Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 16/07/2019

16 de Julho de 2019

Maria, primeira testemunha da Ressurreição

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16 de Julho de 2019

Maria, primeira testemunha da Ressurreição

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03/05/2019 12:02 - Atualizado em 03/05/2019 12:02

Maria, primeira testemunha da Ressurreição 0

03/05/2019 12:02 - Atualizado em 03/05/2019 12:02

Iniciamos um mês especialmente dedicado à devoção a Santíssima Virgem Maria, Mãe do Senhor e Mãe de todos nós discípulos de Jesus. Maria estava aos pés da cruz quando seu divino Filho fora cruelmente crucificado para a redenção do mundo. Ela chorou a humilhante morte de Jesus e recebeu o seu cadáver ensanguentado e cheio de chagas em seus santos braços, misturando suas lágrimas ao sangue preciosíssimo do Redentor. Os evangelhos não nos narram uma ida de Maria ao túmulo pela manhã de domingo para terminar de preparar o cadáver de Jesus com especiarias aromáticas, como fez Maria Madalena em conformidade com o costume judaico da época. Isso porque Maria sabia que seu Filho ressuscitaria ao terceiro dia e o aguardava em um especial clima de oração e, muito provavelmente, de alegre expectativa.

Como nos recorda São João Paulo II, “os evangelhos não nos falam de uma aparição de Jesus Ressuscitado a Maria. De qualquer maneira, assim como ela esteve de modo especial junto da Cruz do Filho, também deve ter tido uma experiência privilegiada da sua Ressurreição”. Segundo uma antiga tradição da Igreja, antes mesmo de aparecer a Maria Madalena, Jesus Ressuscitado teria aparecido em primeiro lugar e de modo particular a sua Mãe Santíssima. Em primeiro lugar a ela porque é Maria a primeira corredentora da Humanidade em perfeita união com o seu Filho, e em particular porque esta aparição não teve o mesmo objetivo daquelas feitas a Maria Madalena, aos discípulos de Emaús e aos 11 apóstolos reunidos. Jesus a estes apareceu para confortá-los, para reanimá-los na fé, para explicar-lhes as Escrituras e para recordar-lhes todos os ensinamentos, então, já esquecidos.

Mas Maria, após a Ressurreição do Senhor, já é a Mãe do gênero humano reconciliado com Deus. Ela em nenhum momento deixou de acreditar nas palavras de seu Filho. Ela sabia que após todo aquele sofrimento e humilhação, Ele ressuscitaria vitoriosamente sobre a morte e todo pecado. Se Maria Madalena e os discípulos de Emaús não O reconheceram de imediato após a Ressurreição, pois Jesus já não mais pertencia a esta dimensão da vida e seu corpo já fora glorificado, Maria, pela sua íntima união com seu Filho, por tê-Lo humanamente gerado e nunca d’Ele se separado, muito provavelmente deve tê-Lo reconhecido de imediato numa intimidade que só o seu Imaculado Coração possuía.

Maria conhecia Jesus com a mais elevada intimidade que ser humano algum jamais conhecerá. Ela já O acolhera em seu coração e já O amara antes mesmo do seu fiat, como Palavra Eterna que cria e gera vida. Também foi ela que O gerou de modo humano em seu castíssimo ventre e O acolheu em seus maternos braços em Belém. Ora, se Maria foi a primeira a tê-Lo nos braços quando do seu nascimento para este mundo e da mesma forma foi a primeira a tê-Lo nos braços ao fim de Sua vida terrena, não poderia ser diferente após a Sua Ressurreição. Agora, ela O teria novamente em seus braços como a primeira testemunha da Ressurreição, porém já não mais como na Gruta de Belém ou como na famosa Pietá de Michelangelo, ou seja, aos pés da cruz. Mas, em um abraço forte e aconchegante, com o seu corpo glorioso e as suas feridas, exatamente aquelas que foram como espadas de dor em seu Imaculado Coração, convertidas agora em feridas de amor e de glória.

Se conforme a tradição neotestamentária Maria é imagem da Igreja, afirmar que ela é verdadeiramente a primeira testemunha da Ressurreição do Senhor é não somente significativo e comovente, mas impele-nos, como membros e filhos da Igreja, ao autêntico testemunho do Senhor da Glória. Caros irmãos e irmãs, que a Santíssima Virgem Maria, Mãe do Ressuscitado e nossa Mãe, interceda por nós, para que com Jesus ressuscitemos de nossos vícios e demos o testemunho de fé na ressurreição de que este mundo envolto em trevas tanto necessita. Rainha do Céu, alegrai-vos, aleluia! Pois, o Senhor que merecestes trazer em vosso seio, aleluia! Ressuscitou como disse, aleluia! Rogai a Deus por nós, aleluia!

Padre Valtemario Silva Frazão Jr.


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Maria, primeira testemunha da Ressurreição

03/05/2019 12:02 - Atualizado em 03/05/2019 12:02

Iniciamos um mês especialmente dedicado à devoção a Santíssima Virgem Maria, Mãe do Senhor e Mãe de todos nós discípulos de Jesus. Maria estava aos pés da cruz quando seu divino Filho fora cruelmente crucificado para a redenção do mundo. Ela chorou a humilhante morte de Jesus e recebeu o seu cadáver ensanguentado e cheio de chagas em seus santos braços, misturando suas lágrimas ao sangue preciosíssimo do Redentor. Os evangelhos não nos narram uma ida de Maria ao túmulo pela manhã de domingo para terminar de preparar o cadáver de Jesus com especiarias aromáticas, como fez Maria Madalena em conformidade com o costume judaico da época. Isso porque Maria sabia que seu Filho ressuscitaria ao terceiro dia e o aguardava em um especial clima de oração e, muito provavelmente, de alegre expectativa.

Como nos recorda São João Paulo II, “os evangelhos não nos falam de uma aparição de Jesus Ressuscitado a Maria. De qualquer maneira, assim como ela esteve de modo especial junto da Cruz do Filho, também deve ter tido uma experiência privilegiada da sua Ressurreição”. Segundo uma antiga tradição da Igreja, antes mesmo de aparecer a Maria Madalena, Jesus Ressuscitado teria aparecido em primeiro lugar e de modo particular a sua Mãe Santíssima. Em primeiro lugar a ela porque é Maria a primeira corredentora da Humanidade em perfeita união com o seu Filho, e em particular porque esta aparição não teve o mesmo objetivo daquelas feitas a Maria Madalena, aos discípulos de Emaús e aos 11 apóstolos reunidos. Jesus a estes apareceu para confortá-los, para reanimá-los na fé, para explicar-lhes as Escrituras e para recordar-lhes todos os ensinamentos, então, já esquecidos.

Mas Maria, após a Ressurreição do Senhor, já é a Mãe do gênero humano reconciliado com Deus. Ela em nenhum momento deixou de acreditar nas palavras de seu Filho. Ela sabia que após todo aquele sofrimento e humilhação, Ele ressuscitaria vitoriosamente sobre a morte e todo pecado. Se Maria Madalena e os discípulos de Emaús não O reconheceram de imediato após a Ressurreição, pois Jesus já não mais pertencia a esta dimensão da vida e seu corpo já fora glorificado, Maria, pela sua íntima união com seu Filho, por tê-Lo humanamente gerado e nunca d’Ele se separado, muito provavelmente deve tê-Lo reconhecido de imediato numa intimidade que só o seu Imaculado Coração possuía.

Maria conhecia Jesus com a mais elevada intimidade que ser humano algum jamais conhecerá. Ela já O acolhera em seu coração e já O amara antes mesmo do seu fiat, como Palavra Eterna que cria e gera vida. Também foi ela que O gerou de modo humano em seu castíssimo ventre e O acolheu em seus maternos braços em Belém. Ora, se Maria foi a primeira a tê-Lo nos braços quando do seu nascimento para este mundo e da mesma forma foi a primeira a tê-Lo nos braços ao fim de Sua vida terrena, não poderia ser diferente após a Sua Ressurreição. Agora, ela O teria novamente em seus braços como a primeira testemunha da Ressurreição, porém já não mais como na Gruta de Belém ou como na famosa Pietá de Michelangelo, ou seja, aos pés da cruz. Mas, em um abraço forte e aconchegante, com o seu corpo glorioso e as suas feridas, exatamente aquelas que foram como espadas de dor em seu Imaculado Coração, convertidas agora em feridas de amor e de glória.

Se conforme a tradição neotestamentária Maria é imagem da Igreja, afirmar que ela é verdadeiramente a primeira testemunha da Ressurreição do Senhor é não somente significativo e comovente, mas impele-nos, como membros e filhos da Igreja, ao autêntico testemunho do Senhor da Glória. Caros irmãos e irmãs, que a Santíssima Virgem Maria, Mãe do Ressuscitado e nossa Mãe, interceda por nós, para que com Jesus ressuscitemos de nossos vícios e demos o testemunho de fé na ressurreição de que este mundo envolto em trevas tanto necessita. Rainha do Céu, alegrai-vos, aleluia! Pois, o Senhor que merecestes trazer em vosso seio, aleluia! Ressuscitou como disse, aleluia! Rogai a Deus por nós, aleluia!

Padre Valtemario Silva Frazão Jr.