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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 13/11/2019

13 de Novembro de 2019

Leigos na Igreja

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24/08/2019 00:00 - Atualizado em 26/08/2019 17:58

Leigos na Igreja 0

24/08/2019 00:00 - Atualizado em 26/08/2019 17:58

No quarto domingo de agosto celebramos o dia de oração pela vocação dos ministérios leigos e como coincide com o último domingo do mês, comemoramos também o dia nacional do catequista. É a nossa oração por todos os leigos que, entre família e afazeres, dedicam-se aos trabalhos pastorais e também missionários. Os leigos atuam como colaboradores dos padres na catequese, na liturgia, nos ministérios de música, nas obras de caridade e nas diversas pastorais existentes.

Ser leigo atuante é ter consciência do chamado de Deus a participar ativamente da Igreja e do Reino contribuindo para a caminhada e o crescimento das comunidades rumo a Pátria Celeste. Assumir esta vocação é doar-se pelo Evangelho e estar junto a Cristo em sua missão de salvação e redenção.

Os Leigos são cristãos que têm uma missão especial na Igreja e na sociedade. Pelo batismo, receberam essa vocação que devem vivê-la intensamente a serviço do Reino de Deus. Na Igreja existem as diversas vocações: a sacerdotal, a diaconal, a religiosa e a leiga. Todas são muito importantes e necessárias, pois brotam do Batismo, fonte de todas as vocações.

Dentro da comunidade eclesial “Os leigos encontram-se na linha mais avançada da vida da Igreja”, enfatizou o Papa Francisco. “Demos graças pelos leigos que arriscam, que não têm medo e que oferecem razões de esperança aos mais pobres, excluídos e marginalizados”, disse. Os leigos estão no coração do mundo e têm um papel chave para transformar a sociedade. Por isso os leigos são chamados a colaborar no governo paroquial e diocesano, participando de conselhos pastorais e econômicos.

Apesar desses serviços que desempenham na comunidade eclesial, a missão mais importante dos leigos é no mundo. Eles são chamados a realizar sua missão dentro das realidades nas quais se encontra no dia-a-dia. Esse tema é aprofundado no Dia dos Leigos, o Domingo de Cristo Rei, último domingo do ano litúrgico.

Na família, no trabalho, na escola, no mundo da política e da cultura, nos movimentos populares e sindicais, nos meios de comunicação, é chamado a testemunhar, pela palavra e pela vida, a mensagem de Jesus Cristo. Nessas realidades, é chamado a desempenhar sua missão, necessária e insubstituível.

Por isso o papel do leigo, além da participação na comunidade eclesial, sua grande missão é ser fermento nesses campos de vida e de atuação, ser “sal da terra e luz do mundo”. Nesses ambientes deve se empenhar para a construção efetiva do Reino de Deus, “um reino eterno e universal, reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz”, como rezamos no prefácio da missa da festa de Cristo Rei.

O Reino de Cristo cresce onde se manifesta a atitude de serviço, a doação generosa em prol dos irmãos, onde há o respeito pelos outros, onde se luta pela justiça e pela libertação. E tudo isso acontece de modo especial através da atuação dos cristãos leigos. Quando os leigos assumem de fato sua missão específica, podemos sonhar com uma nova ordem social. O Concílio Ecumênico Vaticano II e os ensinamentos magisteriais do Santo Padre o Papa insistem muito na necessidade de os leigos participarem ativamente na construção de uma nova sociedade, aperfeiçoando os bens criados e sanando os males. Felizmente, muitos têm entendido essa missão e se empenhado para bem cumpri-la.

Vemos com muita esperança o crescimento hoje da tomada de consciência por parte de muitos leigos que compreendem essa índole específica de sua missão. Acreditam nela e procuram exercê-la de modo digno e eficiente para que se faça cada vez mais concreta a promessa de Jesus: “O Reino de Deus está presente no meio de vós.”

Através dos leigos, a Igreja se faz presente nos diversos ambientes sociais, impregnando-os da mensagem de Jesus Cristo, semeando os valores evangélicos da solidariedade e da justiça, empenhando-se decisivamente na construção da sociedade justa, fraterna e solidária, sinal do Reino de Deus.

Na Conferência de Aparecida, os bispos da América Latina voltam a insistir sobre a urgência da plena participação dos Leigos e Leigas na vida e na ação da Igreja: “O projeto pastoral da Diocese, caminho de pastoral orgânica, deve ser uma resposta consciente e eficaz para atender as exigências do mundo de hoje com indicações programáticas concretas, objetivos e métodos de trabalho, de formação e valorização dos agentes e da procura dos meios necessários que permitam que o anúncio de Cristo chegue às pessoas, modele as comunidades e incida profundamente na sociedade e na cultura mediante o testemunho dos valores evangélicos. Os leigos devem participar do discernimento, da tomada de decisões, do planejamento e da execução” (DAp. 371).

Na perspectiva do Documento de Aparecida o papel dos Leigos e Leigas na vida e missão da Igreja é reconhecido como fundamental. É necessário que levemos a sério estas palavras dos bispos para que aconteça também neste campo a conversão pastoral necessária para sermos uma Igreja verdadeiro Povo de Deus, capaz de falar ao coração dos homens de das mulheres de hoje. Que todos os Leigos e Leigas Cristãos possam reinar com Cristo e como Cristo, descobrindo e realizando plenamente a sua vocação. Obrigado pelo seu sim generoso e pela sua dedicação no anúncio do Reino de Deus e no Testemunho do Evangelho. Que o Senhor Ressuscitado continue iluminando o seu caminho de discipulado e de missionários!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
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Leigos na Igreja

24/08/2019 00:00 - Atualizado em 26/08/2019 17:58

No quarto domingo de agosto celebramos o dia de oração pela vocação dos ministérios leigos e como coincide com o último domingo do mês, comemoramos também o dia nacional do catequista. É a nossa oração por todos os leigos que, entre família e afazeres, dedicam-se aos trabalhos pastorais e também missionários. Os leigos atuam como colaboradores dos padres na catequese, na liturgia, nos ministérios de música, nas obras de caridade e nas diversas pastorais existentes.

Ser leigo atuante é ter consciência do chamado de Deus a participar ativamente da Igreja e do Reino contribuindo para a caminhada e o crescimento das comunidades rumo a Pátria Celeste. Assumir esta vocação é doar-se pelo Evangelho e estar junto a Cristo em sua missão de salvação e redenção.

Os Leigos são cristãos que têm uma missão especial na Igreja e na sociedade. Pelo batismo, receberam essa vocação que devem vivê-la intensamente a serviço do Reino de Deus. Na Igreja existem as diversas vocações: a sacerdotal, a diaconal, a religiosa e a leiga. Todas são muito importantes e necessárias, pois brotam do Batismo, fonte de todas as vocações.

Dentro da comunidade eclesial “Os leigos encontram-se na linha mais avançada da vida da Igreja”, enfatizou o Papa Francisco. “Demos graças pelos leigos que arriscam, que não têm medo e que oferecem razões de esperança aos mais pobres, excluídos e marginalizados”, disse. Os leigos estão no coração do mundo e têm um papel chave para transformar a sociedade. Por isso os leigos são chamados a colaborar no governo paroquial e diocesano, participando de conselhos pastorais e econômicos.

Apesar desses serviços que desempenham na comunidade eclesial, a missão mais importante dos leigos é no mundo. Eles são chamados a realizar sua missão dentro das realidades nas quais se encontra no dia-a-dia. Esse tema é aprofundado no Dia dos Leigos, o Domingo de Cristo Rei, último domingo do ano litúrgico.

Na família, no trabalho, na escola, no mundo da política e da cultura, nos movimentos populares e sindicais, nos meios de comunicação, é chamado a testemunhar, pela palavra e pela vida, a mensagem de Jesus Cristo. Nessas realidades, é chamado a desempenhar sua missão, necessária e insubstituível.

Por isso o papel do leigo, além da participação na comunidade eclesial, sua grande missão é ser fermento nesses campos de vida e de atuação, ser “sal da terra e luz do mundo”. Nesses ambientes deve se empenhar para a construção efetiva do Reino de Deus, “um reino eterno e universal, reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz”, como rezamos no prefácio da missa da festa de Cristo Rei.

O Reino de Cristo cresce onde se manifesta a atitude de serviço, a doação generosa em prol dos irmãos, onde há o respeito pelos outros, onde se luta pela justiça e pela libertação. E tudo isso acontece de modo especial através da atuação dos cristãos leigos. Quando os leigos assumem de fato sua missão específica, podemos sonhar com uma nova ordem social. O Concílio Ecumênico Vaticano II e os ensinamentos magisteriais do Santo Padre o Papa insistem muito na necessidade de os leigos participarem ativamente na construção de uma nova sociedade, aperfeiçoando os bens criados e sanando os males. Felizmente, muitos têm entendido essa missão e se empenhado para bem cumpri-la.

Vemos com muita esperança o crescimento hoje da tomada de consciência por parte de muitos leigos que compreendem essa índole específica de sua missão. Acreditam nela e procuram exercê-la de modo digno e eficiente para que se faça cada vez mais concreta a promessa de Jesus: “O Reino de Deus está presente no meio de vós.”

Através dos leigos, a Igreja se faz presente nos diversos ambientes sociais, impregnando-os da mensagem de Jesus Cristo, semeando os valores evangélicos da solidariedade e da justiça, empenhando-se decisivamente na construção da sociedade justa, fraterna e solidária, sinal do Reino de Deus.

Na Conferência de Aparecida, os bispos da América Latina voltam a insistir sobre a urgência da plena participação dos Leigos e Leigas na vida e na ação da Igreja: “O projeto pastoral da Diocese, caminho de pastoral orgânica, deve ser uma resposta consciente e eficaz para atender as exigências do mundo de hoje com indicações programáticas concretas, objetivos e métodos de trabalho, de formação e valorização dos agentes e da procura dos meios necessários que permitam que o anúncio de Cristo chegue às pessoas, modele as comunidades e incida profundamente na sociedade e na cultura mediante o testemunho dos valores evangélicos. Os leigos devem participar do discernimento, da tomada de decisões, do planejamento e da execução” (DAp. 371).

Na perspectiva do Documento de Aparecida o papel dos Leigos e Leigas na vida e missão da Igreja é reconhecido como fundamental. É necessário que levemos a sério estas palavras dos bispos para que aconteça também neste campo a conversão pastoral necessária para sermos uma Igreja verdadeiro Povo de Deus, capaz de falar ao coração dos homens de das mulheres de hoje. Que todos os Leigos e Leigas Cristãos possam reinar com Cristo e como Cristo, descobrindo e realizando plenamente a sua vocação. Obrigado pelo seu sim generoso e pela sua dedicação no anúncio do Reino de Deus e no Testemunho do Evangelho. Que o Senhor Ressuscitado continue iluminando o seu caminho de discipulado e de missionários!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro