Arquidiocese do Rio de Janeiro

32º 20º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/04/2019

18 de Abril de 2019

São José Patrono da Igreja

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São José Patrono da Igreja

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19/03/2019 10:19 - Atualizado em 19/03/2019 10:19

São José Patrono da Igreja 0

19/03/2019 10:19 - Atualizado em 19/03/2019 10:19

Durante a quaresma temos uma data festiva que quer nos ajudar ainda mais a entrar na obediência ao Plano de Deus e nos impulsionar para a missão. No dia 19 de março, celebramos a solenidade de São José, Esposo de Maria, pai adotivo de Jesus, Patrono da Igreja universal. Em alguns paises nesse dia também se comemora o Dia dos Pais. É uma bela alusão á missão paterna de cuidar dos “filhos de Deus”. São José merece todo o nosso reconhecimento e a nossa devoção pois, ele soube cuidar da Sagrada Família, protegendo a Virgem Santa e a Jesus.

São José é padroeiro universal da Igreja Católica, presente no mundo inteiro. Ele foi escolhido pelo Pai Eterno para ser o guarda fiel e providente dos seus maiores tesouros: O Filho de Deus e a Virgem Maria. Esta missão ele a cumpriu com muita dedicação e fidelidade.

Um belo exemplo de sua vida é a proximidade com menino Jesus. José carregou Jesus, Filho de Deus, nos braços! Esta proximidade e intimidade com Jesus, do qual é Pai adotivo, o transformou num grande santo contagiado pela presença de Jesus.

Outra característica que podemos aprender com São José é a do silêncio. José é chamado o santo do silêncio. O Evangelho não registra nenhuma palavra dita por ele. Construiu sua santidade na simplicidade, na humildade e no silêncio de Nazaré. Precisamos, hoje, cultivar a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito. Somos hoje, assediados por tantos clamores, ruídos e gritos da vida moderna barulhenta e estressante. 

O silêncio de Nazaré ensina-nos o sentido do recolhimento, da interioridade e da disposição para escutar a Deus e aos irmãos.  Assim como nos capacitamos para falar bem, devemos, também, nos capacitar para escutar bem as pessoas. É o que nós chamamos de escuta empática: sentir o que outro sente.  São José, o homem do silêncio! Aquele que mal é tocado pela palavra. O Evangelho só nos diz isto dele: Era um homem justo. Sempre sóbrio em palavras, o Evangelho é ainda mais sóbrio do que de costume ao falar de São José. Dir-se-ia que este homem, envolto em silêncio, inspira silêncio. O silêncio de São José produz silêncio ao redor de São José.

Ainda mais um aspecto de sua missão: a vida familiar. Notamos em José uma presença atenta, carinhosa e permanente junto de Maria e o Menino Jesus. Era sua missão: proteger e guardar com fidelidade a sagrada família. Foi admirável a coragem de José em deixar tudo e seguir para o Egito a fim de proteger o Menino Jesus.

São José é o protetor da Igreja, que peregrina em todo o orbe. Devemos ter uma profunda devoção por ele, afinal, protegeu Maria e Jesus e é modelo de virtudes. Se confiamos aos seus cuidados à unidade da Igreja, as ordens e os movimentos religiosos, as famílias, ele as guardará; e ainda muitos outros como os jovens e as crianças para que não sejam arrastados pela maldade do mundo, mas caminhem segundo os planos de Deus.

Na história da salvação coube a São José dar a Jesus um nome, fazendo-O descendente da linhagem de Davi, como era necessário para cumprir as promessas divinas. A José coube a honra e a glória de dar o nome a Jesus na Sua circuncisão. O Anjo disse-lhe: “Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Cf. Mt 1,21).

São José, tal como a Virgem Maria, com o seu “sim” a Deus, no meio da noite, preparou a chegada do Salvador. Deus Pai contou com ele e não foi decepcionado. Que o Altíssimo possa contar também conosco! Cada um de nós também tem uma missão a cumprir no plano divino. E o mais importante é dizer “sim” a Deus como São José. “Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado” (Mt 1,24).

Quanto a morte de São José, não se sabe quando, porém estava com Jesus e Maria. A identidade de José foi o trabalho. Por isso, é patrono dos Artesãos e daqueles que ganham o pão com o suor do rosto. No dia 1º de Maio celebramos São José Operário. Este apelido de José nos lembra de que o trabalho é parte da identidade humana. Somos conhecidos pelo que fazemos.

O trabalho dignifica o homem e aperfeiçoa a obra criadora de Deus. O amor ao trabalho ajuda moldar o caráter das pessoas. Por isso, precisamos imprimir nas pessoas a cultura do trabalho! Deus criou o homem à sua imagem e semelhança e o colocou no mundo para ser o senhor da criação e administrá-la com seu trabalho. Neste sentido o trabalho deveria ser instrumento de santificação do homem, transformação do mundo e glorificação de Deus. Lembrai-vos de nós, S. José, intercedei com orações junto de vosso filho adotivo, para que não faltem postos de trabalho e vida para todos!

Vivemos o ano vocacional arquidiocesano: durante todo o ano estamos rezando para que o Senhor da Messe e Pastor do Rebanho mande numerosas e santas vocações sacerdotais. No dia de São José, padroeiro do Seminário Arquidiocesano, queremos pedir que todos os fiéis rezem pela casa de formação de nossa Igreja Metropolitana, pelos nossos formadores, pelos seminaristas e por todos os que ajudam, como a OVS a manutenção do Seminário. São José, mandai vocações! Que São José continue iluminando e protegendo nosso Seminário Arquidiocesano que tem dado frutos santos em favor da santificação do povo de Deus!

Portanto, celebrar a festa de São José é celebrar a santidade, a espiritualidade, o silêncio profundo e fértil. O pai adotivo de Jesus é o homem do silêncio e da obediência a Deus.

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São José Patrono da Igreja

19/03/2019 10:19 - Atualizado em 19/03/2019 10:19

Durante a quaresma temos uma data festiva que quer nos ajudar ainda mais a entrar na obediência ao Plano de Deus e nos impulsionar para a missão. No dia 19 de março, celebramos a solenidade de São José, Esposo de Maria, pai adotivo de Jesus, Patrono da Igreja universal. Em alguns paises nesse dia também se comemora o Dia dos Pais. É uma bela alusão á missão paterna de cuidar dos “filhos de Deus”. São José merece todo o nosso reconhecimento e a nossa devoção pois, ele soube cuidar da Sagrada Família, protegendo a Virgem Santa e a Jesus.

São José é padroeiro universal da Igreja Católica, presente no mundo inteiro. Ele foi escolhido pelo Pai Eterno para ser o guarda fiel e providente dos seus maiores tesouros: O Filho de Deus e a Virgem Maria. Esta missão ele a cumpriu com muita dedicação e fidelidade.

Um belo exemplo de sua vida é a proximidade com menino Jesus. José carregou Jesus, Filho de Deus, nos braços! Esta proximidade e intimidade com Jesus, do qual é Pai adotivo, o transformou num grande santo contagiado pela presença de Jesus.

Outra característica que podemos aprender com São José é a do silêncio. José é chamado o santo do silêncio. O Evangelho não registra nenhuma palavra dita por ele. Construiu sua santidade na simplicidade, na humildade e no silêncio de Nazaré. Precisamos, hoje, cultivar a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito. Somos hoje, assediados por tantos clamores, ruídos e gritos da vida moderna barulhenta e estressante. 

O silêncio de Nazaré ensina-nos o sentido do recolhimento, da interioridade e da disposição para escutar a Deus e aos irmãos.  Assim como nos capacitamos para falar bem, devemos, também, nos capacitar para escutar bem as pessoas. É o que nós chamamos de escuta empática: sentir o que outro sente.  São José, o homem do silêncio! Aquele que mal é tocado pela palavra. O Evangelho só nos diz isto dele: Era um homem justo. Sempre sóbrio em palavras, o Evangelho é ainda mais sóbrio do que de costume ao falar de São José. Dir-se-ia que este homem, envolto em silêncio, inspira silêncio. O silêncio de São José produz silêncio ao redor de São José.

Ainda mais um aspecto de sua missão: a vida familiar. Notamos em José uma presença atenta, carinhosa e permanente junto de Maria e o Menino Jesus. Era sua missão: proteger e guardar com fidelidade a sagrada família. Foi admirável a coragem de José em deixar tudo e seguir para o Egito a fim de proteger o Menino Jesus.

São José é o protetor da Igreja, que peregrina em todo o orbe. Devemos ter uma profunda devoção por ele, afinal, protegeu Maria e Jesus e é modelo de virtudes. Se confiamos aos seus cuidados à unidade da Igreja, as ordens e os movimentos religiosos, as famílias, ele as guardará; e ainda muitos outros como os jovens e as crianças para que não sejam arrastados pela maldade do mundo, mas caminhem segundo os planos de Deus.

Na história da salvação coube a São José dar a Jesus um nome, fazendo-O descendente da linhagem de Davi, como era necessário para cumprir as promessas divinas. A José coube a honra e a glória de dar o nome a Jesus na Sua circuncisão. O Anjo disse-lhe: “Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Cf. Mt 1,21).

São José, tal como a Virgem Maria, com o seu “sim” a Deus, no meio da noite, preparou a chegada do Salvador. Deus Pai contou com ele e não foi decepcionado. Que o Altíssimo possa contar também conosco! Cada um de nós também tem uma missão a cumprir no plano divino. E o mais importante é dizer “sim” a Deus como São José. “Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado” (Mt 1,24).

Quanto a morte de São José, não se sabe quando, porém estava com Jesus e Maria. A identidade de José foi o trabalho. Por isso, é patrono dos Artesãos e daqueles que ganham o pão com o suor do rosto. No dia 1º de Maio celebramos São José Operário. Este apelido de José nos lembra de que o trabalho é parte da identidade humana. Somos conhecidos pelo que fazemos.

O trabalho dignifica o homem e aperfeiçoa a obra criadora de Deus. O amor ao trabalho ajuda moldar o caráter das pessoas. Por isso, precisamos imprimir nas pessoas a cultura do trabalho! Deus criou o homem à sua imagem e semelhança e o colocou no mundo para ser o senhor da criação e administrá-la com seu trabalho. Neste sentido o trabalho deveria ser instrumento de santificação do homem, transformação do mundo e glorificação de Deus. Lembrai-vos de nós, S. José, intercedei com orações junto de vosso filho adotivo, para que não faltem postos de trabalho e vida para todos!

Vivemos o ano vocacional arquidiocesano: durante todo o ano estamos rezando para que o Senhor da Messe e Pastor do Rebanho mande numerosas e santas vocações sacerdotais. No dia de São José, padroeiro do Seminário Arquidiocesano, queremos pedir que todos os fiéis rezem pela casa de formação de nossa Igreja Metropolitana, pelos nossos formadores, pelos seminaristas e por todos os que ajudam, como a OVS a manutenção do Seminário. São José, mandai vocações! Que São José continue iluminando e protegendo nosso Seminário Arquidiocesano que tem dado frutos santos em favor da santificação do povo de Deus!

Portanto, celebrar a festa de São José é celebrar a santidade, a espiritualidade, o silêncio profundo e fértil. O pai adotivo de Jesus é o homem do silêncio e da obediência a Deus.

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro