Arquidiocese do Rio de Janeiro

32º 20º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2018

19 de Novembro de 2018

Para onde iremos?

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04/11/2018 01:00 - Atualizado em 06/11/2018 10:42

Para onde iremos? 0

04/11/2018 01:00 - Atualizado em 06/11/2018 10:42

Esta primeirasemana de novembro nos traz à mente uma reflexãosobre o sentido de nossas vidas: de onde vim, paraonde vou e o que estou fazendo neste mundo?

No últimodia 2, celebramos o Dia de Finados. Milhares de pessoasnoscemitérios do mundointeiro manifestaram uma verdademuitoclara e simples: se rezamos pelosmortos é porque acreditamos queeles estão vivos, senãonão teria sentidorezarporquemnão existe mais. Essa é a nossacerteza: nossofimnão é o cemitério, e sim a comunhãocomDeus.

As nossas oraçõespelosnossosirmãos e parentes falecidos são aplicáveis às pessoasque estão no estado de purificação, que chamamos Purgatório, paraque, porintercessão de nossas orações e da celebração da missa, possam o quantoantescontemplar a face do Pai!

Nós cremos na vidaeterna e queCristoque morreu, ressuscitou e está vivoentrenósnos garante que, com e comoEle, tambémnós ressuscitaremos. Embora o homemmodernonão goste muito de pensar no “sentido de suavida”, muitas vezesele se depara comesses questionamentos ao se defrontarcom os acontecimentostristesvividospornós e quenos questionam sobre os caminhosque estamos trilhando.

O mesmo ocorre neste final de semana: a Solenidade de Todos os Santos, transferida do dia 1º de novembropara o domingo, Dia do Senhor. Esta solenidade recorda-nos que o nossodestino é a santidade, quecomeça no agora de nossas vidas.

Quando o Papa São João Paulo II esteve no Brasil, ele disse que precisávamos de santos, e emseusdocumentos lembrou que a quantidade de beatificações e canonizações queria demonstrarque a santidade é o normal, o comum de todas as pessoas cristãs que, encontrando-se com Jesus Cristo, definiam suavida e comportamentocom o seguimento d´Ele.

Nos últimos anos, além dos santos e santas já canonizados que nasceram ou trabalharam em nosso país, também houve, em muitas dioceses, a abertura de processos de beatificações. Por sua vez, a Arquidiocese do Rio também tem seus candidatos, com processos em andamento: a religiosa carmelita Madre Maria José de Jesus, a menina Odetinha, o jovem Guido, e o casal Jerônimo e Zélia.

Porém, refletirsobre a morte e a santidadenãonostornaalienados. Pelocontrário, sabemos que iremos construindo a caminhadapara a casa do Paicom as atitudes e vidaque levamos a cadadia. Viver implica emdefender a vidaemtodos os seusestágios e em todas as situações. Assimcomo lutamos pelavida e contra o aborto e a eutanásia, também somos chamados a buscar transformação socialparaque os que têm fome, os quesão perseguidos, os quenão têm emprego, moradia, saúde e educação encontrem os caminhos da justiça e da inclusão. Não podemos deixar de buscarvalorizar a vidadiante dos assaltos, das mortes, da violênciaquenosrodeia a cadainstante.

Buscarviver a santidade procurando o sentido da vidaemDeusleva-nos à construção da “civilização do amor”! Que esta semananos faça refletirsobre o chamado do Senhorparatodosnós e que consigamos darpassosconcretostambém na cultura da paz!

A pergunta “paraonde iremos, Senhor”, acrescentada da explicação: “sóTu tens palavras de vidaeterna”, aindahoje deve nosmoverpara o entusiasmo renovado de nossavida cristã.


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04/11/2018 01:00 - Atualizado em 06/11/2018 10:42

Esta primeirasemana de novembro nos traz à mente uma reflexãosobre o sentido de nossas vidas: de onde vim, paraonde vou e o que estou fazendo neste mundo?

No últimodia 2, celebramos o Dia de Finados. Milhares de pessoasnoscemitérios do mundointeiro manifestaram uma verdademuitoclara e simples: se rezamos pelosmortos é porque acreditamos queeles estão vivos, senãonão teria sentidorezarporquemnão existe mais. Essa é a nossacerteza: nossofimnão é o cemitério, e sim a comunhãocomDeus.

As nossas oraçõespelosnossosirmãos e parentes falecidos são aplicáveis às pessoasque estão no estado de purificação, que chamamos Purgatório, paraque, porintercessão de nossas orações e da celebração da missa, possam o quantoantescontemplar a face do Pai!

Nós cremos na vidaeterna e queCristoque morreu, ressuscitou e está vivoentrenósnos garante que, com e comoEle, tambémnós ressuscitaremos. Embora o homemmodernonão goste muito de pensar no “sentido de suavida”, muitas vezesele se depara comesses questionamentos ao se defrontarcom os acontecimentostristesvividospornós e quenos questionam sobre os caminhosque estamos trilhando.

O mesmo ocorre neste final de semana: a Solenidade de Todos os Santos, transferida do dia 1º de novembropara o domingo, Dia do Senhor. Esta solenidade recorda-nos que o nossodestino é a santidade, quecomeça no agora de nossas vidas.

Quando o Papa São João Paulo II esteve no Brasil, ele disse que precisávamos de santos, e emseusdocumentos lembrou que a quantidade de beatificações e canonizações queria demonstrarque a santidade é o normal, o comum de todas as pessoas cristãs que, encontrando-se com Jesus Cristo, definiam suavida e comportamentocom o seguimento d´Ele.

Nos últimos anos, além dos santos e santas já canonizados que nasceram ou trabalharam em nosso país, também houve, em muitas dioceses, a abertura de processos de beatificações. Por sua vez, a Arquidiocese do Rio também tem seus candidatos, com processos em andamento: a religiosa carmelita Madre Maria José de Jesus, a menina Odetinha, o jovem Guido, e o casal Jerônimo e Zélia.

Porém, refletirsobre a morte e a santidadenãonostornaalienados. Pelocontrário, sabemos que iremos construindo a caminhadapara a casa do Paicom as atitudes e vidaque levamos a cadadia. Viver implica emdefender a vidaemtodos os seusestágios e em todas as situações. Assimcomo lutamos pelavida e contra o aborto e a eutanásia, também somos chamados a buscar transformação socialparaque os que têm fome, os quesão perseguidos, os quenão têm emprego, moradia, saúde e educação encontrem os caminhos da justiça e da inclusão. Não podemos deixar de buscarvalorizar a vidadiante dos assaltos, das mortes, da violênciaquenosrodeia a cadainstante.

Buscarviver a santidade procurando o sentido da vidaemDeusleva-nos à construção da “civilização do amor”! Que esta semananos faça refletirsobre o chamado do Senhorparatodosnós e que consigamos darpassosconcretostambém na cultura da paz!

A pergunta “paraonde iremos, Senhor”, acrescentada da explicação: “sóTu tens palavras de vidaeterna”, aindahoje deve nosmoverpara o entusiasmo renovado de nossavida cristã.


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro