Arquidiocese do Rio de Janeiro

28º 17º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/05/2018

25 de Maio de 2018

O Brasil que desejo é...

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

25 de Maio de 2018

O Brasil que desejo é...

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

29/04/2018 00:00

O Brasil que desejo é... 0

29/04/2018 00:00

O Brasil tem vivido desde a sua história momentos importantes em diversos cenários.  Creio que não seja necessário relembrarmos os últimos acontecimentos, mas observarmos atentamente o caminho que esta grande nação tem percorrido. Desde o momento do seu descobrimento, passando da monarquia à república, a Terra de Santa Cruz, como era conhecida, passou por fatos que marcaram profundamente o seu tecido político, econômico, religioso e cultural.

Em 1808, o príncipe D. João e a família real chegaram ao Brasil e, em 1816, D. João se tornou rei do Brasil e de Portugal depois da morte de sua mãe, D. Maria I, a “Rainha louca”. Em 1817, a revolução republicana foi sufocada pelas tropas de D. João VI, em Pernambuco.  Em 1820, os revolucionários liberais portugueses tomaram o poder da cidade do Porto, e exigiram a volta de D. João VI a Lisboa, que aconteceu em 1821, juntamente com toda a família real. Em 1822, às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo, D. Pedro proclamou a independência do Brasil. No dia 15 de novembro de 1889, aconteceu a Proclamação da República, em um resultado de um levante político-militar, dando início à República Federativa Presidencialista, tendo o marechal Deodoro da Fonseca como o primeiro presidente da República brasileira em um governo provisório. Isto é obviamente um resumo ilustrativo e muito curto da vasta história deste grande país.

Como diria a famosa canção “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso: “O Brasil, verde que dá para o mundo admirar. O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor. Brasil!... Brasil! Pra mim...” Pra mim!...”É uma terra jovem, que já sorriu e já chorou, mas que não perdeu a esperança por desejar um futuro melhor para suas famílias, suas crianças e seus jovens. E longe de ser um texto saudoso ou de lamentações pelos acontecimentos, é um convite a refletirmos da nossa importância, enquanto brasileiros, nesta magnânima história.

Constantemente no Velho Continente – Europa – escutamos dizer que o brasileiro é um povo alegre, que acima de tudo esbanja otimismo. Certo que muitas vezes somos lembrados pelo país do futebol e do Carnaval, mas nós, que somos filhos desta amada pátria, repito amada, sabemos que o grande tesouro desta nação não são somente estes eventos sociais, ou a sua exuberante beleza natural, mas é o seu povo. Somos um país que não entra em guerra com ninguém, no qual acolhemos a todos e desejamos o bem a todos. Na sua essência o brasileiro segue o exemplo de seu maior ídolo, o Cristo de braços abertos sobre o alto do Corcovado.

Na sua mensagem aos brasileiros pelos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, o Papa Francisco disse assim: “aprendamos a conservar a esperança, a deixar-nos surpreender por Deus e viver na alegria; esperança, querido povo brasileiro, é virtude dos que creem.  Sobretudo, quando ao nosso redor temos situações de desespero que podem, sem querer, nos desanimar; não se deixem vencer pelo desânimo. Confiem em Deus, confiem na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário de Aparecida e em cada coração devoto de Maria, que podemos tocar a esperança que se concretiza na vivência da espiritualidade, na generosidade, na solidariedade, na perseverança, na fraternidade, na alegria, que por sua vez são valores que encontram sua raiz mais profunda na fé cristã”.

É triste quando vemos brasileiros que em muitos lugares, principalmente no exterior, denigrem a própria imagem de seu país, assumindo, assim, uma falsa isenção da participação no tear da história deste país. É mais triste ainda quando na cultura do ‘jeitinho brasileiro’ um brasileiro lesa alguém, tentando tirar alguma vantagem, seja até mesmo em furar uma fila ou fingir que dorme para não ceder o lugar a uma pessoa com necessidades especiais dentro de um transporte público. Devemos lembrar que só pode exigir honestidade, justiça e todos os valores das esferas superiores, quando no cotidiano de nossas vidas estes mesmos valores têm um significado predominante.

Ultimamente se houve muito falar: “O Brasil que desejo é...”. Por isso também desejo expressar aqui: o Brasil que desejo é um Brasil onde os brasileiros nunca percam a esperança, nunca desanimem de fazer o bem, nunca deixem de sorrir, nunca deixem de confiar em Deus e pedir a paz mesmo diante da violência ou testemunhos contrários. Nunca deixem de rezar a Nossa Senhora Aparecida, nunca deixem de participar conscientemente nas escolhas de seus candidatos aos cargos públicos, nunca deixem de ensinar as crianças e aos jovens os valores essenciais da vida, nunca deixem de ajudar aqueles que caíram, nunca falem mal de seu país e, por fim, nunca deixem de cantar vibrantemente: “Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza, terra adorada. Entre outras mil, és tu, Brasil Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada Brasil!

 

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

O Brasil que desejo é...

29/04/2018 00:00

O Brasil tem vivido desde a sua história momentos importantes em diversos cenários.  Creio que não seja necessário relembrarmos os últimos acontecimentos, mas observarmos atentamente o caminho que esta grande nação tem percorrido. Desde o momento do seu descobrimento, passando da monarquia à república, a Terra de Santa Cruz, como era conhecida, passou por fatos que marcaram profundamente o seu tecido político, econômico, religioso e cultural.

Em 1808, o príncipe D. João e a família real chegaram ao Brasil e, em 1816, D. João se tornou rei do Brasil e de Portugal depois da morte de sua mãe, D. Maria I, a “Rainha louca”. Em 1817, a revolução republicana foi sufocada pelas tropas de D. João VI, em Pernambuco.  Em 1820, os revolucionários liberais portugueses tomaram o poder da cidade do Porto, e exigiram a volta de D. João VI a Lisboa, que aconteceu em 1821, juntamente com toda a família real. Em 1822, às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo, D. Pedro proclamou a independência do Brasil. No dia 15 de novembro de 1889, aconteceu a Proclamação da República, em um resultado de um levante político-militar, dando início à República Federativa Presidencialista, tendo o marechal Deodoro da Fonseca como o primeiro presidente da República brasileira em um governo provisório. Isto é obviamente um resumo ilustrativo e muito curto da vasta história deste grande país.

Como diria a famosa canção “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso: “O Brasil, verde que dá para o mundo admirar. O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor. Brasil!... Brasil! Pra mim...” Pra mim!...”É uma terra jovem, que já sorriu e já chorou, mas que não perdeu a esperança por desejar um futuro melhor para suas famílias, suas crianças e seus jovens. E longe de ser um texto saudoso ou de lamentações pelos acontecimentos, é um convite a refletirmos da nossa importância, enquanto brasileiros, nesta magnânima história.

Constantemente no Velho Continente – Europa – escutamos dizer que o brasileiro é um povo alegre, que acima de tudo esbanja otimismo. Certo que muitas vezes somos lembrados pelo país do futebol e do Carnaval, mas nós, que somos filhos desta amada pátria, repito amada, sabemos que o grande tesouro desta nação não são somente estes eventos sociais, ou a sua exuberante beleza natural, mas é o seu povo. Somos um país que não entra em guerra com ninguém, no qual acolhemos a todos e desejamos o bem a todos. Na sua essência o brasileiro segue o exemplo de seu maior ídolo, o Cristo de braços abertos sobre o alto do Corcovado.

Na sua mensagem aos brasileiros pelos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, o Papa Francisco disse assim: “aprendamos a conservar a esperança, a deixar-nos surpreender por Deus e viver na alegria; esperança, querido povo brasileiro, é virtude dos que creem.  Sobretudo, quando ao nosso redor temos situações de desespero que podem, sem querer, nos desanimar; não se deixem vencer pelo desânimo. Confiem em Deus, confiem na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário de Aparecida e em cada coração devoto de Maria, que podemos tocar a esperança que se concretiza na vivência da espiritualidade, na generosidade, na solidariedade, na perseverança, na fraternidade, na alegria, que por sua vez são valores que encontram sua raiz mais profunda na fé cristã”.

É triste quando vemos brasileiros que em muitos lugares, principalmente no exterior, denigrem a própria imagem de seu país, assumindo, assim, uma falsa isenção da participação no tear da história deste país. É mais triste ainda quando na cultura do ‘jeitinho brasileiro’ um brasileiro lesa alguém, tentando tirar alguma vantagem, seja até mesmo em furar uma fila ou fingir que dorme para não ceder o lugar a uma pessoa com necessidades especiais dentro de um transporte público. Devemos lembrar que só pode exigir honestidade, justiça e todos os valores das esferas superiores, quando no cotidiano de nossas vidas estes mesmos valores têm um significado predominante.

Ultimamente se houve muito falar: “O Brasil que desejo é...”. Por isso também desejo expressar aqui: o Brasil que desejo é um Brasil onde os brasileiros nunca percam a esperança, nunca desanimem de fazer o bem, nunca deixem de sorrir, nunca deixem de confiar em Deus e pedir a paz mesmo diante da violência ou testemunhos contrários. Nunca deixem de rezar a Nossa Senhora Aparecida, nunca deixem de participar conscientemente nas escolhas de seus candidatos aos cargos públicos, nunca deixem de ensinar as crianças e aos jovens os valores essenciais da vida, nunca deixem de ajudar aqueles que caíram, nunca falem mal de seu país e, por fim, nunca deixem de cantar vibrantemente: “Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza, terra adorada. Entre outras mil, és tu, Brasil Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada Brasil!

 

Padre Arnaldo Rodrigues
Autor

Padre Arnaldo Rodrigues

Editorialista do Jornal Testemunho de Fé