Arquidiocese do Rio de Janeiro

28º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/09/2018

21 de Setembro de 2018

Assembleia dos Bispos: Formação e Comunicação da Igreja

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

21 de Setembro de 2018

Assembleia dos Bispos: Formação e Comunicação da Igreja

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

22/04/2018 00:00

Assembleia dos Bispos: Formação e Comunicação da Igreja 0

22/04/2018 00:00

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – está reunida para a sua 56ª Assembleia Geral. É um encontro no qual se reúnem todos os bispos do Brasil, que estudam e buscam responder as principais necessidades do mundo no tempo atual e a atuação eficaz da Igreja nestes cenários.  Muitas comissões com seus presidentes são responsáveis por apresentar estudos e questionamentos, afim de que estes temas direcionem a pauta a ser estudada pelos bispos titulares presentes.

Nesta assembleia ressalto duas grandes questões que valem a pena observar. Elas possuem um efeito imediato na vida cotidiana da Igreja, desde o plano pastoral da diocese na sua amplitude, como nas regiões setorizadas das paróquias e demais áreas da sua extensão.

Em primeiro lugar ressalto a participação ativa da comunicação dentro e fora da assembleia. Inúmeras vezes foram organizados os meeting points (pontos de encontro) para que os bispos pudessem falar abertamente à imprensa, aos meios de comunicação católicos e também aos demais meios de comunicação social interessados.

Esta comunicação interagiu de duas formas: nos encontros organizados pela própria CNBB, como falamos anteriormente, onde os bispos eram os que emitiam as informações, com base nos temas refletidos anteriormente, e, também, nas perguntas feitas pelos jornalistas presentes; a segunda forma de participação ativa da comunicação na assembleia aconteceu anteriormente ao evento. Diversas foram as vezes em que os bispos no Brasil foram interpelados pelos grandes meios de comunicação e pelas novas mídias – redes sociais. Esse movimento levou para dentro da assembleia esta necessidade de reforçar a identidade da Igreja, e de estudar como realizar esta comunicação mais eficaz nestes tempos atuais. Em resposta, o arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação, Dom Darci José Nicioli, lançou durante a assembleia, o documento de estudos da CNBB, número 111, intitulado “Orientações pastorais para as mídias católicas: Imprensa, Rádio, TV e novas mídias”.

A Igreja sempre será um objeto de atenção da mídia, seja de forma positiva ou com  seus desafios. Ao longo dos últimos tempos, cada vez mais ela tem compreendido que a sua palavra deve ser sempre objetiva, sobretudo quando deve comunicar opiniões de questões de natureza social. Deve buscar exprimir-se claramente nos seus valores enquanto instituição, sem esquecer que tudo que comunica deve ser sustentado pela credibilidade. Além disso, ela – Igreja – deve estar sempre disposta a escutar o outro, recordando que quando as mensagens são entregues à esfera pública devem ser feitas com um senso de humanidade, sem jamais perder de vista a pessoa.

O tema que permeou toda a 56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil é a formação do clero. Nosso arcebispo, Dom Orani, disse que “o entusiasmo dos bispos em aprofundar as diretrizes para a formação dos presbíteros demonstra a alegria pelo dom das vocações em nossos seminários”. E que “a importância da formação inicial e permanente dos presbíteros do Brasil está sendo o tema central de nossa assembleia.”

A Assembleia dos Bispos pretende, no final, apresentar um documento à Congregação para o Clero no Vaticano expressando a razão, o fundamento e o princípio que animam a formação dos presbíteros e estabelecendo normas a serem seguidas pela Igreja do Brasil. Neste tema, os bispos se concentraram ainda mais, não por uma necessidade somente, mas pelo amor às vocações, como afirmou Dom Orani no trecho acima. Este documento busca imprimir unidade, coerência e gradualidade no processo de formação, seja no seu processo inicial como na continuada, levando em conta a diversidade cultural, para que o serviço prestado pelos padres seja realizado e vivido pelo que chamam de “presbíteros-discípulos”, “presbíteros-missionários”, “presbíteros-servidores da vida, cheios da misericórdia”.

Por que além do amor às vocações, se pensou em dedicar-se à formação do clero? Além da consciência da formação permanente, vivemos uma mudança de época que tem impactado, principalmente, os modelos tradicionais e os valores culturais e morais. É cada vez mais necessário padres que sejam pessoas integradas, capazes de ler e interpretar os “sinais dos tempos”, no horizonte da fé que professam junto com as comunidades em todo o Brasil.

Dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas, informou, em um dos meeting points da assembleia, que a CNBB realizou uma pesquisa com mais de 25 mil padres. Segundo ele, o presbitério brasileiro é jovem e de predominância brasileira. “Percebemos pela pesquisa que, apesar das dificuldades, os padres brasileiros estão animados com a sua vocação e missão e não têm medo de assumir seu seguimento e anúncio de Jesus Cristo”, informou Dom Pedro Brito.

O cuidado com a formação do clero, desde seu início, na animação vocacional e entrada no seminário, reflete exatamente o que diz o Papa Francisco na introdução da “Ratio Fundamentalis Istitutionis Sacerdotalis” – documento apresentado pela Congregação do Clero sobre o dom da vocação sacerdotal: “trata-se de conservar e desenvolver as vocações, para que produzam frutos maduros. Elas constituem um ‘diamante bruto’, que deve ser trabalhado com habilidade, respeito pela consciência das pessoas e paciência, para que resplandeçam no meio do povo de Deus”.

A Assembleia dos Bispos do Brasil debateu diversos temas importantes para a ação da Igreja no Brasil, e de lá partirão as diversas diretrizes que guiarão a sua ação evangelizadora neste jovem país, terra de Santa Cruz.

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

Assembleia dos Bispos: Formação e Comunicação da Igreja

22/04/2018 00:00

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – está reunida para a sua 56ª Assembleia Geral. É um encontro no qual se reúnem todos os bispos do Brasil, que estudam e buscam responder as principais necessidades do mundo no tempo atual e a atuação eficaz da Igreja nestes cenários.  Muitas comissões com seus presidentes são responsáveis por apresentar estudos e questionamentos, afim de que estes temas direcionem a pauta a ser estudada pelos bispos titulares presentes.

Nesta assembleia ressalto duas grandes questões que valem a pena observar. Elas possuem um efeito imediato na vida cotidiana da Igreja, desde o plano pastoral da diocese na sua amplitude, como nas regiões setorizadas das paróquias e demais áreas da sua extensão.

Em primeiro lugar ressalto a participação ativa da comunicação dentro e fora da assembleia. Inúmeras vezes foram organizados os meeting points (pontos de encontro) para que os bispos pudessem falar abertamente à imprensa, aos meios de comunicação católicos e também aos demais meios de comunicação social interessados.

Esta comunicação interagiu de duas formas: nos encontros organizados pela própria CNBB, como falamos anteriormente, onde os bispos eram os que emitiam as informações, com base nos temas refletidos anteriormente, e, também, nas perguntas feitas pelos jornalistas presentes; a segunda forma de participação ativa da comunicação na assembleia aconteceu anteriormente ao evento. Diversas foram as vezes em que os bispos no Brasil foram interpelados pelos grandes meios de comunicação e pelas novas mídias – redes sociais. Esse movimento levou para dentro da assembleia esta necessidade de reforçar a identidade da Igreja, e de estudar como realizar esta comunicação mais eficaz nestes tempos atuais. Em resposta, o arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação, Dom Darci José Nicioli, lançou durante a assembleia, o documento de estudos da CNBB, número 111, intitulado “Orientações pastorais para as mídias católicas: Imprensa, Rádio, TV e novas mídias”.

A Igreja sempre será um objeto de atenção da mídia, seja de forma positiva ou com  seus desafios. Ao longo dos últimos tempos, cada vez mais ela tem compreendido que a sua palavra deve ser sempre objetiva, sobretudo quando deve comunicar opiniões de questões de natureza social. Deve buscar exprimir-se claramente nos seus valores enquanto instituição, sem esquecer que tudo que comunica deve ser sustentado pela credibilidade. Além disso, ela – Igreja – deve estar sempre disposta a escutar o outro, recordando que quando as mensagens são entregues à esfera pública devem ser feitas com um senso de humanidade, sem jamais perder de vista a pessoa.

O tema que permeou toda a 56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil é a formação do clero. Nosso arcebispo, Dom Orani, disse que “o entusiasmo dos bispos em aprofundar as diretrizes para a formação dos presbíteros demonstra a alegria pelo dom das vocações em nossos seminários”. E que “a importância da formação inicial e permanente dos presbíteros do Brasil está sendo o tema central de nossa assembleia.”

A Assembleia dos Bispos pretende, no final, apresentar um documento à Congregação para o Clero no Vaticano expressando a razão, o fundamento e o princípio que animam a formação dos presbíteros e estabelecendo normas a serem seguidas pela Igreja do Brasil. Neste tema, os bispos se concentraram ainda mais, não por uma necessidade somente, mas pelo amor às vocações, como afirmou Dom Orani no trecho acima. Este documento busca imprimir unidade, coerência e gradualidade no processo de formação, seja no seu processo inicial como na continuada, levando em conta a diversidade cultural, para que o serviço prestado pelos padres seja realizado e vivido pelo que chamam de “presbíteros-discípulos”, “presbíteros-missionários”, “presbíteros-servidores da vida, cheios da misericórdia”.

Por que além do amor às vocações, se pensou em dedicar-se à formação do clero? Além da consciência da formação permanente, vivemos uma mudança de época que tem impactado, principalmente, os modelos tradicionais e os valores culturais e morais. É cada vez mais necessário padres que sejam pessoas integradas, capazes de ler e interpretar os “sinais dos tempos”, no horizonte da fé que professam junto com as comunidades em todo o Brasil.

Dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas, informou, em um dos meeting points da assembleia, que a CNBB realizou uma pesquisa com mais de 25 mil padres. Segundo ele, o presbitério brasileiro é jovem e de predominância brasileira. “Percebemos pela pesquisa que, apesar das dificuldades, os padres brasileiros estão animados com a sua vocação e missão e não têm medo de assumir seu seguimento e anúncio de Jesus Cristo”, informou Dom Pedro Brito.

O cuidado com a formação do clero, desde seu início, na animação vocacional e entrada no seminário, reflete exatamente o que diz o Papa Francisco na introdução da “Ratio Fundamentalis Istitutionis Sacerdotalis” – documento apresentado pela Congregação do Clero sobre o dom da vocação sacerdotal: “trata-se de conservar e desenvolver as vocações, para que produzam frutos maduros. Elas constituem um ‘diamante bruto’, que deve ser trabalhado com habilidade, respeito pela consciência das pessoas e paciência, para que resplandeçam no meio do povo de Deus”.

A Assembleia dos Bispos do Brasil debateu diversos temas importantes para a ação da Igreja no Brasil, e de lá partirão as diversas diretrizes que guiarão a sua ação evangelizadora neste jovem país, terra de Santa Cruz.

Padre Arnaldo Rodrigues
Autor

Padre Arnaldo Rodrigues

Editorialista do Jornal Testemunho de Fé