Arquidiocese do Rio de Janeiro

25º 19º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/11/2018

20 de Novembro de 2018

Artigo 17 – Arquidiocese do Rio de Janeiro: Construindo um Novo Significado Ético

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20 de Novembro de 2018

Artigo 17 – Arquidiocese do Rio de Janeiro: Construindo um Novo Significado Ético

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08/12/2017 00:00 - Atualizado em 08/12/2017 13:32

Artigo 17 – Arquidiocese do Rio de Janeiro: Construindo um Novo Significado Ético 0

08/12/2017 00:00 - Atualizado em 08/12/2017 13:32

É com grande alegria que retomamos nossa série de artigos numa data emblemática: 08 de dezembro. A solenidade da Imaculada Conceição foi o dia escolhido pelo bispo polonês Karol Wojtyla – anos mais tarde, João Paulo II, papa e santo da nossa Igreja – para começar a escrever a Teologia do Corpo.

Estamos no ciclo da Redenção do Coração, no qual o autor analisa as consequências do pecado na construção dos relacionamentos humanos. O pano de fundo é o discurso de Jesus com os fariseus de Mt 5, 27-28:

“Ouvistes o que foi dito: não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aque4la que olha para uma mulher com desejo libidinoso, já cometeu adultério com ela em seu coração.”

A exclusividade do amor entre homem e mulher é algo próprio da natureza humana. Basta ver como a monogamia é presente em praticamente todas as culturas em todos os tempos. Pensemos, ainda, no ciúme, sentimento tão comum no ser humano, quase como que um mecanismo de defesa para preservar o amor, podendo, não raro, se tornar em algo doentio... Mesmo para quem nem conhece a moral cristã, o adultério é sempre mal visto. Por mais corrompido pelo pecado que seja o coração humano, a busca pelo amor exclusivo, fala alto. Ninguém gosta de sentir o “gosto amargo da traição”.

Ao repreender esse ato, o que Jesus traz de novo, então? Foquemos na Boa Nova, ou seja, na novidade de Jesus veio trazer: o coração. E pelo coração, ou seja, pelo mais íntimo da pessoa humana, Cristo vem estabelecer um novo sentido ético ou, como diz São João Paulo II, “construir o novo ethos” (Teologia do Corpo, 42, 2). O “ethos” é a alma da moralidade humana. Daí, vemos um esclarecimento muito mais profundo que Jesus vem trazer.

“Como, de fato, pode haver “adultério” sem se “cometer adultério”, isto é, sem o ato exterior, que permite reconhecer o ato proibido pela Lei?” (Teologia do Corpo, 42, 4). Toda ação tem sua raiz na intenção. Cristo apela para o coração do homem, justamente porque “conhece o homem por dentro” (cf. Jo 2,25). O simples olhar de cobiça já denigre o outro, reduzindo-o a um mero objeto. E isso pode acontecer até mesmo na relação entre marido e mulher, alerta o papa.

“O adultério “no coração” é cometido não só porque o homem “olha” de tal modo para uma mulher que não é sua esposa, mas precisamente porque olha assim para uma mulher. Também se olhasse desse modo para a mulher que é a sua esposa cometeria o mesmo adultério “no coração”. (Teologia do Corpo, 43, 2)

Esse adultério no coração é fruto da concupiscência, em especial do nosso olhar. A concupiscência é a tendência que temos para nos sentirmos atraídos pelo mal. Como podemos começar combatendo essa má tendência? Pela educação do nosso olhar para a beleza na essência das coisas. Você pode dar um pontapé inicial para evangelizarmos a cultura, a moda, os costumes. Um levante de uma nova geração de mulheres que não se contentam com a vulgaridade nas roupas, nas atitudes, mas se impõe para elegância e a suave discrição do nosso eterno mistério de feminilidade a ser revelado... Com pequenos gestos concretos, começaremos um gradual processo de educação do olhar para que seja capaz de “ver” a “pessoa” e reverenciá-la como imagem e semelhança do seu divino Criador.

 

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Artigo 17 – Arquidiocese do Rio de Janeiro: Construindo um Novo Significado Ético

08/12/2017 00:00 - Atualizado em 08/12/2017 13:32

É com grande alegria que retomamos nossa série de artigos numa data emblemática: 08 de dezembro. A solenidade da Imaculada Conceição foi o dia escolhido pelo bispo polonês Karol Wojtyla – anos mais tarde, João Paulo II, papa e santo da nossa Igreja – para começar a escrever a Teologia do Corpo.

Estamos no ciclo da Redenção do Coração, no qual o autor analisa as consequências do pecado na construção dos relacionamentos humanos. O pano de fundo é o discurso de Jesus com os fariseus de Mt 5, 27-28:

“Ouvistes o que foi dito: não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aque4la que olha para uma mulher com desejo libidinoso, já cometeu adultério com ela em seu coração.”

A exclusividade do amor entre homem e mulher é algo próprio da natureza humana. Basta ver como a monogamia é presente em praticamente todas as culturas em todos os tempos. Pensemos, ainda, no ciúme, sentimento tão comum no ser humano, quase como que um mecanismo de defesa para preservar o amor, podendo, não raro, se tornar em algo doentio... Mesmo para quem nem conhece a moral cristã, o adultério é sempre mal visto. Por mais corrompido pelo pecado que seja o coração humano, a busca pelo amor exclusivo, fala alto. Ninguém gosta de sentir o “gosto amargo da traição”.

Ao repreender esse ato, o que Jesus traz de novo, então? Foquemos na Boa Nova, ou seja, na novidade de Jesus veio trazer: o coração. E pelo coração, ou seja, pelo mais íntimo da pessoa humana, Cristo vem estabelecer um novo sentido ético ou, como diz São João Paulo II, “construir o novo ethos” (Teologia do Corpo, 42, 2). O “ethos” é a alma da moralidade humana. Daí, vemos um esclarecimento muito mais profundo que Jesus vem trazer.

“Como, de fato, pode haver “adultério” sem se “cometer adultério”, isto é, sem o ato exterior, que permite reconhecer o ato proibido pela Lei?” (Teologia do Corpo, 42, 4). Toda ação tem sua raiz na intenção. Cristo apela para o coração do homem, justamente porque “conhece o homem por dentro” (cf. Jo 2,25). O simples olhar de cobiça já denigre o outro, reduzindo-o a um mero objeto. E isso pode acontecer até mesmo na relação entre marido e mulher, alerta o papa.

“O adultério “no coração” é cometido não só porque o homem “olha” de tal modo para uma mulher que não é sua esposa, mas precisamente porque olha assim para uma mulher. Também se olhasse desse modo para a mulher que é a sua esposa cometeria o mesmo adultério “no coração”. (Teologia do Corpo, 43, 2)

Esse adultério no coração é fruto da concupiscência, em especial do nosso olhar. A concupiscência é a tendência que temos para nos sentirmos atraídos pelo mal. Como podemos começar combatendo essa má tendência? Pela educação do nosso olhar para a beleza na essência das coisas. Você pode dar um pontapé inicial para evangelizarmos a cultura, a moda, os costumes. Um levante de uma nova geração de mulheres que não se contentam com a vulgaridade nas roupas, nas atitudes, mas se impõe para elegância e a suave discrição do nosso eterno mistério de feminilidade a ser revelado... Com pequenos gestos concretos, começaremos um gradual processo de educação do olhar para que seja capaz de “ver” a “pessoa” e reverenciá-la como imagem e semelhança do seu divino Criador.

 

Tatiana e Ronaldo de Melo
Autor

Tatiana e Ronaldo de Melo

Núcleo de Formação e Espiritualidade da Pastoral Familiar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro