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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/12/2018

17 de Dezembro de 2018

O chamado a ser família

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O chamado a ser família

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O chamado a ser família 0

12/08/2018 00:00

Dando continuidade ao mês dedicado às vocações, neste domingo comemoramos o Dia dos Pais, e, junto com ele, realizamos no Brasil a abertura da Semana Nacional da Família. Do mesmo modo que recordamos no domingo anterior os valores e a importância da vocação ao ministério ordenado, agora, de maneira especial, lembramos a vocação à paternidade e a vida matrimonial e familiar.

Durante uma audiência no Vaticano em julho de 2017, o Papa Francisco ressaltou aos participantes do encontro organizado pela Federação Europeia das Associações Familiares Católicas a importância da família, e a afirmou como um “um tesouro precioso”. Nesse sentido, o Pontífice ressaltou que “a imagem do ‘tesouro’ é uma imagem que reflete muito bem a estima que todos devem ter pela família”.

“De fato, as famílias não são peças de museu, mas através delas se concretiza o dom no compromisso recíproco, na abertura generosa aos filhos e no serviço à sociedade”. O Santo Padre as destacou como “a célula fundamental da sociedade”, e explicou que na Exortação “Amoris Laetitia” pretendia mostrar que a família torna concreto o dom através da beleza e da alegria do amor recíproco. Por esta razão, pediu apoio à família na sociedade e pediu que sua voz fosse ouvida. “Não há melhor aliado para o progresso integral da sociedade do que o favorecer a presença das famílias no tecido social”. O bispo de Roma destacou os benefícios que têm a unidade da família, tanto para a pessoa quanto para a sociedade. “Quero evidenciar como a unidade de todos os membros da família e o compromisso solidário de toda a sociedade são aliados do bem comum e da paz”.

A Igreja protege a família pela promoção de três colunas que ela considera vitais: a dignidade da pessoa humana, o Sacramento do Matrimônio e a inviolabilidade da vida e da família. A valorização deste núcleo é essencial para a sociedade como um todo, pois é ela quem é chamada a ser testemunha do amor e da fraternidade, sendo parte do plano de Deus na obra da criação.

O Catecismo da Igreja Católica diz que “O papel dos pais na educação dos filhos é tão importante que é quase impossível substituí-los”. E que “O direito e o dever de educação são primordiais e inalienáveis para os pais” (CIC n. 2221; FC 36). Para isso o pai deve exercer seu papel de educador, em colaboração com a mãe, e ser um dos pilares da unidade e bem-estar familiar, cujos frutos são filhos bem formados e conscientes do que significa serem, antes de tudo, cidadãos para assim se tornarem bons cristãos.

Desde sempre, a exemplo do lar formado por Jesus, Maria e José, é possível observar a importância de incluir amor, oração e trabalho em nosso dia a dia, pois na família Deus está sempre no centro de suas decisões e ocupa sempre o primeiro lugar. Da mesma maneira, contemplando a família sagrada, somos chamados a mostrar ao mundo o amor, o trabalho e o serviço vividos diante de Deus, tal como eles viveram.

Devemos olhar com esperança e fé a realidade da família e acreditar que através dela a Igreja continuará colhendo diversas vocações. Que a sagrada família interceda pelas nossas famílias e que seus direitos sejam respeitados para o bem do futuro da Humanidade.

Vinicius Arouca 

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12/08/2018 00:00

Dando continuidade ao mês dedicado às vocações, neste domingo comemoramos o Dia dos Pais, e, junto com ele, realizamos no Brasil a abertura da Semana Nacional da Família. Do mesmo modo que recordamos no domingo anterior os valores e a importância da vocação ao ministério ordenado, agora, de maneira especial, lembramos a vocação à paternidade e a vida matrimonial e familiar.

Durante uma audiência no Vaticano em julho de 2017, o Papa Francisco ressaltou aos participantes do encontro organizado pela Federação Europeia das Associações Familiares Católicas a importância da família, e a afirmou como um “um tesouro precioso”. Nesse sentido, o Pontífice ressaltou que “a imagem do ‘tesouro’ é uma imagem que reflete muito bem a estima que todos devem ter pela família”.

“De fato, as famílias não são peças de museu, mas através delas se concretiza o dom no compromisso recíproco, na abertura generosa aos filhos e no serviço à sociedade”. O Santo Padre as destacou como “a célula fundamental da sociedade”, e explicou que na Exortação “Amoris Laetitia” pretendia mostrar que a família torna concreto o dom através da beleza e da alegria do amor recíproco. Por esta razão, pediu apoio à família na sociedade e pediu que sua voz fosse ouvida. “Não há melhor aliado para o progresso integral da sociedade do que o favorecer a presença das famílias no tecido social”. O bispo de Roma destacou os benefícios que têm a unidade da família, tanto para a pessoa quanto para a sociedade. “Quero evidenciar como a unidade de todos os membros da família e o compromisso solidário de toda a sociedade são aliados do bem comum e da paz”.

A Igreja protege a família pela promoção de três colunas que ela considera vitais: a dignidade da pessoa humana, o Sacramento do Matrimônio e a inviolabilidade da vida e da família. A valorização deste núcleo é essencial para a sociedade como um todo, pois é ela quem é chamada a ser testemunha do amor e da fraternidade, sendo parte do plano de Deus na obra da criação.

O Catecismo da Igreja Católica diz que “O papel dos pais na educação dos filhos é tão importante que é quase impossível substituí-los”. E que “O direito e o dever de educação são primordiais e inalienáveis para os pais” (CIC n. 2221; FC 36). Para isso o pai deve exercer seu papel de educador, em colaboração com a mãe, e ser um dos pilares da unidade e bem-estar familiar, cujos frutos são filhos bem formados e conscientes do que significa serem, antes de tudo, cidadãos para assim se tornarem bons cristãos.

Desde sempre, a exemplo do lar formado por Jesus, Maria e José, é possível observar a importância de incluir amor, oração e trabalho em nosso dia a dia, pois na família Deus está sempre no centro de suas decisões e ocupa sempre o primeiro lugar. Da mesma maneira, contemplando a família sagrada, somos chamados a mostrar ao mundo o amor, o trabalho e o serviço vividos diante de Deus, tal como eles viveram.

Devemos olhar com esperança e fé a realidade da família e acreditar que através dela a Igreja continuará colhendo diversas vocações. Que a sagrada família interceda pelas nossas famílias e que seus direitos sejam respeitados para o bem do futuro da Humanidade.

Vinicius Arouca