Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/11/2018

18 de Novembro de 2018

50 anos de zelo pastoral

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18 de Novembro de 2018

50 anos de zelo pastoral

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03/07/2018 14:02 - Atualizado em 03/07/2018 14:03

50 anos de zelo pastoral 0

03/07/2018 14:02 - Atualizado em 03/07/2018 14:03

Celebramos, nesta noite deste dia 03 de julho de 2018, a graça conferida há cinquenta anos pelo Cardeal Jaime de Barros Câmara a Dom Assis Lopes, nosso atual Bispo Auxiliar Emérito, que comemora o seu Jubileu de Ouro Sacerdotal juntamente com outros 3 irmãos que também agradecem a Deus por tão grande dádiva.

Dom Assis exerceu, com grande zelo todo o seu ministério sacerdotal e episcopal nesta Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Foi professor, por três anos, de teologia no Seminário São José. Foi prefeito geral no Seminário Menor. Em 1971 foi nomeado Pároco no Jardim América, na Zona Norte da cidade. O bispo contou que as condições no local eram precárias: o lugar onde celebravam as missas era um pequeno ‘barraco’. Junto com o povo, construiu a Igreja de Santa Rosa de Lima. “A comunidade é maravilhosa. Até hoje eu tenho muito contato com eles”, disse.

Pelo seu zelo pastoral nosso amado predecessor, o Cardeal Eugênio de Araújo Sales o nomeou Reitor do Seminário São José.

No dia 19 de março de 2003, 48 anos após o encontro do jovem Assis com monsenhor João d’Ávila pelas ruas do Rio, ele se tornou bispo titular de Zarai e auxiliar da Arquidiocese do Rio. Foi ordenado em missa presidida pelo Cardeal Eusébio Oscar Scheid, então Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, e concelebrada pelo seu amigo Dom João d’Ávila, que, anos antes, também havia se tornado bispo auxiliar. No ministério episcopal, Dom Assis foi vigário geral da arquidiocese, moderador da Cúria, animador do Vicariato Oeste, representante da arquidiocese junto às associações públicas e privadas de fiéis e também responsável pela Cáritas do Regional Leste 1 da CNBB. Escolheu como Lema Episcopal: “Eis-me aqui” (Is 6,8). 

Tive oportunidade de ter desde o início de minha missão em terras cariocas, como Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro o caríssimo irmão Dom Assis Lopes. Foi Moderador da Cúria Metropolitana. Em 2011, o Papa Bento XVI aceitou o seu pedido de renúncia por limite de idade; tornou-se bispo emérito. Ainda hoje é presença atuante e participativa em nossa caminhada episcopal nesta grande cidade.

Dom Assis Lopes tem sido uma presença bonita na Igreja do Rio de Janeiro. Ele é a nossa “memória viva” da caminhada histórica de nossa Arquidiocese desde os tempos de Dom Jaime, passando por Dom Eugênio, Dom Eusébio e por mim. A convivência com ele e a sua generosidade encantam a todos nós!

Dom Assis Lopes é um homem desapegado e simples. Viver a simplicidade é viver conforme aquilo que nós somos naturalmente, ou seja, valorizar, e ter amor as coisas que são nossas, e não se envergonhar com a própria realidade. Olhando para Jesus, vemos um exemplo de simplicidade. Ele se fez humano, tornou-se igual a nós com desejos e tentações, seu nascimento foi em uma pequena cidade e em uma manjedoura de palhas. Durante sua vida se fez servo procurando fazer o bem a todos, não se vangloriando, mas valorizando a cada um. Quanto mais acolhermos a vontade de Deus para nossa vida, tanto mais a simplicidade alcançará os nossos corações, pois teremos a consciência de amarmos a nossa pequenez e a nossa realidade. É na pequenez e na simplicidade do dia a dia que conseguiremos permanecer no Amor de Deus, e termos coragem e perseverança para enfrentarmos as turbulências.

A Dom Assis se aplicam as palavras proféticas do Papa Paulo VI: “Uma Igreja que bebe na fonte viva da Palavra de Deus, que se deixa nutrir e libertar pela Palavra, que utiliza todos os meios para que cada fiel, cada comunidade, possa conhecer, amar, viver, respirar e proclamar com autentico testemunho a Palavra Sagrada. Que reconhece na Palavra “uma fonte inexaurível de fecundidade espiritual; um valor profético que reveste com o sopro do Espírito Santo todas as situações humanas”; que reconhece nela a fonte do anúncio, da catequese, da formação e do sustento espiritual de todos os batizados. (Cfr. Paulo VI, Audiência Geral 01/06/1970).

Dom Assis é uma alegria compartilhar de sua presença bonita, alegre e sempre feliz em nosso meio, no Colégio dos Bispos que me auxiliam na missão de Bispo Diocesano. Obrigado pela sua presença, pelo seu testemunho, pelo seu espírito despojado e pelo seu amor à Mãe Igreja.

Que estes 50 anos sejam fecundos de vocações santas e generosas para a nossa Arquidiocese. Que o seu amor ao Seminário São José, ao nosso presbitério (do qual é ilustre filho) e pela Arquidiocese fecunde no coração de muitos jovens o despertar para dizer com generosidade e entusiasmo: “Eis-me aqui!” (Is 6,8).

Dom Assis Lopes continue sendo o sorriso de Deus em nosso meio, com o seu agradável testemunho sacerdotal. Deus o recompense pelos inúmeros benefícios espirituais que o seu ministério sacerdotal produziu e produz na amada Igreja do Rio de Janeiro.

 

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50 anos de zelo pastoral

03/07/2018 14:02 - Atualizado em 03/07/2018 14:03

Celebramos, nesta noite deste dia 03 de julho de 2018, a graça conferida há cinquenta anos pelo Cardeal Jaime de Barros Câmara a Dom Assis Lopes, nosso atual Bispo Auxiliar Emérito, que comemora o seu Jubileu de Ouro Sacerdotal juntamente com outros 3 irmãos que também agradecem a Deus por tão grande dádiva.

Dom Assis exerceu, com grande zelo todo o seu ministério sacerdotal e episcopal nesta Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Foi professor, por três anos, de teologia no Seminário São José. Foi prefeito geral no Seminário Menor. Em 1971 foi nomeado Pároco no Jardim América, na Zona Norte da cidade. O bispo contou que as condições no local eram precárias: o lugar onde celebravam as missas era um pequeno ‘barraco’. Junto com o povo, construiu a Igreja de Santa Rosa de Lima. “A comunidade é maravilhosa. Até hoje eu tenho muito contato com eles”, disse.

Pelo seu zelo pastoral nosso amado predecessor, o Cardeal Eugênio de Araújo Sales o nomeou Reitor do Seminário São José.

No dia 19 de março de 2003, 48 anos após o encontro do jovem Assis com monsenhor João d’Ávila pelas ruas do Rio, ele se tornou bispo titular de Zarai e auxiliar da Arquidiocese do Rio. Foi ordenado em missa presidida pelo Cardeal Eusébio Oscar Scheid, então Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, e concelebrada pelo seu amigo Dom João d’Ávila, que, anos antes, também havia se tornado bispo auxiliar. No ministério episcopal, Dom Assis foi vigário geral da arquidiocese, moderador da Cúria, animador do Vicariato Oeste, representante da arquidiocese junto às associações públicas e privadas de fiéis e também responsável pela Cáritas do Regional Leste 1 da CNBB. Escolheu como Lema Episcopal: “Eis-me aqui” (Is 6,8). 

Tive oportunidade de ter desde o início de minha missão em terras cariocas, como Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro o caríssimo irmão Dom Assis Lopes. Foi Moderador da Cúria Metropolitana. Em 2011, o Papa Bento XVI aceitou o seu pedido de renúncia por limite de idade; tornou-se bispo emérito. Ainda hoje é presença atuante e participativa em nossa caminhada episcopal nesta grande cidade.

Dom Assis Lopes tem sido uma presença bonita na Igreja do Rio de Janeiro. Ele é a nossa “memória viva” da caminhada histórica de nossa Arquidiocese desde os tempos de Dom Jaime, passando por Dom Eugênio, Dom Eusébio e por mim. A convivência com ele e a sua generosidade encantam a todos nós!

Dom Assis Lopes é um homem desapegado e simples. Viver a simplicidade é viver conforme aquilo que nós somos naturalmente, ou seja, valorizar, e ter amor as coisas que são nossas, e não se envergonhar com a própria realidade. Olhando para Jesus, vemos um exemplo de simplicidade. Ele se fez humano, tornou-se igual a nós com desejos e tentações, seu nascimento foi em uma pequena cidade e em uma manjedoura de palhas. Durante sua vida se fez servo procurando fazer o bem a todos, não se vangloriando, mas valorizando a cada um. Quanto mais acolhermos a vontade de Deus para nossa vida, tanto mais a simplicidade alcançará os nossos corações, pois teremos a consciência de amarmos a nossa pequenez e a nossa realidade. É na pequenez e na simplicidade do dia a dia que conseguiremos permanecer no Amor de Deus, e termos coragem e perseverança para enfrentarmos as turbulências.

A Dom Assis se aplicam as palavras proféticas do Papa Paulo VI: “Uma Igreja que bebe na fonte viva da Palavra de Deus, que se deixa nutrir e libertar pela Palavra, que utiliza todos os meios para que cada fiel, cada comunidade, possa conhecer, amar, viver, respirar e proclamar com autentico testemunho a Palavra Sagrada. Que reconhece na Palavra “uma fonte inexaurível de fecundidade espiritual; um valor profético que reveste com o sopro do Espírito Santo todas as situações humanas”; que reconhece nela a fonte do anúncio, da catequese, da formação e do sustento espiritual de todos os batizados. (Cfr. Paulo VI, Audiência Geral 01/06/1970).

Dom Assis é uma alegria compartilhar de sua presença bonita, alegre e sempre feliz em nosso meio, no Colégio dos Bispos que me auxiliam na missão de Bispo Diocesano. Obrigado pela sua presença, pelo seu testemunho, pelo seu espírito despojado e pelo seu amor à Mãe Igreja.

Que estes 50 anos sejam fecundos de vocações santas e generosas para a nossa Arquidiocese. Que o seu amor ao Seminário São José, ao nosso presbitério (do qual é ilustre filho) e pela Arquidiocese fecunde no coração de muitos jovens o despertar para dizer com generosidade e entusiasmo: “Eis-me aqui!” (Is 6,8).

Dom Assis Lopes continue sendo o sorriso de Deus em nosso meio, com o seu agradável testemunho sacerdotal. Deus o recompense pelos inúmeros benefícios espirituais que o seu ministério sacerdotal produziu e produz na amada Igreja do Rio de Janeiro.

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro