Arquidiocese do Rio de Janeiro

28º 22º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 16/11/2019

16 de Novembro de 2019

Mensagem aos fiéis leigos, sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas

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16 de Novembro de 2019

Mensagem aos fiéis leigos, sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas

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13/03/2019 09:05 - Atualizado em 13/03/2019 09:05

Mensagem aos fiéis leigos, sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas 0

13/03/2019 09:05 - Atualizado em 13/03/2019 09:05

Rio de Janeiro, 13 de março de 2019

Neste dia em que se torna pública minha nomeação como 8º bispo diocesano de Barra do Piraí-Volta Redonda quero dirigir-me primeiramente ao já amado povo de Deus da Diocese a quem sou chamado a servir (os fiéis leigos e leigas) assumindo o propósito de ser uma presença o mais fiel possível do Pastor dos pastores Nosso Senhor Jesus Cristo.  

Minha saudação fraterna aos bispos  Dom Francisco Biasin e Dom João Messi que se dedicaram por longos anos a essa amada Igreja Particular. 

Minha saudação especial aos preciosos e necessários colaboradores do ministério episcopal que são os presbíteros  no serviço dedicado e fiel que realizam, como também os caros diáconos permanentes que com suas famílias não medem esforços no trabalho evangelizador e caritativo. 

Não poderia deixar de saudar, com grande afeto, aos queridos seminaristas,  esperança e alegria de uma Igreja que se renova e busca discernir os sinais dos tempos para uma melhor eficácia evangelizadora e missionária.  

Minha saudação especial a todos os religiosos e religiosas que enriquecem nossa diocese com seus específicos carismas.

Sou muito grato ao Santo Padre o Papa Francisco por confiar à minha fragilidade o cuidado desta Igreja Particular. Tendo me dedicado por quase 7 anos à Arquidiocese do Rio de Janeiro, quero agradecer especialmente Sua Em.cia Rev.ma Cardeal Dom Orani João Tempesta,  que me acolheu com muito carinho e me ajudou nos primeiros passos no ministério episcopal. Caro Dom Orani, meu respeito e comunhão. Nossos laços continuarão estreitos não só por ser o bispo ordenante principal  para o episcopado, como também por ser o metropolita desta querida província eclesiástica do Rio de Janeiro a qual continuarei a servir como bispo de Barra do Piraí- Volta Redonda. Conforta-me o fato de poder manter esta proximidade consigo e suas orientações sempre prudentes e oportunas. Minha alegria é grande por continuar neste Regional do Leste 1 próximo de tantos bispos amigos e solidários na missão. 

Não posso deixar de mencionar os queridos irmãos bispos auxiliares. Saibam que sentirei falta desse companheirismo, fraternidade e apoio em todos os momentos e espero continuar contando com suas orações e amizade. 

Ao longo deste período riquíssimo de experiência na Arquidiocese do Rio de Janeiro pude contemplar a grande riqueza desta que é uma das mais antigas Igrejas Particulares do Brasil, com seus dedicados sacerdotes e fiéis generosos e compreensivos. Quero agradecer muito a paciência e compreensão de todos, especialmente os colaboradores leigos no Edifício João Paulo II e, mais particularmente, os funcionários da Cúria Arquidiocesana por serem eficientes, discretos e empenhados no amor e serviço a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Ao Vicariato Urbano onde estou, no momento, colaborando como bispo referencial, agradeço o apoio de seu Vigário Episcopal Pe. Wagner Toledo, extensivo aos sacerdotes e fiéis, por esse tempo em que pude estar ao lado de vocês enfrentando os desafios da missão.

No entanto é chegada a hora de acolher a convocação  que o Senhor me faz através do chamado do Santo Padre para pastorear a Diocese de Barra do Piraí- Volta Redonda. Esta diocese tem uma ligação histórica com a diocese onde fui gerado no ministério presbiteral  – Campos dos Goytacazes - pois as duas foram erigidas no dia 4 de dezembro de 1922 com a mesma bula pontifícia Ad Supremum Apostolicae Sedis, do Papa Pio XI, portanto, pode-se dizer que são irmãs gêmeas, apesar das distintas realidades geográficas, históricas e eclesiais. Sinto-me honrado e, ao mesmo tempo, pequeno diante de uma história tão rica nesta diocese onde passaram grandes bispos que foram pastores corajosos e magníficos servidores do Evangelho. 

Cada bispo pela graça de estado que é investido, no contexto próprio de seu pastoreio é aquele que imprime um direcionamento, no discernimento de pastor, necessário para o momento histórico em que vive. Peço a Deus que, através do seu Santo Espírito, eu possa discernir bem o momento eclesial que se vislumbra para que consiga corresponder aos anseios e necessidades pastorais, sociais e espirituais do conjunto dos fiéis, não limitado a ideologias ou posicionamentos estreitos de qualquer vertente que impedem o crescimento do Reino de Deus, mas tendo capacidade da escuta de forma a  corresponder aos desafios e urgências da evangelização. Como recorda a Exortação Apost. Pastores Gregis sobre a evangelização da cultura deve-se estar atento à “capacidade intrínseca em cada cultura, modelá-la e promovê-la, purificando-a e abrindo-a à plenitude da verdade e de vida que se realizou em Cristo Jesus”. Desta forma quero ser esta presença que consiga animar e motivar todas as forças vivas da diocese (pastorais, movimentos, espiritualidades) a serem fermento na sociedade por um mundo mais fraterno em que a mensagem do evangelho penetre verdadeiramente nos corações, transformando vidas no autêntico discipulado de Cristo.

Proponho-me a iniciar um pastoreio conforme, nos exortam os documentos do Magistério, de que o bispo governa com o coração do servo humilde e do pastor afetuoso, que guia o seu rebanho procurando a glória de Deus e a salvação das almas (cf. PG 43). Da mesma forma a Exort. Apost. “Pastores Gregis” fala do estilo pastoral de governo cada vez mais aberto à colaboração de todos e à comunhão diocesana. Para isso pretendo exercitar-me na escuta para melhor servir a todos de forma que possa contribuir para eficácia da unidade eclesial na diversidade, procurando favorecer a sinergia entre os diversos agentes com objetivo de percorrermos juntos o caminho comum da fé e missão (cf. PG 44). Quero esforçar-me para suscitar cada vez mais estruturas de comunhão e participação. Isso implica  consciência de que  o ministério episcopal comporta claro e inequívoco direito-dever de governo para avaliar, zelar e acompanhar todas as coisas de forma que que os crentes sintam-se verdadeiramente cuidados e protegidos de qualquer doutrina estranha e alheia ao depósito da fé. 

Concluo estas breves reflexões reafirmando meu compromisso em ser um dedicado servidor do Evangelho para vocês e, estando desde já, toda a diocese nas minhas orações peço a caridade de rezarem por mim.

Confiando meu ministério episcopal e a nova missão a Bem Aventurada Maria, Mãe da Igreja e a Senhora Santana, padroeira desta querida diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda pedimos a intercessão dessas grande mulheres de Deus cujos exemplos de fidelidade e obediência a Deus sempre nos motivam no discipulado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!

 

+ Luiz Henrique da Silva Brito

Bispo Eleito de Barra do Piraí-Volta Redonda

 

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13/03/2019 09:05 - Atualizado em 13/03/2019 09:05

Rio de Janeiro, 13 de março de 2019

Neste dia em que se torna pública minha nomeação como 8º bispo diocesano de Barra do Piraí-Volta Redonda quero dirigir-me primeiramente ao já amado povo de Deus da Diocese a quem sou chamado a servir (os fiéis leigos e leigas) assumindo o propósito de ser uma presença o mais fiel possível do Pastor dos pastores Nosso Senhor Jesus Cristo.  

Minha saudação fraterna aos bispos  Dom Francisco Biasin e Dom João Messi que se dedicaram por longos anos a essa amada Igreja Particular. 

Minha saudação especial aos preciosos e necessários colaboradores do ministério episcopal que são os presbíteros  no serviço dedicado e fiel que realizam, como também os caros diáconos permanentes que com suas famílias não medem esforços no trabalho evangelizador e caritativo. 

Não poderia deixar de saudar, com grande afeto, aos queridos seminaristas,  esperança e alegria de uma Igreja que se renova e busca discernir os sinais dos tempos para uma melhor eficácia evangelizadora e missionária.  

Minha saudação especial a todos os religiosos e religiosas que enriquecem nossa diocese com seus específicos carismas.

Sou muito grato ao Santo Padre o Papa Francisco por confiar à minha fragilidade o cuidado desta Igreja Particular. Tendo me dedicado por quase 7 anos à Arquidiocese do Rio de Janeiro, quero agradecer especialmente Sua Em.cia Rev.ma Cardeal Dom Orani João Tempesta,  que me acolheu com muito carinho e me ajudou nos primeiros passos no ministério episcopal. Caro Dom Orani, meu respeito e comunhão. Nossos laços continuarão estreitos não só por ser o bispo ordenante principal  para o episcopado, como também por ser o metropolita desta querida província eclesiástica do Rio de Janeiro a qual continuarei a servir como bispo de Barra do Piraí- Volta Redonda. Conforta-me o fato de poder manter esta proximidade consigo e suas orientações sempre prudentes e oportunas. Minha alegria é grande por continuar neste Regional do Leste 1 próximo de tantos bispos amigos e solidários na missão. 

Não posso deixar de mencionar os queridos irmãos bispos auxiliares. Saibam que sentirei falta desse companheirismo, fraternidade e apoio em todos os momentos e espero continuar contando com suas orações e amizade. 

Ao longo deste período riquíssimo de experiência na Arquidiocese do Rio de Janeiro pude contemplar a grande riqueza desta que é uma das mais antigas Igrejas Particulares do Brasil, com seus dedicados sacerdotes e fiéis generosos e compreensivos. Quero agradecer muito a paciência e compreensão de todos, especialmente os colaboradores leigos no Edifício João Paulo II e, mais particularmente, os funcionários da Cúria Arquidiocesana por serem eficientes, discretos e empenhados no amor e serviço a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Ao Vicariato Urbano onde estou, no momento, colaborando como bispo referencial, agradeço o apoio de seu Vigário Episcopal Pe. Wagner Toledo, extensivo aos sacerdotes e fiéis, por esse tempo em que pude estar ao lado de vocês enfrentando os desafios da missão.

No entanto é chegada a hora de acolher a convocação  que o Senhor me faz através do chamado do Santo Padre para pastorear a Diocese de Barra do Piraí- Volta Redonda. Esta diocese tem uma ligação histórica com a diocese onde fui gerado no ministério presbiteral  – Campos dos Goytacazes - pois as duas foram erigidas no dia 4 de dezembro de 1922 com a mesma bula pontifícia Ad Supremum Apostolicae Sedis, do Papa Pio XI, portanto, pode-se dizer que são irmãs gêmeas, apesar das distintas realidades geográficas, históricas e eclesiais. Sinto-me honrado e, ao mesmo tempo, pequeno diante de uma história tão rica nesta diocese onde passaram grandes bispos que foram pastores corajosos e magníficos servidores do Evangelho. 

Cada bispo pela graça de estado que é investido, no contexto próprio de seu pastoreio é aquele que imprime um direcionamento, no discernimento de pastor, necessário para o momento histórico em que vive. Peço a Deus que, através do seu Santo Espírito, eu possa discernir bem o momento eclesial que se vislumbra para que consiga corresponder aos anseios e necessidades pastorais, sociais e espirituais do conjunto dos fiéis, não limitado a ideologias ou posicionamentos estreitos de qualquer vertente que impedem o crescimento do Reino de Deus, mas tendo capacidade da escuta de forma a  corresponder aos desafios e urgências da evangelização. Como recorda a Exortação Apost. Pastores Gregis sobre a evangelização da cultura deve-se estar atento à “capacidade intrínseca em cada cultura, modelá-la e promovê-la, purificando-a e abrindo-a à plenitude da verdade e de vida que se realizou em Cristo Jesus”. Desta forma quero ser esta presença que consiga animar e motivar todas as forças vivas da diocese (pastorais, movimentos, espiritualidades) a serem fermento na sociedade por um mundo mais fraterno em que a mensagem do evangelho penetre verdadeiramente nos corações, transformando vidas no autêntico discipulado de Cristo.

Proponho-me a iniciar um pastoreio conforme, nos exortam os documentos do Magistério, de que o bispo governa com o coração do servo humilde e do pastor afetuoso, que guia o seu rebanho procurando a glória de Deus e a salvação das almas (cf. PG 43). Da mesma forma a Exort. Apost. “Pastores Gregis” fala do estilo pastoral de governo cada vez mais aberto à colaboração de todos e à comunhão diocesana. Para isso pretendo exercitar-me na escuta para melhor servir a todos de forma que possa contribuir para eficácia da unidade eclesial na diversidade, procurando favorecer a sinergia entre os diversos agentes com objetivo de percorrermos juntos o caminho comum da fé e missão (cf. PG 44). Quero esforçar-me para suscitar cada vez mais estruturas de comunhão e participação. Isso implica  consciência de que  o ministério episcopal comporta claro e inequívoco direito-dever de governo para avaliar, zelar e acompanhar todas as coisas de forma que que os crentes sintam-se verdadeiramente cuidados e protegidos de qualquer doutrina estranha e alheia ao depósito da fé. 

Concluo estas breves reflexões reafirmando meu compromisso em ser um dedicado servidor do Evangelho para vocês e, estando desde já, toda a diocese nas minhas orações peço a caridade de rezarem por mim.

Confiando meu ministério episcopal e a nova missão a Bem Aventurada Maria, Mãe da Igreja e a Senhora Santana, padroeira desta querida diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda pedimos a intercessão dessas grande mulheres de Deus cujos exemplos de fidelidade e obediência a Deus sempre nos motivam no discipulado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!

 

+ Luiz Henrique da Silva Brito

Bispo Eleito de Barra do Piraí-Volta Redonda