Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/08/2018

20 de Agosto de 2018

Vocação: escuta, discernimento e vida

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20 de Agosto de 2018

Vocação: escuta, discernimento e vida

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05/08/2018 00:00 - Atualizado em 07/08/2018 10:58

Vocação: escuta, discernimento e vida 0

05/08/2018 00:00 - Atualizado em 07/08/2018 10:58

Agosto é particularmente um mês especial para a Igreja. Nele celebramos as vocações. Segundo descrição em dicionário, ‘vocação é a disposição natural e espontânea que orienta uma pessoa no sentido de uma atividade, uma função ou profissão’. E para a Igreja o que é vocação?

O Papa Francisco ressaltou em seu discurso, por ocasião do Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que “a vocação se inicia com um olhar de misericórdia, tanto por parte do Deus que chama, quanto daquele que sente no coração o desejo de acolher esse chamado”.

Este ano, o tema proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para vivermos o Mês das Vocações é “Seguir Jesus a Luz da Fé” e o lema: “Eu sei em quem depositei a minha fé”. A cada domingo iremos rezar e refletir na intenção de uma determinada vocação. Na primeira semana celebramos especialmente o sacerdócio e os ministérios ordenados, diáconos, padres e bispos. É a partir do ‘sim’ destes servos que a Igreja e povo são conduzidos e direcionados espiritualmente.

Esta celebração se refere à memória de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes, festejado no dia 4 de agosto. São João dizia que “O padre não é para si. Não dá a si a absolvição. Não administra a si os sacramentos. Ele não é para si, é para vós.”.

Em sua mensagem para o 55° dia Mundial de Oração pelas Vocações, celebrado em abril deste ano, o Papa Francisco exortou que “não estamos submersos no acaso, nem à mercê de uma série de eventos caóticos; pelo contrário, a nossa vida e a nossa presença no mundo são frutos de uma vocação divina”, e lembrou ainda que três aspectos são importantes para o descobrimento da vocação individual: escuta, discernimento e vida. Ele conclui que os três itens serviram também de moldura para o início da missão de Jesus, e exemplificou dizendo que “passados os 40 dias de oração e luta no deserto, Jesus visita a sua sinagoga de Nazaré e, lá, põe-Se à escuta da Palavra, discerne o conteúdo da missão que o Pai Lhe confia e anuncia que veio realizá-la” (cf. Lc 4, 16-21).

O caminho para o bom cumprimento de uma vocação requer, sobretudo, atenção. O Papa emérito Bento XVI, em carta aos seminaristas, lembrou: “Quem quer tornar-se sacerdote, deve ser, sobretudo, um homem de Deus, como o apresenta São Paulo (1 Tm 6, 11). Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do Big Bang. Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar conosco. Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo”.

O Papa emérito explicou que o sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. Mas sim, é o mensageiro de Deus no meio dos homens, com a missão de conduzir a Deus e, assim, crescer a verdadeira comunhão dos homens entre si.

“Quando o Senhor fala de orar sempre – explicou o Papa emérito Bento XVI, naturalmente não pede para estarmos continuamente a rezar por palavras, mas para conservarmos sempre o contato interior com Deus. Exercitar-se neste contato é o sentido da nossa oração. Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida”.

Esse é um mês propício para refletirmos sobre o propósito da vocação, e a partir deste pensamento e oração criarmos a consciência de qual a nossa vocação, e como através dela podemos servir a igreja. Rezemos pelo Papa e todo o clero para que eles continuem conduzindo, com fidelidade, a Igreja de Cristo.


Vinicius Arouca 


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Vocação: escuta, discernimento e vida

05/08/2018 00:00 - Atualizado em 07/08/2018 10:58

Agosto é particularmente um mês especial para a Igreja. Nele celebramos as vocações. Segundo descrição em dicionário, ‘vocação é a disposição natural e espontânea que orienta uma pessoa no sentido de uma atividade, uma função ou profissão’. E para a Igreja o que é vocação?

O Papa Francisco ressaltou em seu discurso, por ocasião do Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que “a vocação se inicia com um olhar de misericórdia, tanto por parte do Deus que chama, quanto daquele que sente no coração o desejo de acolher esse chamado”.

Este ano, o tema proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para vivermos o Mês das Vocações é “Seguir Jesus a Luz da Fé” e o lema: “Eu sei em quem depositei a minha fé”. A cada domingo iremos rezar e refletir na intenção de uma determinada vocação. Na primeira semana celebramos especialmente o sacerdócio e os ministérios ordenados, diáconos, padres e bispos. É a partir do ‘sim’ destes servos que a Igreja e povo são conduzidos e direcionados espiritualmente.

Esta celebração se refere à memória de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes, festejado no dia 4 de agosto. São João dizia que “O padre não é para si. Não dá a si a absolvição. Não administra a si os sacramentos. Ele não é para si, é para vós.”.

Em sua mensagem para o 55° dia Mundial de Oração pelas Vocações, celebrado em abril deste ano, o Papa Francisco exortou que “não estamos submersos no acaso, nem à mercê de uma série de eventos caóticos; pelo contrário, a nossa vida e a nossa presença no mundo são frutos de uma vocação divina”, e lembrou ainda que três aspectos são importantes para o descobrimento da vocação individual: escuta, discernimento e vida. Ele conclui que os três itens serviram também de moldura para o início da missão de Jesus, e exemplificou dizendo que “passados os 40 dias de oração e luta no deserto, Jesus visita a sua sinagoga de Nazaré e, lá, põe-Se à escuta da Palavra, discerne o conteúdo da missão que o Pai Lhe confia e anuncia que veio realizá-la” (cf. Lc 4, 16-21).

O caminho para o bom cumprimento de uma vocação requer, sobretudo, atenção. O Papa emérito Bento XVI, em carta aos seminaristas, lembrou: “Quem quer tornar-se sacerdote, deve ser, sobretudo, um homem de Deus, como o apresenta São Paulo (1 Tm 6, 11). Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do Big Bang. Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar conosco. Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo”.

O Papa emérito explicou que o sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. Mas sim, é o mensageiro de Deus no meio dos homens, com a missão de conduzir a Deus e, assim, crescer a verdadeira comunhão dos homens entre si.

“Quando o Senhor fala de orar sempre – explicou o Papa emérito Bento XVI, naturalmente não pede para estarmos continuamente a rezar por palavras, mas para conservarmos sempre o contato interior com Deus. Exercitar-se neste contato é o sentido da nossa oração. Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida”.

Esse é um mês propício para refletirmos sobre o propósito da vocação, e a partir deste pensamento e oração criarmos a consciência de qual a nossa vocação, e como através dela podemos servir a igreja. Rezemos pelo Papa e todo o clero para que eles continuem conduzindo, com fidelidade, a Igreja de Cristo.


Vinicius Arouca