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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/09/2018

20 de Setembro de 2018

Vida Consagrada: alegria e serviço

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Vida Consagrada: alegria e serviço 0

19/08/2018 00:00

Neste mês de agosto, a Igreja Católica do Brasil dedica suas intenções, de maneira especial, pelas vocações. A família, lembrada no último domingo na figura do pai, é o lugar onde nascem as vocações. Essa foi também a primeira vocação de Cristo Jesus, que quis nascer num núcleo familiar e viver a experiência do acolhimento paterno e materno, mostrando claramente a proximidade amorosa de Deus.

No Brasil, o terceiro domingo de agosto é dedicado à vida consagrada. “Todo o religioso deve sentir com a Igreja, imbuir-se dos seus problemas, estar a par de suas necessidades, trabalhar fervorosamente no seu serviço e palmilhar suas orientações. Tal empenho é como uma exigência prioritária do seu mesmo ser religioso, de sua consagração, que o engaja no íntimo mistério da Igreja”, aponta o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Orani João Tempesta.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “a vida religiosa faz parte do mistério da Igreja. É um dom que a Igreja recebe de seu Senhor e que oferece como um estado de vida permanente ao fiel chamado por Deus na profissão dos conselhos” (n.926). Os religiosos são, então, chamados a viver a pobreza, obediência e castidade.

“A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Com Jesus Cristo, nasce e renasce, sem cessar, a alegria”. Foi com este pensamento que o Papa Francisco iniciou sua carta circular dedicada aos consagrados e consagradas em 2014, e mostrou que, antes de mais nada, é necessário estar cheio da alegria do Evangelho. O Pontífice acrescentou que a única maneira de impulsionar o ser humano a uma vida dedicada ao serviço ao próximo é tendo a alegria como vocação primeira. O consagrado é alguém que abdicou de sua vontade própria, para entregar-se inteiramente a Deus; é aquele que “perdeu a vida para ganhá-la”. Aceitou “renunciar-se a si mesmo, tomar a cruz a cada dia e seguir o Senhor” (Lc 9,16).

Francisco indica aos consagrados e consagradas os mesmos pedidos que São João Paulo II propusera à Igreja no início do terceiro milênio, retomando, de certa forma, aquilo que já havia indicado na Exortação pós-sinodal, dizendo: “Vós não tendes apenas uma história gloriosa para recordar e narrar, mas uma grande história a construir! Olhai para o futuro, para o qual vos projeta o Espírito a fim de realizar convosco ainda coisas maiores”.

No primeiro objetivo, o Santo Padre ressalta a importância de olhar com gratidão para o passado. “Cada um dos nossos institutos provém de uma rica história carismática. Nas suas origens, está presente a ação de Deus que, no seu Espírito, chama algumas pessoas para seguirem de perto a Cristo, traduzirem o Evangelho numa forma particular de vida, lerem com os olhos da fé os sinais dos tempos, responderem criativamente às necessidades da Igreja”. E conclui dizendo que “repassar a própria história é indispensável para manter viva a identidade e também robustecer a unidade da família e o sentido de pertença dos seus membros. Não se trata de fazer arqueologia, nem de cultivar inúteis nostalgias, mas de repercorrer o caminho das gerações passadas para nele captar a centelha inspiradora, os ideais, os projetos, os valores que as moveram, a começar dos fundadores, das fundadoras e das primeiras comunidades.”

A exemplo deste modelo de vida escolhido de Deus para seu primogênito, é possível tomar consciência da importância que as famílias têm na Igreja e na sociedade. O anúncio do Evangelho, de fato, passa antes de tudo pelas famílias, para depois alcançar os diversos âmbitos da vida cotidiana, entre eles, a vida consagrada.

Vinicius Arouca 


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19/08/2018 00:00

Neste mês de agosto, a Igreja Católica do Brasil dedica suas intenções, de maneira especial, pelas vocações. A família, lembrada no último domingo na figura do pai, é o lugar onde nascem as vocações. Essa foi também a primeira vocação de Cristo Jesus, que quis nascer num núcleo familiar e viver a experiência do acolhimento paterno e materno, mostrando claramente a proximidade amorosa de Deus.

No Brasil, o terceiro domingo de agosto é dedicado à vida consagrada. “Todo o religioso deve sentir com a Igreja, imbuir-se dos seus problemas, estar a par de suas necessidades, trabalhar fervorosamente no seu serviço e palmilhar suas orientações. Tal empenho é como uma exigência prioritária do seu mesmo ser religioso, de sua consagração, que o engaja no íntimo mistério da Igreja”, aponta o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Orani João Tempesta.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “a vida religiosa faz parte do mistério da Igreja. É um dom que a Igreja recebe de seu Senhor e que oferece como um estado de vida permanente ao fiel chamado por Deus na profissão dos conselhos” (n.926). Os religiosos são, então, chamados a viver a pobreza, obediência e castidade.

“A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Com Jesus Cristo, nasce e renasce, sem cessar, a alegria”. Foi com este pensamento que o Papa Francisco iniciou sua carta circular dedicada aos consagrados e consagradas em 2014, e mostrou que, antes de mais nada, é necessário estar cheio da alegria do Evangelho. O Pontífice acrescentou que a única maneira de impulsionar o ser humano a uma vida dedicada ao serviço ao próximo é tendo a alegria como vocação primeira. O consagrado é alguém que abdicou de sua vontade própria, para entregar-se inteiramente a Deus; é aquele que “perdeu a vida para ganhá-la”. Aceitou “renunciar-se a si mesmo, tomar a cruz a cada dia e seguir o Senhor” (Lc 9,16).

Francisco indica aos consagrados e consagradas os mesmos pedidos que São João Paulo II propusera à Igreja no início do terceiro milênio, retomando, de certa forma, aquilo que já havia indicado na Exortação pós-sinodal, dizendo: “Vós não tendes apenas uma história gloriosa para recordar e narrar, mas uma grande história a construir! Olhai para o futuro, para o qual vos projeta o Espírito a fim de realizar convosco ainda coisas maiores”.

No primeiro objetivo, o Santo Padre ressalta a importância de olhar com gratidão para o passado. “Cada um dos nossos institutos provém de uma rica história carismática. Nas suas origens, está presente a ação de Deus que, no seu Espírito, chama algumas pessoas para seguirem de perto a Cristo, traduzirem o Evangelho numa forma particular de vida, lerem com os olhos da fé os sinais dos tempos, responderem criativamente às necessidades da Igreja”. E conclui dizendo que “repassar a própria história é indispensável para manter viva a identidade e também robustecer a unidade da família e o sentido de pertença dos seus membros. Não se trata de fazer arqueologia, nem de cultivar inúteis nostalgias, mas de repercorrer o caminho das gerações passadas para nele captar a centelha inspiradora, os ideais, os projetos, os valores que as moveram, a começar dos fundadores, das fundadoras e das primeiras comunidades.”

A exemplo deste modelo de vida escolhido de Deus para seu primogênito, é possível tomar consciência da importância que as famílias têm na Igreja e na sociedade. O anúncio do Evangelho, de fato, passa antes de tudo pelas famílias, para depois alcançar os diversos âmbitos da vida cotidiana, entre eles, a vida consagrada.

Vinicius Arouca