Arquidiocese do Rio de Janeiro

32º 17º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 10/12/2018

10 de Dezembro de 2018

“Hoje nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor.”

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10 de Dezembro de 2018

“Hoje nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor.”

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“Hoje nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor.” 0

24/12/2017 00:00

“Hoje nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor.”

“Hoje” nasceu para nós um Salvador, que é o Cristo Senhor. Este foi o anúncio do anjo aos pastores naquela noite santa. Este é o anúncio que nessa noite recebemos por meio do Evangelho proclamado: Sim, nasceu-nos “hoje” o Salvador! A celebração litúrgica é um “tempo fora do tempo”, onde nós somos tocados pelo mistério de Deus. Ao celebrarmos a Eucaristia, não celebramos o nascimento do Salvador como um fato passado, mas o celebramos como um mistério que nos é hoje reapresentado em toda a sua força.

O nascimento do Salvador traz para o mundo, envolto nas trevas do pecado, uma nova luz. Isto nos é asseverado na primeira leitura – Is 9,1-6: “O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu”.

A humanidade estava destinada a morrer. Por causa do pecado, o mundo ficou envolto em trevas e entrou nele o sofrimento e a morte. Mas Deus nunca abandona os seus filhos e, para nos libertar da escravidão do pecado e da morte, para trazer os homens das trevas para a luz, enviou ao mundo Aquele que é a própria Luz, Jesus Cristo, o Verbo Eterno, Deus com o Pai, feito homem para nossa salvação. Por isso estamos alegres, porque a profecia de Isaías de cumpriu para nós: “nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho”, nasceu para nós o Salvador, cujo Nome é “Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai dos Tempos Futuros e Príncipe da Paz”. Estes “títulos de coroação” atribuídos ao Messias, ao ungido do Senhor, que pode ter sido originalmente, quando na ocasião da profecia, o rei Ezequias ou, ainda o rei Josias, são agora aplicados ao Cristo, verdadeiro Messias, verdadeiro “Emanuel”: Deus-Conosco.

Os antigos cristãos chamavam o mistério da encarnação de Cristo de um “admirável comércio”, uma “troca admirável”, porque Ele assumiu a nossa humanidade e nos deu a sua divindade, ou seja, ele saiu “perdendo” se podemos dizer assim. Ele assumiu a pobreza da nossa condição humana, nossa fragilidade, e nos deu a beleza da sua divindade. O Filho de Deus se fez filho do homem, para que os filhos dos homens se fizessem filhos de Deus. Essa é a salvação na qual nós cremos: pela encarnação de Cristo nós fomos introduzidos na vida do próprio Deus.

São Paulo nos recorda hoje, na segunda leitura, que “a graça de Deus” que “se manifestou trazendo salvação para todos os homens”, ela nos ensina “a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”. Ao tomarmos consciência de que Cristo nos salvou, ou seja, de que Ele nos redimiu do pecado e nos fez participar da intimidade divina, nós somos impelidos pelo Espírito Santo que habita em nós a viver uma vida nova, enquanto aguardamos, na esperança, a manifestação plena da salvação que nós já possuímos.

Jesus Cristo, que nasceu para nos salvar, também morreu para nos purificar de toda maldade a fim de formar para si um povo que lhe pertença, como nos lembra o mesmo apóstolo Paulo na segunda leitura. Por isso, nós, que antes estávamos destinados a viver nas trevas do pecado e que agora recebemos em nós a luz do Salvador, somos convidados a tomar consciência da graça que nós recebemos em Jesus Cristo e a nos esforçarmos, auxiliados pelo Divino Espírito Santo, para viver de acordo com essa mesma graça.

Podemos concluir nossa reflexão com este belo texto de São Leão Magno, que nos ajuda penetrar ainda mais no sentido da grande Solenidade que estamos celebrando: “Nosso Salvador, amados filhos, nasceu hoje; alegremo-nos. Não pode haver tristeza quando nasce a vida: dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com a promessa da eternidade. Ninguém está excluído da participação nessa felicidade; a causa da alegria é comum a todos porque nosso Senhor, aquele que destrói o pecado e a morte, não tendo encontrado nenhum homem isento de culpa, veio libertar a todos. Exulte o justo, porque se aproxima da vitória. Rejubile o pecador, porque é convidado ao perdão. Reanime-se o gentio, porque é chamado à vida.”[1]


[1] São Leão Magno, Primeiro Sermão sobre o Natal.

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“Hoje nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor.”

24/12/2017 00:00

“Hoje nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor.”

“Hoje” nasceu para nós um Salvador, que é o Cristo Senhor. Este foi o anúncio do anjo aos pastores naquela noite santa. Este é o anúncio que nessa noite recebemos por meio do Evangelho proclamado: Sim, nasceu-nos “hoje” o Salvador! A celebração litúrgica é um “tempo fora do tempo”, onde nós somos tocados pelo mistério de Deus. Ao celebrarmos a Eucaristia, não celebramos o nascimento do Salvador como um fato passado, mas o celebramos como um mistério que nos é hoje reapresentado em toda a sua força.

O nascimento do Salvador traz para o mundo, envolto nas trevas do pecado, uma nova luz. Isto nos é asseverado na primeira leitura – Is 9,1-6: “O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu”.

A humanidade estava destinada a morrer. Por causa do pecado, o mundo ficou envolto em trevas e entrou nele o sofrimento e a morte. Mas Deus nunca abandona os seus filhos e, para nos libertar da escravidão do pecado e da morte, para trazer os homens das trevas para a luz, enviou ao mundo Aquele que é a própria Luz, Jesus Cristo, o Verbo Eterno, Deus com o Pai, feito homem para nossa salvação. Por isso estamos alegres, porque a profecia de Isaías de cumpriu para nós: “nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho”, nasceu para nós o Salvador, cujo Nome é “Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai dos Tempos Futuros e Príncipe da Paz”. Estes “títulos de coroação” atribuídos ao Messias, ao ungido do Senhor, que pode ter sido originalmente, quando na ocasião da profecia, o rei Ezequias ou, ainda o rei Josias, são agora aplicados ao Cristo, verdadeiro Messias, verdadeiro “Emanuel”: Deus-Conosco.

Os antigos cristãos chamavam o mistério da encarnação de Cristo de um “admirável comércio”, uma “troca admirável”, porque Ele assumiu a nossa humanidade e nos deu a sua divindade, ou seja, ele saiu “perdendo” se podemos dizer assim. Ele assumiu a pobreza da nossa condição humana, nossa fragilidade, e nos deu a beleza da sua divindade. O Filho de Deus se fez filho do homem, para que os filhos dos homens se fizessem filhos de Deus. Essa é a salvação na qual nós cremos: pela encarnação de Cristo nós fomos introduzidos na vida do próprio Deus.

São Paulo nos recorda hoje, na segunda leitura, que “a graça de Deus” que “se manifestou trazendo salvação para todos os homens”, ela nos ensina “a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”. Ao tomarmos consciência de que Cristo nos salvou, ou seja, de que Ele nos redimiu do pecado e nos fez participar da intimidade divina, nós somos impelidos pelo Espírito Santo que habita em nós a viver uma vida nova, enquanto aguardamos, na esperança, a manifestação plena da salvação que nós já possuímos.

Jesus Cristo, que nasceu para nos salvar, também morreu para nos purificar de toda maldade a fim de formar para si um povo que lhe pertença, como nos lembra o mesmo apóstolo Paulo na segunda leitura. Por isso, nós, que antes estávamos destinados a viver nas trevas do pecado e que agora recebemos em nós a luz do Salvador, somos convidados a tomar consciência da graça que nós recebemos em Jesus Cristo e a nos esforçarmos, auxiliados pelo Divino Espírito Santo, para viver de acordo com essa mesma graça.

Podemos concluir nossa reflexão com este belo texto de São Leão Magno, que nos ajuda penetrar ainda mais no sentido da grande Solenidade que estamos celebrando: “Nosso Salvador, amados filhos, nasceu hoje; alegremo-nos. Não pode haver tristeza quando nasce a vida: dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com a promessa da eternidade. Ninguém está excluído da participação nessa felicidade; a causa da alegria é comum a todos porque nosso Senhor, aquele que destrói o pecado e a morte, não tendo encontrado nenhum homem isento de culpa, veio libertar a todos. Exulte o justo, porque se aproxima da vitória. Rejubile o pecador, porque é convidado ao perdão. Reanime-se o gentio, porque é chamado à vida.”[1]


[1] São Leão Magno, Primeiro Sermão sobre o Natal.

Padre Fábio Siqueira
Autor

Padre Fábio Siqueira

Vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida