Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/07/2019

20 de Julho de 2019

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19/01/2019 22:49 - Atualizado em 19/01/2019 22:50

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19/01/2019 22:49 - Atualizado em 19/01/2019 22:50

Concluímos neste sábado, dia 19 de janeiro, a trezena de São Sebastião. Com a homenagem no monumento ao Estácio de Sá no aterro do flamengo, a entrega do prêmio São Sebastião para Cultura e o auto de São Sebastião concluímos esse momento ímpar de início de ano em nossa cidade.

Foram mais de dois mil quilômetros percorridos e visitas a tantas situações diversificadas de nossa arquidiocese. A todos levando a mensagem de um grande homem de Deus, testemunha de Cristo Ressuscitado, que nos impulsiona a nunca desanimar com flechadas da vida.

São Sebastião foi soldado do império romano no final do séc. III e sofreu o martírio em Roma, em virtude da sua fidelidade a Cristo e à Igreja. Em 1565, ele foi escolhido pelo fundador como padroeiro de nossa cidade, para cujos fiéis é modelo de fé, coragem, constância e disponibilidade. São Sebastião foi um grande missionário do seu tempo, levando o nome de Jesus a todos, fortalecendo os que estavam cansados e abatidos pela perseguição religiosa daquela época.

São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem e o bem de todo o Império. Evangelizou, testemunhou, mas, dessa vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.

Terminadas as festas de Natal e final de ano, o Rio de Janeiro começa o ano com o seu padroeiro. Chamamos de trezena os treze dias de preparações e orações.  Existem outros momentos de trezenas, como também muitas novenas, tríduos e tantas formas de vivermos o tempo de espera. A expectativa da celebração do dia 20 de janeiro na nossa “cidade maravilhosa” nos ajuda a ver nossa missão em servi-la, e, com o exemplo do nosso padroeiro, seguir a Cristo dando testemunho de nossa fé cristã.

Iniciamos na segunda-feira, dia 7 de janeiro, a trezena de São Sebastião. O tema que nos acompanhou neste ano foi vocacional: São Sebastião, vocacional pelo amor. Isso porque, desde a festa da unidade vivemos o ano vocacional sacerdotal. A experiência de iniciar o novo ano com a caminhada com o nosso padroeiro pelas ruas e avenidas da cidade, a cada ano nos proporciona oportunidades novas ao ver os desafios de levar a nossa grande cidade a ser um lugar de paz e fraternidade. Vemos sempre belos sinais e exemplos, e pedimos a Deus que sejam multiplicados. Cada ano visitamos alguns locais novos e diferentes que alternam com os antigos e constantes.

A trezena, embora não faça parte da liturgia oficial da Igreja, prepara-nos para a liturgia e para a vida de unidade eclesial. Caminhamos juntos na mesma fé, e ao pedirmos a intercessão de São Sebastião devemos querer imitar as virtudes de sua vida no seguimento ao Evangelho de Jesus Cristo. A passagem da peregrinação pelas ruas dessa grande cidade suscita também reações, em geral de piedade, levando pessoas a voltarem a participar de sua comunidade, procurando vivenciar suas tradições católicas.

A trezena é um tempo de missão popular, além das visitas que fazemos. É também um momento oportuno para nos colocar em sintonia com a nossa família espiritual, a Igreja. Com ela nos unimos aos nossos irmãos, aumentando o nosso sentimento de comunidade, de povo de Deus orante. A nossa comunhão com todos os que anseiam por tempos melhores respeitando a liberdade de opção e de pensamento, sem pressões contrárias e confiando no progresso da paz e da fraternidade. A vivência cristã nos leva a construir, com a graça de Deus, um mundo mais justo e humano diante de uma sociedade que perde os valores da própria vida humana.

Acolher o exemplo de São Sebastião, vivendo como cristão autêntico, é também saber acolher o outro, ser solidário com o outro e, em especial neste ano da misericórdia. Devemos a exemplo de São Sebastião saber amar e ser misericordioso um para com o outro.

Com atitude materna a Igreja deve estender a misericórdia a muitas categorias. O Papa Francisco convida a Igreja a dirigir o seu olhar solícito especialmente àqueles que estão nas periferias existenciais. “podemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática. Quantas situações de precariedade e sofrimentos presentes no mundo atual! Quantas feridas gravadas na carne de muitos que já não tem voz, porque o seu grito foi esmorecendo e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos” (Papa Francisco – Misericordiae Vultus. n. 15).

Preparemos as nossas almas para a exigência da confiança, da humildade e da perseverança, três qualidades importantes na oração cristã. E que a imagem de São Sebastião, peregrinando pela cidade do Rio de Janeiro, seja penhor de graças para todo o nosso amado povo!

Agora chegamos ao momento marcante: a festa do padroeiro da arquidiocese, cidade e estado do Rio de Janeiro. O principal evento é a procissão que sai, neste domingo dia 20, às 16 horas da Igreja Santuário Basílica de São Sebastião dos frades capuchinhos na Tijuca para chegar à nossa Catedral onde haverá solene missa do padroeiro em nossa igreja mãe. Nessa ocasião irei assinar a carta pastoral para este ano vocacional arquidiocesano com reflexões e orientações práticas sobre este ano. Peço a todos que nos unam em torno do mesmo Senhor e façamos nossa parte nessa questão vocacional. Aproveito aqui para convidar a todos para que vivamos com fervor e devoção a festa do nosso padroeiro.

Que sejam abençoados os dias deste novo ano e que nossos governantes o façam com alegria. Amém.

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19/01/2019 22:49 - Atualizado em 19/01/2019 22:50

Concluímos neste sábado, dia 19 de janeiro, a trezena de São Sebastião. Com a homenagem no monumento ao Estácio de Sá no aterro do flamengo, a entrega do prêmio São Sebastião para Cultura e o auto de São Sebastião concluímos esse momento ímpar de início de ano em nossa cidade.

Foram mais de dois mil quilômetros percorridos e visitas a tantas situações diversificadas de nossa arquidiocese. A todos levando a mensagem de um grande homem de Deus, testemunha de Cristo Ressuscitado, que nos impulsiona a nunca desanimar com flechadas da vida.

São Sebastião foi soldado do império romano no final do séc. III e sofreu o martírio em Roma, em virtude da sua fidelidade a Cristo e à Igreja. Em 1565, ele foi escolhido pelo fundador como padroeiro de nossa cidade, para cujos fiéis é modelo de fé, coragem, constância e disponibilidade. São Sebastião foi um grande missionário do seu tempo, levando o nome de Jesus a todos, fortalecendo os que estavam cansados e abatidos pela perseguição religiosa daquela época.

São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem e o bem de todo o Império. Evangelizou, testemunhou, mas, dessa vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.

Terminadas as festas de Natal e final de ano, o Rio de Janeiro começa o ano com o seu padroeiro. Chamamos de trezena os treze dias de preparações e orações.  Existem outros momentos de trezenas, como também muitas novenas, tríduos e tantas formas de vivermos o tempo de espera. A expectativa da celebração do dia 20 de janeiro na nossa “cidade maravilhosa” nos ajuda a ver nossa missão em servi-la, e, com o exemplo do nosso padroeiro, seguir a Cristo dando testemunho de nossa fé cristã.

Iniciamos na segunda-feira, dia 7 de janeiro, a trezena de São Sebastião. O tema que nos acompanhou neste ano foi vocacional: São Sebastião, vocacional pelo amor. Isso porque, desde a festa da unidade vivemos o ano vocacional sacerdotal. A experiência de iniciar o novo ano com a caminhada com o nosso padroeiro pelas ruas e avenidas da cidade, a cada ano nos proporciona oportunidades novas ao ver os desafios de levar a nossa grande cidade a ser um lugar de paz e fraternidade. Vemos sempre belos sinais e exemplos, e pedimos a Deus que sejam multiplicados. Cada ano visitamos alguns locais novos e diferentes que alternam com os antigos e constantes.

A trezena, embora não faça parte da liturgia oficial da Igreja, prepara-nos para a liturgia e para a vida de unidade eclesial. Caminhamos juntos na mesma fé, e ao pedirmos a intercessão de São Sebastião devemos querer imitar as virtudes de sua vida no seguimento ao Evangelho de Jesus Cristo. A passagem da peregrinação pelas ruas dessa grande cidade suscita também reações, em geral de piedade, levando pessoas a voltarem a participar de sua comunidade, procurando vivenciar suas tradições católicas.

A trezena é um tempo de missão popular, além das visitas que fazemos. É também um momento oportuno para nos colocar em sintonia com a nossa família espiritual, a Igreja. Com ela nos unimos aos nossos irmãos, aumentando o nosso sentimento de comunidade, de povo de Deus orante. A nossa comunhão com todos os que anseiam por tempos melhores respeitando a liberdade de opção e de pensamento, sem pressões contrárias e confiando no progresso da paz e da fraternidade. A vivência cristã nos leva a construir, com a graça de Deus, um mundo mais justo e humano diante de uma sociedade que perde os valores da própria vida humana.

Acolher o exemplo de São Sebastião, vivendo como cristão autêntico, é também saber acolher o outro, ser solidário com o outro e, em especial neste ano da misericórdia. Devemos a exemplo de São Sebastião saber amar e ser misericordioso um para com o outro.

Com atitude materna a Igreja deve estender a misericórdia a muitas categorias. O Papa Francisco convida a Igreja a dirigir o seu olhar solícito especialmente àqueles que estão nas periferias existenciais. “podemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática. Quantas situações de precariedade e sofrimentos presentes no mundo atual! Quantas feridas gravadas na carne de muitos que já não tem voz, porque o seu grito foi esmorecendo e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos” (Papa Francisco – Misericordiae Vultus. n. 15).

Preparemos as nossas almas para a exigência da confiança, da humildade e da perseverança, três qualidades importantes na oração cristã. E que a imagem de São Sebastião, peregrinando pela cidade do Rio de Janeiro, seja penhor de graças para todo o nosso amado povo!

Agora chegamos ao momento marcante: a festa do padroeiro da arquidiocese, cidade e estado do Rio de Janeiro. O principal evento é a procissão que sai, neste domingo dia 20, às 16 horas da Igreja Santuário Basílica de São Sebastião dos frades capuchinhos na Tijuca para chegar à nossa Catedral onde haverá solene missa do padroeiro em nossa igreja mãe. Nessa ocasião irei assinar a carta pastoral para este ano vocacional arquidiocesano com reflexões e orientações práticas sobre este ano. Peço a todos que nos unam em torno do mesmo Senhor e façamos nossa parte nessa questão vocacional. Aproveito aqui para convidar a todos para que vivamos com fervor e devoção a festa do nosso padroeiro.

Que sejam abençoados os dias deste novo ano e que nossos governantes o façam com alegria. Amém.

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro