Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/10/2018

21 de Outubro de 2018

Caminhemos

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30/05/2018 10:49 - Atualizado em 30/05/2018 10:49

Caminhemos 0

30/05/2018 10:49 - Atualizado em 30/05/2018 10:49

Estamos concluindo a 92ª Semana Eucarística que tem como tema: “Com a força deste alimento, caminhemos” (1Rs 19,8). Com essa tradição a Arquidiocese visa preparar a grande festa de Corpus Christi. Em todas as adorações ao Santíssimo Sacramento no Santuário de Adoração Perpétua é ressaltada a importância de todas as pastorais, movimentos, serviços e até mesmo o clero estarem reunidos para adorar Jesus Sacramentado, neste momento tão importante para a Igreja com o Ano do Laicato, que traz como tema: “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”, destacando a missão de todos de ser Sal da terra e Luz do mundo (Mt 5, 13-16). O texto da adoração tem como pano de fundo o tema e lema do ano do laicato.

“Para valorizar mais esse grande acontecimento, esta grande celebração litúrgica que é Corpus Christi, fazemos uma semana de preparação. Ela vai da quinta-feira da semana anterior até a quinta-feira em que se celebra o Dia de Corpus Christi”.

Assim se exprime o Papa São João Paulo II: O Concílio Vaticano II veio recordar que a Celebração Eucarística está no centro do processo de crescimento da Igreja. De fato, depois de afirmar que ‘a Igreja, ou seja, o Reino de Cristo já presente em mistério, cresce visivelmente no mundo pelo poder de Deus’, querendo de algum modo responder à questão sobre o modo como cresce, acrescenta: ‘Sempre que no altar se celebra o sacrifício da cruz, no qual Cristo, nossa Páscoa, foi imolado (1Cor 5, 7), realiza-se também a obra da nossa redenção. ”

A comum Fração do Pão eucarístico estava ligada à comunhão na mesma doutrina dos apóstolos e exigia, como consequência, a partilha dos bens, de modo que, em qualquer tempo, uma comunidade que parta e reparta o Pão Eucarístico, mas se negue a colocar em comum talentos, ideias e bens, procurando suprir, o quanto possível, os mais fracos e carentes, é uma comunidade indigna de celebrar a Eucaristia.

Este Sacramento Santíssimo, exige a coerência de procurar construir sempre a vida de comunhão nos seus mais diversos aspectos: comunhão de pensamentos, comunhão de oração, comunhão de talentos, comunhão de bens... Eis algumas das lições e exigências da Eucaristia. Comungar no Altar tem como consequência comungar na vida! Ora, como a comunhão é sempre ameaçada pelo pecado que gera o egoísmo, raiz de toda divisão, a Eucaristia vai nos dando a misteriosa força do Espírito de unidade e diversidade para que cresçamos nesta comunhão, que é a Igreja: Nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo” (Oração Eucarística II). 

O Concílio Ecumênico Vaticano II reformulou o conceito de Eucaristia como sendo a fonte e o ápice da vida cristã. Uma expressão muito rica de significados. Podemos dizer que dela tudo nos vem e é nela tudo ganha consistência. É o canto do livro do Apocalipse, pois a Eucaristia é a própria presença consumada e resumida de todo o mistério cristão. Dom supremo que alimentou e continua a alimentar tantas vidas e a vida de tantos santos, sobretudo os mais ativos em nosso tempo e também nos tempos passados. Com esta reformulação do Concílio Vaticano II podemos até dizer que toda a vida cristã, quando vivida em autenticidade e plenitude é ela profundamente eucarística, pois, como bem nos lembrou o Papa São João Paulo II, “a Igreja vive na Eucaristia e através da Eucaristia”.

A Eucaristia é o conteúdo máximo da Igreja, seu centro fundamental. Mas podemos até ampliar este conceito, a partir de uma noção mais profunda da revelação e dizer que todo o cosmo, todo o universo é, por pura graça, um dom eucarístico do Pai. Tudo dele veio, tudo a ele retorna como um cântico espiritual. Tudo nele ganha consistência. E este laço de amor trinitário se mostrou visível na vida do Filho amado de Deus, a Verdadeira e Única Eucaristia do Pai. “A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência, porque dom d'Ele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e também da sua obra de salvação.

Este Sacramento Santíssimo, exige a coerência de procurar construir sempre a vida de comunhão nos seus mais diversos aspectos: comunhão de pensamentos, comunhão de oração, comunhão de talentos, comunhão de bens... eis algumas das lições e exigências da Eucaristia. Ao celebramos esta semana Eucarística, queremos meditar sobre o tão grande significado e importância deste Sacramento na vida da Igreja e dos fiéis.

Na solenidade de Corpus Christi iremos, em festa, mesmo com as dificuldades do momento histórico em que vivemos, nos reunirmos na Igreja da Candelária as 15 horas para a oração e depois, por volta das 16 horas, participarmos para a grande procissão arquidiocesana de Corpus Christi dando testemunho público que somente em Cristo todas as divisões são superadas e que somos homens e mulheres que partilhamos os dons salvíficos que Deus, no Pão Consagrado e no Vinho Consagrado, sinais de nossa salvação, dão a cada um de nós! Fazemos uma caminhada com Cristo anunciando que n’Ele está a vida do mundo e com esse alimento nós continuamos a caminhar pelas estradas do mundo anunciando que um mundo novo é possível. E aqueles que se alimentam da Eucaristia se tornam sal da terra e luz do mundo anunciando o reino como Igreja em saída contagiando com o bem o nosso povo.

Graças e louvores se deem a cada momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

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Caminhemos

30/05/2018 10:49 - Atualizado em 30/05/2018 10:49

Estamos concluindo a 92ª Semana Eucarística que tem como tema: “Com a força deste alimento, caminhemos” (1Rs 19,8). Com essa tradição a Arquidiocese visa preparar a grande festa de Corpus Christi. Em todas as adorações ao Santíssimo Sacramento no Santuário de Adoração Perpétua é ressaltada a importância de todas as pastorais, movimentos, serviços e até mesmo o clero estarem reunidos para adorar Jesus Sacramentado, neste momento tão importante para a Igreja com o Ano do Laicato, que traz como tema: “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”, destacando a missão de todos de ser Sal da terra e Luz do mundo (Mt 5, 13-16). O texto da adoração tem como pano de fundo o tema e lema do ano do laicato.

“Para valorizar mais esse grande acontecimento, esta grande celebração litúrgica que é Corpus Christi, fazemos uma semana de preparação. Ela vai da quinta-feira da semana anterior até a quinta-feira em que se celebra o Dia de Corpus Christi”.

Assim se exprime o Papa São João Paulo II: O Concílio Vaticano II veio recordar que a Celebração Eucarística está no centro do processo de crescimento da Igreja. De fato, depois de afirmar que ‘a Igreja, ou seja, o Reino de Cristo já presente em mistério, cresce visivelmente no mundo pelo poder de Deus’, querendo de algum modo responder à questão sobre o modo como cresce, acrescenta: ‘Sempre que no altar se celebra o sacrifício da cruz, no qual Cristo, nossa Páscoa, foi imolado (1Cor 5, 7), realiza-se também a obra da nossa redenção. ”

A comum Fração do Pão eucarístico estava ligada à comunhão na mesma doutrina dos apóstolos e exigia, como consequência, a partilha dos bens, de modo que, em qualquer tempo, uma comunidade que parta e reparta o Pão Eucarístico, mas se negue a colocar em comum talentos, ideias e bens, procurando suprir, o quanto possível, os mais fracos e carentes, é uma comunidade indigna de celebrar a Eucaristia.

Este Sacramento Santíssimo, exige a coerência de procurar construir sempre a vida de comunhão nos seus mais diversos aspectos: comunhão de pensamentos, comunhão de oração, comunhão de talentos, comunhão de bens... Eis algumas das lições e exigências da Eucaristia. Comungar no Altar tem como consequência comungar na vida! Ora, como a comunhão é sempre ameaçada pelo pecado que gera o egoísmo, raiz de toda divisão, a Eucaristia vai nos dando a misteriosa força do Espírito de unidade e diversidade para que cresçamos nesta comunhão, que é a Igreja: Nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo” (Oração Eucarística II). 

O Concílio Ecumênico Vaticano II reformulou o conceito de Eucaristia como sendo a fonte e o ápice da vida cristã. Uma expressão muito rica de significados. Podemos dizer que dela tudo nos vem e é nela tudo ganha consistência. É o canto do livro do Apocalipse, pois a Eucaristia é a própria presença consumada e resumida de todo o mistério cristão. Dom supremo que alimentou e continua a alimentar tantas vidas e a vida de tantos santos, sobretudo os mais ativos em nosso tempo e também nos tempos passados. Com esta reformulação do Concílio Vaticano II podemos até dizer que toda a vida cristã, quando vivida em autenticidade e plenitude é ela profundamente eucarística, pois, como bem nos lembrou o Papa São João Paulo II, “a Igreja vive na Eucaristia e através da Eucaristia”.

A Eucaristia é o conteúdo máximo da Igreja, seu centro fundamental. Mas podemos até ampliar este conceito, a partir de uma noção mais profunda da revelação e dizer que todo o cosmo, todo o universo é, por pura graça, um dom eucarístico do Pai. Tudo dele veio, tudo a ele retorna como um cântico espiritual. Tudo nele ganha consistência. E este laço de amor trinitário se mostrou visível na vida do Filho amado de Deus, a Verdadeira e Única Eucaristia do Pai. “A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência, porque dom d'Ele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e também da sua obra de salvação.

Este Sacramento Santíssimo, exige a coerência de procurar construir sempre a vida de comunhão nos seus mais diversos aspectos: comunhão de pensamentos, comunhão de oração, comunhão de talentos, comunhão de bens... eis algumas das lições e exigências da Eucaristia. Ao celebramos esta semana Eucarística, queremos meditar sobre o tão grande significado e importância deste Sacramento na vida da Igreja e dos fiéis.

Na solenidade de Corpus Christi iremos, em festa, mesmo com as dificuldades do momento histórico em que vivemos, nos reunirmos na Igreja da Candelária as 15 horas para a oração e depois, por volta das 16 horas, participarmos para a grande procissão arquidiocesana de Corpus Christi dando testemunho público que somente em Cristo todas as divisões são superadas e que somos homens e mulheres que partilhamos os dons salvíficos que Deus, no Pão Consagrado e no Vinho Consagrado, sinais de nossa salvação, dão a cada um de nós! Fazemos uma caminhada com Cristo anunciando que n’Ele está a vida do mundo e com esse alimento nós continuamos a caminhar pelas estradas do mundo anunciando que um mundo novo é possível. E aqueles que se alimentam da Eucaristia se tornam sal da terra e luz do mundo anunciando o reino como Igreja em saída contagiando com o bem o nosso povo.

Graças e louvores se deem a cada momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro