Arquidiocese do Rio de Janeiro

26º 14º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/08/2018

14 de Agosto de 2018

Artigo 24: Por que não haverá mais casamento?

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14 de Agosto de 2018

Artigo 24: Por que não haverá mais casamento?

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27/03/2018 15:32 - Atualizado em 27/03/2018 15:33

Artigo 24: Por que não haverá mais casamento? 0

27/03/2018 15:32 - Atualizado em 27/03/2018 15:33

No artigo anterior, entramos no 3º ciclo de Catequeses da Teologia do Corpo de São João Paulo II, apresentando a referência bíblica de base do diálogo de Jesus com os saduceus – que não acreditavam na ressurreição. O que podemos aprender do seu questionamento: uma mulher que foi casada com sete irmãos será esposa de qual deles, afinal, se a ressurreição da carne, de fato, acontecer?

Jesus começa apontando para um erro duplo e primordial na raiz dessa pergunta, que releva como a inteligência humana é limitada para entender tanto as próprias Escrituras como o poder ilimitado de Deus. Para esclarecer falta de conhecimento bíblico dos seus interlocutores, Cristo recorda o encontro divino que Moisés viveu no episódio da sarça ardente (cf. Ex 3,6) em que Deus-Javé faz referências bem vivazes sobre os antepassados da História da Salvação.

Explica também que na realidade “do outro mundo” não haverá mais casamento. E por quê? O matrimônio é um sacramento. E, como tal, um sinal visível de uma realidade invisível. Uma realidade bem concreta na nossa condição que revela algo muito maior: a união entre o homem e a mulher é imagem do amor de Deus pelo seu povo e – na ótica da Nova Aliança – o amor doação total de Cristo pela sua Igreja. Ora, na ressurreição, quando estaremos já face a face com nosso Amado e Eterno esposo, não mais precisaremos desta “imagem”, pois já viveremos a plena comunhão de amor que a realidade terrena matrimonial representava, mas não concretizava em plenitude ainda.

Caminhamos neste mundo e o matrimônio é como uma placa que nos indica a direção do amor. Quando chegarmos ao nosso destino final, a placa – antes tão fundamental para não nos perdermos -- não se faz mais necessária. Isso diminui de alguma forma o valor do matrimônio? Pelo contrário! Só reforça seu papel fundamental para nos conduzir às núpcias celestes às quais somos chamados e deve ser para nós um grande incentivo para uma vida de santidade já aqui na terra. Nos faz lembrar quando somos “estagiários” em alguma função... sonhando, mas também estudando e trabalhando duro para a efetivação profissional. Casamento é estágio para o céu! Já havia se dado conta disso?!

 

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Artigo 24: Por que não haverá mais casamento?

27/03/2018 15:32 - Atualizado em 27/03/2018 15:33

No artigo anterior, entramos no 3º ciclo de Catequeses da Teologia do Corpo de São João Paulo II, apresentando a referência bíblica de base do diálogo de Jesus com os saduceus – que não acreditavam na ressurreição. O que podemos aprender do seu questionamento: uma mulher que foi casada com sete irmãos será esposa de qual deles, afinal, se a ressurreição da carne, de fato, acontecer?

Jesus começa apontando para um erro duplo e primordial na raiz dessa pergunta, que releva como a inteligência humana é limitada para entender tanto as próprias Escrituras como o poder ilimitado de Deus. Para esclarecer falta de conhecimento bíblico dos seus interlocutores, Cristo recorda o encontro divino que Moisés viveu no episódio da sarça ardente (cf. Ex 3,6) em que Deus-Javé faz referências bem vivazes sobre os antepassados da História da Salvação.

Explica também que na realidade “do outro mundo” não haverá mais casamento. E por quê? O matrimônio é um sacramento. E, como tal, um sinal visível de uma realidade invisível. Uma realidade bem concreta na nossa condição que revela algo muito maior: a união entre o homem e a mulher é imagem do amor de Deus pelo seu povo e – na ótica da Nova Aliança – o amor doação total de Cristo pela sua Igreja. Ora, na ressurreição, quando estaremos já face a face com nosso Amado e Eterno esposo, não mais precisaremos desta “imagem”, pois já viveremos a plena comunhão de amor que a realidade terrena matrimonial representava, mas não concretizava em plenitude ainda.

Caminhamos neste mundo e o matrimônio é como uma placa que nos indica a direção do amor. Quando chegarmos ao nosso destino final, a placa – antes tão fundamental para não nos perdermos -- não se faz mais necessária. Isso diminui de alguma forma o valor do matrimônio? Pelo contrário! Só reforça seu papel fundamental para nos conduzir às núpcias celestes às quais somos chamados e deve ser para nós um grande incentivo para uma vida de santidade já aqui na terra. Nos faz lembrar quando somos “estagiários” em alguma função... sonhando, mas também estudando e trabalhando duro para a efetivação profissional. Casamento é estágio para o céu! Já havia se dado conta disso?!

 

Tatiana e Ronaldo de Melo
Autor

Tatiana e Ronaldo de Melo

Núcleo de Formação e Espiritualidade da Pastoral Familiar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro