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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/03/2019

22 de Março de 2019

É natal

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É natal

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25/12/2018 00:00

É natal 0

25/12/2018 00:00

Ao celebrar o mistério do natal de Jesus Cristo, devemos nos preparar para que seja realmente o Senhor o centro da celebração natalina. Eis o grande mistério da encarnação, este é o sublime mistério de amor.  Deus vem ao nosso encontro, e nasce na manjedoura de Belém, na simplicidade de um recém-nascido o Senhor mostra sua grandeza de amor por todas as suas criaturas. É o mistério sublime de sua encarnação.

O Natal de Jesus, todos os anos, oferece-nos a possibilidade de recuperar o autêntico sentido da nossa vida, como uma espiral, assim nossos atos litúrgicos, embora passem pelos mesmos tempos, no entanto, são outros patamares. Com o seu nascimento Deus se faz pequeno, entra como homem em nossa existência humana e mostra que não quer estar acima de nós, mas estar conosco, dentro de nós, e da nossa história.

A partir desse mistério, graças a Ele podemos reconstruir nossa vida e nossa história, e cultivar os mais belos sonhos, porque Seu nascimento se torna o nosso nascimento, e Sua divindade abre um novo horizonte para nossa humanidade.

Por isso, é importante pensar, acreditar e acima de tudo viver o Natal como a grande celebração da vida, isto é o Nascimento de Jesus Cristo! Podemos dizer que é a memória contínua de um Deus que se tornou homem, que desde então colocou seu nome entre os nossos nomes, e assinou para sempre, com sua assinatura irrevogável, sua companhia conosco, Ele é o Deus conosco o divino Emanuel.

A grande notícia ou a mais bela das notícias é esta: Deus veio ao nosso encontro, Ele, pelo Mistério da Encarnação se fez Homem, assumiu a natureza humana menos no pecado, e passou a viver constantemente entre nós, dentro de nós, Ele é o nosso amigo fiel companheiro de caminhada. 

Quantas vezes perdemos de vista esta dimensão do Natal... e nos apegamos as fantasias e abstrações ilusórias do tempo, da cultura do consumismo, e outras formas de sensacionalismo, mas, como cristãos precisamos anunciar esta alegria, a boa notícia aos homens e mulheres de nosso tempo.

Muitas vezes a Boa Nova do Natal também se perde, por isso precisamos recuperar esta notícia através da pequenez grandiosa de toda criança que nasce.  Isso tem uma enorme força simbólica, que pouco valorizamos, mais fala profundamente sobre o significado do Natal de Jesus. Neste menino que nasce não podemos esquecer   que é Deus mesmo que nasce, e se torna humano, para que nós também possamos ser verdadeiramente humanos, a sua semelhança, viver a sua imagem no coração do mundo, na diversidade das culturas. Apesar das muitas desumanidades que acompanham a existência, e que às vezes fazem pensar que é impossível se tornar humano, o Natal vem reafirmar que é possível uma mudança.

E quando nos tornamos humanos de verdade, consequentemente nos tornamos cristãos e passamos a compreender o Mistério do Natal do Senhor, sua encarnação na História humana.

É graças ao rosto do Menino Jesus que olhamos com carinho no rosto de cada criança que vem ao mundo É possível sorrir com confiança, apesar das sombras, e dos conflitos que mancham a dignidade humana, fere os inocentes, com a desumanidade e as injustiças. Com tudo isso, ainda assim é extraordinário o sentimento de ternura quando olhamos para um bebê recém-nascido quando contemplamos a beleza do natal.

“Todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus", este é o versículo do salmo da alegria, que ouvimos na véspera de Natal, para nos lembrar que o nascimento do Salvador é também uma questão de vislumbres e horizontes que se abrem e nos trazem alegria de ser e de viver a Vida.

O profeta Isaías escreveu estas palavras manifestando sua confiança e segurança nos desígnios de Deus que sempre se compadece pelo seu povo, sua voz profética alcança Jerusalém. É o alvorecer de um tempo novo, de libertação e realização do homem como criatura de Deus. 

O Evangelho inaugura um olhar para além das nuvens, que sabe como furar a escuridão do mundo, à luz da vontade de Deus: que o Natal de Jesus manifesta a certeza de que "o Verbo se fez carne" e que Ele colocou sua tenda entre nós. No Natal precisamos olhar a vida, o mundo, as pessoas, as criaturas todas, de outra maneira, aprender a enxergar à maneira de Deus.  Elevar os nossos olhos e manifestar a nossa paixão pela humanidade pelos pequenos, pelos humildes, pelos que estão à margem, pois eles são os prediletos de Deus, todos pertencem a Deus, pois Ele também se tornou homem assumindo a fragilidade, a dor e o sofrimento dos homens.

Que o Senhor Jesus toque os nossos olhos, para que possamos olhar também aquilo que não é visto. Que nossos olhos possam contemplar não só o presente, mas o futuro, e que possamos enxergar com olhos do coração, com os quais podemos ver a Deus.

É verdade que a vida às vezes parece difícil quando nos deparamos com as adversidades e os acontecimentos do cotidiano.  É precisamente o Natal de Jesus Cristo que reconstrói a civilização do amor confirmando a esperança e superando medo dúvidas e insegurança.

É Natal, Deus se faz criança e nasce para permanecer entre nós, por meio de seu filho Jesus Cristo! Ninguém é excluído deste anúncio; nada e ninguém nos pode fazer esquecer desta boa notícia. Na certeza de que Deus que nos criou para a vida, luz e alegria. Ele por meio de sua Encarnação na história quer nos comunicar palavra de esperança e paz, e acima de tudo devolver-nos o sentido pleno da vida. Encorajemo-nos mutuamente a sermos mais unidos e fraternos em nossas comunidades eclesiais, aprendamos a valorizar-nos mais e a encarar com bravura os momentos difíceis, de crise e sombras, sempre à luz da fé em Jesus Cristo, o menino de Belém, o Deus vivo entre nós, o Emanuel esperando por todos os povos línguas e nações.

A todos um natal de esperança e paz, um tempo de alegria e renovação da fé, da vida sempre na perspectiva do Emanuel, o Deus conosco. Amém.

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É natal

25/12/2018 00:00

Ao celebrar o mistério do natal de Jesus Cristo, devemos nos preparar para que seja realmente o Senhor o centro da celebração natalina. Eis o grande mistério da encarnação, este é o sublime mistério de amor.  Deus vem ao nosso encontro, e nasce na manjedoura de Belém, na simplicidade de um recém-nascido o Senhor mostra sua grandeza de amor por todas as suas criaturas. É o mistério sublime de sua encarnação.

O Natal de Jesus, todos os anos, oferece-nos a possibilidade de recuperar o autêntico sentido da nossa vida, como uma espiral, assim nossos atos litúrgicos, embora passem pelos mesmos tempos, no entanto, são outros patamares. Com o seu nascimento Deus se faz pequeno, entra como homem em nossa existência humana e mostra que não quer estar acima de nós, mas estar conosco, dentro de nós, e da nossa história.

A partir desse mistério, graças a Ele podemos reconstruir nossa vida e nossa história, e cultivar os mais belos sonhos, porque Seu nascimento se torna o nosso nascimento, e Sua divindade abre um novo horizonte para nossa humanidade.

Por isso, é importante pensar, acreditar e acima de tudo viver o Natal como a grande celebração da vida, isto é o Nascimento de Jesus Cristo! Podemos dizer que é a memória contínua de um Deus que se tornou homem, que desde então colocou seu nome entre os nossos nomes, e assinou para sempre, com sua assinatura irrevogável, sua companhia conosco, Ele é o Deus conosco o divino Emanuel.

A grande notícia ou a mais bela das notícias é esta: Deus veio ao nosso encontro, Ele, pelo Mistério da Encarnação se fez Homem, assumiu a natureza humana menos no pecado, e passou a viver constantemente entre nós, dentro de nós, Ele é o nosso amigo fiel companheiro de caminhada. 

Quantas vezes perdemos de vista esta dimensão do Natal... e nos apegamos as fantasias e abstrações ilusórias do tempo, da cultura do consumismo, e outras formas de sensacionalismo, mas, como cristãos precisamos anunciar esta alegria, a boa notícia aos homens e mulheres de nosso tempo.

Muitas vezes a Boa Nova do Natal também se perde, por isso precisamos recuperar esta notícia através da pequenez grandiosa de toda criança que nasce.  Isso tem uma enorme força simbólica, que pouco valorizamos, mais fala profundamente sobre o significado do Natal de Jesus. Neste menino que nasce não podemos esquecer   que é Deus mesmo que nasce, e se torna humano, para que nós também possamos ser verdadeiramente humanos, a sua semelhança, viver a sua imagem no coração do mundo, na diversidade das culturas. Apesar das muitas desumanidades que acompanham a existência, e que às vezes fazem pensar que é impossível se tornar humano, o Natal vem reafirmar que é possível uma mudança.

E quando nos tornamos humanos de verdade, consequentemente nos tornamos cristãos e passamos a compreender o Mistério do Natal do Senhor, sua encarnação na História humana.

É graças ao rosto do Menino Jesus que olhamos com carinho no rosto de cada criança que vem ao mundo É possível sorrir com confiança, apesar das sombras, e dos conflitos que mancham a dignidade humana, fere os inocentes, com a desumanidade e as injustiças. Com tudo isso, ainda assim é extraordinário o sentimento de ternura quando olhamos para um bebê recém-nascido quando contemplamos a beleza do natal.

“Todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus", este é o versículo do salmo da alegria, que ouvimos na véspera de Natal, para nos lembrar que o nascimento do Salvador é também uma questão de vislumbres e horizontes que se abrem e nos trazem alegria de ser e de viver a Vida.

O profeta Isaías escreveu estas palavras manifestando sua confiança e segurança nos desígnios de Deus que sempre se compadece pelo seu povo, sua voz profética alcança Jerusalém. É o alvorecer de um tempo novo, de libertação e realização do homem como criatura de Deus. 

O Evangelho inaugura um olhar para além das nuvens, que sabe como furar a escuridão do mundo, à luz da vontade de Deus: que o Natal de Jesus manifesta a certeza de que "o Verbo se fez carne" e que Ele colocou sua tenda entre nós. No Natal precisamos olhar a vida, o mundo, as pessoas, as criaturas todas, de outra maneira, aprender a enxergar à maneira de Deus.  Elevar os nossos olhos e manifestar a nossa paixão pela humanidade pelos pequenos, pelos humildes, pelos que estão à margem, pois eles são os prediletos de Deus, todos pertencem a Deus, pois Ele também se tornou homem assumindo a fragilidade, a dor e o sofrimento dos homens.

Que o Senhor Jesus toque os nossos olhos, para que possamos olhar também aquilo que não é visto. Que nossos olhos possam contemplar não só o presente, mas o futuro, e que possamos enxergar com olhos do coração, com os quais podemos ver a Deus.

É verdade que a vida às vezes parece difícil quando nos deparamos com as adversidades e os acontecimentos do cotidiano.  É precisamente o Natal de Jesus Cristo que reconstrói a civilização do amor confirmando a esperança e superando medo dúvidas e insegurança.

É Natal, Deus se faz criança e nasce para permanecer entre nós, por meio de seu filho Jesus Cristo! Ninguém é excluído deste anúncio; nada e ninguém nos pode fazer esquecer desta boa notícia. Na certeza de que Deus que nos criou para a vida, luz e alegria. Ele por meio de sua Encarnação na história quer nos comunicar palavra de esperança e paz, e acima de tudo devolver-nos o sentido pleno da vida. Encorajemo-nos mutuamente a sermos mais unidos e fraternos em nossas comunidades eclesiais, aprendamos a valorizar-nos mais e a encarar com bravura os momentos difíceis, de crise e sombras, sempre à luz da fé em Jesus Cristo, o menino de Belém, o Deus vivo entre nós, o Emanuel esperando por todos os povos línguas e nações.

A todos um natal de esperança e paz, um tempo de alegria e renovação da fé, da vida sempre na perspectiva do Emanuel, o Deus conosco. Amém.

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro