Arquidiocese do Rio de Janeiro

28º 24º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/03/2019

21 de Março de 2019

Dom Luiz Henrique nomeado para Barra do Piraí-Volta Redonda

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21 de Março de 2019

Dom Luiz Henrique nomeado para Barra do Piraí-Volta Redonda

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13/03/2019 08:52 - Atualizado em 13/03/2019 08:52

Dom Luiz Henrique nomeado para Barra do Piraí-Volta Redonda 0

13/03/2019 08:52 - Atualizado em 13/03/2019 08:52

O Papa Francisco, neste dia 13 de março, aceitou o pedido de renúncia canônica ao ofício de Bispo Diocesano de Barra do Piraí-Volta Redonda, RJ, por motivo de idade, do Excelentíssimo Dom Francisco Biasin e proveu a mesma Sede Diocesana, como seu Bispo Diocesano, na pessoa de Sua Excelência Dom Luiz Henrique da Silva Brito, até o presente momento Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e Bispo titular de Zallata.

A Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda, junto com as Dioceses de Itaguaí, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Valença formam, desde 1892, com a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro uma Província Eclesiástica. Ela foi criada no mesmo decreto da Diocese de Campos, onde D. Luiz Henrique atuou como presbítero até sua nomeação episcopal.

A minha primeira palavra é de agradecimento ao bonito caminho pastoral de Dom Francisco Biasin, pelo seu ministério pastoral naquela Igreja Diocesana, desde o início de seu ministério episcopal em 28 de agosto de 2011. Deus conceda, a Dom Francisco Biasin, as consolações divinas em ação de graças pelo sumo bem que semeou não só na Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda, bem como o seu reconhecido trabalho em favor do ecumenismo e do diálogo inter-religioso na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e também em nosso Regional Leste 1.

Dom Luís Henrique, Vossa Excelência exerceu importantes ofícios em nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro:  Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro; Vigário Geral; Moderador da Cúria Metropolitana; Bispo animador do Vicariato Episcopal Urbano; Pastoral Presbiteral, das Irmandades e Ordens terceiras e confrarias; economato, departamento jurídico e da administração dos bens temporais da Arquidiocese, além de professor no Seminário São José. Anteriormente foi Bispo referencial do diaconato permanente, da pastoral carcerária, e acompanhou o vicariato norte. Foi também Diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida além de tantos outros trabalhos.

O Cardeal Mario Piacenza, no seu livro “O Bispo, animador da comunhão”, traduz um sentimento muito importante para este momento em que Vossa Excelência iniciará uma nova missão: “como é grande a vocação a que Cristo nos chamou! E como é grande, também, no exercício do múnus regendi, a responsabilidade que temos diante dele, da Igreja e da história. Cada um de nós é o lugar concreto, por meio do qual passa a unidade da Igreja; por meio de nós, os nossos padres, os nossos diáconos, os nossos religiosos e as nossas religiosas, os nossos irmãos leigos estão unidos a Igreja e, por meio dela, a Cristo Morto e Ressuscitado. (...) Considero que não exista um modo maior para exercer o aspecto missionário de governo senão através do exemplo concreto da misericórdia. Nós amamos a comunhão, por meio do simples e fiel exercício do ministério, que não raramente nos pede escolhas fortes, nem sempre compreensíveis, que as vezes apenas Deus conhece e compreende, e que, ao mesmo tempo, são necessárias para salvaguardar a unidade do Corpo de Cristo e, portanto, obedecer a oração do Senhor, Ut unum sint”. (cf. Piacenza, o.c., pág. 83).

O Papa Francisco traçou, com perfeição, o perfil do Bispo Diocesano: “Precisamos de pastores dotados de parresía (audácia de anunciar com coragem o Evangelho, ndr), não condicionados pelo medo”, frisou o Papa Francisco, convidando a Congregação para os Bispos a desempenhar a sua tarefa com “profissionalismo, serviço, santidade de vida e santa inquietação”. o bispo é aquele que sabe tornar atual tudo o que aconteceu com Jesus, e sabe, sobretudo, junto com a Igreja, ser testemunha de sua ressurreição”. “O bispo é um mártir do Ressuscitado. Não é uma testemunha isolada, mas junto com a Igreja. A sua vida e seu ministério devem tornar crível a Ressurreição”, disse ainda o Papa Francisco que acrescentou: “A coragem de morrer, a generosidade de oferecer a própria vida e dedicação total ao rebanho estão inscritos no DNA do episcopado. A renúncia e o sacrifício são conaturais à missão episcopal. Quero enfatizar isso: a renúncia e o sacrifício são conaturais à missão episcopal. O episcopado não é para si, mas para a Igreja, para o rebanho, para os outros, sobretudo para aqueles que, segundo a lógica do mundo, devem ser descartados”. O Santo Padre frisou que o perfil de um bispo não é a soma algébrica de suas virtudes. O bispo deve se destacar por sua integridade, solidez cristã, fidelidade à verdade, transparência e capacidade de governar. “Os bispos devem ser antes de tudo kerigmáticos, porque a fé vem do anúncio. Precisamos de homens guardiões da doutrina não para avaliar como o mundo vive longe da verdade que a doutrina contém, mas para fascinar o mundo com a beleza do amor, para seduzi-lo com a oferta de liberdade doada pelo Evangelho”, disse ainda o pontífice. “A Igreja não precisa de apologistas de suas causas, mas de semeadores humildes e confiantes da verdade. Os bispos devem ser homens pacientes, conscientes de que a cizânia nunca será capaz de preencher o campo. A missão do bispo requer assiduidade e cotidianidade”, disse ainda Francisco. O Santo Padre concluiu dizendo que os bispos devem ser homens de oração e que a Igreja precisa de pastores autênticos, não donos, mas servos da Palavra de Deus.( http://diocesedecacador.org.br/site/papa-francisco-o-bispo-deve-ser-testemunha-humilde-e-corajosa-de-cristo/, último acesso em 11 de março de 2019).

O Papa Francisco disse que São Oscar Romero “gostava de colocar no centro do sentir com a Igreja, a percepção e a gratidão por tanto bem recebido, sem o merecer. Ele foi capaz de sintonizar e aprender a viver a Igreja, porque amava intimamente quem o gerara na fé e sentiu com a Igreja, porque, antes de mais nada, amou a Igreja como mãe que o gerou na fé, considerando-se membro e parte dela”. “Este amor, feito de adesão e gratidão, levou-o a abraçar, com paixão, mas também com dedicação e estudo, toda a contribuição e renovação propostas pelo magistério do Concílio Vaticano II. Nele encontrava a mão segura para seguir Cristo. Não foi ideólogo nem ideológico. Iluminado por este horizonte eclesial, sentir com a Igreja significa para Romero contemplá-la como Povo de Deus. O pastor, para procurar e encontrar o Senhor, deve aprender e escutar as pulsações do coração do seu povo, sentir «o cheiro» dos homens e mulheres de hoje até ficar impregnado das suas alegrias e esperanças, tristezas e angústias”. (https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-01/papa-francisco-panama-jmj-2019-discurso-bispos-america-central.html, último acesso em 11 de março de 2019). Esse tema do “sentir com a Igreja” tenho certeza de que o caro irmão muitas vezes ouviu de minha boca na busca de sermos filhos da Igreja de Cristo e em Ele caminharmos.

Agradeço pela sua unidade conosco e seu belíssimo testemunho de comunhão assumindo com destemor tantos e difíceis trabalhos entre nós aqui no Rio de Janeiro! Sofremos juntos e lutamos juntos em tantas frentes! Porém a nossa unidade sempre nos levou adiante em nossa caminhada que também proporcionou grandes alegrias por ver a ação de Deus em nossa história. Deus seja louvado pelo seu trabalho generoso e dedicado. Desejo-lhe, caro irmão, Bispo Eleito, que o seu ministério junto ao povo santo de Deus e ao clero de Barra do Piraí-Volta Redonda frutuoso ministério e que o seu testemunho e a sua reconhecida prudência façam de sua ação pastoral aquela que vai para apascentar as ovelhas para o aprisco do Senhor! Como diz o seu lema episcopal, desejo que sempre o “Senhor seja sua força”! Que Deus guie e ilumine o seu ministério, amém!

 

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13/03/2019 08:52 - Atualizado em 13/03/2019 08:52

O Papa Francisco, neste dia 13 de março, aceitou o pedido de renúncia canônica ao ofício de Bispo Diocesano de Barra do Piraí-Volta Redonda, RJ, por motivo de idade, do Excelentíssimo Dom Francisco Biasin e proveu a mesma Sede Diocesana, como seu Bispo Diocesano, na pessoa de Sua Excelência Dom Luiz Henrique da Silva Brito, até o presente momento Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e Bispo titular de Zallata.

A Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda, junto com as Dioceses de Itaguaí, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Valença formam, desde 1892, com a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro uma Província Eclesiástica. Ela foi criada no mesmo decreto da Diocese de Campos, onde D. Luiz Henrique atuou como presbítero até sua nomeação episcopal.

A minha primeira palavra é de agradecimento ao bonito caminho pastoral de Dom Francisco Biasin, pelo seu ministério pastoral naquela Igreja Diocesana, desde o início de seu ministério episcopal em 28 de agosto de 2011. Deus conceda, a Dom Francisco Biasin, as consolações divinas em ação de graças pelo sumo bem que semeou não só na Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda, bem como o seu reconhecido trabalho em favor do ecumenismo e do diálogo inter-religioso na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e também em nosso Regional Leste 1.

Dom Luís Henrique, Vossa Excelência exerceu importantes ofícios em nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro:  Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro; Vigário Geral; Moderador da Cúria Metropolitana; Bispo animador do Vicariato Episcopal Urbano; Pastoral Presbiteral, das Irmandades e Ordens terceiras e confrarias; economato, departamento jurídico e da administração dos bens temporais da Arquidiocese, além de professor no Seminário São José. Anteriormente foi Bispo referencial do diaconato permanente, da pastoral carcerária, e acompanhou o vicariato norte. Foi também Diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida além de tantos outros trabalhos.

O Cardeal Mario Piacenza, no seu livro “O Bispo, animador da comunhão”, traduz um sentimento muito importante para este momento em que Vossa Excelência iniciará uma nova missão: “como é grande a vocação a que Cristo nos chamou! E como é grande, também, no exercício do múnus regendi, a responsabilidade que temos diante dele, da Igreja e da história. Cada um de nós é o lugar concreto, por meio do qual passa a unidade da Igreja; por meio de nós, os nossos padres, os nossos diáconos, os nossos religiosos e as nossas religiosas, os nossos irmãos leigos estão unidos a Igreja e, por meio dela, a Cristo Morto e Ressuscitado. (...) Considero que não exista um modo maior para exercer o aspecto missionário de governo senão através do exemplo concreto da misericórdia. Nós amamos a comunhão, por meio do simples e fiel exercício do ministério, que não raramente nos pede escolhas fortes, nem sempre compreensíveis, que as vezes apenas Deus conhece e compreende, e que, ao mesmo tempo, são necessárias para salvaguardar a unidade do Corpo de Cristo e, portanto, obedecer a oração do Senhor, Ut unum sint”. (cf. Piacenza, o.c., pág. 83).

O Papa Francisco traçou, com perfeição, o perfil do Bispo Diocesano: “Precisamos de pastores dotados de parresía (audácia de anunciar com coragem o Evangelho, ndr), não condicionados pelo medo”, frisou o Papa Francisco, convidando a Congregação para os Bispos a desempenhar a sua tarefa com “profissionalismo, serviço, santidade de vida e santa inquietação”. o bispo é aquele que sabe tornar atual tudo o que aconteceu com Jesus, e sabe, sobretudo, junto com a Igreja, ser testemunha de sua ressurreição”. “O bispo é um mártir do Ressuscitado. Não é uma testemunha isolada, mas junto com a Igreja. A sua vida e seu ministério devem tornar crível a Ressurreição”, disse ainda o Papa Francisco que acrescentou: “A coragem de morrer, a generosidade de oferecer a própria vida e dedicação total ao rebanho estão inscritos no DNA do episcopado. A renúncia e o sacrifício são conaturais à missão episcopal. Quero enfatizar isso: a renúncia e o sacrifício são conaturais à missão episcopal. O episcopado não é para si, mas para a Igreja, para o rebanho, para os outros, sobretudo para aqueles que, segundo a lógica do mundo, devem ser descartados”. O Santo Padre frisou que o perfil de um bispo não é a soma algébrica de suas virtudes. O bispo deve se destacar por sua integridade, solidez cristã, fidelidade à verdade, transparência e capacidade de governar. “Os bispos devem ser antes de tudo kerigmáticos, porque a fé vem do anúncio. Precisamos de homens guardiões da doutrina não para avaliar como o mundo vive longe da verdade que a doutrina contém, mas para fascinar o mundo com a beleza do amor, para seduzi-lo com a oferta de liberdade doada pelo Evangelho”, disse ainda o pontífice. “A Igreja não precisa de apologistas de suas causas, mas de semeadores humildes e confiantes da verdade. Os bispos devem ser homens pacientes, conscientes de que a cizânia nunca será capaz de preencher o campo. A missão do bispo requer assiduidade e cotidianidade”, disse ainda Francisco. O Santo Padre concluiu dizendo que os bispos devem ser homens de oração e que a Igreja precisa de pastores autênticos, não donos, mas servos da Palavra de Deus.( http://diocesedecacador.org.br/site/papa-francisco-o-bispo-deve-ser-testemunha-humilde-e-corajosa-de-cristo/, último acesso em 11 de março de 2019).

O Papa Francisco disse que São Oscar Romero “gostava de colocar no centro do sentir com a Igreja, a percepção e a gratidão por tanto bem recebido, sem o merecer. Ele foi capaz de sintonizar e aprender a viver a Igreja, porque amava intimamente quem o gerara na fé e sentiu com a Igreja, porque, antes de mais nada, amou a Igreja como mãe que o gerou na fé, considerando-se membro e parte dela”. “Este amor, feito de adesão e gratidão, levou-o a abraçar, com paixão, mas também com dedicação e estudo, toda a contribuição e renovação propostas pelo magistério do Concílio Vaticano II. Nele encontrava a mão segura para seguir Cristo. Não foi ideólogo nem ideológico. Iluminado por este horizonte eclesial, sentir com a Igreja significa para Romero contemplá-la como Povo de Deus. O pastor, para procurar e encontrar o Senhor, deve aprender e escutar as pulsações do coração do seu povo, sentir «o cheiro» dos homens e mulheres de hoje até ficar impregnado das suas alegrias e esperanças, tristezas e angústias”. (https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-01/papa-francisco-panama-jmj-2019-discurso-bispos-america-central.html, último acesso em 11 de março de 2019). Esse tema do “sentir com a Igreja” tenho certeza de que o caro irmão muitas vezes ouviu de minha boca na busca de sermos filhos da Igreja de Cristo e em Ele caminharmos.

Agradeço pela sua unidade conosco e seu belíssimo testemunho de comunhão assumindo com destemor tantos e difíceis trabalhos entre nós aqui no Rio de Janeiro! Sofremos juntos e lutamos juntos em tantas frentes! Porém a nossa unidade sempre nos levou adiante em nossa caminhada que também proporcionou grandes alegrias por ver a ação de Deus em nossa história. Deus seja louvado pelo seu trabalho generoso e dedicado. Desejo-lhe, caro irmão, Bispo Eleito, que o seu ministério junto ao povo santo de Deus e ao clero de Barra do Piraí-Volta Redonda frutuoso ministério e que o seu testemunho e a sua reconhecida prudência façam de sua ação pastoral aquela que vai para apascentar as ovelhas para o aprisco do Senhor! Como diz o seu lema episcopal, desejo que sempre o “Senhor seja sua força”! Que Deus guie e ilumine o seu ministério, amém!

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro