Arquidiocese do Rio de Janeiro

34º 25º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/12/2018

18 de Dezembro de 2018

Vida por vida

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22/07/2018 00:00

Vida por vida 0

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“Obrigado a todo pessoal do serviço médico e auxiliar aqui empenhado! O serviço de vocês é precioso! Realizem esse serviço sempre com amor; é um serviço feito a Cristo, presente nos irmãos: ‘Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes’, diz-nos Jesus”. Com estas palavras, Papa Francisco, no ano de 2013, no Hospital São Francisco de Assis, voltou-se para os profissionais que todos os dias estão em contato com o “santuário do sofrimento humano”.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu, nos últimos dias 16, 17 e 18 de julho, o I Congresso Brasileiro de Instituições Católicas de Saúde. O congresso teve como tema: “A integração e o fortalecimento das instituições católicas de saúde no Brasil.” O evento teve como propósito unir forças e conhecimentos na busca de alternativas e soluções que possam garantir a sobrevivência e sustentabilidade das instituições, e, como consequência, manter viva a missão assistencial junto aos pobres. Dentre as principais personalidades ligadas a este setor, juntamente com o Cardeal do Rio de Janeiro Dom Orani João Tempesta e os bispos auxiliares Dom Joel Portella Amado e Dom Paulo Celso Dias do Nascimento, destacamos a presença do Cardeal Peter K. A. Turkson, prefeito do Dicastério do Desenvolvimento Humano Integral, de frei Francisco Belotti, presidente da Associação Fraternidade São Francisco Assis na Providência de Deus, e da irmã Marinete Tibério, presidente e diretora do Hospital São Vicente de Paulo.

Segundo os organizadores do evento, o que motivou a sua realização foi o fato que as instituições católicas de saúde em vários países atravessam uma fase especialmente delicada. “O tema tem sido constantemente exaltado pelo Santo Papa Francisco, que, em sua Carta Circular Sobre a Gestão dos Bens nos Institutos de Vida Consagrada e nas Sociedades de Vida Apostólica, reforça a “necessidade crescente de profissionalismo, transparência, controles e economicidade nas congregações católicas”, mantendo sempre em primeiro plano o compromisso evangélico de assistência aos mais necessitados. No Brasil, o cenário não é diferente. São enormes os desafios para conjugar a prioridade de nossos carismas à lógica econômica e à eficiência. Nossas unidades de saúde precisam estar abertas à colaboração de técnicos, com projetos comuns e de partilha de boas práticas profissionais. Mais do que nunca, torna-se premente a realização de um trabalho conjunto, que possa alinhar nossos propósitos e interesses, tornando-nos mais fortes para suportar as pressões do mercado corporativo”, acentuou a médica Maria Inez Linhares de Carvalho e irmã Marinete Tibério.

Este evento serve de modo especial para demonstrar a grande preocupação da Igreja, sempre no que diz respeito à dignidade humana na sua integralidade. E obviamente sem olhar a quem necessita, independentemente de professar ou não algum credo. Como nos recorda ainda hoje o testemunho de Madre Teresa de Calcutá, que nas suas obras de caridade não olhava religião ou raça, mas via o próprio Cristo, que pedia ajuda e atenção.

A Igreja sempre se mostrou preocupada com a integridade do ser humano, desde a sua concepção até o fim da vida. De modo especial, busca acompanhar nos momentos de sofrimento quando o homem se mostra ainda mais fragilizado. Em todo o mundo poderíamos elencar diversas instituições católicas que se ocupam em dar assistência, sobretudo aos mais necessitados. Segundo revelam os dados do último “Anuário Estatístico da Igreja”, publicados pela Agência Fides por ocasião da Jornada Missionária, a Igreja administra 115.352 institutos sanitários, de assistência e beneficência em todo o mundo. Deste número, 5.167 hospitais (a maior parte na América, 1.493, e 1.298 na África); 17.322 dispensários, a maioria na África, 5.256, América, 5.137, e Ásia, 3.760; 648 leprosários distribuídos principalmente na Ásia, 322, e África, 229; 15.699 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes – Europa, 8.200, e América, 3.815; 10.124 orfanatrófios, principalmente na Ásia, 3.980, e América, 2.418; 11.596 jardins da infância, a maior parte na América, 3.661, e Ásia, 3.441; 14.744 consultores matrimoniais distribuídos no continente americano, 5.636, e Europa, 6.173; 3.663 centros de educação e reeducação social, além de 36.386 instituições de outros tipos.

Papa Francisco, na sua mensagem para o 23º Dia Mundial dos Enfermos, disse que “também hoje quantos cristãos dão testemunho – não com as palavras mas com a sua vida radicada numa fé genuína – de ser os olhos do cego e os pés para o coxo”! Pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar. Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! Em tais momentos pode-se contar, de modo particular, com a proximidade do Senhor, sendo também de especial apoio à missão da Igreja”.

Este Congresso é uma resposta aos questionamentos do mundo atual, sobre as dificuldades econômicas, a transparência, o profissionalismo e, sobretudo, o testemunho evangélico com as pessoas que sofrem. As instituições católicas de saúde são o braço, a boca, o olhar e o coração de Cristo que acolhe e sofre junto, por isso estas instituições buscam, a cada dia, se especializar e responder as necessidades de cada época. Cabe a cada instituição católica de saúde, e creio que também a cada um de nós, sempre recordar que “uma vida não vivida para os outros não é uma vida”, ressaltou Madre Teresa de Calcutá.

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22/07/2018 00:00

“Obrigado a todo pessoal do serviço médico e auxiliar aqui empenhado! O serviço de vocês é precioso! Realizem esse serviço sempre com amor; é um serviço feito a Cristo, presente nos irmãos: ‘Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes’, diz-nos Jesus”. Com estas palavras, Papa Francisco, no ano de 2013, no Hospital São Francisco de Assis, voltou-se para os profissionais que todos os dias estão em contato com o “santuário do sofrimento humano”.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu, nos últimos dias 16, 17 e 18 de julho, o I Congresso Brasileiro de Instituições Católicas de Saúde. O congresso teve como tema: “A integração e o fortalecimento das instituições católicas de saúde no Brasil.” O evento teve como propósito unir forças e conhecimentos na busca de alternativas e soluções que possam garantir a sobrevivência e sustentabilidade das instituições, e, como consequência, manter viva a missão assistencial junto aos pobres. Dentre as principais personalidades ligadas a este setor, juntamente com o Cardeal do Rio de Janeiro Dom Orani João Tempesta e os bispos auxiliares Dom Joel Portella Amado e Dom Paulo Celso Dias do Nascimento, destacamos a presença do Cardeal Peter K. A. Turkson, prefeito do Dicastério do Desenvolvimento Humano Integral, de frei Francisco Belotti, presidente da Associação Fraternidade São Francisco Assis na Providência de Deus, e da irmã Marinete Tibério, presidente e diretora do Hospital São Vicente de Paulo.

Segundo os organizadores do evento, o que motivou a sua realização foi o fato que as instituições católicas de saúde em vários países atravessam uma fase especialmente delicada. “O tema tem sido constantemente exaltado pelo Santo Papa Francisco, que, em sua Carta Circular Sobre a Gestão dos Bens nos Institutos de Vida Consagrada e nas Sociedades de Vida Apostólica, reforça a “necessidade crescente de profissionalismo, transparência, controles e economicidade nas congregações católicas”, mantendo sempre em primeiro plano o compromisso evangélico de assistência aos mais necessitados. No Brasil, o cenário não é diferente. São enormes os desafios para conjugar a prioridade de nossos carismas à lógica econômica e à eficiência. Nossas unidades de saúde precisam estar abertas à colaboração de técnicos, com projetos comuns e de partilha de boas práticas profissionais. Mais do que nunca, torna-se premente a realização de um trabalho conjunto, que possa alinhar nossos propósitos e interesses, tornando-nos mais fortes para suportar as pressões do mercado corporativo”, acentuou a médica Maria Inez Linhares de Carvalho e irmã Marinete Tibério.

Este evento serve de modo especial para demonstrar a grande preocupação da Igreja, sempre no que diz respeito à dignidade humana na sua integralidade. E obviamente sem olhar a quem necessita, independentemente de professar ou não algum credo. Como nos recorda ainda hoje o testemunho de Madre Teresa de Calcutá, que nas suas obras de caridade não olhava religião ou raça, mas via o próprio Cristo, que pedia ajuda e atenção.

A Igreja sempre se mostrou preocupada com a integridade do ser humano, desde a sua concepção até o fim da vida. De modo especial, busca acompanhar nos momentos de sofrimento quando o homem se mostra ainda mais fragilizado. Em todo o mundo poderíamos elencar diversas instituições católicas que se ocupam em dar assistência, sobretudo aos mais necessitados. Segundo revelam os dados do último “Anuário Estatístico da Igreja”, publicados pela Agência Fides por ocasião da Jornada Missionária, a Igreja administra 115.352 institutos sanitários, de assistência e beneficência em todo o mundo. Deste número, 5.167 hospitais (a maior parte na América, 1.493, e 1.298 na África); 17.322 dispensários, a maioria na África, 5.256, América, 5.137, e Ásia, 3.760; 648 leprosários distribuídos principalmente na Ásia, 322, e África, 229; 15.699 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes – Europa, 8.200, e América, 3.815; 10.124 orfanatrófios, principalmente na Ásia, 3.980, e América, 2.418; 11.596 jardins da infância, a maior parte na América, 3.661, e Ásia, 3.441; 14.744 consultores matrimoniais distribuídos no continente americano, 5.636, e Europa, 6.173; 3.663 centros de educação e reeducação social, além de 36.386 instituições de outros tipos.

Papa Francisco, na sua mensagem para o 23º Dia Mundial dos Enfermos, disse que “também hoje quantos cristãos dão testemunho – não com as palavras mas com a sua vida radicada numa fé genuína – de ser os olhos do cego e os pés para o coxo”! Pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar. Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! Em tais momentos pode-se contar, de modo particular, com a proximidade do Senhor, sendo também de especial apoio à missão da Igreja”.

Este Congresso é uma resposta aos questionamentos do mundo atual, sobre as dificuldades econômicas, a transparência, o profissionalismo e, sobretudo, o testemunho evangélico com as pessoas que sofrem. As instituições católicas de saúde são o braço, a boca, o olhar e o coração de Cristo que acolhe e sofre junto, por isso estas instituições buscam, a cada dia, se especializar e responder as necessidades de cada época. Cabe a cada instituição católica de saúde, e creio que também a cada um de nós, sempre recordar que “uma vida não vivida para os outros não é uma vida”, ressaltou Madre Teresa de Calcutá.

Padre Arnaldo Rodrigues
Autor

Padre Arnaldo Rodrigues

Editorialista do Jornal Testemunho de Fé