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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/09/2018

21 de Setembro de 2018

Maria, modelo para os discípulos

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Maria, modelo para os discípulos

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Maria, modelo para os discípulos 0

01/01/2018 00:00

Celebramos hoje a maternidade divina de Maria. Deus, na sua infinita bondade, nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo, Deus e Homem, filho bendito da Virgem Imaculada. Este dogma mariano tem, na sua base, a proclamação de uma verdade cristológica: Ele é Deus e Homem: Deus eterno, consubstancial ao Pai, que assumiu verdadeiramente nossa Humanidade no seio da Virgem Maria. Maria gera o Cristo, que é Deus e homem e, por isso, pode ser chamada de “Mãe de Deus”.

A Palavra de Deus que hoje ouvimos nos fala da bênção. Na primeira leitura é o próprio Deus quem manda Aarão e seus filhos, uma linhagem sacerdotal, abençoar os filhos de Israel, invocando sobre eles o nome do Senhor. Invocar o nome do Senhor significa invocar a sua própria pessoa, a sua presença sobre os filhos de Israel. Aarão pede que o Senhor volte o seu rosto para o povo de Israel e lhes dê a sua paz. O homem deseja contemplar o rosto de Deus. Esta é a bênção pedida: contemplar a face de Deus e receber a paz! Esse desejo de contemplar o rosto de Deus está também expresso no salmo responsorial que hoje cantamos. É o Salmo 66, onde o salmista clama: “Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós!”

Em Cristo, o filho bendito da Virgem, nós recebemos toda bênção. Nele a “face de Deus” brilhou para nós, porque quem o vê, vê o Pai, como Ele mesmo disse a Filipe (cf. Jo 14,9). São Paulo, no início da carta aos Efésios, nos fala disso quando diz: “Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto céu nos abençoou em Jesus Cristo com toda sorte de bênçãos espirituais!” (cf. Ef 1,3) Em Cristo nós recebemos toda bênção, afinal de contas Ele é o rosto de Deus. Em Cristo, se realizou o pedido de Aarão quando dizia: “Que o Senhor volte para ti o seu rosto!” Em Cristo, o clamor do salmista encontrou ouvido quando dizia: “Que sua face resplandeça sobre nós!” Cristo, nosso Deus Eterno, que era invisível com o Pai, tornou-se visível para nós e assumiu no seio da Virgem Maria um rosto, para que pudéssemos contemplar nesse rosto, a face amorosa do Pai que se volta para nós, que resplandece sobre nós, a fim de que percebamos que somos um povo abençoado pelo Senhor!

Essa bênção chegou para nós através da Virgem. Celebrar a maternidade da Virgem deve nos fazer imitar as suas virtudes, que nos são claramente apresentadas na Palavra do Evangelho. Hoje, na cena do Evangelho que contemplamos, Maria aparece como aquele que “medita em seu coração” todos os fatos. Maria é a mulher que “sabe ouvir”, que “guarda a Palavra”, que a “medita” em seu coração. Modelo para os discípulos, Maria nos ensina a também guardarmos a Palavra, a meditarmos essa mesma Palavra em nosso coração, a fim de que ela se faça carne em nós, ou seja, a fim de que a coloquemos em prática.

Somos convidados a gerar o Cristo no mundo, e de fato o geramos tornando-nos também mães de Cristo, quando damos o testemunho de uma vida cristã, quando pregamos a Palavra e quando trazemos os homens para a luz de Deus. O próprio Jesus afirmou que “aquele que ouve a Palavra e a põe em prática, esse é seu irmão, irmã e mãe” (cf. Lc 8,21). Mas, para gerar o Cristo no mundo, precisamos primeiro permitir que Ele seja gerado em nós e isso acontece através da escuta da Palavra. Somente imitando Maria, somente guardando em nosso coração a Palavra, como já dissemos acima, meditando-a todos os dias, poderemos ver gerado em nossos corações o Cristo a fim de que possamos dá-lo ao mundo. Ele que veio para fazer de nós filhos verdadeiros do Pai!

Assim chegamos à segunda leitura. Cristo, a bênção do Pai para nós, veio para nos remir do pecado e para fazer, de nós, filhos. Essa é a dupla ação de Cristo sobre o seu povo: libertá-los do pecado e torná-los filhos. Cristo veio para fazer de nós um reino de filhos e de herdeiros da bênção. A prova de que somos filhos é que chamamos a Deus de Pai, pois o próprio Cristo nos ensinou a assim proceder (cf. Lc 11,2). Somos filhos de Deus e recebemos do próprio Cristo a graça de acolhermos Maria por Mãe. Peçamos no início desse novo ano civil que Maria seja sempre um modelo para nós. Que guardemos, como ela o fez, a Palavra de Deus em nosso coração. Só assim encontraremos a paz que desejamos!

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Maria, modelo para os discípulos

01/01/2018 00:00

Celebramos hoje a maternidade divina de Maria. Deus, na sua infinita bondade, nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo, Deus e Homem, filho bendito da Virgem Imaculada. Este dogma mariano tem, na sua base, a proclamação de uma verdade cristológica: Ele é Deus e Homem: Deus eterno, consubstancial ao Pai, que assumiu verdadeiramente nossa Humanidade no seio da Virgem Maria. Maria gera o Cristo, que é Deus e homem e, por isso, pode ser chamada de “Mãe de Deus”.

A Palavra de Deus que hoje ouvimos nos fala da bênção. Na primeira leitura é o próprio Deus quem manda Aarão e seus filhos, uma linhagem sacerdotal, abençoar os filhos de Israel, invocando sobre eles o nome do Senhor. Invocar o nome do Senhor significa invocar a sua própria pessoa, a sua presença sobre os filhos de Israel. Aarão pede que o Senhor volte o seu rosto para o povo de Israel e lhes dê a sua paz. O homem deseja contemplar o rosto de Deus. Esta é a bênção pedida: contemplar a face de Deus e receber a paz! Esse desejo de contemplar o rosto de Deus está também expresso no salmo responsorial que hoje cantamos. É o Salmo 66, onde o salmista clama: “Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós!”

Em Cristo, o filho bendito da Virgem, nós recebemos toda bênção. Nele a “face de Deus” brilhou para nós, porque quem o vê, vê o Pai, como Ele mesmo disse a Filipe (cf. Jo 14,9). São Paulo, no início da carta aos Efésios, nos fala disso quando diz: “Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto céu nos abençoou em Jesus Cristo com toda sorte de bênçãos espirituais!” (cf. Ef 1,3) Em Cristo nós recebemos toda bênção, afinal de contas Ele é o rosto de Deus. Em Cristo, se realizou o pedido de Aarão quando dizia: “Que o Senhor volte para ti o seu rosto!” Em Cristo, o clamor do salmista encontrou ouvido quando dizia: “Que sua face resplandeça sobre nós!” Cristo, nosso Deus Eterno, que era invisível com o Pai, tornou-se visível para nós e assumiu no seio da Virgem Maria um rosto, para que pudéssemos contemplar nesse rosto, a face amorosa do Pai que se volta para nós, que resplandece sobre nós, a fim de que percebamos que somos um povo abençoado pelo Senhor!

Essa bênção chegou para nós através da Virgem. Celebrar a maternidade da Virgem deve nos fazer imitar as suas virtudes, que nos são claramente apresentadas na Palavra do Evangelho. Hoje, na cena do Evangelho que contemplamos, Maria aparece como aquele que “medita em seu coração” todos os fatos. Maria é a mulher que “sabe ouvir”, que “guarda a Palavra”, que a “medita” em seu coração. Modelo para os discípulos, Maria nos ensina a também guardarmos a Palavra, a meditarmos essa mesma Palavra em nosso coração, a fim de que ela se faça carne em nós, ou seja, a fim de que a coloquemos em prática.

Somos convidados a gerar o Cristo no mundo, e de fato o geramos tornando-nos também mães de Cristo, quando damos o testemunho de uma vida cristã, quando pregamos a Palavra e quando trazemos os homens para a luz de Deus. O próprio Jesus afirmou que “aquele que ouve a Palavra e a põe em prática, esse é seu irmão, irmã e mãe” (cf. Lc 8,21). Mas, para gerar o Cristo no mundo, precisamos primeiro permitir que Ele seja gerado em nós e isso acontece através da escuta da Palavra. Somente imitando Maria, somente guardando em nosso coração a Palavra, como já dissemos acima, meditando-a todos os dias, poderemos ver gerado em nossos corações o Cristo a fim de que possamos dá-lo ao mundo. Ele que veio para fazer de nós filhos verdadeiros do Pai!

Assim chegamos à segunda leitura. Cristo, a bênção do Pai para nós, veio para nos remir do pecado e para fazer, de nós, filhos. Essa é a dupla ação de Cristo sobre o seu povo: libertá-los do pecado e torná-los filhos. Cristo veio para fazer de nós um reino de filhos e de herdeiros da bênção. A prova de que somos filhos é que chamamos a Deus de Pai, pois o próprio Cristo nos ensinou a assim proceder (cf. Lc 11,2). Somos filhos de Deus e recebemos do próprio Cristo a graça de acolhermos Maria por Mãe. Peçamos no início desse novo ano civil que Maria seja sempre um modelo para nós. Que guardemos, como ela o fez, a Palavra de Deus em nosso coração. Só assim encontraremos a paz que desejamos!

Padre Fábio Siqueira
Autor

Padre Fábio Siqueira

Vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida