Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/08/2018

19 de Agosto de 2018

Ser Sinal da Caridade

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19/11/2017 15:54 - Atualizado em 19/11/2017 15:55

Ser Sinal da Caridade 0

19/11/2017 15:54 - Atualizado em 19/11/2017 15:55

Com base na carta motivadora do Papa Francisco acerca do Dia Mundial dos pobres, a primeira parte do n. 6 nos diz: “no termo do Jubileu da Misericórdia, quis oferecer à Igreja o Dia Mundial dos Pobres, para que as comunidades cristãs se tornem, em todo o mundo, cada vez mais e melhor sinal concreto da caridade de Cristo pelos últimos e os mais carenciados. Quero que, aos outros Dias Mundiais instituídos pelos meus Antecessores e sendo já tradição na vida das nossas comunidades, se acrescente este, que completa o conjunto de tais Dias com um elemento requintadamente evangélico, isto é, a predileção de Jesus pelos pobres” (Retirado do site: http://pt.radiovaticana.va/news/2017/06/13/mensagem_do_papa_para_dia_mundial_dos_pobres_texto_integral/1318638. acesso pela última vez em: 14/11/2017).

O Santo Padre quer motivar a todos que pratiquem e que sejam sinais de amor e caridade para aqueles que mais necessitam. Quantos estão necessitados no mundo em que vivemos? A necessidade aqui não é somente material, mas, é também uma necessidade de um acolhimento e de um afeto. Lembremos que todas as vezes que Jesus realizava uma cura e um milagre, antes de mais nada ele acolhia as pessoas. Jesus acalentava o coração daqueles que viviam perturbados e as vezes sem rumo. Como ser sinal de caridade num mundo que tanto tem pregado o ódio e o egoísmo?

É claro que o exemplo está em Jesus Cristo: “ Embora fosse de divina condição, Cristo Jesus não se apegou ciosamente a ser igual em natureza a Deus Pai. Jesus Cristo é Senhor para a glória de Deus Pai! Porém esvaziou-se de sua glória e assumiu a condição de um escravo, fazendo-se aos homens semelhante” (Fl 2,6-7). Nosso Senhor Jesus Cristo mostra o exemplo de não apego a nós mesmo. Jesus apresenta a realidade de ser para o outro. Este ser para o outro não significa esquecer de si, mas, cuidar de si e ter a sensibilidade de acolher, olhar e estender a mão para ajudar os mais necessitados ou ainda daqueles que precisam de uma palavra amiga.

Lembremos de alguns exemplos de pessoas que seguiram Jesus e tentaram imitá-lo no acolhimento aos pobres.

1-São Francisco de Assis- Certa Vez, “enquanto estava preocupado com o trabalho de vendedor de tecidos, chega um pobre, pedindo-lhe esmola pelo amor de Deus. Não acolhe nem o pedinte, nem o pedido. Se o homem tivesse esmola em nome de um “figurão” da cidade talvez ele tivesse atendido à solicitação. De repente, “entrando em si mesmo”, Francisco teria ido atrás do mendigo e feito uma generosa esmola. Talvez a palavra generosidade seja muito apta para explicar o caminho de discernimento vocacional de Francisco e o nosso. A alma Francisca é generosa. Nunca mais Francisco negaria esmola aos pobres. Generosidade significa abertura aos outros” (Retirado do site: http://www.franciscanos.org.br/?p=13437. acesso pela última vez em: 14/11/2017).

2- São Vicente de Paulo- A profícua vida de Vicente, calcada em uma obstinação ilimitada pelo bem ao próximo, fez deste “paladino da Caridade” um realizador incansável de inúmeras obras, como a: Congregação da Missão; Irmãs de Caridade; Orfanatos; Escolas; Hospitais; Confraria de Homens; Asilos; Evangelização dos pobres; Assistência aos doentes; Assistência aos menores; Ensino gratuito às crianças; Assistência aos doentes mentais Recuperação e assistência às prostitutas. Seu prestígio com o Rei Luis XIII lhe fez receber o cargo de Ministro da Caridade, responsável por organizar o serviço social em todo país. Vicente encarava sua missão de forma profundamente humilde. Vejamos esta passagem. Certo dia, quando pedia esmola, lhe cuspiram no rosto. Trabalhou até a morte, deixando-nos como heranças como superar a todas as dificuldades da vida. Palavras de São Vicente: “Meus irmãos, amemos a Deus, mas amêmo-Lo à nossa custa, com a fadiga de nossos braços, com o suor do nosso rosto”. Foi nomeado pelo Papa Leão XIII como Patrono dos Serviços Sociais.

3- Bem-Aventurada Dulce dos pobres – Chamada de Irmã Dulce e conhecida como o anjo bom da Bahia. Esta dedicou sua vida na causa das pessoas e mais necessitadas. Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes era o nome completo de Irmã Dulce. Ela nasceu em Salvador (BA), aos 26 de maio de 1914. Por volta dos 13 anos, Maria Rita já visitava áreas carentes, acompanhada por tia Madalena, irmã de sua mãe Dulce, que havia falecido. Iam aos casebres da Baixa dos Sapateiros, conhecendo de perto a pobreza, o drama dos pais de família sem emprego e as crianças abandonadas. Aos 15 anos, confidenciou à tia que desejava entrar para a Ordem Terceira de São Francisco, suja espiritualidade era voltada aos pobres. Os mais humildes a procuravam cada vez mais e em maior número, em sua casa. No dia 8 de fevereiro de 1933, trocou a Ordem Terceira de São Francisco pelo postulando no Convento do Carmo (São Cristóvão, SE). Em 15 de agosto de 1934, fez seus votos perpétuos e trocou seu nome para Dulce, em homenagem à sua dedicada, virtuosa e falecida mãe que lhe transmitiu tantos exemplos de virtude apostólica.

Contudo, irmãos e irmãs, ao olhar para Cristo e para os seus imitadores citados acima, sejamos sinais de caridade e de amor ao nosso próximo. Ser sinal não somente com palavras, mas, ser sinal com os nossos atos e atitudes. Que os Santos e a Bem-aventurada que citamos, possam interceder por nós para assim praticarmos sempre o bem e a ajuda ao próximo.

         
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19/11/2017 15:54 - Atualizado em 19/11/2017 15:55

Com base na carta motivadora do Papa Francisco acerca do Dia Mundial dos pobres, a primeira parte do n. 6 nos diz: “no termo do Jubileu da Misericórdia, quis oferecer à Igreja o Dia Mundial dos Pobres, para que as comunidades cristãs se tornem, em todo o mundo, cada vez mais e melhor sinal concreto da caridade de Cristo pelos últimos e os mais carenciados. Quero que, aos outros Dias Mundiais instituídos pelos meus Antecessores e sendo já tradição na vida das nossas comunidades, se acrescente este, que completa o conjunto de tais Dias com um elemento requintadamente evangélico, isto é, a predileção de Jesus pelos pobres” (Retirado do site: http://pt.radiovaticana.va/news/2017/06/13/mensagem_do_papa_para_dia_mundial_dos_pobres_texto_integral/1318638. acesso pela última vez em: 14/11/2017).

O Santo Padre quer motivar a todos que pratiquem e que sejam sinais de amor e caridade para aqueles que mais necessitam. Quantos estão necessitados no mundo em que vivemos? A necessidade aqui não é somente material, mas, é também uma necessidade de um acolhimento e de um afeto. Lembremos que todas as vezes que Jesus realizava uma cura e um milagre, antes de mais nada ele acolhia as pessoas. Jesus acalentava o coração daqueles que viviam perturbados e as vezes sem rumo. Como ser sinal de caridade num mundo que tanto tem pregado o ódio e o egoísmo?

É claro que o exemplo está em Jesus Cristo: “ Embora fosse de divina condição, Cristo Jesus não se apegou ciosamente a ser igual em natureza a Deus Pai. Jesus Cristo é Senhor para a glória de Deus Pai! Porém esvaziou-se de sua glória e assumiu a condição de um escravo, fazendo-se aos homens semelhante” (Fl 2,6-7). Nosso Senhor Jesus Cristo mostra o exemplo de não apego a nós mesmo. Jesus apresenta a realidade de ser para o outro. Este ser para o outro não significa esquecer de si, mas, cuidar de si e ter a sensibilidade de acolher, olhar e estender a mão para ajudar os mais necessitados ou ainda daqueles que precisam de uma palavra amiga.

Lembremos de alguns exemplos de pessoas que seguiram Jesus e tentaram imitá-lo no acolhimento aos pobres.

1-São Francisco de Assis- Certa Vez, “enquanto estava preocupado com o trabalho de vendedor de tecidos, chega um pobre, pedindo-lhe esmola pelo amor de Deus. Não acolhe nem o pedinte, nem o pedido. Se o homem tivesse esmola em nome de um “figurão” da cidade talvez ele tivesse atendido à solicitação. De repente, “entrando em si mesmo”, Francisco teria ido atrás do mendigo e feito uma generosa esmola. Talvez a palavra generosidade seja muito apta para explicar o caminho de discernimento vocacional de Francisco e o nosso. A alma Francisca é generosa. Nunca mais Francisco negaria esmola aos pobres. Generosidade significa abertura aos outros” (Retirado do site: http://www.franciscanos.org.br/?p=13437. acesso pela última vez em: 14/11/2017).

2- São Vicente de Paulo- A profícua vida de Vicente, calcada em uma obstinação ilimitada pelo bem ao próximo, fez deste “paladino da Caridade” um realizador incansável de inúmeras obras, como a: Congregação da Missão; Irmãs de Caridade; Orfanatos; Escolas; Hospitais; Confraria de Homens; Asilos; Evangelização dos pobres; Assistência aos doentes; Assistência aos menores; Ensino gratuito às crianças; Assistência aos doentes mentais Recuperação e assistência às prostitutas. Seu prestígio com o Rei Luis XIII lhe fez receber o cargo de Ministro da Caridade, responsável por organizar o serviço social em todo país. Vicente encarava sua missão de forma profundamente humilde. Vejamos esta passagem. Certo dia, quando pedia esmola, lhe cuspiram no rosto. Trabalhou até a morte, deixando-nos como heranças como superar a todas as dificuldades da vida. Palavras de São Vicente: “Meus irmãos, amemos a Deus, mas amêmo-Lo à nossa custa, com a fadiga de nossos braços, com o suor do nosso rosto”. Foi nomeado pelo Papa Leão XIII como Patrono dos Serviços Sociais.

3- Bem-Aventurada Dulce dos pobres – Chamada de Irmã Dulce e conhecida como o anjo bom da Bahia. Esta dedicou sua vida na causa das pessoas e mais necessitadas. Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes era o nome completo de Irmã Dulce. Ela nasceu em Salvador (BA), aos 26 de maio de 1914. Por volta dos 13 anos, Maria Rita já visitava áreas carentes, acompanhada por tia Madalena, irmã de sua mãe Dulce, que havia falecido. Iam aos casebres da Baixa dos Sapateiros, conhecendo de perto a pobreza, o drama dos pais de família sem emprego e as crianças abandonadas. Aos 15 anos, confidenciou à tia que desejava entrar para a Ordem Terceira de São Francisco, suja espiritualidade era voltada aos pobres. Os mais humildes a procuravam cada vez mais e em maior número, em sua casa. No dia 8 de fevereiro de 1933, trocou a Ordem Terceira de São Francisco pelo postulando no Convento do Carmo (São Cristóvão, SE). Em 15 de agosto de 1934, fez seus votos perpétuos e trocou seu nome para Dulce, em homenagem à sua dedicada, virtuosa e falecida mãe que lhe transmitiu tantos exemplos de virtude apostólica.

Contudo, irmãos e irmãs, ao olhar para Cristo e para os seus imitadores citados acima, sejamos sinais de caridade e de amor ao nosso próximo. Ser sinal não somente com palavras, mas, ser sinal com os nossos atos e atitudes. Que os Santos e a Bem-aventurada que citamos, possam interceder por nós para assim praticarmos sempre o bem e a ajuda ao próximo.

         
Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro