Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/11/2019

20 de Novembro de 2019

Maria Mãe da Juventude e Modelo da Igreja

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20 de Novembro de 2019

Maria Mãe da Juventude e Modelo da Igreja

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25/01/2019 12:06 - Atualizado em 25/01/2019 12:07

Maria Mãe da Juventude e Modelo da Igreja 0

25/01/2019 12:06 - Atualizado em 25/01/2019 12:07

A 32ª Jornada Mundial da Juventude, 2019 (Panamá) propõe-nos refletir o lema “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”, (Cf. Lc 1,38).  Somos chamados a contemplar a figura sublime da Mãe de Deus, sua disponibilidade total e incondicional ao Senhor, seu SIM, fiel e generoso que trouxe a salvação à humanidade.

É muito importante refletir a importância de Maria na vida da Igreja, e como o seu exemplo de mulher e Mãe da Igreja pode nos ajudar em nossa missão de jovens peregrinos e discípulos do Senhor.

Quando pensamos sobre a relação entre a Virgem e sua missão na Igreja, a primeira verdade que nos impressiona é o valor eclesial na vida de Maria. Ela é a mulher comprometida desde sempre com a missão da Igreja.

Maria como Mãe esteve presente no início das comunidades cristã acompanhou os apóstolos em sua missão evangelizadora. Há, portanto, uma aliança indissolúvel que une Maria ao destino da Igreja. Consideremos Maria na Igreja, com a Igreja, e para a Igreja.

O Concílio Ecumênico Vaticano II coloca Maria como a inspiração mais perfeita, ela é a companheira fiel de seu povo. “Maria está presente na vida da Igreja de fato, Maria na Igreja ocupa a centralidade depois de Cristo, lugar mais alto e mais próximo de nós” (Cf. LG 58). Maria como imagem da Igreja é uma referência fundamental para aqueles que se identificam como cristãos.

Maria é a primeira cristã, a mais sublime imagem da Igreja missionária e peregrina na história, sua presença materna estimula, acompanha e orienta todos aqueles que olham para Ela, sentem-se atraídos pelo seu testemunho de fé e generosidade, não podemos jamais esquecer que Maria é modelo dos caminhantes à luz da fé cristã.

Em referência ao seu Filho, Maria é a Virgem Santa em cujo ventre o Verbo se fez carne; ela é a Mulher sempre dócil à voz do Espírito, mulher do silêncio e da escuta. Maria, a filha amada do Pai, foi escolhida e apresentada ao Reino de Deus como um exemplo perfeito de amor a Deus e aos irmãos, desde aquele instante quando ela respondeu: "Aqui estou eis a serva do Senhor". (Cf. Lc 1,38-56).

Como cristãos católicos nunca devemos esquecer que ela é Imagem da Igreja viva, atuante, destemida, comprometida com os pobres e excluídos.

Depois do calvário não será possível falar da Igreja, da sua maternidade, humildade, fé, e alegria, sem olhar para Maria, a Mãe do Senhor: ela aparece como a sua verdadeira imagem, como o seu modelo, como a sua plena realização na história da salvação.

Maria é uma mulher real e tem uma história pessoal, mesmo que os Evangelhos não o falem muito de sua pessoa física, mais, jamais deixou de referenciar seus aspectos transcendentais. Desde o início da vida da Igreja, Maria é apresentada como uma discípula de seu Filho, unido aos outros discípulos; ele está presente na primeira comunidade cristã assídua e perseverante na oração.

A singularidade de sua vocação e a natureza extraordinária da ação divina em ser autenticamente a filha do seu povo, unida aos homens necessitados de salvação e, ela é ao mesmo tempo, uma excelente imagem e modelo de fé.

Maria é modelo dos humildes e pobres que aguardam o Salvador; humilde e mulher simples de Nazaré que sabe esperar em silêncio e oração, mesmo dores de Belém até o calvário, ela correspondeu na alegria, e disponibilidade, em total obediência ao Senhor de quem ele se declara humilde serva.

A Mãe de Deus, que nos dá Jesus no Natal, sua maternidade, mais que biológica, é, também, uma relação de dom e graça vividos na fé e no mais puro amor. A Igreja, de fato, proclama que Maria é “assumida no céu em alma e corpo”, vive na perfeição completa e definitiva da comunhão com Deus, é dela que veem os primeiros frutos e a esperança da Igreja gloriosa.

E tudo isso é a Páscoa de Maria, fruto da Páscoa de Jesus; cumprimento de uma união indescritível e única com o seu Senhor desde o momento da concepção. Finalmente, a mãe da Igreja reza no Pentecostes, cheia de graça, cheia do Espírito Santo, sempre oferece sua vida e vida sua disposição de dar vida à Igreja, e por isso pode ser chamada nossa Mãe.

Com a sua obediência, Maria tornou-se Mãe de Jesus, tornando-se assim a mãe de todos os crentes, graças à sua disponibilidade e sua abertura à ação do Espírito Santo que sempre foi abundante na Igreja desde o Pentecostes.

Acolhendo Maria em nossas vidas, permaneceremos mais fiéis e felizes em cumprir às promessas de nosso batismo. A nova vida que recebemos pela graça consiste em acolher os dons de Deus, acima de tudo acolher Jesus, para crescermos na jornada incessante até a sua perfeição em santidade.

Nós contemplamos o testemunho da Mãe de Deus para seguirmos os passos de seu filho Jesus Cristo, com mais paixão e fidelidade à missão da Igreja, seu compromisso com a vida, com os pobres, como Maria viveu, e que podemos contemplar maravilhosamente em seu Magnificat.

Para nós cristãos, Maria não é apenas aquela que viveu nesta terra, que acolheu em seu seio o mistério da Encarnação, ela é a Mãe universal presente na vida da Igreja, de tal forma que podemos considerar, contemplar e, acima de tudo, aprender com ela o jeito mais feliz de corresponder ao projeto de Deus no hoje de nossa história.

O Anjo da Anunciação contemplou esse rosto, chamando Maria de a “cheia de graça”. O esplendor imaculado pertencente à Virgem de Nazaré, destinava-se a iluminar a Igreja, uma Igreja que tinha que enfrentar um mundo com seus desafios e contingencias humanas.

A perfeição espiritual de Maria aparece como um ideal que manifesta as maravilhas da graça divina. Ela é modelo para os cristãos que, embora se reconheçam incapazes de alcançar um nível tão alto, sabem que precisam lutar e buscar a perfeição evangélica pela misericórdia de Deus.

É, também, uma alegria saber que possuímos no céu uma mãe de total pureza, cujo coração sempre foi animada pelo amor mais sincero e incondicional a Deus e a seu Povo. Sua plenitude de graça é um privilégio único e excepcional.  

Como Mãe, ela enriquece todos os seus filhos e aproxima de cada um de nós, pois a graça do altíssimo abriu o seu coração com máxima profundidade, unindo-a no caminho mais completo para todos os homens e mulheres.

A santidade de Maria deriva de uma acolhida sem reserva e gratuita; constitui um modelo no qual a ação dominante da graça divina é mais particularmente enfatizada. Também tende igualmente a mostrar como a santidade pode ser realizada mesmo nas condições mais comuns da existência humana, sob o olhar de Deus somente.

Assim, na Igreja, Maria se apresenta como personificação daquela perfeição para a qual todos os cristãos são chamados a alcançar. Nela, o que formou a alma da lei, o amor de Deus e o amor ao próximo, desenvolveu-se em plenitude.

Quando, no curso de sua vida terrena, Jesus declarou que toda a lei e os profetas estão contidas no duplo mandamento, (cf. Mt. 22, 40), ele expressou que sempre teve diante de nossos olhos em Nazaré no comportamento da mãe. Toda a moralidade cristã é representada da maneira mais concreta na face de Maria.

Inquestionavelmente, na doutrina moral de Cristo há uma simplificação que leva a lei a seus fins essenciais. Ao mesmo tempo, porém, há uma ampliação ilimitada do mandamento fundamental do amor.

Essa simplificação e essa extensão da autêntica santidade foram realizadas em Maria antes mesmo de serem proclamadas pela autoridade do Mestre. Continuam a estar presentes diante daquela que, cheia de graça, aos olhos dos cristãos, representa um ideal plenamente vivido.

Não é o Cristo que constitui para todos os cristãos o modelo a ser contemplado e seguido? Não é ele, portanto, quem deve ser colocado exclusivamente como luz? Foi ele quem inaugurou a obra da salvação, dando a Maria uma plenitude da santidade. Ele é aquele que, na mensagem da Anunciação, nos fez compreender a admiração do céu pela perfeição da qual a Virgem de Nazaré foi preenchida.

Quando a plenitude do tempo chegou, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher “(cf. Gl 4: 4). Assim, Maria é inseparável de Cristo e está presente com ele colaborando com a missão da Igreja. Por causa da plenitude da graça que recebeu, Ela é modelo aos olhos dos cristãos como mulher e, portanto, desempenha um papel complementar em relação a Cristo, o modelo essencial de toda vida Cristã.

Maria acompanhou os apóstolos e continua do lado dos discípulos do Senhor em sua caminhada, ela está unida a Deus como Mãe dos Homens, por isso ela nunca abandonou a Igreja durante sua peregrinação terrena.

Mãe da Igreja, ela é mais precisamente a mãe da unidade de todos aqueles que aderem ao seu Filho. A oração dirigida por Jesus ao Pai para que “todos sejam um” seja permanentemente esculpida, pode-se dizer, em seu coração maternal. Uma mãe quer a união de seus filhos; esse desejo natural é fortalecido pela orientação profundamente unificadora da graça redentora.

No Calvário, Maria sofreu pela reconciliação da humanidade com Deus e pela reconciliação dos homens entre eles. Em seu papel celestial, Ela está empenhada em fazer essa reconciliação penetrar em todos os corações humanos. Precisamos contribui para a unidade na Igreja trabalha pela harmonia entre os seus pastores e fiéis, e nos conflitos fazer prevalecer o diálogo e a verdade, reconstrói a harmonia e a relação fraterna de comunhão a exemplo de Maria.

Ela também favorece a todos contribuindo para o crescimento dos cristãos na unidade. Mesmo entre os não-cristãos, ela é sinal que pode unir mais homens entre si, com uma graça que opera secretamente em todos, e que na realidade é a graça de Cristo Salvador.

Assim, todas as riquezas que foram acumuladas pelo Dom do Espírito Santo em Maria estão destinadas a continuar enriquecendo a Igreja de Deus, seu reino no Mundo, transformando a história humana.

A Jornada Mundial da juventude que foi inspirada no Sim de Maria, não nos deve deixar nunca esquecer que uma Igreja sem Maria não seria a Igreja que conhecemos e que amamos; não haveria uma característica essencial do rosto materno de sua Mãe. Não há Igreja sem Maria. A Mãe de Jesus, que se tornou nossa Mãe, sempre estará na Igreja, com a Igreja, para a Igreja.

Deus por intercessão de Maria, a Mãe da Igreja, vos abençoe e vos proteja nestes dias conclusivos da 32ª Jornada Mundial da Juventude, 2019 (Panamá).

   

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Maria Mãe da Juventude e Modelo da Igreja

25/01/2019 12:06 - Atualizado em 25/01/2019 12:07

A 32ª Jornada Mundial da Juventude, 2019 (Panamá) propõe-nos refletir o lema “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”, (Cf. Lc 1,38).  Somos chamados a contemplar a figura sublime da Mãe de Deus, sua disponibilidade total e incondicional ao Senhor, seu SIM, fiel e generoso que trouxe a salvação à humanidade.

É muito importante refletir a importância de Maria na vida da Igreja, e como o seu exemplo de mulher e Mãe da Igreja pode nos ajudar em nossa missão de jovens peregrinos e discípulos do Senhor.

Quando pensamos sobre a relação entre a Virgem e sua missão na Igreja, a primeira verdade que nos impressiona é o valor eclesial na vida de Maria. Ela é a mulher comprometida desde sempre com a missão da Igreja.

Maria como Mãe esteve presente no início das comunidades cristã acompanhou os apóstolos em sua missão evangelizadora. Há, portanto, uma aliança indissolúvel que une Maria ao destino da Igreja. Consideremos Maria na Igreja, com a Igreja, e para a Igreja.

O Concílio Ecumênico Vaticano II coloca Maria como a inspiração mais perfeita, ela é a companheira fiel de seu povo. “Maria está presente na vida da Igreja de fato, Maria na Igreja ocupa a centralidade depois de Cristo, lugar mais alto e mais próximo de nós” (Cf. LG 58). Maria como imagem da Igreja é uma referência fundamental para aqueles que se identificam como cristãos.

Maria é a primeira cristã, a mais sublime imagem da Igreja missionária e peregrina na história, sua presença materna estimula, acompanha e orienta todos aqueles que olham para Ela, sentem-se atraídos pelo seu testemunho de fé e generosidade, não podemos jamais esquecer que Maria é modelo dos caminhantes à luz da fé cristã.

Em referência ao seu Filho, Maria é a Virgem Santa em cujo ventre o Verbo se fez carne; ela é a Mulher sempre dócil à voz do Espírito, mulher do silêncio e da escuta. Maria, a filha amada do Pai, foi escolhida e apresentada ao Reino de Deus como um exemplo perfeito de amor a Deus e aos irmãos, desde aquele instante quando ela respondeu: "Aqui estou eis a serva do Senhor". (Cf. Lc 1,38-56).

Como cristãos católicos nunca devemos esquecer que ela é Imagem da Igreja viva, atuante, destemida, comprometida com os pobres e excluídos.

Depois do calvário não será possível falar da Igreja, da sua maternidade, humildade, fé, e alegria, sem olhar para Maria, a Mãe do Senhor: ela aparece como a sua verdadeira imagem, como o seu modelo, como a sua plena realização na história da salvação.

Maria é uma mulher real e tem uma história pessoal, mesmo que os Evangelhos não o falem muito de sua pessoa física, mais, jamais deixou de referenciar seus aspectos transcendentais. Desde o início da vida da Igreja, Maria é apresentada como uma discípula de seu Filho, unido aos outros discípulos; ele está presente na primeira comunidade cristã assídua e perseverante na oração.

A singularidade de sua vocação e a natureza extraordinária da ação divina em ser autenticamente a filha do seu povo, unida aos homens necessitados de salvação e, ela é ao mesmo tempo, uma excelente imagem e modelo de fé.

Maria é modelo dos humildes e pobres que aguardam o Salvador; humilde e mulher simples de Nazaré que sabe esperar em silêncio e oração, mesmo dores de Belém até o calvário, ela correspondeu na alegria, e disponibilidade, em total obediência ao Senhor de quem ele se declara humilde serva.

A Mãe de Deus, que nos dá Jesus no Natal, sua maternidade, mais que biológica, é, também, uma relação de dom e graça vividos na fé e no mais puro amor. A Igreja, de fato, proclama que Maria é “assumida no céu em alma e corpo”, vive na perfeição completa e definitiva da comunhão com Deus, é dela que veem os primeiros frutos e a esperança da Igreja gloriosa.

E tudo isso é a Páscoa de Maria, fruto da Páscoa de Jesus; cumprimento de uma união indescritível e única com o seu Senhor desde o momento da concepção. Finalmente, a mãe da Igreja reza no Pentecostes, cheia de graça, cheia do Espírito Santo, sempre oferece sua vida e vida sua disposição de dar vida à Igreja, e por isso pode ser chamada nossa Mãe.

Com a sua obediência, Maria tornou-se Mãe de Jesus, tornando-se assim a mãe de todos os crentes, graças à sua disponibilidade e sua abertura à ação do Espírito Santo que sempre foi abundante na Igreja desde o Pentecostes.

Acolhendo Maria em nossas vidas, permaneceremos mais fiéis e felizes em cumprir às promessas de nosso batismo. A nova vida que recebemos pela graça consiste em acolher os dons de Deus, acima de tudo acolher Jesus, para crescermos na jornada incessante até a sua perfeição em santidade.

Nós contemplamos o testemunho da Mãe de Deus para seguirmos os passos de seu filho Jesus Cristo, com mais paixão e fidelidade à missão da Igreja, seu compromisso com a vida, com os pobres, como Maria viveu, e que podemos contemplar maravilhosamente em seu Magnificat.

Para nós cristãos, Maria não é apenas aquela que viveu nesta terra, que acolheu em seu seio o mistério da Encarnação, ela é a Mãe universal presente na vida da Igreja, de tal forma que podemos considerar, contemplar e, acima de tudo, aprender com ela o jeito mais feliz de corresponder ao projeto de Deus no hoje de nossa história.

O Anjo da Anunciação contemplou esse rosto, chamando Maria de a “cheia de graça”. O esplendor imaculado pertencente à Virgem de Nazaré, destinava-se a iluminar a Igreja, uma Igreja que tinha que enfrentar um mundo com seus desafios e contingencias humanas.

A perfeição espiritual de Maria aparece como um ideal que manifesta as maravilhas da graça divina. Ela é modelo para os cristãos que, embora se reconheçam incapazes de alcançar um nível tão alto, sabem que precisam lutar e buscar a perfeição evangélica pela misericórdia de Deus.

É, também, uma alegria saber que possuímos no céu uma mãe de total pureza, cujo coração sempre foi animada pelo amor mais sincero e incondicional a Deus e a seu Povo. Sua plenitude de graça é um privilégio único e excepcional.  

Como Mãe, ela enriquece todos os seus filhos e aproxima de cada um de nós, pois a graça do altíssimo abriu o seu coração com máxima profundidade, unindo-a no caminho mais completo para todos os homens e mulheres.

A santidade de Maria deriva de uma acolhida sem reserva e gratuita; constitui um modelo no qual a ação dominante da graça divina é mais particularmente enfatizada. Também tende igualmente a mostrar como a santidade pode ser realizada mesmo nas condições mais comuns da existência humana, sob o olhar de Deus somente.

Assim, na Igreja, Maria se apresenta como personificação daquela perfeição para a qual todos os cristãos são chamados a alcançar. Nela, o que formou a alma da lei, o amor de Deus e o amor ao próximo, desenvolveu-se em plenitude.

Quando, no curso de sua vida terrena, Jesus declarou que toda a lei e os profetas estão contidas no duplo mandamento, (cf. Mt. 22, 40), ele expressou que sempre teve diante de nossos olhos em Nazaré no comportamento da mãe. Toda a moralidade cristã é representada da maneira mais concreta na face de Maria.

Inquestionavelmente, na doutrina moral de Cristo há uma simplificação que leva a lei a seus fins essenciais. Ao mesmo tempo, porém, há uma ampliação ilimitada do mandamento fundamental do amor.

Essa simplificação e essa extensão da autêntica santidade foram realizadas em Maria antes mesmo de serem proclamadas pela autoridade do Mestre. Continuam a estar presentes diante daquela que, cheia de graça, aos olhos dos cristãos, representa um ideal plenamente vivido.

Não é o Cristo que constitui para todos os cristãos o modelo a ser contemplado e seguido? Não é ele, portanto, quem deve ser colocado exclusivamente como luz? Foi ele quem inaugurou a obra da salvação, dando a Maria uma plenitude da santidade. Ele é aquele que, na mensagem da Anunciação, nos fez compreender a admiração do céu pela perfeição da qual a Virgem de Nazaré foi preenchida.

Quando a plenitude do tempo chegou, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher “(cf. Gl 4: 4). Assim, Maria é inseparável de Cristo e está presente com ele colaborando com a missão da Igreja. Por causa da plenitude da graça que recebeu, Ela é modelo aos olhos dos cristãos como mulher e, portanto, desempenha um papel complementar em relação a Cristo, o modelo essencial de toda vida Cristã.

Maria acompanhou os apóstolos e continua do lado dos discípulos do Senhor em sua caminhada, ela está unida a Deus como Mãe dos Homens, por isso ela nunca abandonou a Igreja durante sua peregrinação terrena.

Mãe da Igreja, ela é mais precisamente a mãe da unidade de todos aqueles que aderem ao seu Filho. A oração dirigida por Jesus ao Pai para que “todos sejam um” seja permanentemente esculpida, pode-se dizer, em seu coração maternal. Uma mãe quer a união de seus filhos; esse desejo natural é fortalecido pela orientação profundamente unificadora da graça redentora.

No Calvário, Maria sofreu pela reconciliação da humanidade com Deus e pela reconciliação dos homens entre eles. Em seu papel celestial, Ela está empenhada em fazer essa reconciliação penetrar em todos os corações humanos. Precisamos contribui para a unidade na Igreja trabalha pela harmonia entre os seus pastores e fiéis, e nos conflitos fazer prevalecer o diálogo e a verdade, reconstrói a harmonia e a relação fraterna de comunhão a exemplo de Maria.

Ela também favorece a todos contribuindo para o crescimento dos cristãos na unidade. Mesmo entre os não-cristãos, ela é sinal que pode unir mais homens entre si, com uma graça que opera secretamente em todos, e que na realidade é a graça de Cristo Salvador.

Assim, todas as riquezas que foram acumuladas pelo Dom do Espírito Santo em Maria estão destinadas a continuar enriquecendo a Igreja de Deus, seu reino no Mundo, transformando a história humana.

A Jornada Mundial da juventude que foi inspirada no Sim de Maria, não nos deve deixar nunca esquecer que uma Igreja sem Maria não seria a Igreja que conhecemos e que amamos; não haveria uma característica essencial do rosto materno de sua Mãe. Não há Igreja sem Maria. A Mãe de Jesus, que se tornou nossa Mãe, sempre estará na Igreja, com a Igreja, para a Igreja.

Deus por intercessão de Maria, a Mãe da Igreja, vos abençoe e vos proteja nestes dias conclusivos da 32ª Jornada Mundial da Juventude, 2019 (Panamá).

   

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro