Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/09/2018

22 de Setembro de 2018

"São Sebastião, anunciador de uma alegria profunda"

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22 de Setembro de 2018

"São Sebastião, anunciador de uma alegria profunda"

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"São Sebastião, anunciador de uma alegria profunda" 0

11/01/2018 11:54 - Atualizado em 11/01/2018 11:54

O Rio de Janeiro, de sol e mar, futebol e churrasquinho, de gente alegre e generosa, é também a cidade do crime, da violência e do tráfico de drogas, de poucas e ilusórias oportunidades, de transporte caro e precário, de turismo sexual, de favelas...

Há 452 anos esta cidade nascia das mãos dos seus colonizadores, os portugueses. Eles trouxeram para cá suas ambições, às vezes desmesuradas, trouxeram sua técnica para explorar a terra, trouxeram sua língua, sua cultura, seus valores.

A gente daqui, os aborígenes, fugiu ou foi escravizada, já os negros africanos em seus navios negreiros, viagens infernais, também aqui atracaram. Os séculos os uniram, miscigenaram-se, formou-se passo a passo, esta nação, da qual o Rio de Janeiro, é rosto visível.

Haveria muito a dizer sobre as luzes e sombras deste tempo, destes processos ainda em curso...

Mas quero falar da Fé. Dos legados católicos desta terra, que mesmo, sincrética, detém-se e festeja com muitas linguagens, um personagem tão ilustre desta Cidade: São Sebastião, soldado e Mártir!

De um lado, o Rei que sumiu na bruma do Tejo, e que os séculos esperam que volte... Do outro, o mártir romano, soldado de duas Romas, aquela que acabou, dos Césares, e aquela Eterna.

Este Santo, como todos os outros, não ficaria bem nesta Cidade se não sorrisse, não gostasse de sol, de mar e até de Futebol... Não fosse generoso com a vida, sempre disponível para um bom ‘papinho’... Espontâneo e rumoroso.

Mas sendo mártir ele tem nos ensinado a sofrer, a carregar as cruzes do dia a dia... Ele traz consigo algo eterno: soube viver e dar sua Vida a quem lhe trouxe sentido de viver, o Cristo, que ele amou e seguiu até o fim.

São Sebastião descobriu um Rei bem maior que César, um Reino bem maior que Roma!

Quem vive nesta Cidade, entre o mar e montanha, entre o bem e o mal, entre a mais simpática gente deste Brasil, entre traficantes, e muita gente de bem... Sabe o quanto é bom termos como símbolo de nossas diversas identidades ‘cariocas’ um soldado tão aguerrido por Cristo, tão perto de nós que combatemos o bom ‘combate da Fé’.

Só tem uma coisa que São Sebastião discorda dos cariocas...

Um de seus poetas, assim escreveu e cantou: “Tristeza não tem fim, felicidade, sim!”(Tom Jobim) ... Pois não, este não conheceu a alma feliz de um mártir!

Viva São Sebastião do Rio de Janeiro!

 

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"São Sebastião, anunciador de uma alegria profunda"

11/01/2018 11:54 - Atualizado em 11/01/2018 11:54

O Rio de Janeiro, de sol e mar, futebol e churrasquinho, de gente alegre e generosa, é também a cidade do crime, da violência e do tráfico de drogas, de poucas e ilusórias oportunidades, de transporte caro e precário, de turismo sexual, de favelas...

Há 452 anos esta cidade nascia das mãos dos seus colonizadores, os portugueses. Eles trouxeram para cá suas ambições, às vezes desmesuradas, trouxeram sua técnica para explorar a terra, trouxeram sua língua, sua cultura, seus valores.

A gente daqui, os aborígenes, fugiu ou foi escravizada, já os negros africanos em seus navios negreiros, viagens infernais, também aqui atracaram. Os séculos os uniram, miscigenaram-se, formou-se passo a passo, esta nação, da qual o Rio de Janeiro, é rosto visível.

Haveria muito a dizer sobre as luzes e sombras deste tempo, destes processos ainda em curso...

Mas quero falar da Fé. Dos legados católicos desta terra, que mesmo, sincrética, detém-se e festeja com muitas linguagens, um personagem tão ilustre desta Cidade: São Sebastião, soldado e Mártir!

De um lado, o Rei que sumiu na bruma do Tejo, e que os séculos esperam que volte... Do outro, o mártir romano, soldado de duas Romas, aquela que acabou, dos Césares, e aquela Eterna.

Este Santo, como todos os outros, não ficaria bem nesta Cidade se não sorrisse, não gostasse de sol, de mar e até de Futebol... Não fosse generoso com a vida, sempre disponível para um bom ‘papinho’... Espontâneo e rumoroso.

Mas sendo mártir ele tem nos ensinado a sofrer, a carregar as cruzes do dia a dia... Ele traz consigo algo eterno: soube viver e dar sua Vida a quem lhe trouxe sentido de viver, o Cristo, que ele amou e seguiu até o fim.

São Sebastião descobriu um Rei bem maior que César, um Reino bem maior que Roma!

Quem vive nesta Cidade, entre o mar e montanha, entre o bem e o mal, entre a mais simpática gente deste Brasil, entre traficantes, e muita gente de bem... Sabe o quanto é bom termos como símbolo de nossas diversas identidades ‘cariocas’ um soldado tão aguerrido por Cristo, tão perto de nós que combatemos o bom ‘combate da Fé’.

Só tem uma coisa que São Sebastião discorda dos cariocas...

Um de seus poetas, assim escreveu e cantou: “Tristeza não tem fim, felicidade, sim!”(Tom Jobim) ... Pois não, este não conheceu a alma feliz de um mártir!

Viva São Sebastião do Rio de Janeiro!

 

Padre Pedro Paulo Alves dos Santos
Autor

Padre Pedro Paulo Alves dos Santos

Doutor em Teologia Bíblica