Arquidiocese do Rio de Janeiro

28º 21º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/06/2018

21 de Junho de 2018

Artigo 27: Por que existe o celibato?

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21 de Junho de 2018

Artigo 27: Por que existe o celibato?

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24/05/2018 00:00 - Atualizado em 25/05/2018 13:53

Artigo 27: Por que existe o celibato? 0

24/05/2018 00:00 - Atualizado em 25/05/2018 13:53

Entramos agora em mais um ciclo de catequeses do Papa São João Paulo II na Teologia do Corpo, com o tema: CELIBATO. Se a TdC fala tanto sobre a riqueza da complementaridade dos sexos, a beleza da sexualidade e do nosso destino à comunhão, haveria lugar para se viver o celibato? Não seria esse um estado de vida incompatível com o amor verdadeiro ao qual todos nós somos convidados a experimentarmos já aqui neste mundo?

“A questão do chamado à uma exclusiva doação de si a Deus na virgindade e no celibato mergulha  profundamente as raízes no solo evangélico da Teologia do Corpo.” (Teologia do Corpo, 73, 1). O celibato (ou continência) “pelo Reino dos Céus” é a constatação “... de que existe uma condição de vida não matrimonial em que o homem, masculino e feminino, encontra ao mesmo tempo a plenitude da doação pessoa e da intersubjetiva comunhão de pessoas, graças à glorificação de todo o seu ser psicossomático na união perene com Deus.” (Teologia do Corpo, 73, 1).

Veremos mais adiante que, enquanto João Paulo II apresenta o matrimônio como no “princípio”. A virgindade, ao contrário, é mostrada à luz do seu “fim”, ou seja, como vimos no ciclo anterior de catequeses, para a nossa comunhão de amor final e definitiva com o próprio Deus, quando homens e mulheres já precisarão mais se casar e nem se dar em casamento (cf Mc 12, 25). Ambos – casamento e celibato -- são um dom dado por Deus, cuja resposta depende da liberdade humana.

O celibato não é um mandamento, mas um conselho, mas vem imediatamente depois da conversa de Jesus com os fariseus sobre a indissolubilidade matrimonial:

“Responderam eles: ‘Se é assim a condição do homem em relação à mulher, não vale a pena casar-se.’ Respondeu Jesus> ‘Nem todos são capazes de compreender essas palavras mas só aqueles a quem é concedido. Com efeito, há eunucos que nasceram assim, desde o ventre materno. E há eunucos que foram feitos eunucos pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos pelo Reino dos Céus. Quem tiver capacidade para compreender, que compreenda.” (Mt 19, 10-12)

Jesus indica claramente um conselho e não um mandamento. Um dom, mas também uma opção pessoal. Diz João Paulo II que trata-se de uma “orientação carismática” para o nosso futuro estado escatológico. O celibato é, já aqui na terra, uma antecipação das futuras núpcias celestes, uma proclamação da ressurreição da carne. Estudaremos mais um pouco sobre esse estado virginal no próximo artigo.

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Artigo 27: Por que existe o celibato?

24/05/2018 00:00 - Atualizado em 25/05/2018 13:53

Entramos agora em mais um ciclo de catequeses do Papa São João Paulo II na Teologia do Corpo, com o tema: CELIBATO. Se a TdC fala tanto sobre a riqueza da complementaridade dos sexos, a beleza da sexualidade e do nosso destino à comunhão, haveria lugar para se viver o celibato? Não seria esse um estado de vida incompatível com o amor verdadeiro ao qual todos nós somos convidados a experimentarmos já aqui neste mundo?

“A questão do chamado à uma exclusiva doação de si a Deus na virgindade e no celibato mergulha  profundamente as raízes no solo evangélico da Teologia do Corpo.” (Teologia do Corpo, 73, 1). O celibato (ou continência) “pelo Reino dos Céus” é a constatação “... de que existe uma condição de vida não matrimonial em que o homem, masculino e feminino, encontra ao mesmo tempo a plenitude da doação pessoa e da intersubjetiva comunhão de pessoas, graças à glorificação de todo o seu ser psicossomático na união perene com Deus.” (Teologia do Corpo, 73, 1).

Veremos mais adiante que, enquanto João Paulo II apresenta o matrimônio como no “princípio”. A virgindade, ao contrário, é mostrada à luz do seu “fim”, ou seja, como vimos no ciclo anterior de catequeses, para a nossa comunhão de amor final e definitiva com o próprio Deus, quando homens e mulheres já precisarão mais se casar e nem se dar em casamento (cf Mc 12, 25). Ambos – casamento e celibato -- são um dom dado por Deus, cuja resposta depende da liberdade humana.

O celibato não é um mandamento, mas um conselho, mas vem imediatamente depois da conversa de Jesus com os fariseus sobre a indissolubilidade matrimonial:

“Responderam eles: ‘Se é assim a condição do homem em relação à mulher, não vale a pena casar-se.’ Respondeu Jesus> ‘Nem todos são capazes de compreender essas palavras mas só aqueles a quem é concedido. Com efeito, há eunucos que nasceram assim, desde o ventre materno. E há eunucos que foram feitos eunucos pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos pelo Reino dos Céus. Quem tiver capacidade para compreender, que compreenda.” (Mt 19, 10-12)

Jesus indica claramente um conselho e não um mandamento. Um dom, mas também uma opção pessoal. Diz João Paulo II que trata-se de uma “orientação carismática” para o nosso futuro estado escatológico. O celibato é, já aqui na terra, uma antecipação das futuras núpcias celestes, uma proclamação da ressurreição da carne. Estudaremos mais um pouco sobre esse estado virginal no próximo artigo.

Tatiana e Ronaldo de Melo
Autor

Tatiana e Ronaldo de Melo

Núcleo de Formação e Espiritualidade da Pastoral Familiar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro