coisas. Por isso, a luz da fé vem em nosso auxílio. Mas, embora ainda seja madrugada, o dia vem chegando e o amanhecer desse dia terá como luz a claridade interminável de Cristo, verdadeiro sol que nasce das alturas. E nós somos do dia, não somos da noite. Devemos, portanto, nos despojar das ações das trevas e vestir as armas da luz; devemos proceder como em pleno dia. Não devemos esperar mais como se nos tornássemos incrédulos acreditando que, porque demora, o Senhor não virá. De fato, Ele virá. Se não estivermos mais aqui é porque já estaremos com Ele, mas Ele virá. Devemos estar vigilantes, acordados, ainda na madrugada da vida, mas já vivendo como filhos da luz, procedendo “honestamente”, como nos diz o apóstolo, “como em pleno dia”, o mesmo apóstolo complementa.

Vistamos as armas da luz. A Palavra do Senhor é a poderosíssima arma da luz. Devemos nos vestir com a Palavra de Deus e penetrarmos nela neste Advento, pois é a Palavra de Deus que alimenta a nossa fé e a nossa esperança, e a fé nos dá luz para que possamos enxergar no meio da penumbra da madrugada e vermos com clareza o caminho que o Senhor nos propõe. Revistamo-nos da palavra, revistamo-nos do Senhor Jesus Cristo e abandonemos as obras das trevas, a fim de caminharmos sob a luz do Senhor.

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A salvação está perto! / Arqrio

A salvação está perto!

29/11/2013 11:44 - Atualizado em 29/11/2013 11:45

Nós somos felizes porque nos reunimos na casa do Senhor para celebrar o domingo, este Dia do Senhor, que é também “nosso dia”. Ao iniciarmos hoje um novo ano litúrgico com este magnífico tempo do Advento, tempo marcado por uma dupla alegria: a de celebrar a primeira vinda do Salvador e a de desejar e proclamar a sua segunda vinda, a Igreja coloca em nossos lábios a feliz palavra do salmo: “Que alegria, quando me disseram: vamos à casa do Senhor!”

E agora, reunidos nesta assembleia de culto neste lugar santo, podemos dizer com o salmista: agora nossos pés já se detêm; Jerusalém em tuas portas. Este nosso Templo é figura da Jerusalém Nova preparada para nós, pelo Senhor, nos céus, assim como esse dia é símbolo daquele dia sem ocaso, no qual estaremos para sempre unidos ao Senhor.

Este salmo é uma resposta à primeira leitura que acabamos de ouvir. O profeta Isaías anuncia um tempo de paz, no qual os homens se reunirão na casa do Senhor e serão conduzidos e guiados “pela luz do Senhor”. Sim, somos guiados pela luz do Senhor, porque a sua palavra é, de fato, como proclama o Salmo 118, “uma lâmpada para os nossos pés” e ainda “uma luz para o nosso caminho”.

A palavra que é luz nos convida neste primeiro domingo do Advento a uma atitude de vigilância. Este tempo é marcado por uma dupla alegria: a de celebrar a primeira vinda do Salvador e a de desejar com todo o coração e com todo o fervor da caridade a sua segunda vinda. Pois bem, meus irmãos, essa segunda vinda será repentina, nos diz hoje o Evangelho. Será como nos tempos de Noé, quando o dilúvio, apesar de antecipadamente anunciado, pegou os incrédulos de surpresa. A segunda vinda do Senhor será um tempo de discernimento, no qual dois homens estarão juntos, sendo que um será levado e o outro deixado. Esse dia virá como um ladrão, que nos surpreende, que nos pega de surpresa.

Nós devemos estar atentos e vigilantes, aguardando a vinda do Senhor. Assim como o vigia espera pela aurora, atento e de olhos bem abertos, assim nós devemos aguardar pela vinda do Senhor. Por isso, a segunda leitura nos exorta e o apóstolo nos diz que “já é hora de despertar”. Sim, muitas vezes estamos adormecidos. O mundo nos entorpece, nos encanta com sua música, e nós acabamos nos deixando ser conduzidos. O canto da sereia nos hipnotiza e nos arrasta para a destruição. Precisamos despertar, precisamos estar vigilantes, porque a cada novo dia, a cada novo ciclo litúrgico que nós celebramos, a salvação está mais perto de nós. É o que nos anuncia o mesmo apóstolo quando diz que “agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé”. Nós vivemos num tempo intermediário. Não estamos mais na noite, mas o nosso dia ainda não amanheceu. Estamos na madrugada e por isso não vemos com clareza as coisas. Por isso, a luz da fé vem em nosso auxílio. Mas, embora ainda seja madrugada, o dia vem chegando e o amanhecer desse dia terá como luz a claridade interminável de Cristo, verdadeiro sol que nasce das alturas. E nós somos do dia, não somos da noite. Devemos, portanto, nos despojar das ações das trevas e vestir as armas da luz; devemos proceder como em pleno dia. Não devemos esperar mais como se nos tornássemos incrédulos acreditando que, porque demora, o Senhor não virá. De fato, Ele virá. Se não estivermos mais aqui é porque já estaremos com Ele, mas Ele virá. Devemos estar vigilantes, acordados, ainda na madrugada da vida, mas já vivendo como filhos da luz, procedendo “honestamente”, como nos diz o apóstolo, “como em pleno dia”, o mesmo apóstolo complementa.

Vistamos as armas da luz. A Palavra do Senhor é a poderosíssima arma da luz. Devemos nos vestir com a Palavra de Deus e penetrarmos nela neste Advento, pois é a Palavra de Deus que alimenta a nossa fé e a nossa esperança, e a fé nos dá luz para que possamos enxergar no meio da penumbra da madrugada e vermos com clareza o caminho que o Senhor nos propõe. Revistamo-nos da palavra, revistamo-nos do Senhor Jesus Cristo e abandonemos as obras das trevas, a fim de caminharmos sob a luz do Senhor.

Padre Fábio Siqueira
Autor

Padre Fábio Siqueira

Vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida