Arquidiocese do Rio de Janeiro

28º 18º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/11/2019

18 de Novembro de 2019

Novo céu e nova terra

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19/05/2019 00:00

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O tempo da Páscoa vai se encaminhando para a Solenidade da Ascensão do Senhor e para a grande solenidade de Pentecostes. Continua sendo uma grande oportunidade de olharmos para o Senhor que está vivo e presente no meio de nós. Cristo é um acontecimento atual, não mera recordação do passado. Por meio do nosso testemunho de vida mostraremos ao mundo e ao nosso redor esta presença viva e eficaz do Senhor. Este foi exatamente o tema da última exortação Apostólica do Papa Francisco, Christus Vivit,  fruto do Sínodo da Juventude realizado em outubro do ano passado: “CRISTO VIVE: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. Por isso as primeiras palavras, que quero dirigir a cada jovem cristão, são estas: Ele vive e quer-te vivo!

Está em ti, está contigo e jamais te deixa. Por mais que te possas afastar, junto de ti está o Ressuscitado, que te chama e espera por ti para recomeçar. Quando te sentires envelhecido pela tristeza, os rancores, os medos, as dúvidas ou os fracassos, Jesus estará a teu lado para te devolver a força e a esperança” (CV 1).

A palavra de Deus neste quinto domingo da Páscoa é uma oportunidade de percebermos que a presença do Cristo vivo no meio de nós deve ter suas consequências: comunica-lo através da vida e principalmente através do nosso maior distintivo:  a capacidade de amar-nos uns aos outros, mesmo com tantos problemas e dificuldades que enfrentamos a cada dia.

O Evangelho deste Domingo (Jo 13, 31a.34-35) nos fala exatamente de um momento difícil que teve de passar Jesus em sua existência terrena junto com a comunidade dos apóstolos. O Evangelho começa falando do clima posterior à traição de Judas:

Depois que Judas saiu, do cenáculo disse Jesus: 'Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo (Jo 13, 30-32).

Sabemos o motivo da saída de Judas: sai para um momento de traição, sai da comunhão com os discípulos para entregar o mestre. Jesus está ante o momento derradeiro da cruz. Jesus olha o momento da cruz que se aproxima como um momento de glorificar o Pai em sua própria vida. Encontramos dois momentos que parecem antagônicos: Cruz e Glória: a cruz é o trono onde Cristo reina glorioso, dando a vida por todos nós.

Nesse momento de dor, traição e sofrimento, Jesus fala da Glória de Deus: isso trará luz a todos aqueles que posteriormente vão ter de passar por sofrimentos em nome de Cristo, para que nunca desanimem, mesmo quando passem pelo caminho purificador da dor. É nesse momento que antecede o grande sofrimento do Calvário que ele nos dá o grande mandamento do amor, o Novo Mandamento:

Por pouco tempo estou ainda convosco. Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros' (Jo 13, 33-35).

Este texto é o mesmo que utilizamos na Quinta-Feira Santa. No momento em que está sendo traído por um dos seus e às vésperas do Calvário, ele nos dá o mandamento do Amor. O amor que ele tem para conosco é o paradigma para as nossas relações e para o nosso devido reconhecimento, como pessoas que se amam em meio às diferenças, algo que serve para enriquecer muito mais o trabalho missionário.

Ante à ideia da “partida” de Cristo, o evangelista traz o preceito do amor, testamento de Cristo. Esse preceito, já presente na lei mosaica, é “novo” pela perfeição a que Jesus o faz atingir e porque constitui como que o distintivo dos tempos novos, inaugurados e revelados pela morte de Jesus.

Os preceitos do Senhor se resumem em um só: O Mandamento Novo do Amor. O preceito da caridade é como que um compêndio de toda a lei da Igreja e é o sinal de identificação do cristão. O contexto da passagem, no capítulo 13 de João, é o contexto do lava-pés e logo após o amor até o fim em realização: a morte de cruz.

Santo Agostinho, comentando a S João, assim afirma: “ Todos podem persignar-se com o sinal da cruz de Cristo. Todos podem responder amém; todos podem cantar aleluia; todos podem ser batizados, entrar nas igrejas, construir os muros de uma catedral. Mas os filhos de Deus só se distinguem dos filhos das trevas pela caridade. Os que praticam a caridade, nasceram de Deus. É um sinal importante e uma diferença essencial. Você pode ter tudo o que quiser, mas se te falta só isso, todas as outras coisas não servem para nada; se te falta tudo, mas tens a caridade, tens o essencial” (St. Agostinho, Comentário às Cartas de João).

As palavras “como eu vos amei” dão a este preceito um sentido e um conteúdo novo: a medida do amor cristão não está no coração do homem, mas no coração de Cristo. É um amor diferente da filantropia, da amizade ou de qualquer outra forma de amor conhecida no contexto grego ou semita da época. “O novo mandamento não consiste simplesmente numa exigência nova e superior, mas está ligado com a novidade de Jesus Cristo, a crescente imersão n’Ele” (Bento XVI, Jesus de Nazaré, vol.3, p.68).

Esse permanecer firmes no mandamento novo mesmo em meio às dificuldades é o que encontramos na primeira leitura dos atos dos apóstolos. Depois de terem sido expulsos de outras cidades, os apóstolos seguem adiante o seu caminho, vendo em seu sofrimento um caminho de glória:

Naqueles dias: Paulo e Barnabé, voltaram para as cidades de Listra, Icônio e Antioquia. Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: 'É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus' (At 14, 21s).

Tal passagem vai descrever o final da primeira viagem missionária de Paulo, estando acompanhado nesta por Barnabé. Aquilo tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos (v.27) pode ser considerado o início da grande expansão do cristianismo no mundo não judeu, como o início desta obra que tem como base a fé no ressuscitado. Quem move esta obra é Deus. A evangelização dos pagãos não é consequência do endurecimento do coração do povo Judeu, mas sim deriva do caráter universal do cristianismo, que oferece a todos os homens a única graça que pode salvar e que supera os limites geográficos e de raça que eram próprios do judaísmo.

O salmo de resposta (144) vem exatamente como um grito de reconhecimento ao autor desta obra de comunicação da Boa Nova aos pagãos: não é uma obra humana. Quem move esta obra é Deus: Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem!

A providência amorosa de Deus sobre os que sofrem e sobre todas as criaturas se apresenta como o tema central deste salmo, juntamente com a eternidade e universalidade do Reinado de Deus mediante a sua bondade. Os cristãos vão ver realizado este reinado na Pessoa e na Obra de Cristo:

Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.

Já a segunda leitura (Ap 21,1-5a) descreve o momento culminante do livro, onde o autor contempla a instauração plena do Reino de Deus: Eu, João, Vi um novo céu e uma nova terra.

É interessante notar que pela primeira e única vez em todo o livro do apocalipse, Deus toma a palavra para confirmar o que acaba de ser exposto:

Aquele que está sentado no trono disse: 'Eis que faço novas todas as coisas.'

Afirma que está fazendo o mundo novo. Ainda que este mundo novo vá chegar à sua plenitude somente no fim dos tempos, já hoje, agora, desde que Jesus morreu e ressuscitou, deu-se início à renovação final. Sobre isso, afirmava S. Gregório de Nissa: “Começou o reino da vida e foi dissolvido o império da morte. Aparece outra geração, outra vida, outro modo de viver, a transformação de nossa própria natureza. De que geração estamos falando? Daquela que não vem nem da carne nem do sangue, nem do amor carnal nem do amor humano, mas de Deus mesmo. Como isso é possível? Explico em poucas palavras: Este novo ser é gerado pela fé; a regeneração do batismo é que o faz nascer; a Igreja, como Mãe, o amamenta com sua doutrina e instituições e o alimenta com seu pão celestial; chega à idade adulta com a santidade de vida; seu casamento é a união com a Sabedoria; seus filhos são a esperança; sua casa, o Reino; sua herança e seus tesouros, as delícias do paraíso; e seu desfecho final não é a morte, mas a vida eterna e feliz na mansão dos santos” (Oratio 1 in Christi resurrectionem).

Encontrar-se com o Ressuscitado é poder viver esse amor na comunidade e ao mesmo tempo ser sinal para a sociedade, continuando a amar aqueles que nos fazem o mal, nos perseguem, dando nossas vidas por causa de Cristo Senhor.

Enfim, o tempo da Páscoa é exatamente este tempo de estarmos todos abertos à Graça de Deus, tempo de fazermos a experiência de quem se encontrou com o ressuscitado, sermos suas testemunhas e empenhar-nos na vida da comunidade e na vida missionária. Que o Senhor ressuscitado, portador da vida nova, nos faço testemunhas vivas do novo mandamento, o mandamento do verdadeiro amor.


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O tempo da Páscoa vai se encaminhando para a Solenidade da Ascensão do Senhor e para a grande solenidade de Pentecostes. Continua sendo uma grande oportunidade de olharmos para o Senhor que está vivo e presente no meio de nós. Cristo é um acontecimento atual, não mera recordação do passado. Por meio do nosso testemunho de vida mostraremos ao mundo e ao nosso redor esta presença viva e eficaz do Senhor. Este foi exatamente o tema da última exortação Apostólica do Papa Francisco, Christus Vivit,  fruto do Sínodo da Juventude realizado em outubro do ano passado: “CRISTO VIVE: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. Por isso as primeiras palavras, que quero dirigir a cada jovem cristão, são estas: Ele vive e quer-te vivo!

Está em ti, está contigo e jamais te deixa. Por mais que te possas afastar, junto de ti está o Ressuscitado, que te chama e espera por ti para recomeçar. Quando te sentires envelhecido pela tristeza, os rancores, os medos, as dúvidas ou os fracassos, Jesus estará a teu lado para te devolver a força e a esperança” (CV 1).

A palavra de Deus neste quinto domingo da Páscoa é uma oportunidade de percebermos que a presença do Cristo vivo no meio de nós deve ter suas consequências: comunica-lo através da vida e principalmente através do nosso maior distintivo:  a capacidade de amar-nos uns aos outros, mesmo com tantos problemas e dificuldades que enfrentamos a cada dia.

O Evangelho deste Domingo (Jo 13, 31a.34-35) nos fala exatamente de um momento difícil que teve de passar Jesus em sua existência terrena junto com a comunidade dos apóstolos. O Evangelho começa falando do clima posterior à traição de Judas:

Depois que Judas saiu, do cenáculo disse Jesus: 'Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo (Jo 13, 30-32).

Sabemos o motivo da saída de Judas: sai para um momento de traição, sai da comunhão com os discípulos para entregar o mestre. Jesus está ante o momento derradeiro da cruz. Jesus olha o momento da cruz que se aproxima como um momento de glorificar o Pai em sua própria vida. Encontramos dois momentos que parecem antagônicos: Cruz e Glória: a cruz é o trono onde Cristo reina glorioso, dando a vida por todos nós.

Nesse momento de dor, traição e sofrimento, Jesus fala da Glória de Deus: isso trará luz a todos aqueles que posteriormente vão ter de passar por sofrimentos em nome de Cristo, para que nunca desanimem, mesmo quando passem pelo caminho purificador da dor. É nesse momento que antecede o grande sofrimento do Calvário que ele nos dá o grande mandamento do amor, o Novo Mandamento:

Por pouco tempo estou ainda convosco. Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros' (Jo 13, 33-35).

Este texto é o mesmo que utilizamos na Quinta-Feira Santa. No momento em que está sendo traído por um dos seus e às vésperas do Calvário, ele nos dá o mandamento do Amor. O amor que ele tem para conosco é o paradigma para as nossas relações e para o nosso devido reconhecimento, como pessoas que se amam em meio às diferenças, algo que serve para enriquecer muito mais o trabalho missionário.

Ante à ideia da “partida” de Cristo, o evangelista traz o preceito do amor, testamento de Cristo. Esse preceito, já presente na lei mosaica, é “novo” pela perfeição a que Jesus o faz atingir e porque constitui como que o distintivo dos tempos novos, inaugurados e revelados pela morte de Jesus.

Os preceitos do Senhor se resumem em um só: O Mandamento Novo do Amor. O preceito da caridade é como que um compêndio de toda a lei da Igreja e é o sinal de identificação do cristão. O contexto da passagem, no capítulo 13 de João, é o contexto do lava-pés e logo após o amor até o fim em realização: a morte de cruz.

Santo Agostinho, comentando a S João, assim afirma: “ Todos podem persignar-se com o sinal da cruz de Cristo. Todos podem responder amém; todos podem cantar aleluia; todos podem ser batizados, entrar nas igrejas, construir os muros de uma catedral. Mas os filhos de Deus só se distinguem dos filhos das trevas pela caridade. Os que praticam a caridade, nasceram de Deus. É um sinal importante e uma diferença essencial. Você pode ter tudo o que quiser, mas se te falta só isso, todas as outras coisas não servem para nada; se te falta tudo, mas tens a caridade, tens o essencial” (St. Agostinho, Comentário às Cartas de João).

As palavras “como eu vos amei” dão a este preceito um sentido e um conteúdo novo: a medida do amor cristão não está no coração do homem, mas no coração de Cristo. É um amor diferente da filantropia, da amizade ou de qualquer outra forma de amor conhecida no contexto grego ou semita da época. “O novo mandamento não consiste simplesmente numa exigência nova e superior, mas está ligado com a novidade de Jesus Cristo, a crescente imersão n’Ele” (Bento XVI, Jesus de Nazaré, vol.3, p.68).

Esse permanecer firmes no mandamento novo mesmo em meio às dificuldades é o que encontramos na primeira leitura dos atos dos apóstolos. Depois de terem sido expulsos de outras cidades, os apóstolos seguem adiante o seu caminho, vendo em seu sofrimento um caminho de glória:

Naqueles dias: Paulo e Barnabé, voltaram para as cidades de Listra, Icônio e Antioquia. Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: 'É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus' (At 14, 21s).

Tal passagem vai descrever o final da primeira viagem missionária de Paulo, estando acompanhado nesta por Barnabé. Aquilo tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos (v.27) pode ser considerado o início da grande expansão do cristianismo no mundo não judeu, como o início desta obra que tem como base a fé no ressuscitado. Quem move esta obra é Deus. A evangelização dos pagãos não é consequência do endurecimento do coração do povo Judeu, mas sim deriva do caráter universal do cristianismo, que oferece a todos os homens a única graça que pode salvar e que supera os limites geográficos e de raça que eram próprios do judaísmo.

O salmo de resposta (144) vem exatamente como um grito de reconhecimento ao autor desta obra de comunicação da Boa Nova aos pagãos: não é uma obra humana. Quem move esta obra é Deus: Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem!

A providência amorosa de Deus sobre os que sofrem e sobre todas as criaturas se apresenta como o tema central deste salmo, juntamente com a eternidade e universalidade do Reinado de Deus mediante a sua bondade. Os cristãos vão ver realizado este reinado na Pessoa e na Obra de Cristo:

Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.

Já a segunda leitura (Ap 21,1-5a) descreve o momento culminante do livro, onde o autor contempla a instauração plena do Reino de Deus: Eu, João, Vi um novo céu e uma nova terra.

É interessante notar que pela primeira e única vez em todo o livro do apocalipse, Deus toma a palavra para confirmar o que acaba de ser exposto:

Aquele que está sentado no trono disse: 'Eis que faço novas todas as coisas.'

Afirma que está fazendo o mundo novo. Ainda que este mundo novo vá chegar à sua plenitude somente no fim dos tempos, já hoje, agora, desde que Jesus morreu e ressuscitou, deu-se início à renovação final. Sobre isso, afirmava S. Gregório de Nissa: “Começou o reino da vida e foi dissolvido o império da morte. Aparece outra geração, outra vida, outro modo de viver, a transformação de nossa própria natureza. De que geração estamos falando? Daquela que não vem nem da carne nem do sangue, nem do amor carnal nem do amor humano, mas de Deus mesmo. Como isso é possível? Explico em poucas palavras: Este novo ser é gerado pela fé; a regeneração do batismo é que o faz nascer; a Igreja, como Mãe, o amamenta com sua doutrina e instituições e o alimenta com seu pão celestial; chega à idade adulta com a santidade de vida; seu casamento é a união com a Sabedoria; seus filhos são a esperança; sua casa, o Reino; sua herança e seus tesouros, as delícias do paraíso; e seu desfecho final não é a morte, mas a vida eterna e feliz na mansão dos santos” (Oratio 1 in Christi resurrectionem).

Encontrar-se com o Ressuscitado é poder viver esse amor na comunidade e ao mesmo tempo ser sinal para a sociedade, continuando a amar aqueles que nos fazem o mal, nos perseguem, dando nossas vidas por causa de Cristo Senhor.

Enfim, o tempo da Páscoa é exatamente este tempo de estarmos todos abertos à Graça de Deus, tempo de fazermos a experiência de quem se encontrou com o ressuscitado, sermos suas testemunhas e empenhar-nos na vida da comunidade e na vida missionária. Que o Senhor ressuscitado, portador da vida nova, nos faço testemunhas vivas do novo mandamento, o mandamento do verdadeiro amor.


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro