Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2018

19 de Novembro de 2018

O amor e a fé nos guiarão

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19 de Novembro de 2018

O amor e a fé nos guiarão

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19/10/2018 09:57 - Atualizado em 19/10/2018 10:00

O amor e a fé nos guiarão 0

19/10/2018 09:57 - Atualizado em 19/10/2018 10:00

É relevante, especialmente para este momento da história brasileira, refletir sobre nossas razões e emoções. E o distanciamento que há entre elas. Jesus, em sua imensa compaixão, acolhe a todos e acredita na boa fé das pessoas, sem distinção.

A Igreja, presente em cada um de nós, é um espaço sagrado de acolhimento e respeito. Nela, há sempre um lugar para todos, porque ela prove o alívio da alma e a união entre as pessoas. Ao acolher com amor, ensinamos o que é o amor. Não pode haver amor em ataques movidos por paixões cegas e baseadas em mentira e difamação. Faltar com a verdade, manipular fatos ou imagens nos distancia de Cristo e dos valores cristãos.

Fui chefe de Gabinete do saudoso Cardeal Eugenio de Araujo Sales, e em sua gestão todos sempre foram atendidos sem distinção, inclusive aqueles que seriam hostis à fé católica. Assim o foi nas demais gestões posteriores. Como dizia Dom Helder Câmara, grande amigo pessoal do Cardeal Sales: “Não te irrites se quem te procura, se quem te vem falar, não consegue traduzir o tumulto que traz consigo... Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio...”.

Em um ambiente democrático, ao tratar de assuntos relevantes, reforçamos o gesto de participação e de defesa dos valores da vida. Um país que almeja o mais elevado nível de civilidade precisa oferecer exemplos de respeito e equidade.

Não devemos, em hipótese alguma, fechar os olhos para a crença na boa fé. Ainda que estejamos vivendo em um ambiente de conflito e emoções fervorosas. Pois só com atitudes republicanas é que vencemos o desafio de construir uma nação mais justa e um mundo melhor.

Em sua História, o Brasil e os brasileiros protagonizaram imensas conquistas, sempre tendo coragem e confiança em vencer seus desafios. Não podemos perder de vista a nossa ligação com as mais sagradas virtudes evangélicas. Ao se referir ao Evangelho desta semana, o Papa Francisco comentou que o Senhor envia os discípulos “como cordeiros para o meio dos lobos”, e que ainda hoje existem muitos cristãos perseguidos e caluniados por causa da Palavra de Deus.

“O diálogo permite conhecer e entender as recíprocas necessidades. Primeiro, demonstra um grande respeito, porque coloca as pessoas em um comportamento de abertura recíproca, para receber os aspectos melhores do interlocutor. Além disso, o diálogo é expressão de caridade, porque, mesmo não ignorando as diferenças, pode ajudar a buscar e compartilhar caminhos em busca do bem comum”. “https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/ouvir-o-outro-requer-paciencia-e-atencao-diz-papa/, último acesso em 18 de outubro de 2018).

Nosso Cardeal Orani João Tempesta não se cansa de acolher as pessoas, de ouvi-las, de recebê-las, de enxugar as suas lágrimas. Ele sempre diz, em qualquer dificuldade: fé, força e coragem. Avante vamos em frente, buscando sempre a unidade, para que todos sejamos um em Cristo. “Ut Omnes unum sint”.

Que o exemplo de nosso Grão Prior, Cardeal Dom Orani Tempesta, inspire nossos irmãos e irmãos a seguir confiantes na construção de um ambiente de paz, benevolência e amor. Seus passos nos remetem a uma caminhada de proclamação da justiça e retidão. Que sejamos sementes destes ensinamentos.

 
Monsenhor André Sampaio de Oliveira
Prior da Ordem do Santo Sepulcro
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19/10/2018 09:57 - Atualizado em 19/10/2018 10:00

É relevante, especialmente para este momento da história brasileira, refletir sobre nossas razões e emoções. E o distanciamento que há entre elas. Jesus, em sua imensa compaixão, acolhe a todos e acredita na boa fé das pessoas, sem distinção.

A Igreja, presente em cada um de nós, é um espaço sagrado de acolhimento e respeito. Nela, há sempre um lugar para todos, porque ela prove o alívio da alma e a união entre as pessoas. Ao acolher com amor, ensinamos o que é o amor. Não pode haver amor em ataques movidos por paixões cegas e baseadas em mentira e difamação. Faltar com a verdade, manipular fatos ou imagens nos distancia de Cristo e dos valores cristãos.

Fui chefe de Gabinete do saudoso Cardeal Eugenio de Araujo Sales, e em sua gestão todos sempre foram atendidos sem distinção, inclusive aqueles que seriam hostis à fé católica. Assim o foi nas demais gestões posteriores. Como dizia Dom Helder Câmara, grande amigo pessoal do Cardeal Sales: “Não te irrites se quem te procura, se quem te vem falar, não consegue traduzir o tumulto que traz consigo... Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio...”.

Em um ambiente democrático, ao tratar de assuntos relevantes, reforçamos o gesto de participação e de defesa dos valores da vida. Um país que almeja o mais elevado nível de civilidade precisa oferecer exemplos de respeito e equidade.

Não devemos, em hipótese alguma, fechar os olhos para a crença na boa fé. Ainda que estejamos vivendo em um ambiente de conflito e emoções fervorosas. Pois só com atitudes republicanas é que vencemos o desafio de construir uma nação mais justa e um mundo melhor.

Em sua História, o Brasil e os brasileiros protagonizaram imensas conquistas, sempre tendo coragem e confiança em vencer seus desafios. Não podemos perder de vista a nossa ligação com as mais sagradas virtudes evangélicas. Ao se referir ao Evangelho desta semana, o Papa Francisco comentou que o Senhor envia os discípulos “como cordeiros para o meio dos lobos”, e que ainda hoje existem muitos cristãos perseguidos e caluniados por causa da Palavra de Deus.

“O diálogo permite conhecer e entender as recíprocas necessidades. Primeiro, demonstra um grande respeito, porque coloca as pessoas em um comportamento de abertura recíproca, para receber os aspectos melhores do interlocutor. Além disso, o diálogo é expressão de caridade, porque, mesmo não ignorando as diferenças, pode ajudar a buscar e compartilhar caminhos em busca do bem comum”. “https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/ouvir-o-outro-requer-paciencia-e-atencao-diz-papa/, último acesso em 18 de outubro de 2018).

Nosso Cardeal Orani João Tempesta não se cansa de acolher as pessoas, de ouvi-las, de recebê-las, de enxugar as suas lágrimas. Ele sempre diz, em qualquer dificuldade: fé, força e coragem. Avante vamos em frente, buscando sempre a unidade, para que todos sejamos um em Cristo. “Ut Omnes unum sint”.

Que o exemplo de nosso Grão Prior, Cardeal Dom Orani Tempesta, inspire nossos irmãos e irmãos a seguir confiantes na construção de um ambiente de paz, benevolência e amor. Seus passos nos remetem a uma caminhada de proclamação da justiça e retidão. Que sejamos sementes destes ensinamentos.

 
Monsenhor André Sampaio de Oliveira
Prior da Ordem do Santo Sepulcro