Arquidiocese do Rio de Janeiro

32º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2018

19 de Novembro de 2018

Rezemos pelos falecidos

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02/11/2018 00:00

Rezemos pelos falecidos 0

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No dia de finados, a Igreja nos convida a recordar os fiéis defuntos, nossos irmãos e irmãs já falecidos.  Esta é uma celebração de vida e esperança, e, não da morte.

É uma celebração marcada pela esperança da Ressureição. A piedade para com os mortos remonta ao alvorecer da humanidade. Na era cristã, desde a época das catacumbas, a arte funerária nutria a esperança dos fiéis.

Em Roma, com simplicidade tocante, os cristãos costumavam representar a figura de Lázaro na parede do túmulo onde um parente era deposto. Quase para dizer: Quando Jesus chorou por seu amigo Lázaro e o trouxe de volta à vida, ele também fará isso por seu discípulo.

A comemoração litúrgica de todos os fiéis falecidos, por outro lado, tomou forma no século IX em um ambiente monástico e se concretizou a partir do século X, concedendo aos monges beneditinos de Cluny, a permissão de celebrar a memória dos fiéis defuntos na liturgia da Igreja. Mais tarde, o Papa Bento XV, no contexto da Primeira Guerra Mundial, veio conceder a cada sacerdote a faculdade de celebrar "três missas" neste dia, como memória dos fiéis falecidos. Este é um sinal da presença da mãe Igreja suplicando pelos falecidos, dando a permissão de celebrar três missas no dia dos fiéis defuntos, e, através de tantos agentes de pastoral, oferecendo a assistência espiritual a todos os fiéis que querem prantear os seus entes queridos com o maior e melhor presente que se pode oferecer: o santo sacrifício Eucarístico!

A esperança cristã está enraizada na Bíblia, na bondade invencível e na misericórdia de Deus. "Eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra", diz Jó no meio do seu canto angustiante. O tema é retomado com força expressiva pelo apóstolo Paulo, que coloca a morte e ressurreição de Jesus em uma sucessão não separável. Os discípulos são chamados à mesma experiência. Toda a sua existência traz os estigmas do mistério pascal, é guiada pelo Espírito do Ressuscitado. É por isso que os fiéis rezam por seus amados mortos e confiam em sua intercessão. Finalmente, eles têm a esperança de alcançá-los no céu para unir os eleitos no louvor da glória de Deus.

Nesse dia contemplamos o mistério pascal de Jesus Cristo Nosso Senhor, assim os cristãos desde sempre consideraram o mistério da morte no contexto do mistério pascal de Cristo, então o mistério da morte é revelado. Em Cristo brilha em nós a esperança da ressurreição, e se estamos tristes na certeza da morte, somos consolados pela esperança cristã da imortalidade. Aos batizados, marcados pelo sinal da fé em Jesus Cristo, a vida não é tirada, e sim transformada. O Cristão que decide por viver em comunhão com Cristo encontrará nesse amor alegria plena e definitiva da vida que jamais terá fim.

A comemoração dos fiéis defuntos, muitas vezes nos convida também a refletir sobre o mistério da morte, porque é o momento mais decisivo e solene da vida e que, portanto, exige uma preparação profunda a ser enfrentado com dignidade e serenidade. Tantas vezes fugimos do pensamento da morte, porque isso humilha e contrasta nossas ambições. Em vez disso, temos de pensar na morte, ou melhor, a viver como se fosse o último dia, para melhor preparar-nos para aceitá-lo e considerá-lo de acordo com a fé, isto é, entrar na vida eterna.

No dia da comemoração dos fiéis defuntos, a Igreja recorda todos os fiéis que partiram desta vida terrena, e passaram a habitar na eternidade, abraçando a plenitude da vida: neste dia a igreja exorta a comunidade cristã a renovar a sua fé na ressurreição e a viver esta memória na esperança de uma nova vida em Cristo, para que o luto se torne uma esperança alegre e não triste.

A morte, aparentemente, é a última palavra do homem; o muro intransponível contra o qual as esperanças do futuro da humanidade se concluem. Para o cristão, não é assim. De fato, a esperança que São Paulo apela na carta aos Romanos, (cf. RM 5.5,5), torna-se certeza no futuro, prometido e inaugurado já por Cristo, ressuscitando dos mortos.

Hoje nós confiamos ao Senhor todos os fies defuntos, aqueles que na vida partilharam conosco seus anseios, esperanças, desafios e fracasso, fazemos memória dos fieis falecidos, irmãos nossos que partilharam suas vidas e por isso são queridos por nós, lembramos com eterna gratidão.  Além dos fieis falecidos de nossa família e convivo fraterno, lembramos também aqueles cujo nome não conhecemos e que talvez não tenham ninguém para orar por eles. É uma atitude de gratidão que nos guia, mas também um espírito de fraternidade e solidariedade de irmãos e irmãs que partilha o dom da fé.

A liturgia cristã das exéquias é uma celebração do mistério pascal de Cristo, nosso Senhor. Na celebração das exéquias, a Igreja reza para que seus filhos, constituídos no batismo de Cristo morto e ressuscitado, para passar com ele da morte para vida e, devidamente limpos e sejam recebidos entre os seus santos os eleitos no céu. Em nossa vida achamos que nunca temos o suficiente: vivemos em direção a um contínuo "amanhã", do qual sempre esperamos "mais", queremos mais amor, mais felicidade, mais bem-estar. Vivemos motivados pela esperança. No entanto, a morte é a companheira de toda a nossa existência: despedidas e doenças, dores e desilusões são como sinais de advertência.

A morte continua sendo um profundo mistério para o homem. Um mistério que até mesmo os não-cristãos os cercam de respeito.  A oração pelos mortos é uma tradição antiga que remota os primórdios da Igreja.

Ser cristão significa seguir a Jesus Cristo o ressuscitado. E isso muda alguma coisa na maneira de considerar a morte, e enfrentá-la? Qual é a atitude do cristão diante da morte?  A resposta está na profundidade da nossa fé. A morte para o cristão deve ser configurada à morte de Cristo na certeza da ressureição. Se com ele morremos com ele viveremos. A vida terrena deve ser uma preparação para a Plenitude da vida em Deus, na eternidade. Estamos nela como crianças no ventre da mãe: nossa vida terrena é um período de formação, de lutas, de primeiras escolhas. Com a morte, o homem se depara com tudo o que constitui o objeto de suas mais profundas aspirações: ele se encontrará diante de Cristo e será a escolha definitiva, construída com todas as escolhas parciais desta vida.

Cristo nos aguarda de braços abertos, O homem que decide por Cristo encontrará nele, um amor incondicional e uma alegria plena e definitiva.

Podemos fazer algo pelos mortos? Eles não estão longe de nós: todos eles pertencem à comunidade dos homens e à Igreja, tanto aqueles que morreram no abraço de Deus, como todos aqueles de quem só o Senhor conheceu a sua fé.

O conceito antropológico cristão oferece seu próprio modo de considerar o fato inelutável da morte. A morte considerada em si não é algo desejável, nem um evento que possa ser abraçado com um coração calmo. O cristão pode superar o medo da morte, confiando em outras razões, como fé e esperança, que abrem um horizonte diferente da própria morte.  Aceitar a morte com fé, e a fé de "habitar com o Senhor" (cf. 2 Cor 5, 8) marca o desejo de comunhão com Cristo, e até mesmo vir a louvar o Senhor pela morte.  Esta parece ser a concepção cantada por São Francisco de Assis no famoso Cântico das Criaturas. Francisco chamou-a de irmã, é a irmã morte porque nos leva a contemplar a plenitude da vida em Jesus Cristo.  A morte então se torna, para o crente, a porta que leva à comunhão com Cristo.

Este sentimento positivo de morte é diretamente proporcional à "morte no Senhor", que leva à bem-aventurança: "Bem-aventurados os mortos no Senhor" (cf. Ap 14,13). Deste modo, a vida terrena é naturalmente ordenada à comunhão com Cristo, depois da morte, que é um valor superior à vida terrena. Superioridade que justifica o desejo místico pela morte, que abre o caminho para a vida eterna. Esta maneira de pensar sobre a morte torna-se uma participação no mistério pascal pelo batismo, e assim morrer misticamente para o pecado, e participar da ressurreição de Cristo (cf. Rm 6, 3-7). Além da "morte no Senhor", há também a possibilidade de morte fora do Senhor, que leva à segunda morte, como lembrou o Apocalipse (cf. Ap. 20, 14) e o Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis.

Em resumo, assim como o cristianismo primitivo, iluminado pela fé dos apóstolos, interpretou o retorno de Cristo como um evento cheio de esperança e alegria, assim também os cristãos de hoje devem esperar com profunda fé e alegre esperança pelo dia festivo do encontro definitivo com Deus.  Nós também somos fortemente afetados pelo mistério da morte e vivemos a vida procurando o seu significado. Eles permanecem conosco, em comunhão pela fé, unidos a Jesus Cristo que é a Ressureição e a vida eterna, na sua Plenitude.

O Senhor nos abençoe e nos guarde, Ele nos console, especialmente quando sentirmos aquela saudade do ente querido, mais a saudade é um sentimento de quem ama, por isso conservemos em nosso coração esta atitude maravilhosa, a graça do amor que faz sentir saudade, uma saudade que vai no coração daqueles que partem antes de nós, e que deixa em nós saudades como expressão de amor e fraternidade!


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No dia de finados, a Igreja nos convida a recordar os fiéis defuntos, nossos irmãos e irmãs já falecidos.  Esta é uma celebração de vida e esperança, e, não da morte.

É uma celebração marcada pela esperança da Ressureição. A piedade para com os mortos remonta ao alvorecer da humanidade. Na era cristã, desde a época das catacumbas, a arte funerária nutria a esperança dos fiéis.

Em Roma, com simplicidade tocante, os cristãos costumavam representar a figura de Lázaro na parede do túmulo onde um parente era deposto. Quase para dizer: Quando Jesus chorou por seu amigo Lázaro e o trouxe de volta à vida, ele também fará isso por seu discípulo.

A comemoração litúrgica de todos os fiéis falecidos, por outro lado, tomou forma no século IX em um ambiente monástico e se concretizou a partir do século X, concedendo aos monges beneditinos de Cluny, a permissão de celebrar a memória dos fiéis defuntos na liturgia da Igreja. Mais tarde, o Papa Bento XV, no contexto da Primeira Guerra Mundial, veio conceder a cada sacerdote a faculdade de celebrar "três missas" neste dia, como memória dos fiéis falecidos. Este é um sinal da presença da mãe Igreja suplicando pelos falecidos, dando a permissão de celebrar três missas no dia dos fiéis defuntos, e, através de tantos agentes de pastoral, oferecendo a assistência espiritual a todos os fiéis que querem prantear os seus entes queridos com o maior e melhor presente que se pode oferecer: o santo sacrifício Eucarístico!

A esperança cristã está enraizada na Bíblia, na bondade invencível e na misericórdia de Deus. "Eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra", diz Jó no meio do seu canto angustiante. O tema é retomado com força expressiva pelo apóstolo Paulo, que coloca a morte e ressurreição de Jesus em uma sucessão não separável. Os discípulos são chamados à mesma experiência. Toda a sua existência traz os estigmas do mistério pascal, é guiada pelo Espírito do Ressuscitado. É por isso que os fiéis rezam por seus amados mortos e confiam em sua intercessão. Finalmente, eles têm a esperança de alcançá-los no céu para unir os eleitos no louvor da glória de Deus.

Nesse dia contemplamos o mistério pascal de Jesus Cristo Nosso Senhor, assim os cristãos desde sempre consideraram o mistério da morte no contexto do mistério pascal de Cristo, então o mistério da morte é revelado. Em Cristo brilha em nós a esperança da ressurreição, e se estamos tristes na certeza da morte, somos consolados pela esperança cristã da imortalidade. Aos batizados, marcados pelo sinal da fé em Jesus Cristo, a vida não é tirada, e sim transformada. O Cristão que decide por viver em comunhão com Cristo encontrará nesse amor alegria plena e definitiva da vida que jamais terá fim.

A comemoração dos fiéis defuntos, muitas vezes nos convida também a refletir sobre o mistério da morte, porque é o momento mais decisivo e solene da vida e que, portanto, exige uma preparação profunda a ser enfrentado com dignidade e serenidade. Tantas vezes fugimos do pensamento da morte, porque isso humilha e contrasta nossas ambições. Em vez disso, temos de pensar na morte, ou melhor, a viver como se fosse o último dia, para melhor preparar-nos para aceitá-lo e considerá-lo de acordo com a fé, isto é, entrar na vida eterna.

No dia da comemoração dos fiéis defuntos, a Igreja recorda todos os fiéis que partiram desta vida terrena, e passaram a habitar na eternidade, abraçando a plenitude da vida: neste dia a igreja exorta a comunidade cristã a renovar a sua fé na ressurreição e a viver esta memória na esperança de uma nova vida em Cristo, para que o luto se torne uma esperança alegre e não triste.

A morte, aparentemente, é a última palavra do homem; o muro intransponível contra o qual as esperanças do futuro da humanidade se concluem. Para o cristão, não é assim. De fato, a esperança que São Paulo apela na carta aos Romanos, (cf. RM 5.5,5), torna-se certeza no futuro, prometido e inaugurado já por Cristo, ressuscitando dos mortos.

Hoje nós confiamos ao Senhor todos os fies defuntos, aqueles que na vida partilharam conosco seus anseios, esperanças, desafios e fracasso, fazemos memória dos fieis falecidos, irmãos nossos que partilharam suas vidas e por isso são queridos por nós, lembramos com eterna gratidão.  Além dos fieis falecidos de nossa família e convivo fraterno, lembramos também aqueles cujo nome não conhecemos e que talvez não tenham ninguém para orar por eles. É uma atitude de gratidão que nos guia, mas também um espírito de fraternidade e solidariedade de irmãos e irmãs que partilha o dom da fé.

A liturgia cristã das exéquias é uma celebração do mistério pascal de Cristo, nosso Senhor. Na celebração das exéquias, a Igreja reza para que seus filhos, constituídos no batismo de Cristo morto e ressuscitado, para passar com ele da morte para vida e, devidamente limpos e sejam recebidos entre os seus santos os eleitos no céu. Em nossa vida achamos que nunca temos o suficiente: vivemos em direção a um contínuo "amanhã", do qual sempre esperamos "mais", queremos mais amor, mais felicidade, mais bem-estar. Vivemos motivados pela esperança. No entanto, a morte é a companheira de toda a nossa existência: despedidas e doenças, dores e desilusões são como sinais de advertência.

A morte continua sendo um profundo mistério para o homem. Um mistério que até mesmo os não-cristãos os cercam de respeito.  A oração pelos mortos é uma tradição antiga que remota os primórdios da Igreja.

Ser cristão significa seguir a Jesus Cristo o ressuscitado. E isso muda alguma coisa na maneira de considerar a morte, e enfrentá-la? Qual é a atitude do cristão diante da morte?  A resposta está na profundidade da nossa fé. A morte para o cristão deve ser configurada à morte de Cristo na certeza da ressureição. Se com ele morremos com ele viveremos. A vida terrena deve ser uma preparação para a Plenitude da vida em Deus, na eternidade. Estamos nela como crianças no ventre da mãe: nossa vida terrena é um período de formação, de lutas, de primeiras escolhas. Com a morte, o homem se depara com tudo o que constitui o objeto de suas mais profundas aspirações: ele se encontrará diante de Cristo e será a escolha definitiva, construída com todas as escolhas parciais desta vida.

Cristo nos aguarda de braços abertos, O homem que decide por Cristo encontrará nele, um amor incondicional e uma alegria plena e definitiva.

Podemos fazer algo pelos mortos? Eles não estão longe de nós: todos eles pertencem à comunidade dos homens e à Igreja, tanto aqueles que morreram no abraço de Deus, como todos aqueles de quem só o Senhor conheceu a sua fé.

O conceito antropológico cristão oferece seu próprio modo de considerar o fato inelutável da morte. A morte considerada em si não é algo desejável, nem um evento que possa ser abraçado com um coração calmo. O cristão pode superar o medo da morte, confiando em outras razões, como fé e esperança, que abrem um horizonte diferente da própria morte.  Aceitar a morte com fé, e a fé de "habitar com o Senhor" (cf. 2 Cor 5, 8) marca o desejo de comunhão com Cristo, e até mesmo vir a louvar o Senhor pela morte.  Esta parece ser a concepção cantada por São Francisco de Assis no famoso Cântico das Criaturas. Francisco chamou-a de irmã, é a irmã morte porque nos leva a contemplar a plenitude da vida em Jesus Cristo.  A morte então se torna, para o crente, a porta que leva à comunhão com Cristo.

Este sentimento positivo de morte é diretamente proporcional à "morte no Senhor", que leva à bem-aventurança: "Bem-aventurados os mortos no Senhor" (cf. Ap 14,13). Deste modo, a vida terrena é naturalmente ordenada à comunhão com Cristo, depois da morte, que é um valor superior à vida terrena. Superioridade que justifica o desejo místico pela morte, que abre o caminho para a vida eterna. Esta maneira de pensar sobre a morte torna-se uma participação no mistério pascal pelo batismo, e assim morrer misticamente para o pecado, e participar da ressurreição de Cristo (cf. Rm 6, 3-7). Além da "morte no Senhor", há também a possibilidade de morte fora do Senhor, que leva à segunda morte, como lembrou o Apocalipse (cf. Ap. 20, 14) e o Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis.

Em resumo, assim como o cristianismo primitivo, iluminado pela fé dos apóstolos, interpretou o retorno de Cristo como um evento cheio de esperança e alegria, assim também os cristãos de hoje devem esperar com profunda fé e alegre esperança pelo dia festivo do encontro definitivo com Deus.  Nós também somos fortemente afetados pelo mistério da morte e vivemos a vida procurando o seu significado. Eles permanecem conosco, em comunhão pela fé, unidos a Jesus Cristo que é a Ressureição e a vida eterna, na sua Plenitude.

O Senhor nos abençoe e nos guarde, Ele nos console, especialmente quando sentirmos aquela saudade do ente querido, mais a saudade é um sentimento de quem ama, por isso conservemos em nosso coração esta atitude maravilhosa, a graça do amor que faz sentir saudade, uma saudade que vai no coração daqueles que partem antes de nós, e que deixa em nós saudades como expressão de amor e fraternidade!


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro