Arquidiocese do Rio de Janeiro

25º 21º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 05/12/2019

05 de Dezembro de 2019

Nossa Senhora Das Dores

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

05 de Dezembro de 2019

Nossa Senhora Das Dores

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

15/09/2019 00:00 - Atualizado em 17/09/2019 11:50

Nossa Senhora Das Dores 0

15/09/2019 00:00 - Atualizado em 17/09/2019 11:50

A Igreja reza a Maria no dia 15 de setembro (neste ano de 2019 omitida pela precedência do 24º. Domingo do Tempo Comum), pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucificação de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII. A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo.

A Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora relembra as principais dores que a Virgem Maria sofreu em sua vida terrena, culminando com a paixão, morte e sepultamento de Seu Divino Filho. E junto à Cruz que a Mãe de Jesus se torna Mãe de todos os homens e do corpo Místico de Cristo: a Igreja Católica. Unir-se às dores de Maria é unir-se também às dores de Nosso Senhor Jesus Cristo.

1ª. Dor - Apresentação de meu Filho no templo
Nesta primeira dor veremos como meu coração foi transpassado por uma espada, quando Simeão profetizou que meu Filho seria a salvação de muitos, mas também serviria para ruína de outros. A virtude que aprendereis nesta dor é a da santa obediência. Sede obedientes aos vossos superiores, porque são eles instrumentos de Deus.

Quando ouviu que uma espada atravessaria a sua alma Maria experimenta desde o início a dor! Quem confia em Deus jamais será confundido. Nas vossas penas, nas vossas angústias, confiai em Deus e jamais vos arrependereis dessa confiança.

2ª. Dor - A fuga para o Egito
Após o nascimento de Jesus, o Rei Herodes quis matá-lo e, por causa disso, um anjo do Senhor apareceu a São José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise”. Obediente, “José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.” (Mt 2, 13-14). Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência as dores de nossas vidas, em especial os exílios e deportações, e para nos mantermos afastados dos pecados.

3ª Dor - Perda do Menino Jesus
A dor de Maria pela perda de Jesus foi sem dúvida uma das mais acerbas; porque ela então sofria pela perda do Filho. Sirva-nos esta dor de conforto nas desolações espirituais; e ensine-nos o modo de buscarmos a Deus, se jamais para nossa desgraça viermos a perdê-lo por nossa culpa. Rezemos pelas mães que perdem os seus filhos em diversas circunstâncias. Lembremo-nos, porém, de que quem quiser achar a Jesus, não o buscar entre os prazeres e delícias, mas no pranto, entre as cruzes e mortificações, assim como Maria o procurou cheia de humildade.

4ª. Dor - Doloroso encontro no caminho do Calvário
Um dos momentos mais pungentes da Paixão é o encontro de Jesus com Sua Mãe no caminho do Calvário. As lágrimas que Maria derramou na ocasião, a troca de olhar com o Filho, a constatação das crueldades que Ele estava sofrendo, tudo causava imensa dor no Seu Coração de Mãe. Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado. Em especial, para abraçarmos a cruz de cada dia.

5ª. Dor - Aos pés da Cruz
Maria acompanhou de perto todo o sofrimento de Jesus na Cruz e assistiu de pé à sua morte: “junto à cruz de Jesus estavam em pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleófas, e Maria Madalena” (Jo 19, 25). Depois de três horas de tormentosa agonia, Jesus morre, deixando Maria na dor da perda do filho crucificado e morto! Sem duvidar um só instante, ela, contido, aceitou a vontade de Deus e, no seu doloroso silêncio, entregou ao Pai sua imensa dor, pedindo, como Jesus, perdão para os criminosos.

6ª. Dor - Uma lança atravessa o Coração de Jesus
Consideremos como, depois da morte do Senhor, dois de seus discípulos, José e Nicodemos, O descem da cruz e o depõe nos braços da aflita Mãe, que com ternura O recebe e O aperta contra o peito. Nossa Senhora da Piedade! A contemplação dessa dor de Maria nos faz buscar viver melhor nossa vida cristã para acolhermos esse grande dom da vida que nos foi dada na cruz. Não atormentemos mais a nossa aflita Mãe, e se pelo passado nós também a temos afligido com as nossas culpas, voltemos arrependidos ao Coração aberto de seu Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo.

7ª. Dor - Jesus é sepultado
Consideremos como a Mãe dolorosa quis acompanhar os discípulos que levaram Jesus morto à sepultura. Depois de O ter acomodado com suas próprias mãos, diz um último adeus ao Filho e ao Seu sepulcro, e volta para casa, deixando o Coração sepultado com Jesus. Nós também, à imitação de Maria, encerremos o nosso coração no santo Tabernáculo, onde está presente Jesus, já não morto, mas vivo e verdadeiramente como está no céu. Para isso é mister que o nosso coração esteja desapegado de todas as coisas da terra.

Neste dia, queremos pedir a Bem-aventurada Virgem Maria que nos ilumine e nos faça sempre fiéis no caminho de seu Filho. Quantas dores ela passou e suportou e sempre esteve ao lado do Filho. Maria é exemplo de fiel discípula e missionária. É aquela que vive a dor na esperança da Ressurreição. Que a Virgem das Dores nos console nos sofrimentos e dores desta vida para vivermos o caminho do discipulado e testemunharmos o Senhor Ressuscitado! Amém!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

Nossa Senhora Das Dores

15/09/2019 00:00 - Atualizado em 17/09/2019 11:50

A Igreja reza a Maria no dia 15 de setembro (neste ano de 2019 omitida pela precedência do 24º. Domingo do Tempo Comum), pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucificação de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII. A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo.

A Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora relembra as principais dores que a Virgem Maria sofreu em sua vida terrena, culminando com a paixão, morte e sepultamento de Seu Divino Filho. E junto à Cruz que a Mãe de Jesus se torna Mãe de todos os homens e do corpo Místico de Cristo: a Igreja Católica. Unir-se às dores de Maria é unir-se também às dores de Nosso Senhor Jesus Cristo.

1ª. Dor - Apresentação de meu Filho no templo
Nesta primeira dor veremos como meu coração foi transpassado por uma espada, quando Simeão profetizou que meu Filho seria a salvação de muitos, mas também serviria para ruína de outros. A virtude que aprendereis nesta dor é a da santa obediência. Sede obedientes aos vossos superiores, porque são eles instrumentos de Deus.

Quando ouviu que uma espada atravessaria a sua alma Maria experimenta desde o início a dor! Quem confia em Deus jamais será confundido. Nas vossas penas, nas vossas angústias, confiai em Deus e jamais vos arrependereis dessa confiança.

2ª. Dor - A fuga para o Egito
Após o nascimento de Jesus, o Rei Herodes quis matá-lo e, por causa disso, um anjo do Senhor apareceu a São José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise”. Obediente, “José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.” (Mt 2, 13-14). Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência as dores de nossas vidas, em especial os exílios e deportações, e para nos mantermos afastados dos pecados.

3ª Dor - Perda do Menino Jesus
A dor de Maria pela perda de Jesus foi sem dúvida uma das mais acerbas; porque ela então sofria pela perda do Filho. Sirva-nos esta dor de conforto nas desolações espirituais; e ensine-nos o modo de buscarmos a Deus, se jamais para nossa desgraça viermos a perdê-lo por nossa culpa. Rezemos pelas mães que perdem os seus filhos em diversas circunstâncias. Lembremo-nos, porém, de que quem quiser achar a Jesus, não o buscar entre os prazeres e delícias, mas no pranto, entre as cruzes e mortificações, assim como Maria o procurou cheia de humildade.

4ª. Dor - Doloroso encontro no caminho do Calvário
Um dos momentos mais pungentes da Paixão é o encontro de Jesus com Sua Mãe no caminho do Calvário. As lágrimas que Maria derramou na ocasião, a troca de olhar com o Filho, a constatação das crueldades que Ele estava sofrendo, tudo causava imensa dor no Seu Coração de Mãe. Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado. Em especial, para abraçarmos a cruz de cada dia.

5ª. Dor - Aos pés da Cruz
Maria acompanhou de perto todo o sofrimento de Jesus na Cruz e assistiu de pé à sua morte: “junto à cruz de Jesus estavam em pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleófas, e Maria Madalena” (Jo 19, 25). Depois de três horas de tormentosa agonia, Jesus morre, deixando Maria na dor da perda do filho crucificado e morto! Sem duvidar um só instante, ela, contido, aceitou a vontade de Deus e, no seu doloroso silêncio, entregou ao Pai sua imensa dor, pedindo, como Jesus, perdão para os criminosos.

6ª. Dor - Uma lança atravessa o Coração de Jesus
Consideremos como, depois da morte do Senhor, dois de seus discípulos, José e Nicodemos, O descem da cruz e o depõe nos braços da aflita Mãe, que com ternura O recebe e O aperta contra o peito. Nossa Senhora da Piedade! A contemplação dessa dor de Maria nos faz buscar viver melhor nossa vida cristã para acolhermos esse grande dom da vida que nos foi dada na cruz. Não atormentemos mais a nossa aflita Mãe, e se pelo passado nós também a temos afligido com as nossas culpas, voltemos arrependidos ao Coração aberto de seu Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo.

7ª. Dor - Jesus é sepultado
Consideremos como a Mãe dolorosa quis acompanhar os discípulos que levaram Jesus morto à sepultura. Depois de O ter acomodado com suas próprias mãos, diz um último adeus ao Filho e ao Seu sepulcro, e volta para casa, deixando o Coração sepultado com Jesus. Nós também, à imitação de Maria, encerremos o nosso coração no santo Tabernáculo, onde está presente Jesus, já não morto, mas vivo e verdadeiramente como está no céu. Para isso é mister que o nosso coração esteja desapegado de todas as coisas da terra.

Neste dia, queremos pedir a Bem-aventurada Virgem Maria que nos ilumine e nos faça sempre fiéis no caminho de seu Filho. Quantas dores ela passou e suportou e sempre esteve ao lado do Filho. Maria é exemplo de fiel discípula e missionária. É aquela que vive a dor na esperança da Ressurreição. Que a Virgem das Dores nos console nos sofrimentos e dores desta vida para vivermos o caminho do discipulado e testemunharmos o Senhor Ressuscitado! Amém!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro