Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/07/2019

23 de Julho de 2019

Evangelizar partindo de Cristo

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23 de Julho de 2019

Evangelizar partindo de Cristo

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13/12/2018 09:11 - Atualizado em 13/12/2018 09:11

Evangelizar partindo de Cristo 0

13/12/2018 09:11 - Atualizado em 13/12/2018 09:11

Todos os anos a Igreja no Brasil nos convida ao testemunho da caridade evangélica através da nossa ação em favor da evangelização. É a Campanha para a Evangelização, que transcorre neste tempo do Advento em que celebramos toda a expectativa de viver o mistério da encarnação. Na Quaresma temos a Campanha da Fraternidade que é para os trabalhos e projetos sociais, diferente desta do advento voltada para missão evangelizadora da Igreja.

Esta Campanha para Evangelização foi aprovada pelos bispos em 1997, por ocasião da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. No ano seguinte ela foi implantada como um gesto concreto das comunidades eclesiais como expressão de caridade e solidariedade fraterna das Igrejas. Nos últimos anos o tema tem sido a urgência da evangelização: Evangeli-já. Neste ano ela nos propõe como lema para nossa reflexão: “Evangelizar partindo de Cristo”.

Esta Campanha é uma ação do povo de Deus e tem como objetivo incentivar uma vivência mais concreta do tempo litúrgico do Advento, empenhar ainda mais nossa vida na missão evangelizadora e motivar a todos para uma Coleta Nacional para a evangelização (que ocorre no terceiro domingo do Advento – Gaudete) que ofereça recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho evangelizador da Igreja no Brasil.  Esta iniciativa possibilita ao povo de Deus contribuir com a própria Diocese, Regional da CNBB e para a própria Conferência Episcopal e com os projetos evangelizadores que chegam até a comissão.

A Coleta para a Evangelização é um gesto solidário e fraterno, ela desperta um sentimento de amor e solidariedade no coração dos discípulos e missionários para a prática da evangelização. Assim os que dela participa, contribui com a responsabilidade da Igreja de assistir as atividades pastorais nas Dioceses. Este um belo gesto concreto do advento neste tempo de expectativa e esperança.

Esta Campanha é um ato de amor ao próximo, nasce da fé em Jesus Cristo, à luz do evangelho das bem-aventuranças, que também favorece a vivência do tempo do Advento. Estes recursos são utilizados para a sustentação do trabalho missionário da Igreja. Esta Campanha para a Evangelização acontece em comunhão com a Exortação Apostólica do Papa Francisco: Gaudete et Exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo atual, com o lema “Evangelizar partindo de Cristo”.

Este ano com a coleta, a Mãe Igreja pretende implementar e aprimorar as inúmeras iniciativas no serviço da evangelização, pela dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes, um caminho de fraternidade testemunho e comunhão.

Somos chamados a manifestar nosso amor solidário e fraterno aos irmãos e irmãs. É verdade que a manifestação histórica do amor de Deus não termina no testemunho dos fiéis batizados individuais, mas encontra a sua forma mais completa e eficaz na comunidade cristã dentro do qual o fiel vive em fidelidade ao Evangelho das bem-aventuranças.

Não é por acaso que o caminho da Igreja no Brasil nos últimos anos tem demonstrado um convite contínuo aos fiéis a fim de projetar sua ação pastoral a luz do evangelho da caridade, o objetivo é apontar caminhos de esperança e solidariedade para que as comunidades possam “anunciar”, “celebrar” e “testemunhar a Evangelho da caridade”. O testemunho concreto que articula a ação pastoral, junto aos negligenciados ou marginalizados no contexto da vida comunitária é precisamente o “testemunho de caridade”.

Por conseguinte, é necessário perguntar-se antes de tudo sobre a natureza e a identidade da caridade cristã, bem como sobre as consequências para a natureza e a missão das comunidades eclesiais. Vamos concretamente dar uma resposta a estas necessidades.

Fica claro que o ponto de partida de todo discurso sobre a caridade é Jesus, o Crucificado-ressuscitado. Jesus permanece como o “lugar teológico” por excelência, no qual a Igreja aprende a saber o que é “caridade” (ágape). De fato, o termo “caridade / ágape” se oferece como um termo sintético para descrever e anunciar a totalidade da ação de Cristo.

Jesus Cristo é a descrição mais completa, a insuperável Palavra do amor de Deus, e toda a sua vida é marcada pelo amor, pelo “maior” amor. Ele é a parábola do amor de Deus, ele é quem narra o amor de Deus pelos homens.

Esta “nova evangelização”, dirigida não só aos indivíduos, mas também para populações inteiras em suas situações diversas, ambientes e culturas, destina-se à formação de “comunidades eclesiais maduras”, em que a fé pode irradiar e cumprir o original básico significado da adesão à pessoa de Jesus Cristo e do seu Evangelho, do encontro sacramental com ele e da vida vivida na caridade e no serviço.

A Missão evangelizadora é uma exigência batismal, com esta campanha, a Igreja convida todos os fiéis a participarem na sua obra redentora e evangelizadora. A Campanha Missionária para a Evangelização significa a abertura de um caminho de esperança e caridade para despertar a solidariedade de todos os fiéis católicos na promoção e defesa da vida, especialmente das vidas ameaçadas pela crueldade da violência e exclusão que fere e mata a vida humana. 

Neste sentido a coleta da evangelização será, a colheita dos frutos amadurecidos no Advento a serem colocados em comum e a serviço da Evangelização na Igreja no Brasil.  É com esse espírito de solidariedade e fraternidade que a Igreja segue testemunhando a sua missão evangelizadora, por isso os recursos arrecadados por essa campanha são repartidos desta forma:  35% para a evangelização da CNBB nacional e projetos que chegam de várias partes do Brasil; 20% para a evangelização da CNBB regional; 45% para a evangelização na própria diocese.

Faço um apelo veemente a todos os párocos e vigários paroquiais que nas missas deste final de semana relembrem ao povo santo de Deus da importância desta coleta e da generosidade em favor dos projetos da ação evangelizadora na Igreja no Brasil, no Regional Leste 1 (que engloba todas as Arquidioceses, Dioceses e Administração Pessoal do Estado do Rio de Janeiro) e em nossa Arquidiocese.

Que o Senhor nos ajude a vivermos uma boa Campanha para Evangelização com as bênçãos de Deus e a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Companheira fiel na caminhada de fé Esperança e caridade.


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Evangelizar partindo de Cristo

13/12/2018 09:11 - Atualizado em 13/12/2018 09:11

Todos os anos a Igreja no Brasil nos convida ao testemunho da caridade evangélica através da nossa ação em favor da evangelização. É a Campanha para a Evangelização, que transcorre neste tempo do Advento em que celebramos toda a expectativa de viver o mistério da encarnação. Na Quaresma temos a Campanha da Fraternidade que é para os trabalhos e projetos sociais, diferente desta do advento voltada para missão evangelizadora da Igreja.

Esta Campanha para Evangelização foi aprovada pelos bispos em 1997, por ocasião da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. No ano seguinte ela foi implantada como um gesto concreto das comunidades eclesiais como expressão de caridade e solidariedade fraterna das Igrejas. Nos últimos anos o tema tem sido a urgência da evangelização: Evangeli-já. Neste ano ela nos propõe como lema para nossa reflexão: “Evangelizar partindo de Cristo”.

Esta Campanha é uma ação do povo de Deus e tem como objetivo incentivar uma vivência mais concreta do tempo litúrgico do Advento, empenhar ainda mais nossa vida na missão evangelizadora e motivar a todos para uma Coleta Nacional para a evangelização (que ocorre no terceiro domingo do Advento – Gaudete) que ofereça recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho evangelizador da Igreja no Brasil.  Esta iniciativa possibilita ao povo de Deus contribuir com a própria Diocese, Regional da CNBB e para a própria Conferência Episcopal e com os projetos evangelizadores que chegam até a comissão.

A Coleta para a Evangelização é um gesto solidário e fraterno, ela desperta um sentimento de amor e solidariedade no coração dos discípulos e missionários para a prática da evangelização. Assim os que dela participa, contribui com a responsabilidade da Igreja de assistir as atividades pastorais nas Dioceses. Este um belo gesto concreto do advento neste tempo de expectativa e esperança.

Esta Campanha é um ato de amor ao próximo, nasce da fé em Jesus Cristo, à luz do evangelho das bem-aventuranças, que também favorece a vivência do tempo do Advento. Estes recursos são utilizados para a sustentação do trabalho missionário da Igreja. Esta Campanha para a Evangelização acontece em comunhão com a Exortação Apostólica do Papa Francisco: Gaudete et Exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo atual, com o lema “Evangelizar partindo de Cristo”.

Este ano com a coleta, a Mãe Igreja pretende implementar e aprimorar as inúmeras iniciativas no serviço da evangelização, pela dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes, um caminho de fraternidade testemunho e comunhão.

Somos chamados a manifestar nosso amor solidário e fraterno aos irmãos e irmãs. É verdade que a manifestação histórica do amor de Deus não termina no testemunho dos fiéis batizados individuais, mas encontra a sua forma mais completa e eficaz na comunidade cristã dentro do qual o fiel vive em fidelidade ao Evangelho das bem-aventuranças.

Não é por acaso que o caminho da Igreja no Brasil nos últimos anos tem demonstrado um convite contínuo aos fiéis a fim de projetar sua ação pastoral a luz do evangelho da caridade, o objetivo é apontar caminhos de esperança e solidariedade para que as comunidades possam “anunciar”, “celebrar” e “testemunhar a Evangelho da caridade”. O testemunho concreto que articula a ação pastoral, junto aos negligenciados ou marginalizados no contexto da vida comunitária é precisamente o “testemunho de caridade”.

Por conseguinte, é necessário perguntar-se antes de tudo sobre a natureza e a identidade da caridade cristã, bem como sobre as consequências para a natureza e a missão das comunidades eclesiais. Vamos concretamente dar uma resposta a estas necessidades.

Fica claro que o ponto de partida de todo discurso sobre a caridade é Jesus, o Crucificado-ressuscitado. Jesus permanece como o “lugar teológico” por excelência, no qual a Igreja aprende a saber o que é “caridade” (ágape). De fato, o termo “caridade / ágape” se oferece como um termo sintético para descrever e anunciar a totalidade da ação de Cristo.

Jesus Cristo é a descrição mais completa, a insuperável Palavra do amor de Deus, e toda a sua vida é marcada pelo amor, pelo “maior” amor. Ele é a parábola do amor de Deus, ele é quem narra o amor de Deus pelos homens.

Esta “nova evangelização”, dirigida não só aos indivíduos, mas também para populações inteiras em suas situações diversas, ambientes e culturas, destina-se à formação de “comunidades eclesiais maduras”, em que a fé pode irradiar e cumprir o original básico significado da adesão à pessoa de Jesus Cristo e do seu Evangelho, do encontro sacramental com ele e da vida vivida na caridade e no serviço.

A Missão evangelizadora é uma exigência batismal, com esta campanha, a Igreja convida todos os fiéis a participarem na sua obra redentora e evangelizadora. A Campanha Missionária para a Evangelização significa a abertura de um caminho de esperança e caridade para despertar a solidariedade de todos os fiéis católicos na promoção e defesa da vida, especialmente das vidas ameaçadas pela crueldade da violência e exclusão que fere e mata a vida humana. 

Neste sentido a coleta da evangelização será, a colheita dos frutos amadurecidos no Advento a serem colocados em comum e a serviço da Evangelização na Igreja no Brasil.  É com esse espírito de solidariedade e fraternidade que a Igreja segue testemunhando a sua missão evangelizadora, por isso os recursos arrecadados por essa campanha são repartidos desta forma:  35% para a evangelização da CNBB nacional e projetos que chegam de várias partes do Brasil; 20% para a evangelização da CNBB regional; 45% para a evangelização na própria diocese.

Faço um apelo veemente a todos os párocos e vigários paroquiais que nas missas deste final de semana relembrem ao povo santo de Deus da importância desta coleta e da generosidade em favor dos projetos da ação evangelizadora na Igreja no Brasil, no Regional Leste 1 (que engloba todas as Arquidioceses, Dioceses e Administração Pessoal do Estado do Rio de Janeiro) e em nossa Arquidiocese.

Que o Senhor nos ajude a vivermos uma boa Campanha para Evangelização com as bênçãos de Deus e a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Companheira fiel na caminhada de fé Esperança e caridade.


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro