Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/11/2018

18 de Novembro de 2018

O Senhor subiu ao toque da trombeta

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18 de Novembro de 2018

O Senhor subiu ao toque da trombeta

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O Senhor subiu ao toque da trombeta 0

13/05/2018 00:00

Celebramos hoje um grande mistério, o mistério da Ascensão do Senhor. O Ressuscitado aparece aos discípulos nesses dias que antecedem a sua Ascensão para confirmar “grandes sacramentos” e revelar “grandes mistérios”, como afirma São Leão Magno, no seu primeiro Sermão sobre a Ascensão.

O Senhor que se fez obediente até a morte e morte de cruz, como nos fala São Paulo na carta aos Filipenses 2, 6-11, é ressuscitado pelo Pai e elevado às alturas do céu. O Evangelho de hoje torna presente em nossa assembleia cúltica este divino mistério quando nos revela que Cristo, após ter dado instruções precisas aos seus apóstolos a fim de que esses continuassem sua missão, foi “levado para o céu” e “sentou-se à direita de Deus”.

Os discípulos ficaram a contemplar o Senhor que subia, como que antevendo também o dia em que seriam por Cristo elevados às alturas celestiais. Todavia, os misteriosos “homens vestidos de branco” dizem aos apóstolos como hoje nos fala a primeira leitura: “Homens da Galileia, porque ficais aí olhando? Estes Jesus que foi levado para o céu virá do mesmo modo como foi levado”. O Cristo subiu aos céus, Ele voltará, mas Ele está continuamente presente. Sabemos que Ele subiu aos céus e é precisamente este o mistério que hoje celebramos. Sabemos, também, que, do mesmo modo como Ele foi, Ele voltará no fim dos tempos. Mas, não podemos negar que Ele está continuamente presente no meio de nós, de forma misteriosa: na Palavra, nos Sinais Sacramentais, no Corpo Místico que formam os batizados, nos que exercem o Sagrado Mistério, na voz da Igreja que ora e salmodia.

Este mistério que celebramos é fonte de esperança para nós! Assim como celebrar a Ressurreição significa celebrar a certeza de que também ressuscitaremos com Ele, celebrar a Ascensão do Senhor é antever, é antegozar, é já usufruir, no mistério da liturgia, aquele dia glorioso em que nós também seremos assumidos na própria vida de Deus.

Essa experiência era tão forte que São Paulo, na Carta as Efésios, a via como uma realidade já acontecida: “Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo – pela graça fostes salvos! – e com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, em Cristo Jesus...” (cf. Ef 2,4-7) A fé do apóstolo Paulo, alimentada pela esperança que nele é suscitada em virtude da Ressurreição e da Ascensão de Cristo, é tão grande que Ele fala desse mistério como já acontecido na nossa vida. De fato, em Cristo, já nos é certa a ressurreição, n’Ele cada homem e cada mulher já está assentado no céu. Somos o seu Corpo; o destino do Corpo é acompanhar a glória da Cabeça.

Todas as tribulações desse mundo cessarão quando se realizar definitivamente em nós a sua promessa. Temos às vezes medo de pensar nessas coisas eternas e sublimes porque achamos que elas nos afastam da realidade. Mas, qual é a realidade do cristão? Não é a vida nesse mundo! A realidade do cristão é Cristo! O cristão vive nesse mundo, mas sente saudade do céu! Lá é nosso lugar. O nosso coração está inquieto, pois o lugar do Corpo é junto com sua Cabeça. Este mundo só pode ser realmente transformado por quem vive assim. Quando temos o olhar no céu transformamos também o mundo, para que Ele se torne um pouco mais parecido com o céu! Mas, quando temos o olhar voltado para esse mundo e nossas esperanças estão fundadas nesse mundo, vivemos ainda centrados em nós mesmos e aí está a raiz de todo pecado.

Que grande esperança! Olhemos para o que nos diz a segunda leitura de hoje. Que o Pai nos dê um espírito de sabedoria; que o Pai abra o nosso coração à sua luz, que possamos conhecer à qual esperança somos chamados; qual riqueza de glória é a nossa herança; e que imenso poder ele exerceu em nosso favor. O Pai está nos dando nesta liturgia o Espírito de Sabedoria, o seu Espírito Santo.

O Pai, por meio do seu Espírito, nos abre o coração à sua luz, que é o próprio Cristo, o qual se apresentou a nós como “luz do mundo” e do qual dizemos “Luz da Luz”. Cristo, através da sua Páscoa e da sua Ascensão, que não são dois, mas um único mistério, nos revela à qual esperança somos chamados e qual é a nossa herança. A nossa esperança está na vida futura. A nossa herança está no céu. O Pai também nos ressuscitará como fez com Cristo e nos fará sentar no céu, esse é o grande poder que Ele exerceu em nosso favor.

Nós que somos, por natureza, mortais e corruptíveis, sujeitos a uma vida que corre para a morte, que fenece, que murcha, fomos elevados com Cristo à glória da ressurreição, a uma vida imortal. Nos sentaremos no céu com Ele: é essa a razão da nossa esperança, é essa a nossa herança. Quando, diante de tantas razões para nos “desesperarmos”, nos perguntarem porque ainda “esperamos em Deus”, devemos dizer: Porque no último dia Ele virá e me chamará do meio dos mortos pelo nome e fará sentar no céu com Ele. Quando parecer que não temos mais nada nesse mundo, que perdemos tudo, devemos nos lembrar que temos uma herança incorruptível, um tesouro que ninguém pode roubar de nós: a glória para a qual fomos feitos! Aproveitemos o mistério do culto que celebramos e experimentemos a alegria de antever e antegozar o que nos espera junto com o Senhor!

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O Senhor subiu ao toque da trombeta

13/05/2018 00:00

Celebramos hoje um grande mistério, o mistério da Ascensão do Senhor. O Ressuscitado aparece aos discípulos nesses dias que antecedem a sua Ascensão para confirmar “grandes sacramentos” e revelar “grandes mistérios”, como afirma São Leão Magno, no seu primeiro Sermão sobre a Ascensão.

O Senhor que se fez obediente até a morte e morte de cruz, como nos fala São Paulo na carta aos Filipenses 2, 6-11, é ressuscitado pelo Pai e elevado às alturas do céu. O Evangelho de hoje torna presente em nossa assembleia cúltica este divino mistério quando nos revela que Cristo, após ter dado instruções precisas aos seus apóstolos a fim de que esses continuassem sua missão, foi “levado para o céu” e “sentou-se à direita de Deus”.

Os discípulos ficaram a contemplar o Senhor que subia, como que antevendo também o dia em que seriam por Cristo elevados às alturas celestiais. Todavia, os misteriosos “homens vestidos de branco” dizem aos apóstolos como hoje nos fala a primeira leitura: “Homens da Galileia, porque ficais aí olhando? Estes Jesus que foi levado para o céu virá do mesmo modo como foi levado”. O Cristo subiu aos céus, Ele voltará, mas Ele está continuamente presente. Sabemos que Ele subiu aos céus e é precisamente este o mistério que hoje celebramos. Sabemos, também, que, do mesmo modo como Ele foi, Ele voltará no fim dos tempos. Mas, não podemos negar que Ele está continuamente presente no meio de nós, de forma misteriosa: na Palavra, nos Sinais Sacramentais, no Corpo Místico que formam os batizados, nos que exercem o Sagrado Mistério, na voz da Igreja que ora e salmodia.

Este mistério que celebramos é fonte de esperança para nós! Assim como celebrar a Ressurreição significa celebrar a certeza de que também ressuscitaremos com Ele, celebrar a Ascensão do Senhor é antever, é antegozar, é já usufruir, no mistério da liturgia, aquele dia glorioso em que nós também seremos assumidos na própria vida de Deus.

Essa experiência era tão forte que São Paulo, na Carta as Efésios, a via como uma realidade já acontecida: “Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo – pela graça fostes salvos! – e com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, em Cristo Jesus...” (cf. Ef 2,4-7) A fé do apóstolo Paulo, alimentada pela esperança que nele é suscitada em virtude da Ressurreição e da Ascensão de Cristo, é tão grande que Ele fala desse mistério como já acontecido na nossa vida. De fato, em Cristo, já nos é certa a ressurreição, n’Ele cada homem e cada mulher já está assentado no céu. Somos o seu Corpo; o destino do Corpo é acompanhar a glória da Cabeça.

Todas as tribulações desse mundo cessarão quando se realizar definitivamente em nós a sua promessa. Temos às vezes medo de pensar nessas coisas eternas e sublimes porque achamos que elas nos afastam da realidade. Mas, qual é a realidade do cristão? Não é a vida nesse mundo! A realidade do cristão é Cristo! O cristão vive nesse mundo, mas sente saudade do céu! Lá é nosso lugar. O nosso coração está inquieto, pois o lugar do Corpo é junto com sua Cabeça. Este mundo só pode ser realmente transformado por quem vive assim. Quando temos o olhar no céu transformamos também o mundo, para que Ele se torne um pouco mais parecido com o céu! Mas, quando temos o olhar voltado para esse mundo e nossas esperanças estão fundadas nesse mundo, vivemos ainda centrados em nós mesmos e aí está a raiz de todo pecado.

Que grande esperança! Olhemos para o que nos diz a segunda leitura de hoje. Que o Pai nos dê um espírito de sabedoria; que o Pai abra o nosso coração à sua luz, que possamos conhecer à qual esperança somos chamados; qual riqueza de glória é a nossa herança; e que imenso poder ele exerceu em nosso favor. O Pai está nos dando nesta liturgia o Espírito de Sabedoria, o seu Espírito Santo.

O Pai, por meio do seu Espírito, nos abre o coração à sua luz, que é o próprio Cristo, o qual se apresentou a nós como “luz do mundo” e do qual dizemos “Luz da Luz”. Cristo, através da sua Páscoa e da sua Ascensão, que não são dois, mas um único mistério, nos revela à qual esperança somos chamados e qual é a nossa herança. A nossa esperança está na vida futura. A nossa herança está no céu. O Pai também nos ressuscitará como fez com Cristo e nos fará sentar no céu, esse é o grande poder que Ele exerceu em nosso favor.

Nós que somos, por natureza, mortais e corruptíveis, sujeitos a uma vida que corre para a morte, que fenece, que murcha, fomos elevados com Cristo à glória da ressurreição, a uma vida imortal. Nos sentaremos no céu com Ele: é essa a razão da nossa esperança, é essa a nossa herança. Quando, diante de tantas razões para nos “desesperarmos”, nos perguntarem porque ainda “esperamos em Deus”, devemos dizer: Porque no último dia Ele virá e me chamará do meio dos mortos pelo nome e fará sentar no céu com Ele. Quando parecer que não temos mais nada nesse mundo, que perdemos tudo, devemos nos lembrar que temos uma herança incorruptível, um tesouro que ninguém pode roubar de nós: a glória para a qual fomos feitos! Aproveitemos o mistério do culto que celebramos e experimentemos a alegria de antever e antegozar o que nos espera junto com o Senhor!

Padre Fábio Siqueira
Autor

Padre Fábio Siqueira

Vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida