Arquidiocese do Rio de Janeiro

24º 17º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/08/2019

19 de Agosto de 2019

Educar na fé e testemunhar à exemplo dos avós de Jesus!

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19 de Agosto de 2019

Educar na fé e testemunhar à exemplo dos avós de Jesus!

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Educar na fé e testemunhar à exemplo dos avós de Jesus! 0

26/07/2019 11:29

A Mãe Igreja celebra, no dia 26 de julho, a memória litúrgica de São Joaquim e de Sant’Ana, pais de Maria Santíssima. Os nomes dos pais da Bem-Aventurada Virgem Maria chegaram até nós através do escrito apócrifo, “O Protoevangelho de Tiago” (Século II). O culto de Sant’Ana remonta ao século VI no Oriente e ao século X, no Ocidente. O culto de São Joaquim difundiu-se a partir do século XIV.

Segundo a tradição e que está no domínio público, Sant’Ana já em idade avançada, não tinha filhos e isso era causa de desgosto e de vergonha para ela, já que toda mulher judia na época poderia carregar o Salvador em seu ventre. Mas, Joaquim e Ana eram muito devotos e cheios de fé e esperança nunca deixaram de rezar e pedir por esse milagre, até que Ana engravidou. Sant’Ana dizia: “Se Deus vive e se eu conceber um filho ou filha será um dom do meu Deus e eu servirei a Ele toda a minha vida.” Eles definitivamente foram escolhidos para serem pais daquela que viria a ser a mãe do filho de Deus. Poucos são os dados históricos encontrados sobre eles, mas a maior graça deste casamento feliz foi a concepção da Bem Aventurada Virgem Maria, que nos trouxe, pela ação do Espírito Santo, Jesus, o Verbo Encarnado, Redentor da Humanidade.

O Papa Francisco, durante da JMJRio 2013, no dia 26 de julho, da sacada do Palácio Arquiepiscopal São Joaquim assim se expressou: “Hoje a Igreja celebra os pais da Virgem Maria, os avós de Jesus: São Joaquim e Sant’Ana. Na casa deles, veio ao mundo Maria, trazendo consigo aquele mistério extraordinário da Imaculada Conceição; na casa deles, cresceu, acompanhada pelo seu amor e pela sua fé; na casa deles, aprendeu a escutar o Senhor e seguir a sua vontade. São Joaquim e Sant’Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu a fé e o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós. Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé! Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de São Joaquim e Sant’Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família. O Documento de Aparecida nos recorda: “Crianças e anciãos constroem o futuro dos povos; as crianças porque levarão por adiante a história, os anciãos porque transmitem a experiência e a sabedoria de suas vidas” (Documento de Aparecida, 447). Esta relação, este diálogo entre as gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado! Nesta Jornada Mundial da Juventude, os jovens querem saudar os avós. Eles saúdam os seus avós com muito carinho. Aos avós. Saudamos os avós. Eles, os jovens, saúdam os seus avós com muito carinho e lhes agradecem pelo testemunho de sabedoria que nos oferecem continuamente.”(http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2013/documents/papa-francesco_angelus_20130726_gmg-rio.html, último acesso em 18 de julho de 2019).

Mais de uma vez já afirmei o papel fundamental dos avós na educação de seus filhos, netos e bisnetos. Por isso é sempre atual a advertência do Papa Bento XVI: “A tarefa educativa dos avôs é sempre muito importante, mais ainda quando, por diversas razões, os pais não estão em capacidade de assegurar uma adequada presença com os filhos na idade de crescimento”, precisou Bento XVI. Por isso, concluiu o Pontífice, “confio ao amparo de Santa Ana e São Joaquim a todos os avôs do mundo, dirigindo-lhes a eles uma especial bênção. Que a Virgem Maria que –segundo uma bela iconografia– aprendeu a ler as Sagradas Escrituras sobre os joelhos de sua mãe Ana, os ajude a alimentar sempre a fé e a esperança nas fontes da Palavra de Deus”.(https://www.acidigital.com/noticias/em-seu-dia-bento-xvi-ressalta-fundamental-rol-educativo-dos-avos-47697, último acesso em 18 de julho de 2019).
Devemos lembrar sempre a gratidão de São Paulo Apóstolo sobre o papel da avó na evangelização: “Conservo a lembrança daquela tua fé tão sincera, que foi primeiro a de tua avó Loide e de tua mãe Eunice e que, não tenho a menor dúvida, habita em ti também.”(Cf. 2 Tm 1,5). Quantas estórias eu ouço em minhas visitas às paróquias ao conversar com os jovens: devem muito a suas avós a iniciação a fé! Louvado seja Deus por tão belos testemunhos.

Nesse Ano Vocacional Arquidiocesano gostaria de pedir um grande favor para os avós de nossa Arquidiocese: incentivem os seus netos a discernir pela opção para a vida sacerdotal e a beleza da vida religiosa e contemplativa. Uma fé que não esteja enraizada na Tradição é uma fé rasa e, portanto, que não pode crescer. Uma fé sem norte, sem guia, incapaz de nos levar por onde o vento soprar mais forte. Por isso, é tão importante que, em nossas vidas, apoiemo-nos na sabedoria e na santidade de nossos queridos vovós e vovôs. Nossos avós possuem encarnada a tradição da qual bebemos e que forma nossa identidade. Esta é a missão dos nossos avós: Transmitir e testemunhar para nós essa fé sem hipocrisia, da qual fala Paulo. A nossa, consequentemente, é receber essa fé e encarná-la em nossas vidas, de modo que também nós possamos passá-la adiante, com um credível testemunho de vida.

No dia de São Joaquim e de Sant’Ana, avós de Jesus, convido a todos para que rezemos por todos os vovós e as vovôs: “Ó DEUS eterno e todo-poderoso, em vós vivemos, nos movemos e somos. Nós vos louvamos e bendizemos por terdes dado a estes vossos filhos e filhas, nossos queridos vovôs e nossas queridas vovós, uma vida longa com perseverança na fé e em boas obras. Concedei que eles, confortados pelo carinho dos filhos, netos e amigos, se alegrem na saúde e não se deixem abater na doença, a fim de que, revigorados com a vossa bênção, consagrem o tempo da idade madura ao vosso louvor, seguindo os exemplos de São Joaquim e de Santa Ana, que na fidelidade à Palavra de Deus, cumpriu sempre a vontade de servir e de amar a todos. Por Cristo, nosso Senhor”.

Os avós têm um tesouro a repassar aos seus familiares e para toda a sociedade: Educar na fé e testemunhar à exemplo dos avós de Jesus Que São Joaquim e Sant’Ana abençoem todos os avós e que do trono da graça da Igreja Matriz da Paróquia de Sant’Ana, no centro do Rio de Janeiro, Santuário de Adoração Perpétua em nossa Arquidiocese, ilumine e santifique nossa cidade. Que os avós de Jesus nos ajudem a sermos autênticos discípulos-missionários de Jesus. Neste dia 26, visite seus avôs e leve a sua gratidão. Aos avós que já estão na glória do céu nos unimos em mementos de ação de graças pela gratidão do tesouro da fé católico que nos legaram, Amém!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
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26/07/2019 11:29

A Mãe Igreja celebra, no dia 26 de julho, a memória litúrgica de São Joaquim e de Sant’Ana, pais de Maria Santíssima. Os nomes dos pais da Bem-Aventurada Virgem Maria chegaram até nós através do escrito apócrifo, “O Protoevangelho de Tiago” (Século II). O culto de Sant’Ana remonta ao século VI no Oriente e ao século X, no Ocidente. O culto de São Joaquim difundiu-se a partir do século XIV.

Segundo a tradição e que está no domínio público, Sant’Ana já em idade avançada, não tinha filhos e isso era causa de desgosto e de vergonha para ela, já que toda mulher judia na época poderia carregar o Salvador em seu ventre. Mas, Joaquim e Ana eram muito devotos e cheios de fé e esperança nunca deixaram de rezar e pedir por esse milagre, até que Ana engravidou. Sant’Ana dizia: “Se Deus vive e se eu conceber um filho ou filha será um dom do meu Deus e eu servirei a Ele toda a minha vida.” Eles definitivamente foram escolhidos para serem pais daquela que viria a ser a mãe do filho de Deus. Poucos são os dados históricos encontrados sobre eles, mas a maior graça deste casamento feliz foi a concepção da Bem Aventurada Virgem Maria, que nos trouxe, pela ação do Espírito Santo, Jesus, o Verbo Encarnado, Redentor da Humanidade.

O Papa Francisco, durante da JMJRio 2013, no dia 26 de julho, da sacada do Palácio Arquiepiscopal São Joaquim assim se expressou: “Hoje a Igreja celebra os pais da Virgem Maria, os avós de Jesus: São Joaquim e Sant’Ana. Na casa deles, veio ao mundo Maria, trazendo consigo aquele mistério extraordinário da Imaculada Conceição; na casa deles, cresceu, acompanhada pelo seu amor e pela sua fé; na casa deles, aprendeu a escutar o Senhor e seguir a sua vontade. São Joaquim e Sant’Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu a fé e o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós. Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé! Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de São Joaquim e Sant’Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família. O Documento de Aparecida nos recorda: “Crianças e anciãos constroem o futuro dos povos; as crianças porque levarão por adiante a história, os anciãos porque transmitem a experiência e a sabedoria de suas vidas” (Documento de Aparecida, 447). Esta relação, este diálogo entre as gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado! Nesta Jornada Mundial da Juventude, os jovens querem saudar os avós. Eles saúdam os seus avós com muito carinho. Aos avós. Saudamos os avós. Eles, os jovens, saúdam os seus avós com muito carinho e lhes agradecem pelo testemunho de sabedoria que nos oferecem continuamente.”(http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2013/documents/papa-francesco_angelus_20130726_gmg-rio.html, último acesso em 18 de julho de 2019).

Mais de uma vez já afirmei o papel fundamental dos avós na educação de seus filhos, netos e bisnetos. Por isso é sempre atual a advertência do Papa Bento XVI: “A tarefa educativa dos avôs é sempre muito importante, mais ainda quando, por diversas razões, os pais não estão em capacidade de assegurar uma adequada presença com os filhos na idade de crescimento”, precisou Bento XVI. Por isso, concluiu o Pontífice, “confio ao amparo de Santa Ana e São Joaquim a todos os avôs do mundo, dirigindo-lhes a eles uma especial bênção. Que a Virgem Maria que –segundo uma bela iconografia– aprendeu a ler as Sagradas Escrituras sobre os joelhos de sua mãe Ana, os ajude a alimentar sempre a fé e a esperança nas fontes da Palavra de Deus”.(https://www.acidigital.com/noticias/em-seu-dia-bento-xvi-ressalta-fundamental-rol-educativo-dos-avos-47697, último acesso em 18 de julho de 2019).
Devemos lembrar sempre a gratidão de São Paulo Apóstolo sobre o papel da avó na evangelização: “Conservo a lembrança daquela tua fé tão sincera, que foi primeiro a de tua avó Loide e de tua mãe Eunice e que, não tenho a menor dúvida, habita em ti também.”(Cf. 2 Tm 1,5). Quantas estórias eu ouço em minhas visitas às paróquias ao conversar com os jovens: devem muito a suas avós a iniciação a fé! Louvado seja Deus por tão belos testemunhos.

Nesse Ano Vocacional Arquidiocesano gostaria de pedir um grande favor para os avós de nossa Arquidiocese: incentivem os seus netos a discernir pela opção para a vida sacerdotal e a beleza da vida religiosa e contemplativa. Uma fé que não esteja enraizada na Tradição é uma fé rasa e, portanto, que não pode crescer. Uma fé sem norte, sem guia, incapaz de nos levar por onde o vento soprar mais forte. Por isso, é tão importante que, em nossas vidas, apoiemo-nos na sabedoria e na santidade de nossos queridos vovós e vovôs. Nossos avós possuem encarnada a tradição da qual bebemos e que forma nossa identidade. Esta é a missão dos nossos avós: Transmitir e testemunhar para nós essa fé sem hipocrisia, da qual fala Paulo. A nossa, consequentemente, é receber essa fé e encarná-la em nossas vidas, de modo que também nós possamos passá-la adiante, com um credível testemunho de vida.

No dia de São Joaquim e de Sant’Ana, avós de Jesus, convido a todos para que rezemos por todos os vovós e as vovôs: “Ó DEUS eterno e todo-poderoso, em vós vivemos, nos movemos e somos. Nós vos louvamos e bendizemos por terdes dado a estes vossos filhos e filhas, nossos queridos vovôs e nossas queridas vovós, uma vida longa com perseverança na fé e em boas obras. Concedei que eles, confortados pelo carinho dos filhos, netos e amigos, se alegrem na saúde e não se deixem abater na doença, a fim de que, revigorados com a vossa bênção, consagrem o tempo da idade madura ao vosso louvor, seguindo os exemplos de São Joaquim e de Santa Ana, que na fidelidade à Palavra de Deus, cumpriu sempre a vontade de servir e de amar a todos. Por Cristo, nosso Senhor”.

Os avós têm um tesouro a repassar aos seus familiares e para toda a sociedade: Educar na fé e testemunhar à exemplo dos avós de Jesus Que São Joaquim e Sant’Ana abençoem todos os avós e que do trono da graça da Igreja Matriz da Paróquia de Sant’Ana, no centro do Rio de Janeiro, Santuário de Adoração Perpétua em nossa Arquidiocese, ilumine e santifique nossa cidade. Que os avós de Jesus nos ajudem a sermos autênticos discípulos-missionários de Jesus. Neste dia 26, visite seus avôs e leve a sua gratidão. Aos avós que já estão na glória do céu nos unimos em mementos de ação de graças pela gratidão do tesouro da fé católico que nos legaram, Amém!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro