Arquidiocese do Rio de Janeiro

26º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/10/2018

19 de Outubro de 2018

Bispo Auxiliar

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

19 de Outubro de 2018

Bispo Auxiliar

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

27/10/2017 08:20 - Atualizado em 27/10/2017 08:20

Bispo Auxiliar 0

27/10/2017 08:20 - Atualizado em 27/10/2017 08:20

Ao recebermos com alegria a nomeação de um novo Bispo auxiliar para a nossa missão nesta grande cidade que é São Sebastião do Rio de Janeiro, reflitamos sobre a missão e a presença do Bispo na Igreja.

O termo grego “epískopos” (bispo) é usado cinco vezes no Novo Testamento: Em Atos dos Apóstolos 20,28; Fl. 1.1; 1 Tm. 3.2; Tito 1,7; e 1 Pd 2,25. E indica a função de “supervisor”. Nos tempos antigos era usado para indicar os oficiais dos exércitos, bem como os “superintendentes” ou diretores dos trabalhadores, em qualquer projeto. Veio a ser palavra usada para indicar o trabalho da “administração eclesiástica”. Nas epístolas pastorais (1 Timóteo, 2 Timóteo, e Tito), encontramos o Apóstolo Paulo nomeando como Bispos das Igrejas Timóteo (1 Tm 1.3,18) e Tito (Tt.1,4-5), para que estes por sua vez possam nomear “Anciãos” (presbíteros), ministros (pastores e diáconos para governar as igrejas).

Timóteo, como Tito, é investido de autoridade pelo Apóstolo Paulo como um “Bispo Consagrador”, o qual tinha autoridade sobre um território ou distrito, e não simplesmente sobre uma igreja local. Veja como o Novo Testamento apresenta a hierarquia de autoridade: O Senhor Jesus Cristo, o Supremo Pastor e Apóstolo, Cabeça da Igreja, nomeia os Apóstolos, os Apóstolos por sua vez nomeiam os Bispos; Bispos nomeiam Anciãos (Presbíteros), Ministros ou Pastores e Diáconos. O Bispo é nomeado pelo Apóstolo porque o Apóstolo é a maior autoridade na Igreja, é o maior, e o primeiro entre todos os dons do ministério. Em 1 Coríntios 12,28 Paulo diz que Deus estabeleceu na Igreja “primeiramente os Apóstolos”.

O bispo e os demais líderes cristãos devem ser irrepreensíveis em suas qualidades morais. O bispo de ser “despenseiro” da casa de Deus. Em grego é “oikonomos” que significa “gerente”, “mordomo”, “administrador”. O bispo é gerente, mordomo e administrador da casa de Deus que é a Igreja do Senhor Jesus Cristo. O “dono” da “casa” é Deus, o Senhor Jesus; e o “mordomo” ou “gerente”, é o “bispo”, e todos os demais servos da casa devem obedecer às suas ordens. Pois, o bispo por sua vez deve prestar conta ao seu Senhor de sua missão de mordomo. O bispo é chamado a ser humilde, não pode ser iracundo, também “não dado ao vinho”, não deve ser “cobiçoso de torpe ganância” e tantas outras virtudes que deve possuir conforme nos recordam as escrituras,

A Igreja é chamada a levar a todos os homens a verdade e a graça de Cristo, por meio da ação apostólica concorde de todos os seus filhos. Em virtude do seu mandato apostólico, ao Bispo cabe suscitar, guiar e coordenar a obra de evangelização da comunidade diocesana, a fim de que a fé do Evangelho se difunda e cresça, as ovelhas desgarradas sejam conduzidas ao redil de Cristo (Cf. Jo 10,16; Lc 15,4-7) e o Reino de Deus se difunda entre todos os homens.

Esta dimensão apostólica e evangelizadora assume aspectos e significados diferentes segundo os lugares, pois, enquanto algumas Igrejas são chamadas a desempenharem a missão Ad Gentes, outras enfrentam o desafio de uma “re-evangelização” dos próprios batizados ou ainda da carência de meios para a assistência pastoral dos fiéis. Por isso, em muitos lugares, a demarcação entre a cura pastoral dos fiéis e a evangelização varia de acordo com a realidade.

O Bispo Auxiliar, que é constituído para alcançar mais eficazmente o bem das pessoas numa diocese demasiadamente extensa ou com um número elevado de habitantes ou por outros motivos de apostolado, é o principal colaborador do Bispo diocesano no governo da diocese. Por isso o Bipo Auxiliar é o irmão que participa dos projetos pastorais, das providências e de todas as iniciativas diocesanas, a fim de que na recíproca troca de opiniões procedam na unidade de intenções e na harmonia de empenho. Bispo Auxiliar, consciente de sua função na diocese, estará sempre em comunhão e unidade com o Bispo diocesano e demais auxiliares na unidade diocesana.

Vigário do “grande Pastor das ovelhas” (Hb 13,20), o Bispo deve manifestar com sua vida e com o seu ministério episcopal a paternidade de Deus, a bondade, a solicitude, a misericórdia, a doçura e a confiança de Cristo, que veio para dar a vida e para fazer de todos os homens uma só família, reconciliada no amor do Pai. O Bispo deve manifestar também a perene vitalidade do Espírito Santo que anima a Igreja e sustenta diante da fraqueza humana, esta índole trinitária do ser e do agir do Bispo tem a sua raiz na mesma de Cristo. Ele é o Filho eterno e unigênito do pai desde sempre no seu seio (cf. Jo 1,18) e o ungido pelo Espírito Santo enviado ao mundo (cf. Mt 11,27; Jo 15,26; 16,13-14).

O Bispo auxiliar é chamado a edificar incessantemente a Igreja particular na comunhão de todos os seus membros e, destes, com a Igreja universal, vigiando a fim de que os diversos dons e ministérios contribuam para a comum edificação dos crentes e com a difusão do Evangelho. Seja bem vindo Mons. Paulo Celso Dias do Nascimento, novo Bispo Auxiliar em nossa missão na Arquidiocese de São Sebastião do Rio Janeiro.

 

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

Bispo Auxiliar

27/10/2017 08:20 - Atualizado em 27/10/2017 08:20

Ao recebermos com alegria a nomeação de um novo Bispo auxiliar para a nossa missão nesta grande cidade que é São Sebastião do Rio de Janeiro, reflitamos sobre a missão e a presença do Bispo na Igreja.

O termo grego “epískopos” (bispo) é usado cinco vezes no Novo Testamento: Em Atos dos Apóstolos 20,28; Fl. 1.1; 1 Tm. 3.2; Tito 1,7; e 1 Pd 2,25. E indica a função de “supervisor”. Nos tempos antigos era usado para indicar os oficiais dos exércitos, bem como os “superintendentes” ou diretores dos trabalhadores, em qualquer projeto. Veio a ser palavra usada para indicar o trabalho da “administração eclesiástica”. Nas epístolas pastorais (1 Timóteo, 2 Timóteo, e Tito), encontramos o Apóstolo Paulo nomeando como Bispos das Igrejas Timóteo (1 Tm 1.3,18) e Tito (Tt.1,4-5), para que estes por sua vez possam nomear “Anciãos” (presbíteros), ministros (pastores e diáconos para governar as igrejas).

Timóteo, como Tito, é investido de autoridade pelo Apóstolo Paulo como um “Bispo Consagrador”, o qual tinha autoridade sobre um território ou distrito, e não simplesmente sobre uma igreja local. Veja como o Novo Testamento apresenta a hierarquia de autoridade: O Senhor Jesus Cristo, o Supremo Pastor e Apóstolo, Cabeça da Igreja, nomeia os Apóstolos, os Apóstolos por sua vez nomeiam os Bispos; Bispos nomeiam Anciãos (Presbíteros), Ministros ou Pastores e Diáconos. O Bispo é nomeado pelo Apóstolo porque o Apóstolo é a maior autoridade na Igreja, é o maior, e o primeiro entre todos os dons do ministério. Em 1 Coríntios 12,28 Paulo diz que Deus estabeleceu na Igreja “primeiramente os Apóstolos”.

O bispo e os demais líderes cristãos devem ser irrepreensíveis em suas qualidades morais. O bispo de ser “despenseiro” da casa de Deus. Em grego é “oikonomos” que significa “gerente”, “mordomo”, “administrador”. O bispo é gerente, mordomo e administrador da casa de Deus que é a Igreja do Senhor Jesus Cristo. O “dono” da “casa” é Deus, o Senhor Jesus; e o “mordomo” ou “gerente”, é o “bispo”, e todos os demais servos da casa devem obedecer às suas ordens. Pois, o bispo por sua vez deve prestar conta ao seu Senhor de sua missão de mordomo. O bispo é chamado a ser humilde, não pode ser iracundo, também “não dado ao vinho”, não deve ser “cobiçoso de torpe ganância” e tantas outras virtudes que deve possuir conforme nos recordam as escrituras,

A Igreja é chamada a levar a todos os homens a verdade e a graça de Cristo, por meio da ação apostólica concorde de todos os seus filhos. Em virtude do seu mandato apostólico, ao Bispo cabe suscitar, guiar e coordenar a obra de evangelização da comunidade diocesana, a fim de que a fé do Evangelho se difunda e cresça, as ovelhas desgarradas sejam conduzidas ao redil de Cristo (Cf. Jo 10,16; Lc 15,4-7) e o Reino de Deus se difunda entre todos os homens.

Esta dimensão apostólica e evangelizadora assume aspectos e significados diferentes segundo os lugares, pois, enquanto algumas Igrejas são chamadas a desempenharem a missão Ad Gentes, outras enfrentam o desafio de uma “re-evangelização” dos próprios batizados ou ainda da carência de meios para a assistência pastoral dos fiéis. Por isso, em muitos lugares, a demarcação entre a cura pastoral dos fiéis e a evangelização varia de acordo com a realidade.

O Bispo Auxiliar, que é constituído para alcançar mais eficazmente o bem das pessoas numa diocese demasiadamente extensa ou com um número elevado de habitantes ou por outros motivos de apostolado, é o principal colaborador do Bispo diocesano no governo da diocese. Por isso o Bipo Auxiliar é o irmão que participa dos projetos pastorais, das providências e de todas as iniciativas diocesanas, a fim de que na recíproca troca de opiniões procedam na unidade de intenções e na harmonia de empenho. Bispo Auxiliar, consciente de sua função na diocese, estará sempre em comunhão e unidade com o Bispo diocesano e demais auxiliares na unidade diocesana.

Vigário do “grande Pastor das ovelhas” (Hb 13,20), o Bispo deve manifestar com sua vida e com o seu ministério episcopal a paternidade de Deus, a bondade, a solicitude, a misericórdia, a doçura e a confiança de Cristo, que veio para dar a vida e para fazer de todos os homens uma só família, reconciliada no amor do Pai. O Bispo deve manifestar também a perene vitalidade do Espírito Santo que anima a Igreja e sustenta diante da fraqueza humana, esta índole trinitária do ser e do agir do Bispo tem a sua raiz na mesma de Cristo. Ele é o Filho eterno e unigênito do pai desde sempre no seu seio (cf. Jo 1,18) e o ungido pelo Espírito Santo enviado ao mundo (cf. Mt 11,27; Jo 15,26; 16,13-14).

O Bispo auxiliar é chamado a edificar incessantemente a Igreja particular na comunhão de todos os seus membros e, destes, com a Igreja universal, vigiando a fim de que os diversos dons e ministérios contribuam para a comum edificação dos crentes e com a difusão do Evangelho. Seja bem vindo Mons. Paulo Celso Dias do Nascimento, novo Bispo Auxiliar em nossa missão na Arquidiocese de São Sebastião do Rio Janeiro.

 

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro