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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 15/08/2018

15 de Agosto de 2018

A Igreja é sempre santa

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15 de Agosto de 2018

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A Igreja é sempre santa 0

25/03/2018 00:00

Não é de hoje que escutamos dizer: “A Igreja é santa e pecadora”. Seria correta essa afirmação? Não. A Igreja é sempre santa, como diz a Constituição dogmática “Lumen Gentium”, do Concílio Vaticano II. Cremos, por meio da fé, que ela – Igreja – é “indefectivelmente santa”. É a fé que professamos a cada domingo e nas solenidades da Oração do Credo: “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”.

A Igreja é santa porque Cristo é santo. “Com efeito, Cristo, Filho de Deus, que é com o Pai e o Espírito, amou a Igreja como esposa, entregou-se por ela, para santificá-la” (cfr. Ef. 5,25-26), “e uniu-a a Si como seu corpo, cumulando-a com o dom do Espírito Santo, para a glória de Deus (LG)”. A Igreja na sua criação e na sua união com Cristo é santa.

Nós, como filhos de Deus, somos chamados também a uma vida de santidade: eu e você. Todos que buscaram e foram acolhidos por esta Mãe em seu ventre, para serem gerados filhos de Deus por meio do Batismo, tem por convite e missão o caminho à santidade: “esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1Tess 4,3; Ef 1,4). Assim como nos relembra também Papa Francisco: “enquanto batizados, todos os cristãos têm igual dignidade diante do Senhor e são irmanados pela mesma vocação, que é a santidade”.

Na constituição histórica da Igreja temos diversos episódios que nos reaviva a felicidade de pertencermos a esta grande família, que gerou tantos santos que nos precederam na propagação da fé e do bem. De uma outra forma, poderíamos pensar também em desistir de viver esta comunidade eclesial, por já ter visto ou vivido a fraqueza da concupiscência humana dentro deste corpo santo de Cristo. Porém, inclusive aqui somos convidados a termos fé.  Deus é capaz de tirar o bem das nossas mazelas humanas.

É por meio dela que chegaremos à Verdade e à Santidade, mesmo com os nossos defeitos enquanto membros. São Paulo a Timóteo disse exatamente isso: “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade” (1Tm 2,4), e nos relembra exatamente por qual caminho: “A Igreja é a coluna e o fundamento da Verdade”. (1Tm 3,15).

Esse caminho de santidade dentro da Igreja e com a Igreja se deve expressar também de forma concreta na nossa vida, por meio da caridade, e deve manifestar-se, nos frutos da graça que o Espírito Santo produz nos fiéis; exprimindo-se de muitas maneiras em cada um daqueles que, no seu estado de vida, tendem à perfeição da caridade, com a edificação do próximo. Não existe uma via de santidade sem passar pela caridade e doação de si ao próximo. Por isso que a Igreja Católica é a instituição que mais realizou e realiza a caridade no mundo, vivendo com amor e oferecendo o testemunho cristão nas ocupações diárias.

Para conhecermos um pouco de suas obras neste período moderno, vale a pena lembrar que no Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública, eram as casas de caridade – conhecidas como Santa Casa – da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital. A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5 mil dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2 mil jardins de infância. Se a Igreja Católica saísse da África, 60% das escolas e hospitais seriam fechados. Nas Américas: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância; Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; um leprosário; 360 asilos; 60 orfanatos; 90 jardins de infância; Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; quatro leprosários; 7.970 asilos; 2.370 jardins de infância.

São Pedro nos diz que, “como bons dispensadores das diversas graças de Deus, cada um de vós ponha à disposição dos outros o dom que recebeu: a Palavra, para anunciar as mensagens de Deus; um ministério, para o exercer com uma força divina, a fim de que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo (Pd 4,10-11). Eis o convite à santidade! Deus nos chama a esta vida, mas vivida dentro da Igreja, no campo de batalha como disse Papa Francisco: Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças (“Evangelii Gaudium”). A Igreja é santa e será para sempre. “Vacilará a Igreja se vacila seu fundamento. Mas poderá talvez Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos” (Santo Agostinho).

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A Igreja é sempre santa

25/03/2018 00:00

Não é de hoje que escutamos dizer: “A Igreja é santa e pecadora”. Seria correta essa afirmação? Não. A Igreja é sempre santa, como diz a Constituição dogmática “Lumen Gentium”, do Concílio Vaticano II. Cremos, por meio da fé, que ela – Igreja – é “indefectivelmente santa”. É a fé que professamos a cada domingo e nas solenidades da Oração do Credo: “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”.

A Igreja é santa porque Cristo é santo. “Com efeito, Cristo, Filho de Deus, que é com o Pai e o Espírito, amou a Igreja como esposa, entregou-se por ela, para santificá-la” (cfr. Ef. 5,25-26), “e uniu-a a Si como seu corpo, cumulando-a com o dom do Espírito Santo, para a glória de Deus (LG)”. A Igreja na sua criação e na sua união com Cristo é santa.

Nós, como filhos de Deus, somos chamados também a uma vida de santidade: eu e você. Todos que buscaram e foram acolhidos por esta Mãe em seu ventre, para serem gerados filhos de Deus por meio do Batismo, tem por convite e missão o caminho à santidade: “esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1Tess 4,3; Ef 1,4). Assim como nos relembra também Papa Francisco: “enquanto batizados, todos os cristãos têm igual dignidade diante do Senhor e são irmanados pela mesma vocação, que é a santidade”.

Na constituição histórica da Igreja temos diversos episódios que nos reaviva a felicidade de pertencermos a esta grande família, que gerou tantos santos que nos precederam na propagação da fé e do bem. De uma outra forma, poderíamos pensar também em desistir de viver esta comunidade eclesial, por já ter visto ou vivido a fraqueza da concupiscência humana dentro deste corpo santo de Cristo. Porém, inclusive aqui somos convidados a termos fé.  Deus é capaz de tirar o bem das nossas mazelas humanas.

É por meio dela que chegaremos à Verdade e à Santidade, mesmo com os nossos defeitos enquanto membros. São Paulo a Timóteo disse exatamente isso: “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade” (1Tm 2,4), e nos relembra exatamente por qual caminho: “A Igreja é a coluna e o fundamento da Verdade”. (1Tm 3,15).

Esse caminho de santidade dentro da Igreja e com a Igreja se deve expressar também de forma concreta na nossa vida, por meio da caridade, e deve manifestar-se, nos frutos da graça que o Espírito Santo produz nos fiéis; exprimindo-se de muitas maneiras em cada um daqueles que, no seu estado de vida, tendem à perfeição da caridade, com a edificação do próximo. Não existe uma via de santidade sem passar pela caridade e doação de si ao próximo. Por isso que a Igreja Católica é a instituição que mais realizou e realiza a caridade no mundo, vivendo com amor e oferecendo o testemunho cristão nas ocupações diárias.

Para conhecermos um pouco de suas obras neste período moderno, vale a pena lembrar que no Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública, eram as casas de caridade – conhecidas como Santa Casa – da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital. A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5 mil dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2 mil jardins de infância. Se a Igreja Católica saísse da África, 60% das escolas e hospitais seriam fechados. Nas Américas: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância; Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; um leprosário; 360 asilos; 60 orfanatos; 90 jardins de infância; Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; quatro leprosários; 7.970 asilos; 2.370 jardins de infância.

São Pedro nos diz que, “como bons dispensadores das diversas graças de Deus, cada um de vós ponha à disposição dos outros o dom que recebeu: a Palavra, para anunciar as mensagens de Deus; um ministério, para o exercer com uma força divina, a fim de que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo (Pd 4,10-11). Eis o convite à santidade! Deus nos chama a esta vida, mas vivida dentro da Igreja, no campo de batalha como disse Papa Francisco: Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças (“Evangelii Gaudium”). A Igreja é santa e será para sempre. “Vacilará a Igreja se vacila seu fundamento. Mas poderá talvez Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos” (Santo Agostinho).

Padre Arnaldo Rodrigues
Autor

Padre Arnaldo Rodrigues

Editorialista do Jornal Testemunho de Fé