Arquidiocese do Rio de Janeiro

26º 21º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 07/12/2019

07 de Dezembro de 2019

“O Concílio Ecumênico Vaticano II”

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

07 de Dezembro de 2019

“O Concílio Ecumênico Vaticano II”

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

20/09/2013 16:13 - Atualizado em 23/09/2013 16:23

“O Concílio Ecumênico Vaticano II” 0

20/09/2013 16:13 - Atualizado em 23/09/2013 16:23

 

O Concílio Ecumênico

Um Concílio é uma reunião do Colégio Episcopal (o Papa e os bispos), com a possível participação de outras pessoas (membros da hierarquia, leigos e membros ouvintes de outras confissões cristãs) para tratar das questões pertinentes à Igreja. O termo “ecumênico” quer significar que as decisões tomadas no Concílio dizem respeito às igrejas espalhadas por toda terra. Assim, “ecumênico” quer significar universal. Um Concílio participa do magistério extraordinário e goza da mesma força da infalibilidade papal.

 

Os 21 Concílios da Igreja

Ao longo da história, já foram convocados 21 Concílios Ecumênicos, a saber: Concílio de Nicéia, em 325; Concílio de Constantinopla, em 381; Concílio de Éfeso, em 431; Concílio de Calcedônia, em 451; Concílio de Constantinopla II, em 553; Concílio de Constantinopla III, em 680-681; Concílio de Nicéia II, em 787; Concílio de Constantinopla IV, em 869-870; Concílio de Latrão I, em 1123; Concílio de Latrão II, em 1139; Concílio de Latrão III, em 1179; Concílio de Latrão IV, em 1215; Concílio de Lião I, em 1245; Concílio de Lião II, em 1274; Concílio de Viena-França, em 1311-1312; Concílio de Constança, em 1417; Concílio de Ferrata-Florença, em 1438-1445; Concílio de Latrão V, em 1512-1517; Concílio de Trento, em 1545-1547//1551-1552//1562-1563; Concílio Vaticano I, em 1869-1870; e, Concílio Vaticano II, em 1962-1965.

 

O Concílio Vaticano II

O Concílio Vaticano II foi anunciado pelo Papa João XXIII no dia 25 de janeiro de 1959, na Basílica de São Paulo fora dos muros. A intenção da convocação era mais com uma preocupação pastoral do que dogmática. Na festa de Pentecostes do ano do anúncio, montou-se uma comissão para elencar os pontos importantes a serem tratados nele. A preocupação da Igreja era o mundo moderno e modo de dialogar com ele. A comissão escreveu cartas aos bispos do mundo inteiro para que eles ajudassem, indicando as problemáticas de cada Igreja particular. No dia 05 de junho de 1960, a fase preparatória começou com o objetivo de elaborar esquemas que pudessem dirigir as reflexões durante o Concílio. Assim, no dia 11 de outubro de 1962, teve a Solene abertura do vigésimo primeiro Concílio Ecumênico da Igreja, no Vaticano, onde participaram mais de 2.000 bispos. No discurso inaugural, Papa João XXIII posicionou o objetivo geral daquele evento: a finalidade principal deste Concílio não é, portanto, a discussão de um ou outro tema da doutrina fundamental da Igreja, repetindo e proclamando o ensino dos Padres e dos Teólogos antigos e modernos, que se supõe sempre bem presente e familiar ao nosso espírito. Para isto, não havia necessidade de um Concílio. Mas da renovada, serena e tranquila adesão a todo o ensino da Igreja, na sua integridade e exatidão, como ainda brilha nas Atas Conciliares desde Trento até ao Vaticano I, o espírito cristão, católico e apostólico do mundo inteiro espera um progresso na penetração doutrinal e na formação das consciências; é necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo. Uma coisa é a substância do depositum fidei, isto é, as verdades contidas na nossa doutrina, e outra é a formulação com que são enunciadas, conservando-lhes, contudo, o mesmo sentido e o mesmo alcance. Será preciso atribuir muita importância a esta forma e, se necessário, insistir com paciência, na sua elaboração; e dever-se-á usar a maneira de apresentar as coisas que mais corresponda ao magistério, cujo caráter é prevalentemente pastoral”.

O Papa Paulo VI, eleito em 21 de junho de 1963, após a morte de João XXIII, teve a missão de continuar e concluir esta grande empresa. O Concílio se encerrou no dia 08 de dezembro de 1965. O novo Papa teve a missão de implantar as definições conciliares na vida da Igreja – período chamado de pós-Concílio.

 

Os Documentos conciliares

Dentro do intuito de não modificar a doutrina, mas aprender a comunica-la através de uma formulação que atinja o homem de hoje, durante três anos, os Padres Conciliares viveram uma rotina de estudos, discussões, emendas e votações dos temas que eram propostos até alcançar a unidade na correspondência com a fé para se promulgar um texto. Todo este trabalho gerou ao todo 16 documentos (04 constituições, 03 declarações e 09 decretos). As Constituições expõem as verdades de fé e os elementos essenciais da Igreja: a Sacrosanctum Concilium (trata da Liturgia); a Lumen Gentium (trata sobre a Igreja); a Dei Verbum (trata sobre a revelação e a escuta e transmissão da Palavra de Deus); a Gaudium et Spes (trata da questão da relação da Igreja com o mundo moderno). As Declarações expõem a visão da Igreja sobre determinadas questão importantes da sociedade: a Gravissimum Educationis (trata da educação católica); a Nostra Aetate (trata     da relação entre a Igreja e os não-cristãos); e, a Dignitatis Humanae (trata da questão da liberdade religiosa). Os Decretos apresentam as normas disciplinares e pastorais advinda da reflexão conciliar: o Unitatis Redintegratio (trata do Ecumenismo); o Orientalium Ecclesiarum (trata das igrejas orientais católicas); o Optatam Totius (trata da formação dos presbíteros); o Perfectae Caritatis (trata sobre a vida religiosa); o Christus Dominus (trata sobre o serviço pastoral dos bispos); o Apostolicam Actuositatem (trata do apostolado dos leigos); o Ad Gentes (apresenta a atividade missionária da Igreja); o Presbyterorum Ordinis (trata do ministério e da vida do presbítero); e, o Inter Mirífica (trata da relação da Igreja com os meios de comunicação social).

 

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

“O Concílio Ecumênico Vaticano II”

20/09/2013 16:13 - Atualizado em 23/09/2013 16:23

 

O Concílio Ecumênico

Um Concílio é uma reunião do Colégio Episcopal (o Papa e os bispos), com a possível participação de outras pessoas (membros da hierarquia, leigos e membros ouvintes de outras confissões cristãs) para tratar das questões pertinentes à Igreja. O termo “ecumênico” quer significar que as decisões tomadas no Concílio dizem respeito às igrejas espalhadas por toda terra. Assim, “ecumênico” quer significar universal. Um Concílio participa do magistério extraordinário e goza da mesma força da infalibilidade papal.

 

Os 21 Concílios da Igreja

Ao longo da história, já foram convocados 21 Concílios Ecumênicos, a saber: Concílio de Nicéia, em 325; Concílio de Constantinopla, em 381; Concílio de Éfeso, em 431; Concílio de Calcedônia, em 451; Concílio de Constantinopla II, em 553; Concílio de Constantinopla III, em 680-681; Concílio de Nicéia II, em 787; Concílio de Constantinopla IV, em 869-870; Concílio de Latrão I, em 1123; Concílio de Latrão II, em 1139; Concílio de Latrão III, em 1179; Concílio de Latrão IV, em 1215; Concílio de Lião I, em 1245; Concílio de Lião II, em 1274; Concílio de Viena-França, em 1311-1312; Concílio de Constança, em 1417; Concílio de Ferrata-Florença, em 1438-1445; Concílio de Latrão V, em 1512-1517; Concílio de Trento, em 1545-1547//1551-1552//1562-1563; Concílio Vaticano I, em 1869-1870; e, Concílio Vaticano II, em 1962-1965.

 

O Concílio Vaticano II

O Concílio Vaticano II foi anunciado pelo Papa João XXIII no dia 25 de janeiro de 1959, na Basílica de São Paulo fora dos muros. A intenção da convocação era mais com uma preocupação pastoral do que dogmática. Na festa de Pentecostes do ano do anúncio, montou-se uma comissão para elencar os pontos importantes a serem tratados nele. A preocupação da Igreja era o mundo moderno e modo de dialogar com ele. A comissão escreveu cartas aos bispos do mundo inteiro para que eles ajudassem, indicando as problemáticas de cada Igreja particular. No dia 05 de junho de 1960, a fase preparatória começou com o objetivo de elaborar esquemas que pudessem dirigir as reflexões durante o Concílio. Assim, no dia 11 de outubro de 1962, teve a Solene abertura do vigésimo primeiro Concílio Ecumênico da Igreja, no Vaticano, onde participaram mais de 2.000 bispos. No discurso inaugural, Papa João XXIII posicionou o objetivo geral daquele evento: a finalidade principal deste Concílio não é, portanto, a discussão de um ou outro tema da doutrina fundamental da Igreja, repetindo e proclamando o ensino dos Padres e dos Teólogos antigos e modernos, que se supõe sempre bem presente e familiar ao nosso espírito. Para isto, não havia necessidade de um Concílio. Mas da renovada, serena e tranquila adesão a todo o ensino da Igreja, na sua integridade e exatidão, como ainda brilha nas Atas Conciliares desde Trento até ao Vaticano I, o espírito cristão, católico e apostólico do mundo inteiro espera um progresso na penetração doutrinal e na formação das consciências; é necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo. Uma coisa é a substância do depositum fidei, isto é, as verdades contidas na nossa doutrina, e outra é a formulação com que são enunciadas, conservando-lhes, contudo, o mesmo sentido e o mesmo alcance. Será preciso atribuir muita importância a esta forma e, se necessário, insistir com paciência, na sua elaboração; e dever-se-á usar a maneira de apresentar as coisas que mais corresponda ao magistério, cujo caráter é prevalentemente pastoral”.

O Papa Paulo VI, eleito em 21 de junho de 1963, após a morte de João XXIII, teve a missão de continuar e concluir esta grande empresa. O Concílio se encerrou no dia 08 de dezembro de 1965. O novo Papa teve a missão de implantar as definições conciliares na vida da Igreja – período chamado de pós-Concílio.

 

Os Documentos conciliares

Dentro do intuito de não modificar a doutrina, mas aprender a comunica-la através de uma formulação que atinja o homem de hoje, durante três anos, os Padres Conciliares viveram uma rotina de estudos, discussões, emendas e votações dos temas que eram propostos até alcançar a unidade na correspondência com a fé para se promulgar um texto. Todo este trabalho gerou ao todo 16 documentos (04 constituições, 03 declarações e 09 decretos). As Constituições expõem as verdades de fé e os elementos essenciais da Igreja: a Sacrosanctum Concilium (trata da Liturgia); a Lumen Gentium (trata sobre a Igreja); a Dei Verbum (trata sobre a revelação e a escuta e transmissão da Palavra de Deus); a Gaudium et Spes (trata da questão da relação da Igreja com o mundo moderno). As Declarações expõem a visão da Igreja sobre determinadas questão importantes da sociedade: a Gravissimum Educationis (trata da educação católica); a Nostra Aetate (trata     da relação entre a Igreja e os não-cristãos); e, a Dignitatis Humanae (trata da questão da liberdade religiosa). Os Decretos apresentam as normas disciplinares e pastorais advinda da reflexão conciliar: o Unitatis Redintegratio (trata do Ecumenismo); o Orientalium Ecclesiarum (trata das igrejas orientais católicas); o Optatam Totius (trata da formação dos presbíteros); o Perfectae Caritatis (trata sobre a vida religiosa); o Christus Dominus (trata sobre o serviço pastoral dos bispos); o Apostolicam Actuositatem (trata do apostolado dos leigos); o Ad Gentes (apresenta a atividade missionária da Igreja); o Presbyterorum Ordinis (trata do ministério e da vida do presbítero); e, o Inter Mirífica (trata da relação da Igreja com os meios de comunicação social).

 

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida