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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/04/2018

25 de Abril de 2018

É Natal em Belém e no mundo...

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21/12/2017 13:00 - Atualizado em 21/12/2017 13:04

É Natal em Belém e no mundo... 0

21/12/2017 13:00 - Atualizado em 21/12/2017 13:04

A pequena gruta venerada durante séculos, como o lugar onde nasceu Jesus, atrai o olhar do mundo inteiro. Textos bíblicos e a tradição dos primeiros cristãos, confirmam o lugar do nascimento do Salvador.

Os textos bíblicos, a tradição oral, o testemunho dos primeiros cristãos e peregrinos, confirmam o lugar. «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz… um menino nos nasceu» (Is 9,1). Como cidade, escolheu “Belém- Efrata, pequenina entre as aldeias de Judá” (Miquéias 5,1). E teve como berço a manjedoura. E assim, Deus entra no limite do espaço e do tempo. A tradição local conserva vários elementos, entre eles, a gruta; um lugar soterrado, cavado na rocha natural. Ao redor, outras grutas, onde é possível, ainda hoje, ver os sinais deixados pelos primeiros peregrinos que falaram do lugar onde nasceu Jesus e da manjedoura onde Ele foi colocado, o que une a tradição que vem do Evangelho com aquela que nasce da igreja local. É no coração da Basílica da Natividade que encontra-se a gruta onde Maria deu a luz ao menino Jesus. Um lugar santo e até hoje meta de peregrinações por parte de Cristão de todo o mundo. Na entrada da Gruta encravada no chão de mármore branco está a estrela de prata com a inscrição latina: Hic de Virgine Maria Iesus Christus natus est "Aqui Jesus Cristo nasceu da Virgem Maria". Dia e noite as lamparinas permanecem acesas na gruta que é venerada há séculos. Egéria a peregrina espanhola (381- 384), foi a primeira mulher a descrever os Lugares Santos em um diário de peregrinação.

O testemunho do terrível Heródes, a grandiosa missão de São Jerônimo, o Edito do imperador Constantino e a construção das primeiras basílicas na Terra Santa

Bem próximo à cidade de Belém está o Herodion, palácio fortaleza construído por Herodes, cujas ruínas podemos ver ainda hoje. Os dados históricos confirmam o nascimento de Jesus neste período e nesta região. Certamente outra figura muito importante, que é referência para Belém, é São Jerônimo; que, em uma gruta a poucos metros do lugar do nascimento de Jesus, em 386, a pedido do Papa Damaso, retirou-se para traduzir a Bíblia do hebraico e grego ao Latim, um trabalho de mais de 40 anos que resultou na Vulgata, (a primeira tradução em Latim dos textos Bíblicos). Sua dedicação e empenho ajudou a manter viva a tradição do lugar com profundas reflexões sobre a Encarnação de Jesus.

Após o Edito de Constantino, em 313 dC, quando foi proclamada a liberdade de culto, começou um período de renascimento para todos os Lugares Santos. Com o Concílio de Nicéia, e graças à força de vontade de Helena de Constantinópla (Santa Helena) após escavações, teve início a construção da Basílica da Natividade. A intenção era dar dignidade ao lugar do nascimento do Salvador. A construção foi concluída em 333. Belém tornou-se imediatamente um importante centro religioso. Para Pe. Eugênio Alliata, arqueólogo do Studium Biblicum Franciscanum de Jerusalém “A vantagem de Belém em relação a outros lugares santos é que a gruta da natividade sempre foi conservada com testemunhos dos séculos II, III e IV...”

O que não conseguiram os cruzados com armas conseguiram os franciscanos, com oração e com a simples presença na Terra Santa

Com a ocupação árabe-muçulmana pelo califa Omar, em 638, Belém também ficou sob esse novo poder. O clima de tolerância e coexistência entre muçulmanos e cristãos foi garantido pelo gesto simbólico do Califa, que após a ocupação da cidade entrou na basílica e não a destruiu. Desde então, a igreja tornou-se um lugar de oração para os cristãos e de visita para os muçulmanos. Também os cruzados passaram por Belém para que os peregrinos pudessem continuar a visitar o Lugar Santo. Com a saída dos cruzados que ocuparam o local militarmente, entraram os franciscanos; não mais com armas, mas de forma pacífica. Documentos muito antigos confirmam também que o sultão doou aos frades da corda, como eram conhecidos os franciscanos, a propriedade da Basílica e da Gruta da Natividade. Hoje, o Lugar Santo está sob as normas do Status Quo, sob as normas impostas às 3 comunidades religiosas que o administram. Atualmente a cidade de Belém possui aproximadamente 29 mil habitantes. A População árabe é em sua maioria muçulmana, e menos de 2% da população é cristã. Belém é uma das cidades árabes com maior nível de convivência pacífica entre muçulmanos e cristãos no Oriente Médio. Mesmo com a construção do muro que separa Israel dos Territórios Palestinos, os peregrinos podem entrar e visitar os santuários da cidade que está a 12 kilômetros de Jerusalém.

Essa gruta simples e humilde foi reverenciada por reis, rainhas e grandes santos, como São Jerônimo; até mesmo califas e sultões a veneraram; ultimamente venerada pelos 4 papas que visitaram a Terra Santa

O Papa Paulo VI celebrou a missa dentro da  Gruta em 1964. Em 2000 em pleno ano Jubilar, foi a vez de João Paulo II. Papa Bento XVI, em 2009 acompanhado pelos franciscanos visitou e rezou na gruta do nascimento de Jesus e, por último, Papa Francisco, em peregrinação à Terra Santa em 2014 dedicou parte do seu tempo de oração na Gruta da Natividade.

E esta é a grande notícia: “Um menino nos nasceu e Ele se chama: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Isaías 9,5).

 

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É Natal em Belém e no mundo...

21/12/2017 13:00 - Atualizado em 21/12/2017 13:04

A pequena gruta venerada durante séculos, como o lugar onde nasceu Jesus, atrai o olhar do mundo inteiro. Textos bíblicos e a tradição dos primeiros cristãos, confirmam o lugar do nascimento do Salvador.

Os textos bíblicos, a tradição oral, o testemunho dos primeiros cristãos e peregrinos, confirmam o lugar. «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz… um menino nos nasceu» (Is 9,1). Como cidade, escolheu “Belém- Efrata, pequenina entre as aldeias de Judá” (Miquéias 5,1). E teve como berço a manjedoura. E assim, Deus entra no limite do espaço e do tempo. A tradição local conserva vários elementos, entre eles, a gruta; um lugar soterrado, cavado na rocha natural. Ao redor, outras grutas, onde é possível, ainda hoje, ver os sinais deixados pelos primeiros peregrinos que falaram do lugar onde nasceu Jesus e da manjedoura onde Ele foi colocado, o que une a tradição que vem do Evangelho com aquela que nasce da igreja local. É no coração da Basílica da Natividade que encontra-se a gruta onde Maria deu a luz ao menino Jesus. Um lugar santo e até hoje meta de peregrinações por parte de Cristão de todo o mundo. Na entrada da Gruta encravada no chão de mármore branco está a estrela de prata com a inscrição latina: Hic de Virgine Maria Iesus Christus natus est "Aqui Jesus Cristo nasceu da Virgem Maria". Dia e noite as lamparinas permanecem acesas na gruta que é venerada há séculos. Egéria a peregrina espanhola (381- 384), foi a primeira mulher a descrever os Lugares Santos em um diário de peregrinação.

O testemunho do terrível Heródes, a grandiosa missão de São Jerônimo, o Edito do imperador Constantino e a construção das primeiras basílicas na Terra Santa

Bem próximo à cidade de Belém está o Herodion, palácio fortaleza construído por Herodes, cujas ruínas podemos ver ainda hoje. Os dados históricos confirmam o nascimento de Jesus neste período e nesta região. Certamente outra figura muito importante, que é referência para Belém, é São Jerônimo; que, em uma gruta a poucos metros do lugar do nascimento de Jesus, em 386, a pedido do Papa Damaso, retirou-se para traduzir a Bíblia do hebraico e grego ao Latim, um trabalho de mais de 40 anos que resultou na Vulgata, (a primeira tradução em Latim dos textos Bíblicos). Sua dedicação e empenho ajudou a manter viva a tradição do lugar com profundas reflexões sobre a Encarnação de Jesus.

Após o Edito de Constantino, em 313 dC, quando foi proclamada a liberdade de culto, começou um período de renascimento para todos os Lugares Santos. Com o Concílio de Nicéia, e graças à força de vontade de Helena de Constantinópla (Santa Helena) após escavações, teve início a construção da Basílica da Natividade. A intenção era dar dignidade ao lugar do nascimento do Salvador. A construção foi concluída em 333. Belém tornou-se imediatamente um importante centro religioso. Para Pe. Eugênio Alliata, arqueólogo do Studium Biblicum Franciscanum de Jerusalém “A vantagem de Belém em relação a outros lugares santos é que a gruta da natividade sempre foi conservada com testemunhos dos séculos II, III e IV...”

O que não conseguiram os cruzados com armas conseguiram os franciscanos, com oração e com a simples presença na Terra Santa

Com a ocupação árabe-muçulmana pelo califa Omar, em 638, Belém também ficou sob esse novo poder. O clima de tolerância e coexistência entre muçulmanos e cristãos foi garantido pelo gesto simbólico do Califa, que após a ocupação da cidade entrou na basílica e não a destruiu. Desde então, a igreja tornou-se um lugar de oração para os cristãos e de visita para os muçulmanos. Também os cruzados passaram por Belém para que os peregrinos pudessem continuar a visitar o Lugar Santo. Com a saída dos cruzados que ocuparam o local militarmente, entraram os franciscanos; não mais com armas, mas de forma pacífica. Documentos muito antigos confirmam também que o sultão doou aos frades da corda, como eram conhecidos os franciscanos, a propriedade da Basílica e da Gruta da Natividade. Hoje, o Lugar Santo está sob as normas do Status Quo, sob as normas impostas às 3 comunidades religiosas que o administram. Atualmente a cidade de Belém possui aproximadamente 29 mil habitantes. A População árabe é em sua maioria muçulmana, e menos de 2% da população é cristã. Belém é uma das cidades árabes com maior nível de convivência pacífica entre muçulmanos e cristãos no Oriente Médio. Mesmo com a construção do muro que separa Israel dos Territórios Palestinos, os peregrinos podem entrar e visitar os santuários da cidade que está a 12 kilômetros de Jerusalém.

Essa gruta simples e humilde foi reverenciada por reis, rainhas e grandes santos, como São Jerônimo; até mesmo califas e sultões a veneraram; ultimamente venerada pelos 4 papas que visitaram a Terra Santa

O Papa Paulo VI celebrou a missa dentro da  Gruta em 1964. Em 2000 em pleno ano Jubilar, foi a vez de João Paulo II. Papa Bento XVI, em 2009 acompanhado pelos franciscanos visitou e rezou na gruta do nascimento de Jesus e, por último, Papa Francisco, em peregrinação à Terra Santa em 2014 dedicou parte do seu tempo de oração na Gruta da Natividade.

E esta é a grande notícia: “Um menino nos nasceu e Ele se chama: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Isaías 9,5).

 

Autor

Lurdinha Nunes

Jornalista