Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/07/2018

22 de Julho de 2018

O Padroeiro dos Trabalhadores

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01/05/2018 00:00 - Atualizado em 02/05/2018 11:52

O Padroeiro dos Trabalhadores 0

01/05/2018 00:00 - Atualizado em 02/05/2018 11:52

A memória de São José Operário, vem-se celebrando liturgicamente desde 1955. A Igreja recorda assim - seguindo o exemplo de São José e sob o seu patrocínio, a valorização do ser humano e a questão sobrenatural do trabalho. Todo o trabalho humano é colaboração com a obra de Deus Criador, e por Jesus Cristo converter-se na medida do amor a Deus e da caridade com os outros em verdadeira oração e em apostolado.

O dia do trabalho ou do trabalhador nasceu diante de situações injustas. Foi no primeiro de maio de 1886, em Chicago, maior parque industrial dos Estados Unidos, na época, que os operários de uma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e pelo total desrespeito à pessoa que patrões demonstravam. Eram trezentos e quarenta em greve e a polícia, a serviço dos poderosos, massacrou-os sem piedade. Mais de cinquenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados num confronto desigual. Em homenagem a eles é que se consagrou este dia.

Proclamando São José como protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, aquele que aceitou ser pai adotivo de Deus feito homem. Deus Pai confiou a José duas joias preciosas para que ele tomasse conta: seu Filho Jesus e Maria Santíssima: a Sagrada Família. Assim como José cuidou da Sagrada Família com esmero, assim ele também cuida da Igreja e agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna. Ele, trabalhador e reconhecido como carpinteiro de Nazaré que cuidou de Jesus, o Filho de Deus.

Quanto o Título: São José Operário, este é um paralelo entre a vida de São José que foi cheia de sacrifícios. São José trabalhou a vida toda para prover a Sagrada Família e para depois termos Nosso Senhor Jesus Cristo dando a vida pela humanidade. Nesse dia, junto com tantos documentos do magistério da Igreja que a cada época atualiza o ensino social da Igreja com relação ao trabalho e à questão social, estamos juntos com os trabalhadores do mundo todo, pleiteando respeito a seus direitos, compreendendo os motivos que levaram o Papa Pio XII a instituir a festa de “São José Trabalhador”, em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalho, em quase todo o planeta.

A vida de São José foi toda ela um contínuo serviço a Jesus e a Maria. Dois textos bíblicos falam de José, o pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo: Mt 2, l3-23 e Lc 2, 4-52. Destes textos, uma atenta leitura nos faz chegar a dois dados importantes: sua condição de carpinteiro: "Não é este (Jesus) o filho do carpinteiro?” (Mt 13-55). Era conhecido, portanto, em Nazaré, por seu ofício, por seu trabalho. O outro dado é um juízo sobre sua pessoa: "Seu esposo José, como era justo e não queria colocá-la em evidência...” (Mt 1,19). Por estes textos e dados fundamentais, reconstruiu-se a imagem de São José como esposo fiel de Maria, pai adotivo de Jesus e honrado artesão e operário, que vivia de seu trabalho. Nada mais sabemos de sua vida, nem de sua morte, a não ser através dos evangelhos apócrifos.

São José ensina-nos a realizar bem o ofício que nos ocupa tantas horas: as tarefas domésticas, o laboratório, o arado ou o computador, o trabalho de carregar pacotes ou de cuidar da portaria de um edifício. A categoria de um trabalho reside na sua capacidade de nos aperfeiçoar humana e sobrenaturalmente, nas possibilidades que nos oferece de levar adiante a família e de colaborar nas obras em favor dos homens, na ajuda que através dele prestamos à sociedade.

São José, enquanto trabalhava, tinha Jesus diante de si. Deve ter pedido ajuda para Jesus enquanto o ensinava seu oficio. Quando se sentia cansado, olhava para o seu filho, que era o Filho de Deus, e aquela tarefa adquiria aos seus olhos um novo vigor, porque sabia que com o seu trabalho colaborava com os planos misteriosos, mas reais, da salvação. Peçamos-lhe hoje que nos ensine a ter essa presença de Deus que ele teve enquanto exercia o seu ofício. E não nos esqueçamos de Santa Maria, a quem vamos dedicar com muito amor este mês de Maio que hoje começa. Não nos esqueçamos de oferecer em sua honra todos estes dias a oração do rosário por todas as intenções da igreja, em especial pela paz e também pela vocações.

Tantos são os que estão desempregados, infelizmente. Vamos pedir, na aurora do mês de maio, dedicado à Virgem Maria, que por intercessão da Mãe de Deus e do Pai adotivo de Jesus, São José, que emprego e renda sejam concedidos a quem está fora do mercado de trabalho. Agradeçamos, também, a Deus o trabalho que temos que garante o nosso sustento e de nossas famílias!

São José é o protetor da Igreja Católica Universal, que peregrina em todo o orbe. Devemos ter uma profunda devoção por ele porque protegeu Maria e Jesus e é modelo de todas as virtudes. Que seu exemplo de fidelidade nos ilumine e que sua intercessão nos proteja!

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01/05/2018 00:00 - Atualizado em 02/05/2018 11:52

A memória de São José Operário, vem-se celebrando liturgicamente desde 1955. A Igreja recorda assim - seguindo o exemplo de São José e sob o seu patrocínio, a valorização do ser humano e a questão sobrenatural do trabalho. Todo o trabalho humano é colaboração com a obra de Deus Criador, e por Jesus Cristo converter-se na medida do amor a Deus e da caridade com os outros em verdadeira oração e em apostolado.

O dia do trabalho ou do trabalhador nasceu diante de situações injustas. Foi no primeiro de maio de 1886, em Chicago, maior parque industrial dos Estados Unidos, na época, que os operários de uma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e pelo total desrespeito à pessoa que patrões demonstravam. Eram trezentos e quarenta em greve e a polícia, a serviço dos poderosos, massacrou-os sem piedade. Mais de cinquenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados num confronto desigual. Em homenagem a eles é que se consagrou este dia.

Proclamando São José como protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, aquele que aceitou ser pai adotivo de Deus feito homem. Deus Pai confiou a José duas joias preciosas para que ele tomasse conta: seu Filho Jesus e Maria Santíssima: a Sagrada Família. Assim como José cuidou da Sagrada Família com esmero, assim ele também cuida da Igreja e agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna. Ele, trabalhador e reconhecido como carpinteiro de Nazaré que cuidou de Jesus, o Filho de Deus.

Quanto o Título: São José Operário, este é um paralelo entre a vida de São José que foi cheia de sacrifícios. São José trabalhou a vida toda para prover a Sagrada Família e para depois termos Nosso Senhor Jesus Cristo dando a vida pela humanidade. Nesse dia, junto com tantos documentos do magistério da Igreja que a cada época atualiza o ensino social da Igreja com relação ao trabalho e à questão social, estamos juntos com os trabalhadores do mundo todo, pleiteando respeito a seus direitos, compreendendo os motivos que levaram o Papa Pio XII a instituir a festa de “São José Trabalhador”, em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalho, em quase todo o planeta.

A vida de São José foi toda ela um contínuo serviço a Jesus e a Maria. Dois textos bíblicos falam de José, o pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo: Mt 2, l3-23 e Lc 2, 4-52. Destes textos, uma atenta leitura nos faz chegar a dois dados importantes: sua condição de carpinteiro: "Não é este (Jesus) o filho do carpinteiro?” (Mt 13-55). Era conhecido, portanto, em Nazaré, por seu ofício, por seu trabalho. O outro dado é um juízo sobre sua pessoa: "Seu esposo José, como era justo e não queria colocá-la em evidência...” (Mt 1,19). Por estes textos e dados fundamentais, reconstruiu-se a imagem de São José como esposo fiel de Maria, pai adotivo de Jesus e honrado artesão e operário, que vivia de seu trabalho. Nada mais sabemos de sua vida, nem de sua morte, a não ser através dos evangelhos apócrifos.

São José ensina-nos a realizar bem o ofício que nos ocupa tantas horas: as tarefas domésticas, o laboratório, o arado ou o computador, o trabalho de carregar pacotes ou de cuidar da portaria de um edifício. A categoria de um trabalho reside na sua capacidade de nos aperfeiçoar humana e sobrenaturalmente, nas possibilidades que nos oferece de levar adiante a família e de colaborar nas obras em favor dos homens, na ajuda que através dele prestamos à sociedade.

São José, enquanto trabalhava, tinha Jesus diante de si. Deve ter pedido ajuda para Jesus enquanto o ensinava seu oficio. Quando se sentia cansado, olhava para o seu filho, que era o Filho de Deus, e aquela tarefa adquiria aos seus olhos um novo vigor, porque sabia que com o seu trabalho colaborava com os planos misteriosos, mas reais, da salvação. Peçamos-lhe hoje que nos ensine a ter essa presença de Deus que ele teve enquanto exercia o seu ofício. E não nos esqueçamos de Santa Maria, a quem vamos dedicar com muito amor este mês de Maio que hoje começa. Não nos esqueçamos de oferecer em sua honra todos estes dias a oração do rosário por todas as intenções da igreja, em especial pela paz e também pela vocações.

Tantos são os que estão desempregados, infelizmente. Vamos pedir, na aurora do mês de maio, dedicado à Virgem Maria, que por intercessão da Mãe de Deus e do Pai adotivo de Jesus, São José, que emprego e renda sejam concedidos a quem está fora do mercado de trabalho. Agradeçamos, também, a Deus o trabalho que temos que garante o nosso sustento e de nossas famílias!

São José é o protetor da Igreja Católica Universal, que peregrina em todo o orbe. Devemos ter uma profunda devoção por ele porque protegeu Maria e Jesus e é modelo de todas as virtudes. Que seu exemplo de fidelidade nos ilumine e que sua intercessão nos proteja!

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro