Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/03/2019

19 de Março de 2019

Liberdade para ser melhor

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22/01/2019 07:04 - Atualizado em 22/01/2019 07:04

Liberdade para ser melhor 0

22/01/2019 07:04 - Atualizado em 22/01/2019 07:04

A XXXII Jornada Mundial da Juventude é um encontro fraterno, que reúne milhares de jovens vindo de lugares tão diversos e variados.  É um Sinal visível da unidade e da comunhão da Igreja. Este encontro mundial da juventude fortalece a consciência e a alegria dos jovens de pertencer a uma Igreja fervorosa e viva. Vamos caminhar com Maria Mãe de Deus, Senhora da Juventude peregrina, por isso além das catequeses propostas como temas de reflexão, vamos também refletir o lema “faça-se em mim segundo a tua palavra”.

A JMJ é um dom de Deus que se manifesta de forma a congregar os jovens no espírito de liberdade e criatividade, sim, porque a fé também requer criatividade e liberdade, para uma fiel e total adesão.

Nestes dias da XXXII Jornada Mundial da Juventude que se realiza de 22 a 27 de janeiro no Panamá, propomos a reflexão de alguns temas relevantes. E neste primeiro roteiro vamos refletir sobre a liberdade, liberdade como dom de Deus para nos tornar melhor, melhor pessoa, melhor cristão na vivencia de nossa fé como jovens seguidores de Jesus Cristo caminho verdade e vida, na vida da juventude cristã.

A liberdade acolhida e cultivada através da comunhão com Deus, com a Igreja e com o mundo, vivida para além das diferenças de cultura, língua ou nacionalidade, é um caminho privilegiado para descobrir e redescobrir a alegria de ser e viver. Liberdade e realização humana estão sempre em sintonia, caminham de mãos dadas. 

Liberdade é um dom de Deus que a pessoa acolhe para viver uma vida mais feliz, ela tem um valor extraordinário e sentido de universalidade. A experiencia da Jornada Mundial da Juventude representa para os jovens uma verdadeira pedagogia da comunhão e liberdade.  É como que uma parábola concreta da paz e da reconciliação, além das fronteiras humanas.

Falar em liberdade nestes tempos tão desafiadores e complexos, sobre tudo com os avanços tecnológicos e o fenômeno da crescente globalização, requer lucidez e clareza da fé.  As novas gerações, são agora altamente sensibilizados ao fenômeno da globalização e não hesite em expressar seu desacordo com uma certa maneira de compreendê-lo, com base no primado de critérios econômicos e financeiros.

No atual grande debate, a Jornada permite que os jovens descubram e experimentem a dimensão cultural e religiosa do mundo globalizado, dimensão muitas vezes esquecida ou mal interpretada. Deste ponto de vista, a Jornada Mundial da Juventude é uma fonte de esperança, porque revela uma visão de globalização com base no valor inestimável da pessoa, sua liberdade de ser, viver, e de transformar, mostrando assim os aspectos positivos deste fenômeno.  

É preciso “humanizar” e "cristianizar" para colocá-lo à dignidade de cada ser humano, solidariedade e bem comum neste processo de liberdade para viver com mais alegria e dinamismo do ser.

Precisamos recuperar esse dom da liberdade, mudando nosso modo de ver as coisas e o mundo, saber ler os acontecimentos da vida conscientes de nossas fragilidades, por meio desta abertura interior e disposição para caminhar em novas estradas feitas de sonhos, alegria e reconciliação, reconciliar conosco com Deus e com os irmãos que caminham conosco.

A graça da liberdade que Deus nos concede, nos faz trilhar caminhos novos, caminhos de realização humana, seguir nos caminhos de Deus que nos convida a sermos atores políticos, pessoas que pensam, e transformam o mundo a sua volta.

Liberdade, é um dom que precisa ser cultivado no íntimo do nosso ser. O amor de Deus fonte da liberdade nos convida a compartilhar este dom ao mundo, liberdade que requer discernimento constante nas decisões e rumos que devemos tomar na vida. Isso significa ser corajoso, isso significa ser livre.

Liberdade nos faz viver empenhados no dinamismo transformador para construir o mundo de hoje e deixar nossa marca na história. Palavras fortes que certamente devem ser relidas e deixadas no coração. Palavras que são uma exortação para sair dos esquemas sociais que nos impõem.

Escolher e optar são duas coisas diferentes, a liberdade está na escolha mais também nas opções, escolher requer um espírito livre e sereno, fruto de um caminho percorrido à luz do discernimento.

A vontade é que nos leva a escolher uma coisa entre muitas outras, mas não podemos esquecer que a escolha também está desistindo. Somente quem escolhe viver com liberdade e responsabilidade frente as situações da vida, é capaz de ser feliz como pessoa, como cristão.

Toda vez que escolhemos uma coisa, estamos renunciando a outras; por isso, quando escolhemos algo, devemos pensar, também, no que “deixamos” para trás, a juventude cotidianamente se confronta com estas situações, por isso precisamos estar em sintonia permanente com Deus, fonte da liberdade e das boas e melhores escolhas da vida.

Nossa escolha por Jesus Cristo e o seu Reino, nos faz colocar nossa vida a serviço de Deus de sua Igreja e do mundo, e isso é muito importante. Assim, a escolha é um ato do coração que nos permite enraizar para sempre, aquela intimidade com o Senhor, a mesma que aceitamos no dia de nosso batismo.

Escolher algo não significa que já o possuímos para sempre. Só optar por isso é colocar as raízes no coração. Uma vez que dissemos SIM a Jesus Cristo com o coração e decidimos segui-lo na igreja, comunidade de fé: esta opção é a que faz o nosso compromisso permanente.

Esta opção fundamental é mantida com a constante renovação de nossa pertença a Deus, que devemos fazer a partir de nossa liberdade e fidelidade, porque é muito fácil nos afastarmos do caminho escolhido de serviço e doação, para nos dedicarmos aos nossos próprios interesses. Trocamos facilmente o seguimento de Jesus pelas nossas pobres aspirações, desejos e certezas, também incertezas.

Devemos ter cuidado porque às vezes inconscientemente não queremos jogar tudo, queremos viver nossa fé baseada em nosso egoísmo e segurança, por que não queremos complicar nossas vidas. É por isso que nos custa muito fazer opções que nos envolvem e nos afastam de nossos prazeres e confortos.

Viver plenamente a nossa vida, fé e liberdade significa saber escolher, entre outros, muitos modos de servir ao Senhor, aquele para o qual optamos e oferecemos o nosso coração por inteiro e para sempre. Caros jovens, em nosso itinerário humano, muitas vezes somos provados pelas circunstâncias e situações mais adversas do caminho, porém, devemos nos deixar ser moldados, pela Palavra de Deus, através da leitura contínua, comunitária e orante do Evangelho.

Certamente, o encontro pessoal e comunitário com a Palavra de Deus, apesar dos inevitáveis momentos de escuridão e “crise”, logo trará seus frutos, e frutos de liberdade.

A juventude é a semente do novo, deve representar aquela parte da humanidade que marca a mudança, a transição entre o ontem, cruzando hoje e avançando no amanhã com esperança. O dilema contemporâneo real é, no entanto, enfrentar o pessimismo na vida dos jovens, evitando que os mesmos manifestem sua alegria, vontade, e criatividade na vida, este mecanismo é fruto do imediatismo que gera uma vida sem sentido.

Os jovens embora mostrem diferentes fragilidades enquanto, permanecem abertos, disponíveis e generosos, isso é fruto da liberdade.  Esta liberdade leva os jovens a romper com as prisões ideológicas. A juventude aspira relacionamentos autênticos e estão em busca da verdade, muitas vezes não os encontram na realidade, e por cultivar dentro de si a liberdade eles esperam descobri-los dentro de si.

Uma atitude semelhante predispõe-nos a recair sobre seus sentimentos e individualismo, colocando os laços sociais e o senso de interesse geral a seu serviço. Mesmo que o contexto social não os ajude a desenvolver uma verdadeira dimensão espiritual, eles estão prontos para se comprometer com algumas grandes causas.

A juventude da Jornada Mundial certamente tem dentro de si este desejo esta motivação de escolher alcançar e realizar grandes conquistas, e isso os impulsiona a seguir a vida com mais alegria e entusiasmo.

Os jovens que participam da Jornada Mundial exalam bem-estar e alegria de viver, com tranquilidade, manifestam no sorriso, a gentileza, a cooperação e a abertura. Devemos, portanto, confiar nesses jovens, que preparam uma revolução espiritual silenciosa, mas muito ativa e atuante na vida de nossas comunidades eclesiais. Como seus amigos, eles certamente têm seus problemas: alguém pode já ter usado drogas às vezes ou se comportado sem levar em conta a moralidade cristã. Vivem experiências e fracassos, mas têm sede de algo diferente, estão à procura de esperança. Eles aspiram a um ideal de vida e uma espiritualidade baseada em alguém, em Deus.

A sociedade contemporânea, que é cada vez mais velha, cética e sem esperança, é surpreendida por esses jovens livres, da Jornada Mundial, que acreditam em Deus e procuram viver de acordo com o Evangelho.

A maioria deles vem de comunidades cristãs, tem alguma ligação com as pastorais e movimentos cristãos. Eles sabem que a vida não é fácil, mas permanecem firmes na esperança e não se resignam. Cristãos ou não, eles se voltam para a Igreja para encontrar respostas para sua imensa necessidade espiritual.

Sua presença radiante deixa sua marca em todos os países onde a JMJ já aconteceu ou ainda acontecerá. Eles invertem as imagens redutoras da juventude, que são apenas faladas para evocar sexualidade impulsiva, drogas, delinquência, crimes, vícios dos mais variados tipos, mais a Juventude segue acreditando e lutando para superar as crises e conflitos muitas vezes existenciais ou circunstanciais.

A sociedade muitas vezes é infantil com os jovens porque os usa como modelo, enquanto eles precisam de pontos de referência. A sociedade lisonjeia-os, mas não os ama de fato. A nossa ação pastoral local precisa falar a linguagem da juventude, ir ao seu encontro, conviver e apoiar em suas decisões, por vezes difícil e exigente.  

Graças a experiência da JMJ, muitos jovens se reconciliam consigo mesmo, com  Deus e com as pessoas em sua volta, a liberdade que vem de Deus os possibilita viver uma vida mais realizada, assim, desejo que esta Jornada Mundial da Juventude do Panamá fortaleça a juventude na caminhada de fé amor e liberdade a fim de que sejam muito mais felizes  e possam construir uma sociedade, um mundo mais humano e mais fraterno a parti da fé em Jesus Cristo.  

 

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22/01/2019 07:04 - Atualizado em 22/01/2019 07:04

A XXXII Jornada Mundial da Juventude é um encontro fraterno, que reúne milhares de jovens vindo de lugares tão diversos e variados.  É um Sinal visível da unidade e da comunhão da Igreja. Este encontro mundial da juventude fortalece a consciência e a alegria dos jovens de pertencer a uma Igreja fervorosa e viva. Vamos caminhar com Maria Mãe de Deus, Senhora da Juventude peregrina, por isso além das catequeses propostas como temas de reflexão, vamos também refletir o lema “faça-se em mim segundo a tua palavra”.

A JMJ é um dom de Deus que se manifesta de forma a congregar os jovens no espírito de liberdade e criatividade, sim, porque a fé também requer criatividade e liberdade, para uma fiel e total adesão.

Nestes dias da XXXII Jornada Mundial da Juventude que se realiza de 22 a 27 de janeiro no Panamá, propomos a reflexão de alguns temas relevantes. E neste primeiro roteiro vamos refletir sobre a liberdade, liberdade como dom de Deus para nos tornar melhor, melhor pessoa, melhor cristão na vivencia de nossa fé como jovens seguidores de Jesus Cristo caminho verdade e vida, na vida da juventude cristã.

A liberdade acolhida e cultivada através da comunhão com Deus, com a Igreja e com o mundo, vivida para além das diferenças de cultura, língua ou nacionalidade, é um caminho privilegiado para descobrir e redescobrir a alegria de ser e viver. Liberdade e realização humana estão sempre em sintonia, caminham de mãos dadas. 

Liberdade é um dom de Deus que a pessoa acolhe para viver uma vida mais feliz, ela tem um valor extraordinário e sentido de universalidade. A experiencia da Jornada Mundial da Juventude representa para os jovens uma verdadeira pedagogia da comunhão e liberdade.  É como que uma parábola concreta da paz e da reconciliação, além das fronteiras humanas.

Falar em liberdade nestes tempos tão desafiadores e complexos, sobre tudo com os avanços tecnológicos e o fenômeno da crescente globalização, requer lucidez e clareza da fé.  As novas gerações, são agora altamente sensibilizados ao fenômeno da globalização e não hesite em expressar seu desacordo com uma certa maneira de compreendê-lo, com base no primado de critérios econômicos e financeiros.

No atual grande debate, a Jornada permite que os jovens descubram e experimentem a dimensão cultural e religiosa do mundo globalizado, dimensão muitas vezes esquecida ou mal interpretada. Deste ponto de vista, a Jornada Mundial da Juventude é uma fonte de esperança, porque revela uma visão de globalização com base no valor inestimável da pessoa, sua liberdade de ser, viver, e de transformar, mostrando assim os aspectos positivos deste fenômeno.  

É preciso “humanizar” e "cristianizar" para colocá-lo à dignidade de cada ser humano, solidariedade e bem comum neste processo de liberdade para viver com mais alegria e dinamismo do ser.

Precisamos recuperar esse dom da liberdade, mudando nosso modo de ver as coisas e o mundo, saber ler os acontecimentos da vida conscientes de nossas fragilidades, por meio desta abertura interior e disposição para caminhar em novas estradas feitas de sonhos, alegria e reconciliação, reconciliar conosco com Deus e com os irmãos que caminham conosco.

A graça da liberdade que Deus nos concede, nos faz trilhar caminhos novos, caminhos de realização humana, seguir nos caminhos de Deus que nos convida a sermos atores políticos, pessoas que pensam, e transformam o mundo a sua volta.

Liberdade, é um dom que precisa ser cultivado no íntimo do nosso ser. O amor de Deus fonte da liberdade nos convida a compartilhar este dom ao mundo, liberdade que requer discernimento constante nas decisões e rumos que devemos tomar na vida. Isso significa ser corajoso, isso significa ser livre.

Liberdade nos faz viver empenhados no dinamismo transformador para construir o mundo de hoje e deixar nossa marca na história. Palavras fortes que certamente devem ser relidas e deixadas no coração. Palavras que são uma exortação para sair dos esquemas sociais que nos impõem.

Escolher e optar são duas coisas diferentes, a liberdade está na escolha mais também nas opções, escolher requer um espírito livre e sereno, fruto de um caminho percorrido à luz do discernimento.

A vontade é que nos leva a escolher uma coisa entre muitas outras, mas não podemos esquecer que a escolha também está desistindo. Somente quem escolhe viver com liberdade e responsabilidade frente as situações da vida, é capaz de ser feliz como pessoa, como cristão.

Toda vez que escolhemos uma coisa, estamos renunciando a outras; por isso, quando escolhemos algo, devemos pensar, também, no que “deixamos” para trás, a juventude cotidianamente se confronta com estas situações, por isso precisamos estar em sintonia permanente com Deus, fonte da liberdade e das boas e melhores escolhas da vida.

Nossa escolha por Jesus Cristo e o seu Reino, nos faz colocar nossa vida a serviço de Deus de sua Igreja e do mundo, e isso é muito importante. Assim, a escolha é um ato do coração que nos permite enraizar para sempre, aquela intimidade com o Senhor, a mesma que aceitamos no dia de nosso batismo.

Escolher algo não significa que já o possuímos para sempre. Só optar por isso é colocar as raízes no coração. Uma vez que dissemos SIM a Jesus Cristo com o coração e decidimos segui-lo na igreja, comunidade de fé: esta opção é a que faz o nosso compromisso permanente.

Esta opção fundamental é mantida com a constante renovação de nossa pertença a Deus, que devemos fazer a partir de nossa liberdade e fidelidade, porque é muito fácil nos afastarmos do caminho escolhido de serviço e doação, para nos dedicarmos aos nossos próprios interesses. Trocamos facilmente o seguimento de Jesus pelas nossas pobres aspirações, desejos e certezas, também incertezas.

Devemos ter cuidado porque às vezes inconscientemente não queremos jogar tudo, queremos viver nossa fé baseada em nosso egoísmo e segurança, por que não queremos complicar nossas vidas. É por isso que nos custa muito fazer opções que nos envolvem e nos afastam de nossos prazeres e confortos.

Viver plenamente a nossa vida, fé e liberdade significa saber escolher, entre outros, muitos modos de servir ao Senhor, aquele para o qual optamos e oferecemos o nosso coração por inteiro e para sempre. Caros jovens, em nosso itinerário humano, muitas vezes somos provados pelas circunstâncias e situações mais adversas do caminho, porém, devemos nos deixar ser moldados, pela Palavra de Deus, através da leitura contínua, comunitária e orante do Evangelho.

Certamente, o encontro pessoal e comunitário com a Palavra de Deus, apesar dos inevitáveis momentos de escuridão e “crise”, logo trará seus frutos, e frutos de liberdade.

A juventude é a semente do novo, deve representar aquela parte da humanidade que marca a mudança, a transição entre o ontem, cruzando hoje e avançando no amanhã com esperança. O dilema contemporâneo real é, no entanto, enfrentar o pessimismo na vida dos jovens, evitando que os mesmos manifestem sua alegria, vontade, e criatividade na vida, este mecanismo é fruto do imediatismo que gera uma vida sem sentido.

Os jovens embora mostrem diferentes fragilidades enquanto, permanecem abertos, disponíveis e generosos, isso é fruto da liberdade.  Esta liberdade leva os jovens a romper com as prisões ideológicas. A juventude aspira relacionamentos autênticos e estão em busca da verdade, muitas vezes não os encontram na realidade, e por cultivar dentro de si a liberdade eles esperam descobri-los dentro de si.

Uma atitude semelhante predispõe-nos a recair sobre seus sentimentos e individualismo, colocando os laços sociais e o senso de interesse geral a seu serviço. Mesmo que o contexto social não os ajude a desenvolver uma verdadeira dimensão espiritual, eles estão prontos para se comprometer com algumas grandes causas.

A juventude da Jornada Mundial certamente tem dentro de si este desejo esta motivação de escolher alcançar e realizar grandes conquistas, e isso os impulsiona a seguir a vida com mais alegria e entusiasmo.

Os jovens que participam da Jornada Mundial exalam bem-estar e alegria de viver, com tranquilidade, manifestam no sorriso, a gentileza, a cooperação e a abertura. Devemos, portanto, confiar nesses jovens, que preparam uma revolução espiritual silenciosa, mas muito ativa e atuante na vida de nossas comunidades eclesiais. Como seus amigos, eles certamente têm seus problemas: alguém pode já ter usado drogas às vezes ou se comportado sem levar em conta a moralidade cristã. Vivem experiências e fracassos, mas têm sede de algo diferente, estão à procura de esperança. Eles aspiram a um ideal de vida e uma espiritualidade baseada em alguém, em Deus.

A sociedade contemporânea, que é cada vez mais velha, cética e sem esperança, é surpreendida por esses jovens livres, da Jornada Mundial, que acreditam em Deus e procuram viver de acordo com o Evangelho.

A maioria deles vem de comunidades cristãs, tem alguma ligação com as pastorais e movimentos cristãos. Eles sabem que a vida não é fácil, mas permanecem firmes na esperança e não se resignam. Cristãos ou não, eles se voltam para a Igreja para encontrar respostas para sua imensa necessidade espiritual.

Sua presença radiante deixa sua marca em todos os países onde a JMJ já aconteceu ou ainda acontecerá. Eles invertem as imagens redutoras da juventude, que são apenas faladas para evocar sexualidade impulsiva, drogas, delinquência, crimes, vícios dos mais variados tipos, mais a Juventude segue acreditando e lutando para superar as crises e conflitos muitas vezes existenciais ou circunstanciais.

A sociedade muitas vezes é infantil com os jovens porque os usa como modelo, enquanto eles precisam de pontos de referência. A sociedade lisonjeia-os, mas não os ama de fato. A nossa ação pastoral local precisa falar a linguagem da juventude, ir ao seu encontro, conviver e apoiar em suas decisões, por vezes difícil e exigente.  

Graças a experiência da JMJ, muitos jovens se reconciliam consigo mesmo, com  Deus e com as pessoas em sua volta, a liberdade que vem de Deus os possibilita viver uma vida mais realizada, assim, desejo que esta Jornada Mundial da Juventude do Panamá fortaleça a juventude na caminhada de fé amor e liberdade a fim de que sejam muito mais felizes  e possam construir uma sociedade, um mundo mais humano e mais fraterno a parti da fé em Jesus Cristo.  

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro