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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/10/2017

20 de Outubro de 2017

Vivência eclesial

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30/09/2013 18:34

Vivência eclesial 0

30/09/2013 18:34

Durante a Assembleia Geral dos Bispos Brasileiros, em Aparecida, nos detivemos em questões de suma importância para o bem de nossa Igreja. Não poderia ser diferente, afinal de contas, nosso serviço principal é cuidar das ovelhas de Cristo a nós confiada. Entendemos que esta missão engloba todo um firme e dedicado empenho no cuidado do povo de Deus que não nos pertence, não somos donos, mas cuidadores desses irmãos amados de Cristo. Zelosamente somos chamados a ter um atento discernimento diante dos desafios que a Igreja de Cristo deve enfrentar nos dias atuais.

Um aspecto de fundamental importância é a vida eclesial, ou seja, a participação dos batizados na paróquia, ente religioso basicamente territorial, onde os fiéis são chamados a constituir uma grande família.

Fala-se muito na crise da paróquia, sua estrutura, organização, enfim uma gama de situações que provocam questionamentos sobre a sua eficácia. Até hoje não se encontrou um modo mais adequado para congregar os batizados, porém, não deixamos de refletir e analisar a realidade atual para que, como recorda o Documento de Aparecida, através de uma autêntica conversão pastoral, possamos dar as respostas adequadas aos anseios de nosso povo, que deseja vivenciar a sua fé com mais ardor. Inclusive o Ano da Fé tem como objetivo suscitar em todos os crentes este profundo desejo.

Nossa constatação é que precisamos ser portadores da cura autêntica proveniente de Cristo nos casos em que se destacam uma enfermiça e imatura vida religiosa. Afinal de contas, como batizados fomos regenerados para a vida de filhos de Deus, fomos ungidos no Espírito Santo e constituídos templos espirituais (cf. Christisfidelis Laice, nº 10).

O que estamos deixando de perceber como elementos desconstrutores de uma comunidade fervorosa e comprometida? Por vezes, nos sentimos desesperançados pelos revezes na vida eclesial, na qual a fé, autenticamente celebrada e vivida, deve crescer e se frutificar, pois sem os frutos esperados não podemos dizer que pertencemos a Cristo (cf. Jo 15,5). Produzir fruto é exigência essencial da vida cristã e eclesial.

Obviamente existem sinais de grande esperança e consolação com várias iniciativas surgidas nas comunidades cristãs: movimentos, pastorais e comunidades de vida. Importante conduzir todos estes sinais de esperança para uma vida eclesial fecunda e de autêntica comunhão. Ao fazer uma análise acurada sobre a vida paroquial constatamos alguns níveis de participação individual:

O primeiro nível, que congrega a grande maioria dos fiéis, se contenta com uma mais ou menos participação regular à missa e sacramentos. São os “conhecidos” na paróquia; falta-lhes comprometimento e empenho na construção de uma comunidade mais fraterna e consolidada na comunhão. Falta-lhes senso de identidade e pertença à missão.

Temos o segundo nível que se distingue pelo particular compromisso com movimentos apostólicos, grupos devocionais, colaboradores, entre outros.  Grupos que se alegram com o companheirismo, se ajudam mutuamente. Estão prontos a responder às solicitações do pároco no serviço evangelizador e comunitário, porém, com o passar dos anos faltando-lhes verdadeira espiritualidade, a consistência vai se perdendo e o processo de amadurecimento pessoal é paralisado.

O grande desafio é que se cresça a consciência de pertença e compromisso na vida paroquial e a perseverança neste caminho em que através de saudável vida comunitária, espiritualidade autêntica e serviço ao Reino leve a perseverança dos nossos fiéis.

Sonhamos com a grande primavera da Igreja em que o primeiro nível se torne cada vez mais escasso e o segundo se torne cada vez maior e comprometido com Cristo em sua Igreja.

Acolhamos o apelo do Senhor e coloquemos mãos a obra para que impulsionados pelo Espírito, nossos fiéis se sintam responsáveis pela missão e, na belíssima empolgação surgida com a JMJ Rio2013, nossos jovens devidamente valorizados e amados possam fazer a diferença positiva na vida eclesial.

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30/09/2013 18:34

Durante a Assembleia Geral dos Bispos Brasileiros, em Aparecida, nos detivemos em questões de suma importância para o bem de nossa Igreja. Não poderia ser diferente, afinal de contas, nosso serviço principal é cuidar das ovelhas de Cristo a nós confiada. Entendemos que esta missão engloba todo um firme e dedicado empenho no cuidado do povo de Deus que não nos pertence, não somos donos, mas cuidadores desses irmãos amados de Cristo. Zelosamente somos chamados a ter um atento discernimento diante dos desafios que a Igreja de Cristo deve enfrentar nos dias atuais.

Um aspecto de fundamental importância é a vida eclesial, ou seja, a participação dos batizados na paróquia, ente religioso basicamente territorial, onde os fiéis são chamados a constituir uma grande família.

Fala-se muito na crise da paróquia, sua estrutura, organização, enfim uma gama de situações que provocam questionamentos sobre a sua eficácia. Até hoje não se encontrou um modo mais adequado para congregar os batizados, porém, não deixamos de refletir e analisar a realidade atual para que, como recorda o Documento de Aparecida, através de uma autêntica conversão pastoral, possamos dar as respostas adequadas aos anseios de nosso povo, que deseja vivenciar a sua fé com mais ardor. Inclusive o Ano da Fé tem como objetivo suscitar em todos os crentes este profundo desejo.

Nossa constatação é que precisamos ser portadores da cura autêntica proveniente de Cristo nos casos em que se destacam uma enfermiça e imatura vida religiosa. Afinal de contas, como batizados fomos regenerados para a vida de filhos de Deus, fomos ungidos no Espírito Santo e constituídos templos espirituais (cf. Christisfidelis Laice, nº 10).

O que estamos deixando de perceber como elementos desconstrutores de uma comunidade fervorosa e comprometida? Por vezes, nos sentimos desesperançados pelos revezes na vida eclesial, na qual a fé, autenticamente celebrada e vivida, deve crescer e se frutificar, pois sem os frutos esperados não podemos dizer que pertencemos a Cristo (cf. Jo 15,5). Produzir fruto é exigência essencial da vida cristã e eclesial.

Obviamente existem sinais de grande esperança e consolação com várias iniciativas surgidas nas comunidades cristãs: movimentos, pastorais e comunidades de vida. Importante conduzir todos estes sinais de esperança para uma vida eclesial fecunda e de autêntica comunhão. Ao fazer uma análise acurada sobre a vida paroquial constatamos alguns níveis de participação individual:

O primeiro nível, que congrega a grande maioria dos fiéis, se contenta com uma mais ou menos participação regular à missa e sacramentos. São os “conhecidos” na paróquia; falta-lhes comprometimento e empenho na construção de uma comunidade mais fraterna e consolidada na comunhão. Falta-lhes senso de identidade e pertença à missão.

Temos o segundo nível que se distingue pelo particular compromisso com movimentos apostólicos, grupos devocionais, colaboradores, entre outros.  Grupos que se alegram com o companheirismo, se ajudam mutuamente. Estão prontos a responder às solicitações do pároco no serviço evangelizador e comunitário, porém, com o passar dos anos faltando-lhes verdadeira espiritualidade, a consistência vai se perdendo e o processo de amadurecimento pessoal é paralisado.

O grande desafio é que se cresça a consciência de pertença e compromisso na vida paroquial e a perseverança neste caminho em que através de saudável vida comunitária, espiritualidade autêntica e serviço ao Reino leve a perseverança dos nossos fiéis.

Sonhamos com a grande primavera da Igreja em que o primeiro nível se torne cada vez mais escasso e o segundo se torne cada vez maior e comprometido com Cristo em sua Igreja.

Acolhamos o apelo do Senhor e coloquemos mãos a obra para que impulsionados pelo Espírito, nossos fiéis se sintam responsáveis pela missão e, na belíssima empolgação surgida com a JMJ Rio2013, nossos jovens devidamente valorizados e amados possam fazer a diferença positiva na vida eclesial.