Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/10/2018

19 de Outubro de 2018

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03/02/2018 00:00

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03/02/2018 00:00

Celebramos neste final de semana o quinto domingo do tempo comum. Iniciamos o novo mês de Fevereiro, quando teremos a oportunidade de entrar no ciclo quaresmal. A liturgia deste dia nos fortalece na fé, suscitando a força para enfrentarmos os males que a vida nos apresenta, despertando a solidariedade com nossos irmãos sofredores, pois Jesus mostrou-nos sua força ao ir quebrando os preconceitos da época, buscando em primeiro lugar, ir ao encontro dos marginalizados.

A primeira leitura nos apresenta Jó, uma pessoa que sofre. Ele é atingido por uma grave doença, perde tudo, inclusive a família, mas não perde a fé. É a experiência do sofrimento que todos vivemos em algum momento de nossa vida. Nessa leitura (Jó 7, 1-4.6-7) o livro de Jó, de modo dramático, mostra a vida humana: “Não é acaso uma luta a vida do homem sobre a terra? Seus dias não são como dias de um mercenário? Tive por ganho meses de decepção, e couberam-me noites de sofrimentos. Se me deito, penso: quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde... Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança. Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade”. Parecem palavras negativas, desesperadas, essas de Jó. Porém, são uma reflexão realista sobre o mistério da vida humana, uma reflexão cheia de esperança, porque feita à luz de Deus. Uma coisa é pensar nas realidades negativas de nossa existência simplesmente contando com nossas forças. Que desespero, que desilusão, que vazio de sentido! Outra, bem diferente, é encarar a vida também com suas trevas, à luz de Deus, o amor eterno e onipotente! Que esperança que não decepciona, que paz que invade o coração, mesmo na dor! O livro de Jó nos convida a colocar os pés no chão. Não são palavras pessimistas porque aquele que chora e busca o sentido da existência, fá-lo diante de Deus. Recordemos como terminam as palavras da leitura – são comoventes: Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade”. O triste na vida não é sofrer, não é chorar, não é morrer... Triste e miserável é sofrer e chorar e morrer sem Deus, sem este Parceiro cheio de doce ternura que dá sentido à nossa existência.

A segunda leitura da Missa (1Cor 9, 16-19.22-23) fala-nos da responsabilidade deste anúncio alegre da verdade salvadora: Porque evangelizar não é glória para mim, mas necessidade. Ai de mim se não evangelizar. Com essas mesmas palavras de São Paulo, a Igreja tem recordado com frequência aos fiéis ao chamado que o Senhor lhes dirige para levarem a doutrina de Cristo a todos os cantos do mundo, aproveitando qualquer ocasião. A dedicação à tarefa apostólica nasce da convicção de se possuir a Verdade e o Amor, a verdade salvadora e o único amor que preenche as ânsias do coração. A missão de Cristo é evangelizar, levar a Boa Nova até o último recanto da terra, através dos Apóstolos e dos cristãos de todos os tempos. Esta é a missão da Igreja, que assim cumpre o que o Senhor lhe preceituou: Ide e pregai a todos os povos, ensinando-as a observar tudo quanto vos mandei.

O Evangelho (Mc 1,29-39) apresenta Jesus rodeado de uma multidão marcada pelo sofrimento: “Curou muitos enfermos atormentados por diversos males e expulsou muitos demônios” (Mc 1, 34). A cura da sogra de Pedro aparece como é importante sermos uma “Igreja em saída” (Jesus saiu da Sinagoga e foi para a casa de Simão) e também a consequência de quem se encontra com Jesus Cristo (ela foi levantada, a febre passou e “ela começou a servi-los) que é o entusiasmo na missão evangelizadora. Mas se, por um lado, Ele se dedica a curar, por outro retira-se para um lugar deserto. E ali orava durante a noite. Ação apostólica e oração se completam. Pedro e seus companheiros o procuram. Quando O encontraram, dizem-lhe: “Todos te procuram”. A verdadeira luz deve ser procurada em Deus, sobretudo através da oração.

Quando os apóstolos disseram: “Todos andam à Tua Procura; o Senhor respondeu-lhes: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim” (Mc 1, 38). A missão de Cristo é evangelizar, levar a Boa Nova até o último recanto da terra, através dos Apóstolos e dos cristãos de todos os tempos. Esta é a missão da Igreja, que assim cumpre o que o Senhor lhe ordenou: “Ide e pregai a todos os povos…, ensinando-os a observar tudo quanto vos mandei” (Mt 28, 19-20).

Contudo, somos convidados a anunciar o Evangelho, todos nós fiéis batizados somos cooperadores na difusão do Evangelho e do anúncio. São Paulo, é muito claro no que diz respeito a evangelização. Evangelizar não é somente para Bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, mas, evangelizar é missão de toda a Igreja. 

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03/02/2018 00:00

Celebramos neste final de semana o quinto domingo do tempo comum. Iniciamos o novo mês de Fevereiro, quando teremos a oportunidade de entrar no ciclo quaresmal. A liturgia deste dia nos fortalece na fé, suscitando a força para enfrentarmos os males que a vida nos apresenta, despertando a solidariedade com nossos irmãos sofredores, pois Jesus mostrou-nos sua força ao ir quebrando os preconceitos da época, buscando em primeiro lugar, ir ao encontro dos marginalizados.

A primeira leitura nos apresenta Jó, uma pessoa que sofre. Ele é atingido por uma grave doença, perde tudo, inclusive a família, mas não perde a fé. É a experiência do sofrimento que todos vivemos em algum momento de nossa vida. Nessa leitura (Jó 7, 1-4.6-7) o livro de Jó, de modo dramático, mostra a vida humana: “Não é acaso uma luta a vida do homem sobre a terra? Seus dias não são como dias de um mercenário? Tive por ganho meses de decepção, e couberam-me noites de sofrimentos. Se me deito, penso: quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde... Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança. Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade”. Parecem palavras negativas, desesperadas, essas de Jó. Porém, são uma reflexão realista sobre o mistério da vida humana, uma reflexão cheia de esperança, porque feita à luz de Deus. Uma coisa é pensar nas realidades negativas de nossa existência simplesmente contando com nossas forças. Que desespero, que desilusão, que vazio de sentido! Outra, bem diferente, é encarar a vida também com suas trevas, à luz de Deus, o amor eterno e onipotente! Que esperança que não decepciona, que paz que invade o coração, mesmo na dor! O livro de Jó nos convida a colocar os pés no chão. Não são palavras pessimistas porque aquele que chora e busca o sentido da existência, fá-lo diante de Deus. Recordemos como terminam as palavras da leitura – são comoventes: Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade”. O triste na vida não é sofrer, não é chorar, não é morrer... Triste e miserável é sofrer e chorar e morrer sem Deus, sem este Parceiro cheio de doce ternura que dá sentido à nossa existência.

A segunda leitura da Missa (1Cor 9, 16-19.22-23) fala-nos da responsabilidade deste anúncio alegre da verdade salvadora: Porque evangelizar não é glória para mim, mas necessidade. Ai de mim se não evangelizar. Com essas mesmas palavras de São Paulo, a Igreja tem recordado com frequência aos fiéis ao chamado que o Senhor lhes dirige para levarem a doutrina de Cristo a todos os cantos do mundo, aproveitando qualquer ocasião. A dedicação à tarefa apostólica nasce da convicção de se possuir a Verdade e o Amor, a verdade salvadora e o único amor que preenche as ânsias do coração. A missão de Cristo é evangelizar, levar a Boa Nova até o último recanto da terra, através dos Apóstolos e dos cristãos de todos os tempos. Esta é a missão da Igreja, que assim cumpre o que o Senhor lhe preceituou: Ide e pregai a todos os povos, ensinando-as a observar tudo quanto vos mandei.

O Evangelho (Mc 1,29-39) apresenta Jesus rodeado de uma multidão marcada pelo sofrimento: “Curou muitos enfermos atormentados por diversos males e expulsou muitos demônios” (Mc 1, 34). A cura da sogra de Pedro aparece como é importante sermos uma “Igreja em saída” (Jesus saiu da Sinagoga e foi para a casa de Simão) e também a consequência de quem se encontra com Jesus Cristo (ela foi levantada, a febre passou e “ela começou a servi-los) que é o entusiasmo na missão evangelizadora. Mas se, por um lado, Ele se dedica a curar, por outro retira-se para um lugar deserto. E ali orava durante a noite. Ação apostólica e oração se completam. Pedro e seus companheiros o procuram. Quando O encontraram, dizem-lhe: “Todos te procuram”. A verdadeira luz deve ser procurada em Deus, sobretudo através da oração.

Quando os apóstolos disseram: “Todos andam à Tua Procura; o Senhor respondeu-lhes: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim” (Mc 1, 38). A missão de Cristo é evangelizar, levar a Boa Nova até o último recanto da terra, através dos Apóstolos e dos cristãos de todos os tempos. Esta é a missão da Igreja, que assim cumpre o que o Senhor lhe ordenou: “Ide e pregai a todos os povos…, ensinando-os a observar tudo quanto vos mandei” (Mt 28, 19-20).

Contudo, somos convidados a anunciar o Evangelho, todos nós fiéis batizados somos cooperadores na difusão do Evangelho e do anúncio. São Paulo, é muito claro no que diz respeito a evangelização. Evangelizar não é somente para Bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, mas, evangelizar é missão de toda a Igreja. 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro