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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 13/12/2019

13 de Dezembro de 2019

O Evangelho

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27/09/2013 13:04 - Atualizado em 27/09/2013 14:33

O Evangelho 0

27/09/2013 13:04 - Atualizado em 27/09/2013 14:33

O Evangelho / Arqrio

O termo Evangelho

A palavra ‘evangelho’ é de origem grega e no seu uso profano significa uma “boa notícia”, geralmente um anúncio de uma vitória militar. Esta palavra é usada na Bíblia quando o Antigo Testamento ganha sua versão grega. No livro do profeta Isaías, entre os capítulos 40 – 66, o ‘evangelho’ vai se tornar a promessa da vinda do Reino de Deus, com uma mensagem de consolo, perdão dos pecados e salvação que atingirá, não só Israel, mas que se estenderá a todas as nações (Is 40,9; 52,7; 62,6; 61,1). No contexto para o qual o profeta escreve, o Reino se identifica com o fim do exílio e a reconstrução de Jerusalém. Todavia, no sentido pleno, era um anúncio da vinda dele em Cristo.

O Evangelho

Jesus se apresenta como o mensageiro da Boa Nova e, ao mesmo tempo, como a própria Boa Nova. Ele – sua pessoa, sua palavra, seus gestos – é o Evangelho de Deus. Ele tem a unção do Espírito para evangelizar os pobres (cf. Mt 3,16s; Lc 4,16-21; At 10,38). Ele é a própria mensagem a ser anunciada, pois nele o tempo de paz, de perdão, de consolo, de misericórdia e de amor se inaugura (cf. Mt 12,28; Mc 1,1). O Reino de Deus iniciado por Jesus se dirige a todos os homens, em especial, aqueles que são pobres em espírito, aos pecadores, aos pequenos e aos pagãos. Ele espera uma atitude de conversão dos homens como movimento de entrada neste Reino (cf. Mt 9,36; 14,14; Mc 1,15; 8,35; Lc 7,47-50; 19,1-10).

Do Evangelho aos Evangelhos

Segundo a “Dei Verbum”, no nº 19, existiram três etapas na formação do texto dos evangelhos. A primeira etapa é aquela da própria vida e do ensinamento de Jesus. É a fase histórica da atuação de Jesus na Palestina, na qual os seus discípulos conviverem com o Mestre e foram testemunhas de seu mistério pascal (cf. Lc 1,1-4). A segunda etapa está ligada com o mandato de evangelização do Ressuscitado. Aquelas testemunhas começaram a anunciar, após a ascensão, à outras pessoas tudo aquilo que tinham visto e ouvido a respeito do Verbo da Vida (cf. 1Jo 1,1-4). Esta fase se caracteriza pela oralidade do discurso sobre Jesus e sua atuação. A terceira etapa é a redação dos evangelhos. Alguns homens, os evangelistas, foram escolhidos por Deus e dotados com um carisma especial para colocar por escrito, sob a ação do Espírito Santo, aquilo que deveria ser conservado e transmitido às futuras gerações. Todavia, no momento da escrituração, os quatro evangelistas tinham como objetivo escolher certas coisas das muitas que eram ditas em vista das necessidades de suas comunidades (cf. Jo 21,24-25). Os quatro evangelhos são frutos da vivência litúrgico-catequética das primeiras comunidades cristãs.

Os quatro Evangelhos

A Igreja recebeu e transmitiu o Evangelho de Jesus Cristo em quatro narrações, segundo Marcos, Mateus, Lucas e João. Eles foram sendo escritos durante a segunda metade do primeiro século e, desde o segundo século, possuímos testemunhos do uso destes na Igreja. De acordo com o testemunho dos padres, São Mateus teria escrito seu evangelho para a comunidade da Palestina; Marcos, companheiro de Paulo e intérprete de São Pedro, teria escrito para a Igreja de Roma; São Lucas, companheiro de São Paulo, teria escrito para Teófilo, mostrando as questões da igreja da Antioquia; e João dirigiu seu texto para os cristãos da Ásia Menor, da Igreja de Éfeso. Eles têm como objetivo anunciar a pessoa de Cristo e a sua obra salvífica em favor dos homens. Desta forma, um evangelho, procura nos dizer quem é Jesus e o que é a salvação que Ele nos trouxe. Importante entender que apesar de ter traços biográficos de Jesus, as narrativas evangélicas querem fazer com que o leitor ou o ouvinte se encontre com o Cristo Vivo, a Palavra de Deus.

Para aprofundar

Para saber mais sobre o assunto, conferir os parágrafos 124–127 do Catecismo da Igreja Católica (CIC); o Compêndio do Catecismo, pergunta 22; o Youcat, pergunta 18; a Constituição Dogmática “Dei Verbum”, capítulo V.

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O Evangelho / Arqrio

O Evangelho

27/09/2013 13:04 - Atualizado em 27/09/2013 14:33

O termo Evangelho

A palavra ‘evangelho’ é de origem grega e no seu uso profano significa uma “boa notícia”, geralmente um anúncio de uma vitória militar. Esta palavra é usada na Bíblia quando o Antigo Testamento ganha sua versão grega. No livro do profeta Isaías, entre os capítulos 40 – 66, o ‘evangelho’ vai se tornar a promessa da vinda do Reino de Deus, com uma mensagem de consolo, perdão dos pecados e salvação que atingirá, não só Israel, mas que se estenderá a todas as nações (Is 40,9; 52,7; 62,6; 61,1). No contexto para o qual o profeta escreve, o Reino se identifica com o fim do exílio e a reconstrução de Jerusalém. Todavia, no sentido pleno, era um anúncio da vinda dele em Cristo.

O Evangelho

Jesus se apresenta como o mensageiro da Boa Nova e, ao mesmo tempo, como a própria Boa Nova. Ele – sua pessoa, sua palavra, seus gestos – é o Evangelho de Deus. Ele tem a unção do Espírito para evangelizar os pobres (cf. Mt 3,16s; Lc 4,16-21; At 10,38). Ele é a própria mensagem a ser anunciada, pois nele o tempo de paz, de perdão, de consolo, de misericórdia e de amor se inaugura (cf. Mt 12,28; Mc 1,1). O Reino de Deus iniciado por Jesus se dirige a todos os homens, em especial, aqueles que são pobres em espírito, aos pecadores, aos pequenos e aos pagãos. Ele espera uma atitude de conversão dos homens como movimento de entrada neste Reino (cf. Mt 9,36; 14,14; Mc 1,15; 8,35; Lc 7,47-50; 19,1-10).

Do Evangelho aos Evangelhos

Segundo a “Dei Verbum”, no nº 19, existiram três etapas na formação do texto dos evangelhos. A primeira etapa é aquela da própria vida e do ensinamento de Jesus. É a fase histórica da atuação de Jesus na Palestina, na qual os seus discípulos conviverem com o Mestre e foram testemunhas de seu mistério pascal (cf. Lc 1,1-4). A segunda etapa está ligada com o mandato de evangelização do Ressuscitado. Aquelas testemunhas começaram a anunciar, após a ascensão, à outras pessoas tudo aquilo que tinham visto e ouvido a respeito do Verbo da Vida (cf. 1Jo 1,1-4). Esta fase se caracteriza pela oralidade do discurso sobre Jesus e sua atuação. A terceira etapa é a redação dos evangelhos. Alguns homens, os evangelistas, foram escolhidos por Deus e dotados com um carisma especial para colocar por escrito, sob a ação do Espírito Santo, aquilo que deveria ser conservado e transmitido às futuras gerações. Todavia, no momento da escrituração, os quatro evangelistas tinham como objetivo escolher certas coisas das muitas que eram ditas em vista das necessidades de suas comunidades (cf. Jo 21,24-25). Os quatro evangelhos são frutos da vivência litúrgico-catequética das primeiras comunidades cristãs.

Os quatro Evangelhos

A Igreja recebeu e transmitiu o Evangelho de Jesus Cristo em quatro narrações, segundo Marcos, Mateus, Lucas e João. Eles foram sendo escritos durante a segunda metade do primeiro século e, desde o segundo século, possuímos testemunhos do uso destes na Igreja. De acordo com o testemunho dos padres, São Mateus teria escrito seu evangelho para a comunidade da Palestina; Marcos, companheiro de Paulo e intérprete de São Pedro, teria escrito para a Igreja de Roma; São Lucas, companheiro de São Paulo, teria escrito para Teófilo, mostrando as questões da igreja da Antioquia; e João dirigiu seu texto para os cristãos da Ásia Menor, da Igreja de Éfeso. Eles têm como objetivo anunciar a pessoa de Cristo e a sua obra salvífica em favor dos homens. Desta forma, um evangelho, procura nos dizer quem é Jesus e o que é a salvação que Ele nos trouxe. Importante entender que apesar de ter traços biográficos de Jesus, as narrativas evangélicas querem fazer com que o leitor ou o ouvinte se encontre com o Cristo Vivo, a Palavra de Deus.

Para aprofundar

Para saber mais sobre o assunto, conferir os parágrafos 124–127 do Catecismo da Igreja Católica (CIC); o Compêndio do Catecismo, pergunta 22; o Youcat, pergunta 18; a Constituição Dogmática “Dei Verbum”, capítulo V.

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida