Arquidiocese do Rio de Janeiro

33º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/03/2019

19 de Março de 2019

Maravilhas fez conosco o Senhor!

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08/12/2018 00:00 - Atualizado em 09/12/2018 14:06

Maravilhas fez conosco o Senhor! 0

08/12/2018 00:00 - Atualizado em 09/12/2018 14:06

Com o advento iniciamos em nossa arquidiocese o ano vocacional: “A alegria de servir no sacerdócio ministerial” com o lema “Eis-me aqui, Senhor” (Is 6,8). É a continuidade de nosso Plano de Pastoral aprofundando os anos temáticos. Já tivemos o ano da vocação à vida religiosa (quando publicamos uma carta pastoral) e findamos no domingo de Cristo Rei o ano do laicato (que também ganhou uma carta pastoral). Agora nossos olhos se voltam para incrementar ainda mais a vida de intercessão pelas vocações ao sacerdócio ministerial em nossa arquidiocese, com abertura missionária.

São muitas vocações que brotam em nossas paróquias em todos os vicariatos desta grande cidade. São grandes dons que o Senhor nos concede como milagres contemporâneos: jovens que se habilitam a entregar suas vidas pelo Reino dedicando-se inteiramente ao Senhor e ao Seu povo.

Neste dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora estamos tendo a oportunidade de agradecer a Deus por 11 novos sacerdotes que estão sendo ordenados em nossa Catedral Metropolitana. São da turma do GVA (Grupo vocacional arquidiocesano) que prepara o ingresso ao propedêutico do ano sacerdotal. Agora estão sendo ordenados no ano vocacional arquidiocesano. Um deles tive a oportunidade de crismar aqui no Rio de Janeiro. Agora, junto com os demais, irei impor as mãos para sua ordenação presbiteral. Ao todo, só aqui nesta arquidiocese, tenho a graça de ordenar até hoje perto de 110 novos sacerdotes. Apesar disso são insuficientes para a grande cidade. Além disso somos abertos às missões tanto dentro como fora do Brasil, como também, procuramos ser uma arquidiocese em missão permanente.

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro se rejubila pela ordenação sacerdotal dos diáconos Celso Lima Junior, Jacson Vieira dos Santos Maia, Jadilson Ferreira da Silva, Jones Campos dos Santos, José Alixandre da Silva, Marcelo Queiroz Ramos Cruz, Pedro Israel Gonçalves Thinnes, Renato Lima da Silva, Roberto de Castro Martins, Rodrigo Silva Carneiro e Walace Evangelista do Prado. A turma de ordinandos escolheu como tema: “O Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1,49), fazendo eco à festa mariana que vivemos neste 8 de dezembro.

 A vida sacerdotal não é uma simples escolha arbitrária, mas antes disso é uma vocação! A palavra Igreja vem da palavra “ekklesia”, que é comumente traduzida por assembleia. Mas a abrangência dessa palavra vai muito além daquilo que hoje entendemos por assembleia. Muito mais do que uma simples reunião de pessoas, “ekklesia” pode perfeitamente ser traduzida por “reunião de pessoas convocadas”, “assembleia convocada”, “comunhão daqueles que foram chamados”. Isso exprime bem a natureza da Igreja! Mas quem é que faz o chamado? Deus, é claro. É Ele quem nos chama, como atesta o apóstolo: “chamados por Jesus Cristo” (Rm 1,6), “Fiel é Deus, que vos chamou à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo Senhor nosso” (1Cor 1,9), “a paz de Cristo, à qual fostes chamados a fim de formar um corpo” (Cl 3,15).

Podemos então dizer que a Igreja é formada por pessoas vocacionadas – vocação significa chamado, e uma vez que todos são chamados, todos são vocacionados. Assim, todos os fiéis têm um chamado para realizar a sua vida cristã conforme a missão que Deus lhe confere.

A cada ano, no mês de agosto, por iniciativa da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – celebramos o mês das vocações. A cada domingo lembramos e oramos de maneira especial por um dos tipos de vocação com as quais Deus embeleza e dá forma à Igreja para que ela possa cumprir a sua missão. No primeiro domingo de agosto, celebramos o Dia do Padre e da vocação sacerdotal. A vocação daqueles que são chamados a servir o povo de Deus como seus pastores, guiando-os no ensinamento da Palavra de Deus e nos sacramentos. Mas as orações pelas vocações não podem ser somente no mês de agosto. Todos os dias, meses e anos são tempos favoráveis para pedirmos vocações santas em favor da Igreja de Deus. Nós aderimos a campanha que ocorre no sul do Brasil de rezar uma dezena do rosário pelas vocações pedindo ao Senhor da Messe que envie operários e pedindo que de cada comunidade surja uma nova vocação. Além da OVS e pastoral vocacional que já rezam e apoiam as vocações, temos todo o povo de Deus que também assim o faz.

No ano de 2010, em uma carta dirigida aos seminaristas, o Papa Bento XVI assim explicava o sentido do sacerdócio: “Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir”.

A vocação sacerdotal é um chamado que Deus faz a alguns homens para dedicarem inteiramente sua vida a Ele, servindo-O em seu povo.
Dentre tantas imagens que expressam a sentido da vocação sacerdotal, uma muito expressiva é a de Jesus Bom Pastor.

Jesus disse aos seus discípulos: “Eu sou o Bom Pastor” (Jo 10, 11). Ele é “o grande Pastor das ovelhas” (Hb 13,20) e chamou seus apóstolos e seus sucessores e colaboradores, a servi-lo nessa missão cuidar das ovelhas (cf. Jo 21, 15-17; 1 Ped 5, 2).

Os sacerdotes existem para servir o povo de Deus, para levá-los a uma vida de entrega a Deus, para consolar os tristes, animar os desanimados, para fazer com que os fiéis sintam o grande amor que Deus tem por eles, e incentivá-los a responder a este amor assumindo a missão que Deus tem para cada um.

Todos os fiéis são chamados a voltar seus olhos para os seus pastores, sendo seus colaboradores, companheiros de missão! Sendo um ombro amigo, sendo comunidade que acolhe, que apoia e incentiva. Igualmente, é dever de todos animar os jovens que estão na caminhada vocacional – Deus continua chamando! – para abraçarem a vida sacerdotal.

Se todos os fiéis são convidados a rezarem pelas vocações o Papa Francisco exortou que: “O sacerdote é homem de oração. Um sacerdote sem vida de oração não vai muito longe. O povo fiel tem bom olfato e percebe se seu pastor reza e se relaciona com Deus. Rezar é a primeira tarefa do bispo e do sacerdote. Dessa relação de amizade com Deus se recebe a força e a luz necessária para enfrentar todo apostolado e missão, pois aquele que foi chamado vai se identificando cada vez mais com os sentimentos do Senhor e suas palavras e ações adquirem o sabor puro do amor de Deus”.(https://pt.aleteia.org/2018/09/21/papa-francisco-padre-sem-vida-de-oracao-nao-vai-longe/, último acesso em 03 de dezembro de 2018).

O Papa Francisco pede que os sacerdotes arrisquem a sua vida pelo Senhor: “A vida sacerdotal não é um escritório burocrático ou um conjunto de práticas religiosas ou litúrgicas para atender. Ser sacerdote significa arriscar a vida pelo Senhor e pelos irmãos, carregando na própria carne as alegrias e angústias do povo, dedicando tempo e escuta para curar as feridas dos outros, oferecendo a todos a ternura do Pai”. https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-a-jovens-presbiteros-ser-sacerdote-e-arriscar-a-vida-pelo-senhor-90696, último acesso em 03 de dezembro de 2018).

Nesta solenidade da Imaculada Conceição, em que a nossa Arquidiocese ganha 11 novos presbíteros, temos, então, uma ocasião especial para rezar para que muitos jovens escutem o chamado da vocação sacerdotal, rezar por mim, vosso bispo, que no dia 7 de dezembro comemoro 44 anos de serviço ministerial, e pelos nossos padres, expressar-lhes o nosso carinho e nossa gratidão pela dedicação e pelo serviço que prestam aos fiéis, oferecendo suas vidas para que as pessoas se encontrem com Deus e vivam o amor fraterno.

Que nossos novos presbíteros sejam homens que vão ao encontro do povo de Deus, santificando-os pelo testemunho de vida e pela vivência dos sacramentos, levando a todos “as maravilhas do Senhor”.

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08/12/2018 00:00 - Atualizado em 09/12/2018 14:06

Com o advento iniciamos em nossa arquidiocese o ano vocacional: “A alegria de servir no sacerdócio ministerial” com o lema “Eis-me aqui, Senhor” (Is 6,8). É a continuidade de nosso Plano de Pastoral aprofundando os anos temáticos. Já tivemos o ano da vocação à vida religiosa (quando publicamos uma carta pastoral) e findamos no domingo de Cristo Rei o ano do laicato (que também ganhou uma carta pastoral). Agora nossos olhos se voltam para incrementar ainda mais a vida de intercessão pelas vocações ao sacerdócio ministerial em nossa arquidiocese, com abertura missionária.

São muitas vocações que brotam em nossas paróquias em todos os vicariatos desta grande cidade. São grandes dons que o Senhor nos concede como milagres contemporâneos: jovens que se habilitam a entregar suas vidas pelo Reino dedicando-se inteiramente ao Senhor e ao Seu povo.

Neste dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora estamos tendo a oportunidade de agradecer a Deus por 11 novos sacerdotes que estão sendo ordenados em nossa Catedral Metropolitana. São da turma do GVA (Grupo vocacional arquidiocesano) que prepara o ingresso ao propedêutico do ano sacerdotal. Agora estão sendo ordenados no ano vocacional arquidiocesano. Um deles tive a oportunidade de crismar aqui no Rio de Janeiro. Agora, junto com os demais, irei impor as mãos para sua ordenação presbiteral. Ao todo, só aqui nesta arquidiocese, tenho a graça de ordenar até hoje perto de 110 novos sacerdotes. Apesar disso são insuficientes para a grande cidade. Além disso somos abertos às missões tanto dentro como fora do Brasil, como também, procuramos ser uma arquidiocese em missão permanente.

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro se rejubila pela ordenação sacerdotal dos diáconos Celso Lima Junior, Jacson Vieira dos Santos Maia, Jadilson Ferreira da Silva, Jones Campos dos Santos, José Alixandre da Silva, Marcelo Queiroz Ramos Cruz, Pedro Israel Gonçalves Thinnes, Renato Lima da Silva, Roberto de Castro Martins, Rodrigo Silva Carneiro e Walace Evangelista do Prado. A turma de ordinandos escolheu como tema: “O Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1,49), fazendo eco à festa mariana que vivemos neste 8 de dezembro.

 A vida sacerdotal não é uma simples escolha arbitrária, mas antes disso é uma vocação! A palavra Igreja vem da palavra “ekklesia”, que é comumente traduzida por assembleia. Mas a abrangência dessa palavra vai muito além daquilo que hoje entendemos por assembleia. Muito mais do que uma simples reunião de pessoas, “ekklesia” pode perfeitamente ser traduzida por “reunião de pessoas convocadas”, “assembleia convocada”, “comunhão daqueles que foram chamados”. Isso exprime bem a natureza da Igreja! Mas quem é que faz o chamado? Deus, é claro. É Ele quem nos chama, como atesta o apóstolo: “chamados por Jesus Cristo” (Rm 1,6), “Fiel é Deus, que vos chamou à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo Senhor nosso” (1Cor 1,9), “a paz de Cristo, à qual fostes chamados a fim de formar um corpo” (Cl 3,15).

Podemos então dizer que a Igreja é formada por pessoas vocacionadas – vocação significa chamado, e uma vez que todos são chamados, todos são vocacionados. Assim, todos os fiéis têm um chamado para realizar a sua vida cristã conforme a missão que Deus lhe confere.

A cada ano, no mês de agosto, por iniciativa da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – celebramos o mês das vocações. A cada domingo lembramos e oramos de maneira especial por um dos tipos de vocação com as quais Deus embeleza e dá forma à Igreja para que ela possa cumprir a sua missão. No primeiro domingo de agosto, celebramos o Dia do Padre e da vocação sacerdotal. A vocação daqueles que são chamados a servir o povo de Deus como seus pastores, guiando-os no ensinamento da Palavra de Deus e nos sacramentos. Mas as orações pelas vocações não podem ser somente no mês de agosto. Todos os dias, meses e anos são tempos favoráveis para pedirmos vocações santas em favor da Igreja de Deus. Nós aderimos a campanha que ocorre no sul do Brasil de rezar uma dezena do rosário pelas vocações pedindo ao Senhor da Messe que envie operários e pedindo que de cada comunidade surja uma nova vocação. Além da OVS e pastoral vocacional que já rezam e apoiam as vocações, temos todo o povo de Deus que também assim o faz.

No ano de 2010, em uma carta dirigida aos seminaristas, o Papa Bento XVI assim explicava o sentido do sacerdócio: “Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir”.

A vocação sacerdotal é um chamado que Deus faz a alguns homens para dedicarem inteiramente sua vida a Ele, servindo-O em seu povo.
Dentre tantas imagens que expressam a sentido da vocação sacerdotal, uma muito expressiva é a de Jesus Bom Pastor.

Jesus disse aos seus discípulos: “Eu sou o Bom Pastor” (Jo 10, 11). Ele é “o grande Pastor das ovelhas” (Hb 13,20) e chamou seus apóstolos e seus sucessores e colaboradores, a servi-lo nessa missão cuidar das ovelhas (cf. Jo 21, 15-17; 1 Ped 5, 2).

Os sacerdotes existem para servir o povo de Deus, para levá-los a uma vida de entrega a Deus, para consolar os tristes, animar os desanimados, para fazer com que os fiéis sintam o grande amor que Deus tem por eles, e incentivá-los a responder a este amor assumindo a missão que Deus tem para cada um.

Todos os fiéis são chamados a voltar seus olhos para os seus pastores, sendo seus colaboradores, companheiros de missão! Sendo um ombro amigo, sendo comunidade que acolhe, que apoia e incentiva. Igualmente, é dever de todos animar os jovens que estão na caminhada vocacional – Deus continua chamando! – para abraçarem a vida sacerdotal.

Se todos os fiéis são convidados a rezarem pelas vocações o Papa Francisco exortou que: “O sacerdote é homem de oração. Um sacerdote sem vida de oração não vai muito longe. O povo fiel tem bom olfato e percebe se seu pastor reza e se relaciona com Deus. Rezar é a primeira tarefa do bispo e do sacerdote. Dessa relação de amizade com Deus se recebe a força e a luz necessária para enfrentar todo apostolado e missão, pois aquele que foi chamado vai se identificando cada vez mais com os sentimentos do Senhor e suas palavras e ações adquirem o sabor puro do amor de Deus”.(https://pt.aleteia.org/2018/09/21/papa-francisco-padre-sem-vida-de-oracao-nao-vai-longe/, último acesso em 03 de dezembro de 2018).

O Papa Francisco pede que os sacerdotes arrisquem a sua vida pelo Senhor: “A vida sacerdotal não é um escritório burocrático ou um conjunto de práticas religiosas ou litúrgicas para atender. Ser sacerdote significa arriscar a vida pelo Senhor e pelos irmãos, carregando na própria carne as alegrias e angústias do povo, dedicando tempo e escuta para curar as feridas dos outros, oferecendo a todos a ternura do Pai”. https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-a-jovens-presbiteros-ser-sacerdote-e-arriscar-a-vida-pelo-senhor-90696, último acesso em 03 de dezembro de 2018).

Nesta solenidade da Imaculada Conceição, em que a nossa Arquidiocese ganha 11 novos presbíteros, temos, então, uma ocasião especial para rezar para que muitos jovens escutem o chamado da vocação sacerdotal, rezar por mim, vosso bispo, que no dia 7 de dezembro comemoro 44 anos de serviço ministerial, e pelos nossos padres, expressar-lhes o nosso carinho e nossa gratidão pela dedicação e pelo serviço que prestam aos fiéis, oferecendo suas vidas para que as pessoas se encontrem com Deus e vivam o amor fraterno.

Que nossos novos presbíteros sejam homens que vão ao encontro do povo de Deus, santificando-os pelo testemunho de vida e pela vivência dos sacramentos, levando a todos “as maravilhas do Senhor”.

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro