Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/11/2017

23 de Novembro de 2017

“Ide pelo mundo inteiro”

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23 de Novembro de 2017

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“Ide pelo mundo inteiro” 0

27/10/2017 00:00

Este é o último domingo do mês de outubro. Ao longo deste mês, fomos convidados a refletir sobre a missão como projeto deixado pelo Senhor à sua Igreja. Recordamos com gratidão nossa história como aqueles que o Senhor amou e escolheu desde o ventre materno, aqueles que Ele amou e desejou ter junto a Si. Um dia fomos evangelizados; chegou aos nossos ouvidos o anúncio da pessoa de Jesus Cristo; e nós, de alguma forma, o acolhemos com alegria. E o que aconteceu? Nosso coração ardeu e nos comprometemos com Ele a espalhar pelo mundo inteiro sua palavra. Assim, de discípulos nos tornamos missionários também!

É tempo de trazermos à memória aqueles que nos evangelizaram: pais, avós, catequistas, padres, pessoas que passaram pela nossa história. Nenhum de nós aprende tudo absolutamente sozinho, então todos temos alguém que nos iniciou na fé e no amor a Deus e à Igreja. Da mesma forma, é tempo de bendizermos ao Senhor por cada geração de cristãos, desde os Apóstolos, que vem difundindo, ano após ano, década após década, século após século, a mensagem do Evangelho, edificando a Igreja e fortalecendo cada cristão na realização de sua vocação fundamental: ser sinais do amor de Deus no mundo.

Por outro lado, é também tempo de compromisso. Olhar para a história deve sempre nos fazer pensar no presente. Fomos evangelizados por alguém. Hoje, professamos a fé. Precisamos, assim, assumir com vitalidade o compromisso de também nós evangelizarmos em nosso tempo, com nossos métodos, de acordo com as condições e características que temos, cada um no seu estado de vida. O importante é que ninguém se sinta excluído de realizar sua parte na tarefa missionária.

É ainda tempo de vislumbrar o futuro. Semeando hoje, colheremos amanhã. Se não semearmos hoje, não teremos o que colher amanhã. Não nos cabe ter a pretensão de colher os frutos do nosso trabalho, pois a lavoura na qual semeamos e trabalhamos é de Deus. Os frutos pertencem a Ele. Importa, sim, assumirmos com a alegria a honra de ter sido convidados para trabalhar com Ele, bem como o ardor de não esmorecer diante dos desafios e mesmo obstáculos que aparecerem.

Costumamos dizer que os tempos em que vivemos estão difíceis. Mas um olhar acurado sobre a história mostra que os cristãos nunca viveram tempos fáceis: incompreensões, perseguições, erros doutrinais, divisões internas, conflitos de poder, cismas, insurreições, condenações de vários lados, luta por poder, conflitos internos sempre estiveram presentes na História da Igreja. Quem não conseguiu transcender e olhar a partir da fé para estas realidades, duvidou que a Igreja pudesse continuar presente na história. Quem, no entanto, soube parar e avaliar as coisas a partir da fé, compreendendo a evolução da mesma história, soube acreditar em Deus e agir de forma coerente com a necessidade atual, fazendo com que o propósito fundamental da difusão do Evangelho permanecesse vivo e atuante.

Que Deus nos abençoe para que, mesmo encerrando o Mês Missionário, nos mantenhamos comprometidos com o Senhor na construção do seu Reino, sob a proteção da Senhora Aparecida, cujo jubileu do encontro em nossas águas celebramos neste lindo mês. Amém.

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27/10/2017 00:00

Este é o último domingo do mês de outubro. Ao longo deste mês, fomos convidados a refletir sobre a missão como projeto deixado pelo Senhor à sua Igreja. Recordamos com gratidão nossa história como aqueles que o Senhor amou e escolheu desde o ventre materno, aqueles que Ele amou e desejou ter junto a Si. Um dia fomos evangelizados; chegou aos nossos ouvidos o anúncio da pessoa de Jesus Cristo; e nós, de alguma forma, o acolhemos com alegria. E o que aconteceu? Nosso coração ardeu e nos comprometemos com Ele a espalhar pelo mundo inteiro sua palavra. Assim, de discípulos nos tornamos missionários também!

É tempo de trazermos à memória aqueles que nos evangelizaram: pais, avós, catequistas, padres, pessoas que passaram pela nossa história. Nenhum de nós aprende tudo absolutamente sozinho, então todos temos alguém que nos iniciou na fé e no amor a Deus e à Igreja. Da mesma forma, é tempo de bendizermos ao Senhor por cada geração de cristãos, desde os Apóstolos, que vem difundindo, ano após ano, década após década, século após século, a mensagem do Evangelho, edificando a Igreja e fortalecendo cada cristão na realização de sua vocação fundamental: ser sinais do amor de Deus no mundo.

Por outro lado, é também tempo de compromisso. Olhar para a história deve sempre nos fazer pensar no presente. Fomos evangelizados por alguém. Hoje, professamos a fé. Precisamos, assim, assumir com vitalidade o compromisso de também nós evangelizarmos em nosso tempo, com nossos métodos, de acordo com as condições e características que temos, cada um no seu estado de vida. O importante é que ninguém se sinta excluído de realizar sua parte na tarefa missionária.

É ainda tempo de vislumbrar o futuro. Semeando hoje, colheremos amanhã. Se não semearmos hoje, não teremos o que colher amanhã. Não nos cabe ter a pretensão de colher os frutos do nosso trabalho, pois a lavoura na qual semeamos e trabalhamos é de Deus. Os frutos pertencem a Ele. Importa, sim, assumirmos com a alegria a honra de ter sido convidados para trabalhar com Ele, bem como o ardor de não esmorecer diante dos desafios e mesmo obstáculos que aparecerem.

Costumamos dizer que os tempos em que vivemos estão difíceis. Mas um olhar acurado sobre a história mostra que os cristãos nunca viveram tempos fáceis: incompreensões, perseguições, erros doutrinais, divisões internas, conflitos de poder, cismas, insurreições, condenações de vários lados, luta por poder, conflitos internos sempre estiveram presentes na História da Igreja. Quem não conseguiu transcender e olhar a partir da fé para estas realidades, duvidou que a Igreja pudesse continuar presente na história. Quem, no entanto, soube parar e avaliar as coisas a partir da fé, compreendendo a evolução da mesma história, soube acreditar em Deus e agir de forma coerente com a necessidade atual, fazendo com que o propósito fundamental da difusão do Evangelho permanecesse vivo e atuante.

Que Deus nos abençoe para que, mesmo encerrando o Mês Missionário, nos mantenhamos comprometidos com o Senhor na construção do seu Reino, sob a proteção da Senhora Aparecida, cujo jubileu do encontro em nossas águas celebramos neste lindo mês. Amém.

Padre Cristiano Holtz Peixoto
Autor

Padre Cristiano Holtz Peixoto

Vigário paroquial da Catedral Metropolitana