Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/07/2018

22 de Julho de 2018

Livros do Antigo Testamento (60)

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22 de Julho de 2018

Livros do Antigo Testamento (60)

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29/06/2018 11:26 - Atualizado em 29/06/2018 11:26

Livros do Antigo Testamento (60) 0

29/06/2018 11:26 - Atualizado em 29/06/2018 11:26

Neste artigo exploraremos os conteúdos principais do Livro de Números.

Uma obra que se centra nas diversas experiências do deserto, com as temáticas teológicas desta etapa da vida do povo de Israel.

Uma narrativa centrada nos valores da Aliança com Deus, sempre em xeque diante do pecado e das tentações que desviam Israel do cumprimento da vontade de Deus.

Como já havíamos afirmado antes, o conteúdo deste livro abrange as peripécias ou vicissitudes da caminhada pelo deserto.

Sabemos que não se trata de um período qualquer. Neste tempo/espaço, Israel aprenderá a viver e a seguir a Deus, com fidelidade.

Este é o espaço essencial da vida e da espiritualidade desta comunidade.

Desde o Sinai até as margens do rio Jordão, fronteira oriental da Terra Prometida. No aspecto histórico, a narrativa pode dividir-se em três grandes sequências literárias.

I. No deserto do Sinai (1,1-10,10).

No primeiro dia do segundo mês, no segundo ano depois da saída do Egito, o Senhor disse a Moisés no deserto do Sinai, na tenda de reunião: “Fazei o recenseamento de toda a assembleia dos filhos de Israel segundo suas famílias, suas casas patriarcais, contando nominalmente por cabeça todos os varões da idade de 20 anos para cima, todos os israelitas aptos para o serviço das armas: fareis o recenseamento deles segundo os seus grupos, tu e Aarão” (Nm 1, 1- 3).

Referem-se às ordens de Deus para a caminhada através do deserto, com a disposição do acampamento das tribos, os deveres dos levitas e outras leis de caráter ritual.

Estas narrativas estão em relação de destaque e continuidade com os livros anteriores, o Êxodo e o Levítico. Suas diversas trajetórias de elaboração não os separam.

O recenseamento que marca o nome do livro, e que fora realizado por todos os judeus, das tribos de Israel, não terá os levitas incluídos:

Quanto aos levitas, porém, não foram contados com os demais, segundo suas tribos patriarcais. O Senhor havia dito, com efeito, a Moisés: “Não farás o recenseamento da tribo de Levi, nem porás a soma deles com os filhos de Israel. Confia-lhes o cuidado do tabernáculo do testemunho, de todos os seus utensílios e de tudo o que lhe pertence. Levarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; farão o seu serviço e acamparão em volta do tabernáculo. Quando se tiver de partir, os levitas desmontarão o tabernáculo e o levantarão quando se tiver de acampar. O estrangeiro que se aproximar dele será punido de morte. Os israelitas acamparão cada um em seu respectivo acampamento e cada um perto de sua bandeira, segundo suas turmas. Quanto aos levitas, porém, acamparão em torno do tabernáculo do testemunho, para que não suceda explodir a minha cólera contra a assembleia dos israelitas; ademais, os levitas terão a guarda do tabernáculo do testemunho” (Nm 1, 47-53).

Coube-lhes uma missão acima daquelas bélicas, que será tão importante para a sobrevivência, tão dura a partir da ocupação da terra de Canaã.

Eles são guardiões do tabernáculo; eles exercerão uma função socialmente elevada: guardar e proteger o centro da vida social de Israel, onde mora o Senhor e com eles caminha.

O judaísmo, em meio às muitas árduas tarefas, foi o caminho escolhido por Deus, para que Moisés conduzisse o povo da Aliança. Não podia, no entanto, colocar em segundo lugar as referências de sua identidade e missão: ser povo de Deus, que a Ele pertence na plena obediência. Para isso não ser esquecido, lá estará sempre a Arca, a Aliança:

O príncipe da casa patriarcal das famílias de Merari era Suriel, filho de Abiaiel. Acampavam ao norte do tabernáculo. Os filhos de Merari tinham a guarda das tábuas do tabernáculo, de suas travessas, suas colunas, seus pedestais, de todos os seus utensílios e de todo o seu serviço, das colunas que se encontravam em volta do átrio com seus pedestais, suas estacas e suas cordas. Moisés, Aarão e seus filhos acampavam diante do tabernáculo, ao oriente, diante da tenda de reunião, ao nascente, e tinham o cuidado do santuário para os israelitas. O estrangeiro que se aproximasse devia ser punido de morte. O total dos levitas recenseados por Moisés, segundo suas famílias, assim como o Senhor ordenara todos os varões da idade de um mês para cima, era de 22.000. O Senhor disse a Moisés: “Faze o recenseamento de todos os primogênitos varões entre os israelitas, da idade de um mês para cima, e faze o levantamento dos seus nomes. Tomarás para mim os levitas em lugar de todos os primogênitos israelitas. Eu sou o Senhor. Tomarás o gado dos levitas em lugar de todos os primogênitos do gado dos israelitas” (Nm 3, 35-41).

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Livros do Antigo Testamento (60)

29/06/2018 11:26 - Atualizado em 29/06/2018 11:26

Neste artigo exploraremos os conteúdos principais do Livro de Números.

Uma obra que se centra nas diversas experiências do deserto, com as temáticas teológicas desta etapa da vida do povo de Israel.

Uma narrativa centrada nos valores da Aliança com Deus, sempre em xeque diante do pecado e das tentações que desviam Israel do cumprimento da vontade de Deus.

Como já havíamos afirmado antes, o conteúdo deste livro abrange as peripécias ou vicissitudes da caminhada pelo deserto.

Sabemos que não se trata de um período qualquer. Neste tempo/espaço, Israel aprenderá a viver e a seguir a Deus, com fidelidade.

Este é o espaço essencial da vida e da espiritualidade desta comunidade.

Desde o Sinai até as margens do rio Jordão, fronteira oriental da Terra Prometida. No aspecto histórico, a narrativa pode dividir-se em três grandes sequências literárias.

I. No deserto do Sinai (1,1-10,10).

No primeiro dia do segundo mês, no segundo ano depois da saída do Egito, o Senhor disse a Moisés no deserto do Sinai, na tenda de reunião: “Fazei o recenseamento de toda a assembleia dos filhos de Israel segundo suas famílias, suas casas patriarcais, contando nominalmente por cabeça todos os varões da idade de 20 anos para cima, todos os israelitas aptos para o serviço das armas: fareis o recenseamento deles segundo os seus grupos, tu e Aarão” (Nm 1, 1- 3).

Referem-se às ordens de Deus para a caminhada através do deserto, com a disposição do acampamento das tribos, os deveres dos levitas e outras leis de caráter ritual.

Estas narrativas estão em relação de destaque e continuidade com os livros anteriores, o Êxodo e o Levítico. Suas diversas trajetórias de elaboração não os separam.

O recenseamento que marca o nome do livro, e que fora realizado por todos os judeus, das tribos de Israel, não terá os levitas incluídos:

Quanto aos levitas, porém, não foram contados com os demais, segundo suas tribos patriarcais. O Senhor havia dito, com efeito, a Moisés: “Não farás o recenseamento da tribo de Levi, nem porás a soma deles com os filhos de Israel. Confia-lhes o cuidado do tabernáculo do testemunho, de todos os seus utensílios e de tudo o que lhe pertence. Levarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; farão o seu serviço e acamparão em volta do tabernáculo. Quando se tiver de partir, os levitas desmontarão o tabernáculo e o levantarão quando se tiver de acampar. O estrangeiro que se aproximar dele será punido de morte. Os israelitas acamparão cada um em seu respectivo acampamento e cada um perto de sua bandeira, segundo suas turmas. Quanto aos levitas, porém, acamparão em torno do tabernáculo do testemunho, para que não suceda explodir a minha cólera contra a assembleia dos israelitas; ademais, os levitas terão a guarda do tabernáculo do testemunho” (Nm 1, 47-53).

Coube-lhes uma missão acima daquelas bélicas, que será tão importante para a sobrevivência, tão dura a partir da ocupação da terra de Canaã.

Eles são guardiões do tabernáculo; eles exercerão uma função socialmente elevada: guardar e proteger o centro da vida social de Israel, onde mora o Senhor e com eles caminha.

O judaísmo, em meio às muitas árduas tarefas, foi o caminho escolhido por Deus, para que Moisés conduzisse o povo da Aliança. Não podia, no entanto, colocar em segundo lugar as referências de sua identidade e missão: ser povo de Deus, que a Ele pertence na plena obediência. Para isso não ser esquecido, lá estará sempre a Arca, a Aliança:

O príncipe da casa patriarcal das famílias de Merari era Suriel, filho de Abiaiel. Acampavam ao norte do tabernáculo. Os filhos de Merari tinham a guarda das tábuas do tabernáculo, de suas travessas, suas colunas, seus pedestais, de todos os seus utensílios e de todo o seu serviço, das colunas que se encontravam em volta do átrio com seus pedestais, suas estacas e suas cordas. Moisés, Aarão e seus filhos acampavam diante do tabernáculo, ao oriente, diante da tenda de reunião, ao nascente, e tinham o cuidado do santuário para os israelitas. O estrangeiro que se aproximasse devia ser punido de morte. O total dos levitas recenseados por Moisés, segundo suas famílias, assim como o Senhor ordenara todos os varões da idade de um mês para cima, era de 22.000. O Senhor disse a Moisés: “Faze o recenseamento de todos os primogênitos varões entre os israelitas, da idade de um mês para cima, e faze o levantamento dos seus nomes. Tomarás para mim os levitas em lugar de todos os primogênitos israelitas. Eu sou o Senhor. Tomarás o gado dos levitas em lugar de todos os primogênitos do gado dos israelitas” (Nm 3, 35-41).

Padre Pedro Paulo Alves dos Santos
Autor

Padre Pedro Paulo Alves dos Santos

Doutor em Teologia Bíblica