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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 15/12/2017

15 de Dezembro de 2017

Crer em Jesus, o filho único de Deus

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Crer em Jesus, o filho único de Deus

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Crer em Jesus, o filho único de Deus 0

30/09/2013 18:22

O tempo litúrgico natalino que vivemos e celebramos, nos ajudou a refletir sobre a segunda pessoa da Trindade, no seu mistério da encarnação. Após termos refletido sobre a pessoa do Pai, cabe-nos agora abordar o segundo artigo do Credo Católico sobre a pessoa de Jesus, o Filho unigênito de Deus.

Como fizemos na Liturgia durante o tempo do Natal, através do Credo Niceno-Constantinopolitano, nós cremos e confessamos que Jesus de Nazaré é o Filho eterno de Deus feito homem; e que “veio de Deus” (Jo 13,3), “desceu do céu” (Jo 3,13; 6,33), “veio na carne” (1 Jo 4,2), pois “o verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós, e nós vimos sua glória” (Jo 1,14). Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos esta verdade acerca de Jesus, o filho unigênito do Pai. Foi sobre esta profissão de fé que Cristo construiu a sua Igreja.

Portanto, a transmissão da fé cristã é, primeiramente, o anúncio desta verdade acerca de Jesus Cristo. É testemunhar esta verdade como fizeram os discípulos de Jesus. Assim, no centro da catequese da Igreja encontramos a pessoa de Jesus, filho único do Pai, que nasceu, morreu e ressuscitou por nós. Por isso, catequizar não é outra coisa que desvendar na pessoa de Cristo todo o desígnio eterno de Deus, que nela se realiza. A finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com Jesus Cristo. É do conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunciá-Lo, de evangelizar e de levar outros ao ‘sim’ da fé em Jesus Cristo. Mas, como ensina o Catecismo da Igreja, ao mesmo tempo se faz sentir a necessidade de conhecer cada vez melhor esta fé (cf. CIC, nºs 426-429).

Que Jesus é o “Filho de Deus” (At 9,20) não só está no centro da fé apostólica, mas o próprio Jesus designa-se a si mesmo como “o filho único de Deus” (Jo 3,16) e, assim, afirma a sua preexistência eterna. Sabemos também que somente no mistério pascal o fiel cristão pode entender o pleno significado do título ‘filho de Deus’, pois sua humanidade se plenifica no mistério de sua ressurreição (cf. CIC, nº 445). Ele é verdadeiramente o Senhor. Ao atribuir a Jesus o título divino de Senhor, as primeiras confissões de fé da Igreja afirmam, desde o início, que o poder, a honra e a glória devidos a Deus Pai, cabem também a Jesus (cf. Rm 9,5; Ap 5,13). Deste modo, a Igreja crê que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram em seu Senhor e Mestre (cf. GS, nº 10,2). Confessar e invocar Jesus como filho unigênito de Deus e Senhor é crer em sua divindade. Que “ninguém diga ‘Jesus é o Senhor’, a não ser no Espírito Santo” (1 Cor 12,3).

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Crer em Jesus, o filho único de Deus

30/09/2013 18:22

O tempo litúrgico natalino que vivemos e celebramos, nos ajudou a refletir sobre a segunda pessoa da Trindade, no seu mistério da encarnação. Após termos refletido sobre a pessoa do Pai, cabe-nos agora abordar o segundo artigo do Credo Católico sobre a pessoa de Jesus, o Filho unigênito de Deus.

Como fizemos na Liturgia durante o tempo do Natal, através do Credo Niceno-Constantinopolitano, nós cremos e confessamos que Jesus de Nazaré é o Filho eterno de Deus feito homem; e que “veio de Deus” (Jo 13,3), “desceu do céu” (Jo 3,13; 6,33), “veio na carne” (1 Jo 4,2), pois “o verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós, e nós vimos sua glória” (Jo 1,14). Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos esta verdade acerca de Jesus, o filho unigênito do Pai. Foi sobre esta profissão de fé que Cristo construiu a sua Igreja.

Portanto, a transmissão da fé cristã é, primeiramente, o anúncio desta verdade acerca de Jesus Cristo. É testemunhar esta verdade como fizeram os discípulos de Jesus. Assim, no centro da catequese da Igreja encontramos a pessoa de Jesus, filho único do Pai, que nasceu, morreu e ressuscitou por nós. Por isso, catequizar não é outra coisa que desvendar na pessoa de Cristo todo o desígnio eterno de Deus, que nela se realiza. A finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com Jesus Cristo. É do conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunciá-Lo, de evangelizar e de levar outros ao ‘sim’ da fé em Jesus Cristo. Mas, como ensina o Catecismo da Igreja, ao mesmo tempo se faz sentir a necessidade de conhecer cada vez melhor esta fé (cf. CIC, nºs 426-429).

Que Jesus é o “Filho de Deus” (At 9,20) não só está no centro da fé apostólica, mas o próprio Jesus designa-se a si mesmo como “o filho único de Deus” (Jo 3,16) e, assim, afirma a sua preexistência eterna. Sabemos também que somente no mistério pascal o fiel cristão pode entender o pleno significado do título ‘filho de Deus’, pois sua humanidade se plenifica no mistério de sua ressurreição (cf. CIC, nº 445). Ele é verdadeiramente o Senhor. Ao atribuir a Jesus o título divino de Senhor, as primeiras confissões de fé da Igreja afirmam, desde o início, que o poder, a honra e a glória devidos a Deus Pai, cabem também a Jesus (cf. Rm 9,5; Ap 5,13). Deste modo, a Igreja crê que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram em seu Senhor e Mestre (cf. GS, nº 10,2). Confessar e invocar Jesus como filho unigênito de Deus e Senhor é crer em sua divindade. Que “ninguém diga ‘Jesus é o Senhor’, a não ser no Espírito Santo” (1 Cor 12,3).